Coleção pessoal de KANGAL
Tanjuro Kamado: O Guardião da Hinokami Kagura
Na neve fria onde o vento canta,
Um homem frágil de alma forte e pura, mantém a dança do sol que o perigo espanta, buscando a paz na noite escura, enquanto o tempo silencioso sempre avança.
Não há pressa em seus passos, nem temor,pois o fôlego da vida ele tem domínio e compreende;A dança do fogo, sagrada e do amor,na ponta da espada e no peito acende, obrilho eterno de um protetor.
Do pai para o filho a chama vai passar,com brincos de Hanafuda balançando ao vento,um fardo pesado que aprendeu a carregar
Com um sorriso calmo em cada momento,pronto para o destino enfrentar.
Mesmo fraco e cansado pela dor,
Sua mente alcança o mundo transparente, Um exemplo vivo de força interior, seu espírito firme reluzente,Guia os passos daquela gente Com a luz serena do verdadeiro amor.
Autor: James Richard Ferreira Pantoja (KANGAL)
© Todos os direitos reservados
Gyomei — A Montanha que Chora
Autor: James Richard Ferreira Pantoja
Pseudônimo: KANGAL
Silencioso, ele ora e faz sua prece,
Enquanto a noite se prepara para o fim;
Seus olhos, que não veem a luz, choram sempre,
Mas sua alma permanece firme assim,
Como uma montanha que não conhece o fim.
A Respiração da Pedra desperta em seus braços,
E o chão parece estremecer sob seus pés;
Corrente e machado rasgam o silêncio,
Cada golpe revela a força que ele é,
E até a própria terra se curva à sua fé.
Não luta por glória, tampouco por vingança,
Luta por aqueles que não podem lutar;
Carrega os mortos dentro da memória,
E transforma a dor em força para proteger e guiar,
Mesmo quando a esperança começa a faltar.
Diante dos demônios, ele permanece imóvel,
Como um rochedo enfrentando a tempestade;
Sua força não nasceu somente dos músculos,
Mas da fé construída sobre a adversidade,
E de um coração maior que sua própria força.
Quando a batalha finalmente chegar ao fim,
Talvez seu corpo rígido encontre o merecido descanso;
Mas enquanto houver alguém precisando de proteção,
A memória de Gyomei permanecerá como um templo,
Pois algumas montanhas não ruem — nem o tempo as pode corroer.
© 2026 James Richard Ferreira Pantoja — Pseudônimo KANGAL. Todos os direitos autorais reservados.
Zenitsu — O Trovão que Venceu o Medo
Autor: James Richard Ferreira Pantoja
Pseudônimo: KANGAL
Zenitsu sempre chora diante do perigo,
Mas guarda um raio dentro do seu ser;
Quando o trovão desperta em seu peito,
Sua personalidade muda sem temer,
E o medo já não pode prevalecer.
Seu maior poder é, mesmo com medo, avançar,
Quando tantos outros poderiam tremer;
Talvez por isso, ao antigo Hashira do Trovão,
Uma certeza tenha feito compreender:
“Zenitsu — você é o orgulho da minha vida.”
Sob o silêncio, sua lâmina cintila,
E o céu parece inteiro estremecer;
A primeira forma rasga a noite escura,
Um clarão faz a própria treva ceder,
E até seus medos aprendem a calar.
Não foi a força que o fez verdadeiro,
Nem a coragem que nunca possuiu;
Foi levantar-se, mesmo com receio,
Persistir quando tudo ao redor caiu,
E transformar o próprio medo em poder.
Agora a Sétima Forma corta a escuridão,
E Zenitsu avança sem jamais recuar;
Finalmente orgulha o homem que não desistiu,
Seu ímpeto faz o próprio trovão despertar,
E, como um deus do trovão, ele aprende a lutar.
© 2026 James Richard Ferreira Pantoja — Todos os direitos autorais reservados.
Kokushibo
Autor: James Richard Ferreira Pantoja
Pseudônimo: KANGAL
Seis olhos alcançam a noite sem piedade,
Um samurai perdido entre honra e ambição;
Carrega séculos gravados na própria lâmina,
Enquanto a lua testemunha sua maldição,
E o medo se curva diante de sua presença.
Abandonou a luz para vencer o próprio destino,
Trocou a mortalidade por um poder sem fim;
Mas, quanto mais buscava superar o impossível,
Mais distante ficava do homem que existia dentro de si,
Pois nenhuma vitória silencia o vazio de uma decisão errada.
