Coleção pessoal de LEandRO_ALissON

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Todo aquele cuja sanidade depende da confiança na ordem social ficará irremediavelmente louco. Ou você pendura a sua alma em Deus, ou ela cai.

“Em geral, o amor começa com uma emoção, com uma perturbação da alma diante do encontro com certa beleza inesperada e entendida como conveniente aos próprios desejos e inclinações. O amor começa ao apaixonar-se — da afectio, como a chamava Santo Tomás de Aquino. É como um golpe inesperado que perturba o coração e a mente. É bom, pois pode ser o início do amor. Por isso mesmo, enamorar-se pode ser a causa inicial do amor, mas não pode jamais ser um fim em si mesmo. É o amor trabalhado que revive esse fenômeno de forma livre e consciente. Assim ele cresce, traz doçura à vida humana. Mas exige esforço e bondade. Segundo Aristóteles, o amor implica em querer o bem do outro: desejar um ao outro o que se considera bom, e fazê-lo por amor deste outro, e não por amor de si mesmo”.

(Matrimonium: Teologia e Direito)

A filosofia é o amor ao ser por meio do amor do Ser divino enquanto fonte de sua ordem.

No chamado 'debate nacional', a dimensão de verdade e falsidade não existe. Só o instinto grupal de ataque e defesa.

Confundir a cultura filosófica com o exercício da filosofia é como confundir a cultura musical com a música. É uma atitude tão idiota que basta, por si, para excluir o sujeito tanto da música quanto da cultura musical.
TODO o ensino de filosofia no Brasil é baseado nessa confusão digna de um orangotango.
Entendem por que os verdadeiros filósofos -- Mário Ferreira dos Santos, Vilem Flusser, Vicente Ferreira da Silva, eu -- fomos sempre rejeitados no ambiente universitário brasileiro, enquanto nulidades como José Arthur Gianotti, Marilena Chaui e Renato Janine Ribeiro eram ali celebradas como grandes filósofos?

O sujeito achar que um diploma de filosofia pela USP faz dele um filósofo é uma idéia tão idiota quanto imaginar que um diploma de História da Pintura faz dele um pintor. Nem um único filósofo foi jamais formado pela USP ou por qualquer outra universidade brasileira e, pelo andar da carruagem, jamais o será.

A capacidade que zés-manés brasileiros têm de posar de importantes sem ter realizado nada de notável é ela mesma a realização nacional mais notável.

Vocês já repararam que NEM UM ÚNICO filósofo ou escritor de renome escreveu algo contra o meu trabalho, só zés-manés fracassados e invejosos?

De fato, a diferença entre ter idéias ou opiniões e ter uma visão DENSA, CONCRETA da realidade é a diferença crucial entre a ignorância pomposa e o conhecimento e, no fim das contas, entre o fracasso e o sucesso a longo prazo. Não há noção mais ignorada entre os brasileiros, seja na esfera da ação prática ou, sobretudo, na vida intelectual, onde, pelo que vejo todos os dias, a maioria dos opinadores não sabe distinguir entre um arranjo de palavras e uma efetiva apreensão da realidade.

Discutir com o analfabeto funcional é desesperador, porque, não entendendo o que ele próprio diz, ele pode mudar retroativamente o sentido das suas frases quantas vezes deseje.

O analfabeto funcional vive num mundo de puras frases, onde não há verdades ou mentiras, só vaias e aplausos.

Sou o primeiro escritor que, na história do mundo, se tornou slogan em protestos de rua. Depois disso, querer uma vaguinha em ministério seria humilhação.

Também fui louvado pelos gigantes e achincalhado pelos pigmeus -- Ives Gandra e Paulo Bundadelli, por exemplo -- o bastante para entender que minhas obras não são para qualquer zé-mané.

O que as pessoas hoje entendem por 'educação' é modelagem de comportamento, que é O OPOSTO da educação. Educação é dar meios, não impor fins.

Milagres são fatos da ordem física, só conhecíveis por observações, testemunhos e testes científicos. Não são, por si, objetos de 'fé', pois se o fossem não poderiam ser observados por descrentes.
Isso quer dizer que uma opinião sobre milagres [...] só vale alguma coisa se emitida por alguém que tenha lido muitos relatos de milagres ou presenciado ele próprio algum milagre.
Caso contrário, o sujeito está tomando um conceito abstrato -- ou, pior ainda, a mera palavra que o designa -- como se fosse a coisa conceituada.

Todo sujeito que acha que é culto porque teve boas notas na universidade ou na escola militar não tem a menor idéia do que é cultura.

Universidade, especialmente no Brasil, dá apenas formação profissional, quando muito, CULTURA é SEMPRE E INVARIAVELMENTE AUTODIDÁTICA.

Se o homem não possuísse nenhuma coisa que se pudesse tornar responsável, não seria livre nem dentro, nem fora de si. Dêem-lhe, porém, alguma coisa que possa afeiçoar à sua própria imagem e semelhança, assim como Deus o fez à sua imagem e semelhança e o homem será economicamente livre. Tal coisa é a propriedade privada.

"A propriedade é tão somente a arte da democracia. Significa que todo homem deveria ter algo para moldar à sua própria imagem, assim como ele foi moldado à imagem do Céu. Contudo, como ele não é Deus, mas apenas uma imagem esculpida Dele, sua expressão pessoal deve dar-se dentro de certos limites. A rigor, dentro de limites severos e até mesmo estreitos."

No Brasil, há tempos não existem pensadores originais, nem mesmo no nível da mera crítica cultural. Cada um que aparece fala em nome de algum grupo e dele obtém seu prestigio. Por isso o único tipo de interpretação que esses sujeitos são capazes de efetuar consiste em responder à pergunta: 'Para quem ele trabalha?'

Uma identidade nacional é a memória viva dos grandes feitos realizados por um povo. O nacionalismo brasileiro nem liga para isso. Só pensa nos valores materiais e na 'cobiça internacional'.

Num país que surgiu, cresceu e se desenvolveu à sombra da Cruz, uma democracia antirreligiosa não pode deixar de ser uma democracia artificial.

O Bronislaw Malinowski, antropólogo polonês, inventou a técnica do 'observador participante', na qual o estudioso se abre pessoalmente a correntes culturais, movimentos políticos, experiências religiosas várias, sem nenhum escudo defensivo interior e sem deixar-se hipnotizar por essas forças. Foi assim que passei pelo comunismo, pela astrologia, pela psicanálise, pelo esoterismo islâmico etc.
Cretinos que só concebem a adesão cega e acrítica ou a rejeição total não podem compreender nada da minha carreira nem das minhas idéias.