Coleção pessoal de michelfm
Desprovido de outra qualidade,
Que a aura possa pronunciar,
Ofereço-lhe como depoimento,
A sonoridade que teimo cantarolar.
Apresentados por sinestesia,
Leio sua escrita estonteante,
Nem conheço tua caligrafia,
Todavia a sutileza é palpitante.
Dóra
Desafiadora sem se pronunciar,
As qualidades lhe obedecem,
São pertences a lhe enfeitar.
Remova a maquiagem,
E os acessórios enfeitados.
Seus dentes perolados ofuscam a retina,
Globos oculares castanho-esverdeados,
Fios alaranjados semelhados a tangerina,
Perfumadas e vibrantes bochechas de resina.
Graduada em hipnose,
Sentidos de rapina,
Em sua apoteose
Furtou-me a idolatria.
Desafio Dóra !
Desafiadora a me desafiar.
Tua dor de outrora,
Minha dor de agora, a descontinuar.
Metáforas da Aurora
Que hão de demorar.
Mitologia nossa, há de nos coroar.
O que delonga faz confiar,
O que demora faz confiar.
Desafio Dóra !
Desafiadora a se entregar.
Tua dor de outrora,
Minha dor de agora, a descontinuar.
Metáforas da Aurora
Que hão de demorar.
Mitologia nossa, há de nos coroar.
Desafio Dóra !
Desafiadora a me desafiar.
Tua dor de outrora,
Minha dor de agora, a descontinuar.
Metáforas da Aurora
Que hão de demorar.
Mitologia nossa, há de nos coroar.
Seus dentes perolados ofuscam a retina,
Globos oculares castanho-esverdeados,
Fios alaranjados semelhados a tangerina,
Perfumadas e vibrantes bochechas de resina.
Desafiadora sem se pronunciar,
As qualidades lhe obedecem,
São pertences a lhe enfeitar.
Remova a maquiagem,
E os acessórios enfeitados.
Na guerra de rapina dos capitalistas, os trabalhadores e oprimidos pagam a conta com seu sangue e suas vidas. Errados estão todos os poderosos, que dividem o mundo, para lucrar com a morte e o sofrimento de outros.
Amores que vivi
Vão singulares os amores...
Quem pagou os direitos autorais ao amor ?
Por tê-lo usado banalmente, sem créditos do autor.
Desconheço a autoria conhecida, em nosso favor;
Clonagem, cópia, plágio ou imitação,
Do que já publicaram sem devida concessão,
Descrevendo o exaustivamente descrito;
Sem receio de ser bobo, caio no que já foi dito,
Despenco na repetição, repetição.
Do que causa-nos contágio,
Portador de bons-presságios,
O mais caro dos pedágios,
Dentre todos os valores.
Frágeis, ágeis, inabaláveis,
Vão singulares os amores...
Amores que vivi, que se ausentaram.
Amores que vivi, que me castigaram.
Amores que vivi e se quer me notaram.
Amores que vivi, que me contagiaram.
Voam singulares os amores...
Amores que vivi, que me desfiaram.
Amores que vivi, que me restauraram.
Amores que vivi, me impulsionaram.
Amores que vivi, amores que me amaram.
Voam singulares os amores e se vão...
Amores que vivi,
que me desfiaram.
Amores que vivi,
que me restauraram.
Amores que vivi,
me impulsionaram.
Amores que vivi,
amores que me amaram.
Amores que vivi,
que se ausentaram.
Amores que vivi,
que me castigaram.
Amores que vivi
e se quer me notaram.
Amores que vivi,
que me contagiaram.
Do que causa-nos contágio,
Portador de bons-presságios,
O mais caro dos pedágios,
Dentre todos os valores.
Do que já publicaram sem devida concessão,
Descrevendo o exaustivamente descrito;
Sem receio de ser bobo, caio no que já foi dito,
Despenco na repetição, repetição.
Vão singulares os amores...
Quem pagou os direitos autorais ao amor ?
Por tê-lo usado banalmente, sem créditos do autor.
Desconheço a autoria conhecida, em nosso favor;
Clonagem, cópia, plágio ou imitação,