Kokushibo caminha onde a esperança perece,
Sua espada dança como a Respiração da Lua em um eclipse sombrio;
É força, orgulho, tragédia e eternidade,
Um guerreiro que venceu a morte, mas perdeu a paz,
Condenado a lutar contra aquilo que um dia foi,
Condenado a enfrentar aquilo que um dia mais odiou...
© 2026 James Richard Ferreira Pantoja. Todos os direitos autorais reservados.
O Vendedor de Sonhos
Há sonhos que se perdem no calor da madrugada,
Enquanto a sociedade corre sem olhar para trás;
Surge um homem, de alma cansada,
Vendendo esperança onde ninguém encontra paz,
E lembrando aos esquecidos que sonhar ainda é capaz.
Ele não vende ouro, riqueza ou poder,
Vende coragem para quem deseja recomeçar;
Cobra com juros de quem quer aprender
Que até uma lágrima pode ensinar
E que nunca é tarde demais para tentar.
Caminha entre fantasmas, perdidos e esquecidos,
Recolhendo histórias marcadas pela dor;
Costura sonhos em corações feridos,
Com palavras que devolvem ao silêncio o seu valor,
E despertam, em cada alma, a coragem de sentir amor.
O Vendedor de Sonhos não promete ilusão,
Oferece perguntas para a mente despertar;
Mostra que a liberdade nasce no coração,
Quando o medo deixa de nos dominar
E escolhemos, mesmo feridos, continuar.
Assim, cada sonho encontra uma nova estrada,
E o fracasso deixa de ser uma sentença;
A vida, antes vazia, torna-se renovada,
Pois quem aprende a sonhar encontra esperança,
E descobre que viver também exige confiança.
Mas não se esqueça:
Quando a noite parecer não ter fim,
É a esperança que acende a luz dentro de nós.
Porque sonhos não morrem quando caímos —
Morrem quando desistimos de levantá-los.
Autor: James Richard Ferreira Pantoja
Pseudônimo: KANGAL
© 2026 James Richard Ferreira Pantoja (KANGAL) — Todos os direitos reservados.
Não se esforce para fazer os outros rirem, para não acabar sendo confundido como alguém qualquer e, para não perder a estima dos seus conhecidos.
_Autor: James Richard Ferreira Pantoja
Se até Jesus chorou, tu acha que vai escapar?
Os fortes conhecem o peso da dor.
Nenhum homem é feito de aço, nem de gesso.
Pois até quem enfrentou o mundo sangrou em silêncio,
E cedo ou tarde, cada um encara sua própria verdade.
_Autor: James Richard Ferreira Pantoja
Pseudônimo: KANGAL
3000 📜 Cheguei a este Meu Texto 3000, na Internet, com apenas Uma Conta aqui... Não tenho Duas ou Mais Contas (para simular que sou o Bam Bam Bam. Eu, não)!
O vento é frio e implacável, atravessando a noite silenciosamente, cortando a pele e carregando consigo o peso de um mundo indiferente.
_Autor: James Richard Ferreira Pantoja
_Pseudônimo: KANGAL
O Preço do Erro
Eu cometo erros e sou julgado,
A minha reputação está na lama;
Vivo um dia de cada vez, calado,
Sem esperar de ninguém o que me ama.
Os meus dias me pertencem, mas e agora? Será que pertencem só a mim? Respiro devagar vendo ir embora o vento deste espaço até o fim.
Não há perdão para o que foi ferido,
Menti pra sustentar um ar marrento.
Tolero a dor de ser um mal-entendido, E chamo de solitude este tormento.
Já não me importa andar pelo caminho sem amor, sem esperança e sem abrigo;
Só me restou aprender a ser sozinho,
Levando a minha sombra comigo.
— KANGAL
Aviso de Direitos Autorais e Propriedade Intelectual
Todos os direitos reservados.
Esta obra literária é de autoria e propriedade exclusiva de James Richard Ferreira Pantoja, protegido pelo uso do pseudônimo Kangal, nos termos da Lei de Direitos Autorais (Lei nº 9.610/1998) e das normativas internacionais de proteção à propriedade intelectual.
Nenhuma parte desta criação pode ser reproduzida, distribuída, comercializada ou utilizada de qualquer forma, por qualquer meio eletrônico ou mecânico, sem a prévia e expressa autorização por escrito do autor, ressalvados os casos de citação permitidos por lei.
Às vezes, a vida não está pedindo que você seja forte; está pedindo que você pare de insistir no objetivo que já perdeu o sentido ou apenas se revelou uma ilusão.
