Coleção pessoal de MariaAlmeida

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O deserto é sempre bom de atravessar quando sabemos o que nos espera e o que vamos encontrar.

Vejo em mim o reflexo de tantos outros.

Lentamente, muito lentamente, mil guiões de mil possibilidades infinitas me propulsionam na conquista de novas alegrias.

Tenho uma saudade serena e uma vontade insaciável pelo mordisco do mar.

Não existe amizade que perdure no tempo e na distância se não for sincera e assiduamente correspondida e partilhada.

A ternura veste-me com todas as conjugações e em todos os sentidos.

Cada vez mais me fortifico na profundidade da minha alma, não fosse eu a vida e o desafio.

A tristeza não é um sintoma contagioso nem sinónimo de depressão. É um estado da alma como qualquer outro, e o qual é necessário saber interpretar, como a alegria, o riso e o contentamento.

Não sou amordaçada de vontade.
A resignação raramente me encontra.

Eu sou feliz hoje, não preciso de esperar para ser feliz mais adiante.

Não tenho pulso sobre os acontecimentos passados, mas tenho garra para reconhecer os erros, para aceitá-los e percebê-los, para me superar e deixar a minha memória refrescar-se, descobrindo-me a mim própria e realizando o que é necessário ser feito.

É engraçado como tudo muda e só o amor verdadeiro permanece.

Normalmente as lições sobre a vida surgem de quem não tem vida nenhuma.

O intransponível é para mim o possível.

A vida é assim mesmo, um constante recomeço tecido por ciclos de chegadas e de partidas, de ganhos e de perdas. O início de um ciclo sobrepõe-se, necessariamente, ao encerramento de um outro. Choramos não só para aliviar a alma e o coração, mas também para nos curarmos. O que sobra depois disso, de cada vez que sucede, é o formato de nós mesmos e a essência com a qual moldamos o que nos rodeia. Gritamos para serenarmos. Silenciamos para falarmos. Cortamos para florescermos. Morremos para renascermos E, muitas vezes, ainda que cambaleantes e consumidos, agarramos com ambas as mãos a esperança que nos enche por dentro e vestimos-nos com uma coragem assombrosamente estonteante na busca de outros horizontes, de novos motivos e de renovados pensamentos.

Na minha manhã já é de dia.

Acima de tudo, por sempre acreditar no amor, quero a beleza maravilhosa e simples de tudo o que existe em meu redor. Quero água. Quero sol. Quero fogo. Quero sempre sentir-me em tudo o que sonho, o que faço e o que toco. Quero que o bem me queira e quero querê-lo também. Assim floresço. E assim me permito florescer.

As pessoas que me amam também têm emoções.

Adoro todos os dias da minha vida. Mesmo os cinzentos.
Bom mesmo é viver. Bom mesmo é rir. Bom mesmo é vestir-me todos os dias de alegria, deliciar-me com um café quentinho logo pela manhã, apreciar o mundo enquanto conduzo para o trabalho e alimentar-me com a música que toca dentro e fora de mim.
Bom mesmo é escrever, ler, pintar, tecer os meus passos de dança enquanto dou um toque mágico à casa, gargalhar com as peripécias dos meus animais, cozinhar enquanto entoo os sons loucos dos meus ritmos, correr, e, então, sob o suave e estrelado céu da noite, voar num baloiço até ao infinito, sentindo o cabelo soltar-se e sonhar os sonhos de Deus junto comigo.
Bom, mesmo, é isto. Apenas assim. Somente isto.

Quando me desligo do mundo é a minha vontade sem pressões a falar e a urgência do meu espaço pessoal que precisam de solidão, em plena aceitação de que sou livre para me afastar e livre para o fazer.