Coleção pessoal de LEandRO_ALissON
Aquele que perdoa nunca lança o passado no rosto da outra pessoa. Quando você perdoa, é como se nunca tivesse acontecido. O perdão verdadeiro é completo e total.
Mesmo uma parte de você ainda acredita que pode lutar e sobreviver, não importa o que sua mente saiba. Não é tão estranho. Onde ainda existe vida, ainda há esperança. O que acontece depende de Deus.
O grande mandamento é que preguemos o evangelho a toda criatura, mas nem Deus nem a Bíblia dizem nada acerca de forçá-lo garganta adentro das pessoas.
Eu cheguei tão longe e me recusei a desistir porque, minha vida inteira, eu sempre terminei a corrida.
Tudo o que eu quero dizer para os jovens é que vocês não serão ninguém na vida a menos que aprendam a se comprometer com um objetivo. Você tem que procurar no mais fundo de si mesmo se está disposto a fazer sacrifícios.
“Dizemos que a metafísica consiste em o homem buscar uma orientação radical em sua situação. Mas isso supõe que a situação do homem — isto é, sua vida — consiste numa radical desorientação. Não dizemos, pois, que o homem, dentro de sua vida, se encontre desorientado parcialmente nesta ou noutra ordem, em seus negócios ou em seu caminhar por uma paisagem, ou na política. Aquele que se desorienta no campo busca um mapa ou uma bússola, ou pergunta a um transeunte, e isso lhe basta para se orientar. Mas nossa definição pressupõe uma desorientação total, radical; ou seja, não que aconteça ao homem de se desorientar, de se perder em sua vida, mas sim que a situação do homem, a vida, é desorientação, é estar perdido — e por isso existe a metafísica”.
É apaixonante você evoluir, pouco a pouco, da simples representação exata de objetos corporais até à compreensão objetiva de uma situação humana, de uma alma, de um drama individual ou social.
Só há um meio de aprender filosofia: É VER um filósofo, dia após dia, compor e recompor a ordem da sua consciência por meio da interrogação filosófica.
Tive essa experiência por muito breve tempo, com o meu saudoso professor Pe. Stanislavs Ladusãns, e a complementei muitas vezes lendo os diários filosóficos de Gabriel Marcel, Henri-Fréderic Amiel e Blaise Pascal.
"Ser intemperante significa cair abaixo da verdadeira dignidade do ser humano. Ela perde o autocontrole e é escrava de seus afetos. Sua vida não é bem ordenada, é imprudente, caótica, cheia de excessos. Uma pessoa intemperante é uma criatura dada ao capricho, próxima de ser compulsiva e perder sua liberdade."
Se você não tem a capacidade de acreditar cem por cento no romance que está lendo ou no filme a que está assistindo, trate de adquiri-la. Os imbecis a desprezam, mas ela é a base de TODO aprendizado.
"O estudo é fonte de felicidade, pois nos preserva do mal. A preguiça, a indolência, os prazeres malsãos não deixam senão remorsos e pesares. O estudo nos faz saborear a felicidade no cumprimento do dever, no desenvolvimento das faculdades, na busca apaixonada da verdade, na intensiva preparação à missão para a qual fomos criados."
"As crianças dispõem de uma inestimável sensibilidade para tudo que é profundo ou elevado, na imaginação ou no sentimento, desde que seja também simples. Somente o artificial e hermético as confunde."
"Piedade ele tem, é claro, pelos pobres, por aqueles que são encerrados nas prisões, pelos humildes, pelos miseráveis; mas ele tem muito mais compaixão dos ricos, dos hedonistas obstinados, daqueles que desperdiçam a sua liberdade tornando-se escravos das coisas, daqueles que usam roupas finas e vivem em casas de reis. Riquezas e prazer pareciam-lhe ser, na verdade, tragédias maiores que a pobreza ou o sofrimento. [...] No Natal consegui a posse do Novo Testamento em grego e, toda manhã, depois de limpar minha cela e polir meus metais, leio um pouco dos Evangelhos, uma dúzia de versos tomados por acaso. É uma forma agradável de começar o dia. Todo o mundo, mesmo que em uma vida turbulenta e indisciplinada, deveria fazer o mesmo."
(Sobre Jesus, na obra "Das Profundezas")
Devo dizer a mim mesmo que eu me arruinei, e que ninguém, grande ou pequeno, pode ser arruinado, exceto por sua própria mão. Estou quase pronto para dizê-lo. Estou tentando dizê-lo, ainda que, no presente momento, talvez não seja o que pensem. Essa cruel acusação eu trago sem piedade contra mim mesmo. Foi terrível o que o mundo fez para mim, mas muito mais terrível foi o que eu fiz a mim mesmo.
[...]
Diverti-me sendo um flâneur, um dândi, um homem da moda. Acerquei-me das naturezas mais baixas e das mentes mais mesquinhas. Tornei-me o dissipador do meu próprio gênio, e trouxe-me uma curiosa alegria desperdiçar uma eterna juventude. Cansado de ficar nas alturas, deliberadamente desci às profundezas, à procura de uma nova sensação. O que me era o paradoxo na esfera do pensamento tornou-se para mim a perversidade na esfera da paixão. O desejo, no fim das contas, era uma doença, ou uma loucura, ou os dois. Cresci sem prestar atenção às vidas dos outros. Sentia prazer no que me agradava, e segui em frente. Esqueci que toda pequena ação do dia comum constrói ou destrói o caráter e que, portanto, o que alguém fez na câmara secreta um dia terá que clamar do alto dos telhados. Deixei de ser senhor de mim mesmo. Deixei de ser o capitão da minha alma, e não sabia. Permiti que o prazer me dominasse. Terminei em terrível desgraça. Só me resta agora uma coisa: a humildade absoluta.
(Na obra "De Profundis")
A espontaneidade sonsa com que os liberais imaginam como a coisa mais natural do mundo a adaptação dos valores morais às exigências da economia coincide em gênero, número e grau com a concepção gramsciana da 'ética' como ajuste entre as normas da conduta popular e 'o estado das forças produtivas'. Surrados com duas mãos, os valores morais se dissolvem a olhos vistos, e aí liberais e gramscianos nos oferecem gentilmente seus respectivos diagnósticos da situação, nos quais a ação deles próprios NUNCA é um dos fatores em jogo.
