Coleção pessoal de MariaAlmeida
Entrego-me à vida e dispenso curiosos. Só quero o que me faz bem e o que me faz sorrir de corpo inteiro, de dentro para fora.
Normalmente, quem muito julga os outros, não só não possui uma vida própria, como também se esconde de si mesmo.
Quero um abraço aconchegado, uma gargalhada solta, mãos dadas, uma flor do campo e ficar olhando o mar.
Não tenho um dever obsessivo para comigo própria. Não gosto da perfeição. Erro sem parar, mas liberto-me trabalhando para ser uma pessoa cada vez melhor para mim, para os outros e para o mundo. Não gosto do que é morno. Sou tranquila, mas adoro molhar os pés no mar, de sentir a turbulência do vento e de me molhar na chuva viva, quente e fria, aceitando a adversidade e o amor. Não gosto de linhas retas. Não sou melhor nem pior, muito menos infalível, sou silenciosamente humilde, mas intensamente efervescente com a vida e pela vida.
E, porque entendi, surpreendi-me na minha imperfeição, humanamente frágil e humana, para viver e aceitar as emoções que sinto simplesmente como elas são, muitas delas vulneráveis e, contudo, necessárias demais para a minha libertação e a manutenção da minha paz.
Deus nunca teve a obrigação e o dever de me consertar. Dele vem a minha força, mas essa obrigação é e será sempre minha, pois há muito – e de uma forma consciente e perfeita – percebi que não existem recompensas no Universo e nem as mesmas devem ser almejadas.
Respeito mas não acarinho os estigmas que absorvem os outros.
Alimento-me de coisas simples e que realmente importam.
Perdoar e deixar ir sem magoar. Amar é exatamente isto. Amar é agradecer a quem se ama a oportunidade de verdadeiramente amar, é desejar o seu bem e a sua felicidade, e como uma essência emocionalmente inteligente, é fazê-lo dentro de um sorriso só nosso, interno, suave e secreto.
Deus protege e cuida da minha família, dos meus amigos e de todos os que procuram o amor e praticam o bem.
