Coleção pessoal de MauricioCCantelli

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Quem deseja ser maior do que é hoje deve começar por conhecer profundamente o que já é.

Quem escolhe o que você pode dizer já decidiu te calar.

Entre aquilo que vejo, ouço, tateio, provo e respiro e o real, há uma distância que não sei medir; mas o desconhecido logo me revela a pequenez do que sei.

O “eu sou” nasce entre a consciência do todo e a dúvida sobre o essencial. Eu sou mesmo?

Quando a consciência paira como bruma, a virtude por vezes se faz pesada.

O verbo que penetra o tempo é aquele que desvela o real e dá contorno ao metafísico.

Protegemo-nos tanto pela tecnologia que, muitas vezes, já não percebemos o abismo de insensibilidade e desconexão emocional que se alarga entre nós.

Somos como veleiros: alguns se deixam prender pelas âncoras do passado e ali ficam, com as velas tristemente amainadas; outros soltam as correntes, içam as velas e seguem, vivos, pelas águas do presente.

O culto ao imediato e ao fácil nos afasta da verdade e nos afunda na superficialidade intelectual.

Toda omissão diante do erro é uma compra parcelada, com juros, lançada na conta da humanidade. O vencimento vem para todos.

Quando as ideias brilhantes se apagam, é das sombras que emergem os grandes problemas.

Prisioneiros de si, querem aprisionar os opositores.

A sociedade às vezes nos cega tanto que passamos a lutar por coisas que nem conhecemos nem desejamos.

As coisas ganham sentido quando somos capazes de compreendê-las; a felicidade, por exemplo, floresce em quem sabe apreciá-la.

A virtude nasce no ânimo sereno e acuidade ao real.

Otimismo sem medida cega; pessimismo em excesso retrai. A virtude exige serenidade e lucidez diante do real.

Vencer exige fome, instinto e ousadia; o sucesso raramente pertence aos hesitantes.

A miséria pode privar alguém de quase tudo, mas não o impede de agir com integridade e honestidade.

Uma das formas mais bonitas de ser feliz é inspirar felicidade no outro.

Há quem atravesse a existência inteira sem sair da caverna das aparências.