Coleção pessoal de MariaAlmeida
Quem tem a sensibilidade de amar e a fragrância de viver é um ser único que não se deixa acorrentar pelos pasmos da sociedade.
Quando quiseres ocupar-te com os outros, ocupa-te com o mundo, com a miséria, com a fome, com o abandono. Ou, se preferires, ocupa-te com a natureza, com a beleza, com o afeto e com o silêncio. Não lances indirectas porque elas cairão no vazio. Não utilizes o sarcasmo porque te revelas ao mundo. Sacode a indiferença, porque, só, à solidão te condenas. E enquanto tu escondes as tuas mãos, eu ofereço as minhas duas. E enquanto tu vences com inimizade, eu derrubo com um sorriso. Porque, como disse Mark Twain “São necessários o inimigo e o amigo juntos para ferir-te no coração: o primeiro para caluniar-te, o segundo para vir contar-te.”
Escolho a realidade para ser feliz e nela deposito os meus límpidos sonhos e a minha fome pela vida, o calor quente dos outonos, o sol que dispensa a morosidade do que é vazio e frio, e a alegria de ser eu na travessia que enceto pelo mundo.
Os castelos não se constroem sozinhos.
Na corda bamba da vida, quem quer ser um, jamais provará a delícia de ser compromisso a dois e jamais poderá dizer que viveu.
Grandiosas são as marcas que deixamos por onde passamos, quando elas se alicerçam na suavidade do amor e com a impetuosidade do bem.
Ninguém corta as minhas asas. Cada tentativa nesse sentido as faz crescer e resplandecer ainda mais.
Não troces das infinitas possibilidades do amor. Ele é o único que te salvará e te sustentará como a beleza única que se perpetua, sem propulsor, na conciliação das diferenças inconciliáveis.
