Coleção pessoal de michelfm

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⁠Após as trincheiras,
Recém afrouxadas,
O militante padece,
Em Patentes Manchadas.

⁠Sócios em consórcios,
Em que estragos são negócios,
Militarismo e Sacerdócio,
Exercício do ócio, ócios do ofício.

⁠Na psicose do gringo,
Fragilizando e ferrando,
Contra a pólvora, o xingo.

⁠Destroços e princípios,
Para os is os seus pingos,
No escárnio rendido,
A sangria, o respingo.

⁠A sangueira estancada,
A cegueira velada,
A estribeira perdida,
Decaída e vedada.

⁠A carne, o sangue e a mamata,
O alvará e a demência implantada,
Simulada a existência pacata,
Empurrão pra masmorra maquiada.

⁠Nas Patentes Manchadas
Coloquemos alvejante.
Hemorragias estancadas
No Inanimado Militante.

⁠Mortalhas retorcem moinhos,
Calando nossa ronquidão,
Malhas sufocam os espinhos,
Mantas da inexpressão.

⁠Suavemente dilacerados,
Eletrificados ao vosso desígnio.
Sobre os ombros, escombros,
Sob a moral, o indigno.

⁠Manipuladores
(Mentores da Mentira)

Desde quando nós,
Desatamos nós,
Superamos sós,
Silenciando a voz.

Sendo jurados e réus,
Atuamos deliberadamente,
Aturamos displicentemente,
Alteramos indiscriminadamente
O ambiente em que habitamos.

Nós desatamos nós,
Nós atuamos sós,
Sós aturamos nós,
Nós alteramos vós.

Manipuladores,
Mentores da Mentira.

Manipulando com deboche,
Ventríloquos, fantoches,
Marionetes, bonecos.
Comentários ilógicos,
Num papel higiênico.

Domínio da arte cênica,
Do ar cínico.
Arsênico ao anêmico mímico.

Arquétipos irônicos,
Ventríloquos, fantoches,
Marionetes, Bonecos,
Manipulados pelos Mentores.

Manipuladores,
Mentores da Mentira.

⁠Arquétipos irônicos,
Ventríloquos, fantoches,
Marionetes, Bonecos,
Manipulados pelos Mentores.

⁠Domínio da arte cênica,
Do ar cínico.
Arsênico ao anêmico mímico.

⁠Manipulando com deboche,
Ventríloquos, fantoches,
Marionetes, bonecos.
Comentários ilógicos,
Num papel higiênico.

⁠Nós desatamos nós,
Nós atuamos sós,
Sós aturamos nós,
Nós alteramos vós.

⁠Sendo jurados e réus,
Atuamos deliberadamente,
Aturamos displicentemente,
Alteramos indiscriminadamente
O ambiente em que habitamos.

⁠Desde quando nós,
Desatamos nós,
Superamos sós,
Silenciando a voz.

⁠Da queda em diante

“Quando chegamos ao topo,
O próximo passo é a queda...”

Caiu com a cara na lama,
Socou um murro na mesa,
Xingou aquilo que ama,
Cuspiu no prato e na presa.

Comprou, não pagou a despesa,
Dever de ladino exerceu,
Deu um calote na empresa,
Não mais do que ela lhe deu.

O ataque é melhor que a defesa,
Por tanto atacou desleal,
Não repartiu sobremesa,
Canhoto, esquerda radical.

Ultrapassou em mão dupla,
Passou do limite aceitável,
Parou em local proibido,
Assumiu ser um ser imutável.

O arrebalde devia pra ele,
Estreou temas chocantes,
Estreitou seus laços na máfia,
Foi amante das boas amantes.

Vivendo e apostando pra ver,
Perdendo se manteve elegante,
E afirmou: - Da queda em diante,
Coisa alguma irá me deter...

⁠Vivendo e apostando pra ver,
Perdendo se manteve elegante,
E afirmou: - Da queda em diante,
Coisa alguma irá me deter...

⁠O arrebalde devia pra ele,
Estreou temas chocantes,
Estreitou seus laços na máfia,
Foi amante das boas amantes.

⁠Ultrapassou em mão dupla,
Passou do limite aceitável,
Parou em local proibido,
Assumiu ser um ser imutável.