Coleção pessoal de LEandRO_ALissON
Dos anti-olavistas dos anos 90, a única recordação ainda viva são as piadas que fiz sobre eles. O mesmo destino aguarda os de agora. Que cada um dê logo sua gozadinha diante do espelho, pois o fim da festa está próximo.
Será que são mesmo tão estúpidos ao ponto de achar que suas fofoquinhas do dia suprimirão o lugar permanente que os meus livros já conquistaram na história da cultura nacional?
A coisa mais óbvia em tudo quanto essa gente escreve a meu respeito é a sua total incapacidade de apreender minha obra numa visão de conjunto, que então os bobocas substituem por invencionices pueris camufladas em dialeto uspiano kitsch.
A única esperança desses bostas é o fim do Brasil, pois não há outra maneira de me fazer desaparecer junto com eles.
Os jornalistas e acadêmicos, no Brasil, usam de um método arqueológico: pegam um fragmento irrisório qualquer e com base nele constroem o desenho inteiro de uma inteligência, de uma alma, de um personagem do qual não sabem e continuarão não sabendo nada.
Quando o Paulo Francis deu a um de seus livros o título de 'Opinião Pessoal', foi por pressentir que se tratava de objeto em extinção no Brasil. Hoje em dia só há opiniões de grupos e partidos, e eu me tornei o representante incompreensível de uma espécie desaparecida.
Será que ninguém neste país percebe a diferença entre os que opinam em busca de vantagens grupais e o escritor que só expressa a sua opinião pessoal com sinceridade?
Nunca tomo a iniciativa de atacar ninguém. Só ataco quem me ataca ou ataca algum amigo meu inocente.
"Todo sujeito que escreve só na linguagem da sua profissão, sem domínio suficiente da língua geral, não passa de um jumento mal treinado. Mas, no Brasil, esse é o protótipo do 'homem culto'."
Temos de nos desmascarar para alcançarmos aquela autenticidade interior de uma cultura em que poderemos, um dia, nos reconhecer e nos sentir realizados.
A ordem social depende da ordem fundamental da mente humana, baseada nas constantes universais a que me referi outro dia. Se esta se perde, as próprias leis se tornam instrumentos de desordem, e toda esperança de restaurar a ordem por meios jurídicos e políticos é vã. A ordem da mente depende da cultura, da religião e da arte -- se estas se corrompem, tudo está perdido.
Quantos brasileiros vocês conheceram que assumiam o esforço de tornar-se pessoas cada vez melhores, do ponto de vista moral e espiritual, como sua missão mais importante -- ou única -- na vida? Eu só conheci um. E no meio jornalístico nunca vi nenhum que sequer concebesse, mesmo de longe, essa possibilidade.
"O dia do favor é a véspera da ingratidão."
(Adhemar de Barros, líder pioneiro do movimento de 1964, logo depois cassado pelos militares.)
Praticamente todas as idéias monstruosas e assassinas nasceram de conclusões filosóficas extraídas de fatos científicos desprovidos de qualquer alcance filosófico.
Como toda conclusão científica só vale dentro de um campo de experiência previamente delimitado, isso equivale a dizer que, em princípio, praticamente nenhuma conclusão científica tem qualquer alcance filosófico.
O traço mais característico do estilo jornalístico e universitário do Brasil hoje em dia é a certeza inabalável de que falar de uma opinião qualquer em tom de desprezo equivale a refutá-la por completo.
A mais alta atividade intelectual nesses meios é a AFETAÇÃO.
Os pretensos intelectuais da mídia e da universidade REALMENTE não conseguem DE MANEIRA ALGUMA imaginar mais alto ideal de vida do que influenciar um governo. E acreditam de todo o coração que desejo e consigo o que eles desejam e não conseguem. A miséria espiritual dessa gente é indescritível.
Um redator da Fôia [Folha de S. Paulo] jamais poderá compreender que a coisa mais importante da vida é a nossa identidade diante de Deus.
Ademais, nem o sucesso póstumo da minha obra é coisa que mexe com o meu coração. Só o que espero é estar no céu com Nosso Senhor Jesus Cristo, com a Santa Virgem e com os meus entes queridos.
Querem a lista dos escritores brasileiros de esquerda que NUNCA consentiram em prostituir sua arte no leito da propaganda? Comecem por pensar em Graciliano Ramos, Érico Veríssimo. Alvaro Lins, Paulo Duarte, Paulo Emílio Salles Gomes, Sérgio Milliet, Carlos Drummond de Andrade, só para dar umas amostrinhas.
Estar na "direita" não autoriza você a pensar por estereótipos ou a ignorar a história da cultura nacional.
O que estabelece uma analogia entre dois entes, portanto, não são as similitudes que apresentam no mesmo plano, mas o fato de que estão ligados a um mesmo princípio, que cada qual representa simbolicamente a seu próprio modo e nível de ser, e que, contendo em si um e outro, é forçosamente superior a ambos. [...] Visto desde cima, desde o princípio que os constitui, eles revelam a proporcionalidade entre as funções simbólicas que desempenham para a manifestação desse princípio, cada qual no nível cosmológico que lhe corresponde, e é essa proporcionalidade que constitui a analogia. Vistos desde baixo, desde a fenomenalidade empírica, eles se desmembram na multilateralidade das diferenças. Assim, a analogia é simultaneamente evidente e inapreensível; óbvia para uns, inconcebível para outros, conforme a unidade ou fragmentação das suas respectivas cosmovisões.
No Brasil, agir com a maior boa-fé e sem visar a nenhuma vantagem imoral torna você um réprobo, um inimigo público.
