Coleção pessoal de MauricioCCantelli

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A sociedade às vezes nos cega tanto que passamos a lutar por coisas que nem conhecemos nem desejamos.

As coisas ganham sentido quando somos capazes de compreendê-las; a felicidade, por exemplo, floresce em quem sabe apreciá-la.

A virtude nasce no ânimo sereno e acuidade ao real.

Otimismo sem medida cega; pessimismo em excesso retrai. A virtude exige serenidade e lucidez diante do real.

Vencer exige fome, instinto e ousadia; o sucesso raramente pertence aos hesitantes.

A miséria pode privar alguém de quase tudo, mas não o impede de agir com integridade e honestidade.

Uma das formas mais bonitas de ser feliz é inspirar felicidade no outro.

Há quem atravesse a existência inteira sem sair da caverna das aparências.

Muitos não vivem a realidade; apenas observam sombras e as chamam de vida.

A genialidade muitas vezes obriga ao silêncio: não pelo desafio de explicar, mas pela inutilidade.

A mentira se move com rapidez, mas, de tão afoita, cambaleia e cai; a verdade caminha a passos lentos, sábios e certos.

A inovação impulsiona, mas é o simples que revoluciona.

O passado se revê, o presente se escreve; o futuro talvez nem nos dê palco.

Mesmo distante, a verdade ainda confirma os fatos; a mentira, ainda que próxima, deles se afasta.

A distância preserva encantos que a intimidade às vezes desfaz.

Nem sempre gostamos mais de quem é melhor, mas de quem conhecemos menos.

Falar a verdade dá credibilidade; dizer toda ela nem sempre é sabedoria.

Problemas antigos raramente cedem à mesma cabeça que os produziu.

O absurdo não deve ser descartado; a inovação precisa dele.

Paixões desgovernadas prometem liberdade, mas entregam prisão.