Coleção pessoal de LEandRO_ALissON
Os professores universitários de filosofia, neste país, são incapazes de avaliar por si mesmos a importância de uma obra filosófica. Sem a aprovação das autoridades estrangeiras, ficam perdidinhos e desamparados numa rede de dúvidas sem fim.
Pode-se opor o discurso 'ideológico' ao 'científico', mas ambos são igualmente racionais. Em princípio, qualquer opinião política é ideológica. Quem não sabe disso não deveria ser consultado nem sobre jogo de futebol-de-botão.
Cícero falava em 'cultura animi' (cultura da alma), e Horácio dava ao termo a acepção de enobrecimento moral.
Hoje em dia, 'cultura' significa a auto-badalação, o desejo de poder e a fome de dinheiro do 'beautiful people'.
Se o Caetano Veloso é intelectual, a Márcia Tiburi é filósofa, o Marcelo Rubens Paiva é escritor e o Tomole é jornalista, TUDO É PERMITIDO.
Um sujeito cujo horizonte cultural é delimitado pelo mercado editorial brasileiro está num estado de miséria intelectual calamitosa.
Você é importante para outras pessoas, assim como para si mesmo. Você tem um papel vital a ser exercido no destino em desdobramento do mundo. Você é, portanto, moralmente obrigado a cuidar de si mesmo. Você deve cuidar, ajudar e ser bom consigo da mesma forma que cuidaria, ajudaria e seria bom para alguém que ama e valoriza.
"Se o que há de lixo moral e mental em todos os cérebros pudesse ser varrido e reunido, e com ele se formar uma figura gigantesca, tal seria a figura do comunismo, inimigo supremo da liberdade e da humanidade, como o é tudo quanto dorme nos baixos instintos que se escondem em cada um de nós. O comunismo não é uma doutrina porque é uma antidoutrina, ou uma contradoutrina. Tudo quanto o homem tem conquistado, até hoje, de espiritualidade moral e mental — isto é de civilização e de cultura —, tudo isso ele inverte para formar a doutrina que não tem."
Ficar indignado é abdicar da dignidade antes que os ofensores acabem de liquidá-la. Por isso até o protesto mais justo precisa de prudência e bom-humor. Guarde sua cólera para os casos em que o ofendido seja o próprio Deus.
O grande Georg Jellinek ensina que a primeira precaução em História e ciências sociais é aprender a distinguir entre as ações racionais deliberadas e o acúmulo de causas impessoais e anônimas. Em geral o que os cientistas sociais fazem é ocultar sob estas causas as suas próprias ações racionais deliberadas.
Na mídia e nas universidades, milhares de analfabetos funcionais posam de superiores a um Olavo de Carvalho que eles mesmos inventaram à sua imagem e semelhança.
"Quem deseje contribuir para que esse país se torne realidade só tem um caminho a seguir: lutar para que a cultura brasileira se ligue às fontes centrais e permanentes do conhecimento espiritual, para que a experiência da visão espiritual ingresse no nosso horizonte de aspirações humanas e, uma vez obtida, faça explodir, com a força das intuições originárias, todo um mundo de formas imitativas e periféricas, gerando uma nova vida."
Desde criança conheço a diferença entre as definições nominais do amor e do desejo. Mas, para perceber a diferença entre as realidades respectivas, levei uma vida inteira.
Mentalidade revolucionária é o estado de espírito, permanente ou transitório, no qual um indivíduo ou grupo se crê habilitado a remoldar o conjunto da sociedade – senão a natureza humana em geral – por meio da ação política; e acredita que, como agente ou portador de um futuro melhor, está acima de todo julgamento pela humanidade presente ou passada, só tendo satisfações a prestar ao tribunal da História.
Enquanto estiver absorvendo uma ideia antagônica, você estará em conflito consigo mesmo. A vida intelectual é feita desse conflito mesmo: não é possível tê-la com todos os problemas resolvidos de antemão, sem dúvidas, sem angústias e sem sofrimentos.
"É possível dar às pessoas existencialmente frustradas um sentido para a sua vida? Não, não podemos fazê-lo; [...] Podemos, quando muito tentar compreendê-la. E eu começaria por ressaltar que não é possível dar sentido, mas somente encontrar o sentido".
