Coleção pessoal de michelfm

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⁠Um vício pra deixar
Um afeto pra sorrir
Um amor pra guardar
Uma manhã pra refletir

⁠Uma fuga pra achar
Um caminho pra fugir
Uma história pra contar
Uma manhã pra refletir

⁠Uma poça pra saltar
Uma peça pra aplaudir
Um jantar pra alimentar
Uma manhã pra refletir

⁠Uma lei pra se opor
Um trato pra cumprir
Uma canção pra compor
Uma manhã pra refletir

⁠Uma língua pra falar
Um filme pra assistir
Um tempo pra pensar
Uma manhã pra refletir

Um gesto pra amar
Um beijo pra sentir
Um teto pra abrigar
Uma manhã pra refletir

⁠Frutos do Sistema

Pensando no que seremos,
Refletindo sobre o que fomos,
Na árvore da vida hoje somos...

Frutos de um sistema em degradação,
Frutos de um sistema em deterioração,
Frutos de um sistema em regressão,
Remando pra deter nossa involução.

Mas não foi nesse período,
Que tudo aconteceu,
Antes da resposta
Já havia a interrogação,

Voltados para a encosta
O Sol escureceu,
A neblina turva
Escondeu o coração,
Envolveu o coração...

Frutos de um sistema em degradação,
Frutos de um sistema em deterioração,
Frutos de um sistema em regressão,
Remando pra deter nossa involução.

Restou a força dos brutos,
E todo o resto pereceu,
Estamos colhendo os frutos,
Pra quem ainda não nasceu,
Não nasceu e o culpado fui eu.

Frutos do Sistema.

⁠Restou a força dos brutos,
E todo o resto pereceu,
Estamos colhendo os frutos,
Pra quem ainda não nasceu,
Não nasceu e o culpado fui eu.

⁠Voltados para a encosta O Sol escureceu,
A neblina turva
Escondeu o coração,
Envolveu o coração...

⁠Mas não foi nesse período,
Que tudo aconteceu,
Antes da resposta
Já havia a interrogação,

⁠Frutos de um sistema em degradação,
Frutos de um sistema em deterioração,
Frutos de um sistema em regressão,
Remando pra deter nossa involução.

⁠Pensando no que seremos,
Refletindo sobre o que fomos,
Na árvore da vida hoje somos...

⁠Poesia Pandêmica

Teu sorriso esfacelou,
Tua esperança esfacelou,
Teu sonho esfacelou,
Ela não vai voltar.

Não foi o vírus que a matou,
Foi o desprezo pela vida,
De quem nem mesmo a conheceu.

Não conheceu os teus amores,
Não conheceu as tuas dores,
Os teus temperos e sabores,
A tua chama lutadora a flamejar.

Tua missão esfacelou,
Teu projeto esfacelou,
Tua presença esfacelou,
Ela não voltará.

Não foi o vírus que a matou,
Foi a tolice desmedida,
De quem negava o inegável.

Quem a matou não se deu conta,
Que a negligência contamina,
Não há vacina, pra estupidez.

Ele nem mesmo a conhecia
E suas inofensivas idas e vindas,
Ceifaram vidas, arruinaram vidas.

Não me recordo dos teus nomes,
Nomes demais pra recordar,
Nomes demais pra mencionar.

Mas conheci os teus amores,
Eu conheci as tuas dores,
Os teus temperos e sabores,
A tua chama, lutadora, a flamejar.

⁠Mas conheci os teus amores,
Eu conheci as tuas dores,
Os teus temperos e sabores,
A tua chama, lutadora, a flamejar.

⁠Não me recordo dos teus nomes,
Nomes demais pra recordar,
Nomes demais pra mencionar.

⁠Ele nem mesmo a conhecia
E suas inofensivas idas e vindas,
Ceifaram vidas, arruinaram vidas.

⁠Quem a matou não se deu conta,
Que a negligência contamina,
Não há vacina, pra estupidez.

⁠Não foi o vírus que a matou,
Foi a tolice desmedida,
De quem negava o inegável.

⁠Tua missão esfacelou,
Teu projeto esfacelou,
Tua presença esfacelou,
Ela não voltará.

⁠Não foi o vírus que a matou,
Foi o desprezo pela vida,
De quem nem mesmo a conheceu.