Uma vez, eu disse a uma mulher que nunca mais iria esquecê-la. Ela simplesmente respondeu:
“Vou te perturbar até nos teus sonhos, porque o tempo cura tudo, mas lembranças são eternas — menos as promessas que nós achamos que eram eternas. Promessas são quebradas!”
Releitura do Autor: Valdir Enéas
Por: KANGAL
Césio 137 — Não Tão 137!
Em meio ao eco do noticiário, lá estava eu na aridez do hospital.
A pele ardendo em chamas, fogo invisível que corroía a estrutura dos meus ossos.
Vieram as náuseas, mas nada se comparava ao estigma e ao olhar de pavor que vinham daquela multidão.
A dor maior, contudo, foi o desapego:
saber que perderia o contorno dos meus cabelos.
Nem a morfina ou o fentanil davam jeito. Ah, meus lindos cabelos...
Castanhos, reluzentes, cintilavam à luz da noite.
O que omitiram sobre o fascínio daquele pó azul era a exaustão mórbida que cobria o corpo.
Vomitar as próprias entranhas na apatia do silêncio...
A radiação era um golpe tão denso
que anestesiava os sentidos antes da ruína.Tontura, dor de cabeça, o colapso — tudo chegou depois, em ritmo lento.
Engraçado.
De todo esse caos, restou apenas uma réstia de luz:
a memória daquele dia, eu e você,
na serenidade da praia do rio.
Senti, enfim, uma paz absoluta.
Obrigado por ser a minha última lembrança de amor.
Autor: James Richard Ferreira Pantoja (Pseudônimo: KANGAL)
Eu tive uma trajetória muito mais difícil do que gostaria, com pouco suporte em determinados momentos, e isso teve consequências na minha formação. Ainda assim, continuo tentando ...
_KANGAL
2939 📜 Desconfiar, Imaginar, Supor ou Desejar não é Saber. Então, quando não sei e desejo, Eu pesquiso e/ou pergunto.
O governo Lula prioriza a população de renda de base por meio de políticas de transferência de renda, valorização do salário mínimo, com políticas públicas de acesso a serviços que em outros paises seriam estremamente caros no Brasil é de Graça, acesso à moradia, educação e redução da vulnerabilidade social, formador de coalizões e resolvedor de conflitos!
Contemple horizontes
(Mauro A Evaristo)
Não leve ressentimentos ou mágoas,
Toda vez que beber da água
Convém lembrar da fonte,
Sorria, contemple horizontes.
As vezes o momento mais delicado
Precisa da pessoa mais serena,
Pessoa que mais que estar ao lado
Seja de boa, de paz, que compreenda.
A vida as vezes assusta,
Mas a mente mais astuta
Consegue em calma se conter,
Sabe manter em paz e postura,
Sabe inclusive a alguém dizer
— Sorria! Existe poder infinito em você!
feradapoesia.blogspot.com
Talvez ninguém entenda o tamanho de um “não”
quando ele encontra alguém
que já cansou de pedir,
mas ainda tinha esperança
de ser acolhida por uma mão.
Porque nem toda lágrima nasce da ausência.
Às vezes ela vem do excesso:
de tudo que a gente engole,
de tudo que suporta,
de tudo que cala
para não parecer fraca.
Há dias em que não queremos respostas.
Queremos presença.
Não precisamos que alguém conserte o mundo.
Basta que fique.
“Deixa.
Eu fico aqui.”
Mas algumas pessoas vão embora
justamente quando descobrem
que, desta vez,
você também precisava de alguém.
E dói.
Dói porque quem sempre segura
também pode cair.
Quem sempre encontra saída
também pode se perder.
Quem vive dizendo “eu dou um jeito”
um dia pode simplesmente
não ter mais jeito para dar.
E talvez ninguém veja
o tamanho dessa queda.
Ainda assim,
há uma coisa que permanece:
a palavra.
Quando não há colo,
há página.
Quando não há abrigo,
há poesia.
E quando a dor não encontra lugar para ficar,
eu a transformo em verso
até ela aprender
a não me destruir.
Não escrevo para que tenham pena.
Escrevo para não deixar que a dor
seja a última coisa que diga quem eu sou.
Se a vida me tira o chão,
eu escrevo.
Se o mundo me fecha uma porta,
eu escrevo.
Se ninguém fica,
eu ainda tenho palavras.
E talvez seja essa a minha forma
mais silenciosa de permanecer:
transformar o que me feriu
naquilo que ninguém poderá
arrancar de mim.
Lucci Santz
