Coleção pessoal de MarcioGermano1969

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⁠Às vezes temos que educar nossos cavalos com a carruagem em movimento.

Tornamo-nos estrangeiros em nosso próprio corpo quando desconhecemos os nossos limites.

Entre um passo e outro, deixamos pegadas de poesia pelo caminho.

O tempo leva, o tempo transforma. Somos como areia que o vento dispersa, mas é na humanidade que nossa essência permanece.

Caminhar pela orla da praia, sentir o vento bater no peito... Esse contato com a natureza é quase um diálogo silencioso com as ondas, que vêm e vão, apagando minhas pegadas na areia e nos lembrando de que, na vida, tudo é passageiro.
Talvez a vida seja justamente isso: caminhar, deixar algumas pegadas pelo caminho e compreender, com o tempo, que também precisamos aprender a deixá-las desaparecer.

Aquilo que nasce de nossas mãos e de nossa imaginação nos resgata desse silêncio profundo.

É essa inquietação que nos faz sentir que ainda há muito para descobrir.
Talvez envelhecer não seja apenas contar os anos que passaram, mas encontrar novas razões para que os anos que ainda virão continuem fazendo sentido.

A vida não para quando o trabalho termina. Apenas muda de direção.
Nossa mente é como um jardim: aquilo que cultivamos é o que cresce.

Consumi uma vida em enganos na ânsia de corrigir minhas imperfeições; talvez bastasse deixar a vida seguir seu curso natural.

Tudo aconteceu de repente.
Como um vendaval que arrancou as certezas, uma enxurrada que levou consigo o que parecia inabalável, uma avalanche destinada a alterar, para sempre, o curso da existência.
Mas, quando a fúria dos acontecimentos finalmente se dissipou, o silêncio devolveu tudo ao seu estado mais simples, à sua natureza mais profunda. O que parecia perdido reapareceu intacto; o que parecia definitivo revelou-se apenas um desvio no caminho.
Talvez o destino tenha apenas adiado o inevitável. Ou talvez existam instantes que jamais acontecerão, porque não pertencem ao tempo dos homens. Habitam outra dimensão, onde o passado, o presente e o futuro deixam de existir. Pertencem apenas à eternidade.

Se não terminou bem, é porque não terminou ainda.

O silêncio costuma ser o mais eloquente dos comentários.

A crença sem consciência é apenas um cálice vazio diante do sagrado.

Entre espaço e tempo, somos apenas passagem.

Aprender a conviver com os meus demônios foi a minha forma de evitar que os meus anjos me abandonassem.

Há um hiato ecoando em cada instante, em busca dos sentimentos mais profundos.

Onde há silêncio, existe um mundo que aprende a falar por dentro.

Tal como as árvores frutíferas, o que define o ser humano é aquilo que ele produz.