Entre a Katana e o Destino KANGAL James... KANGAL

Entre a Katana e o Destino


KANGAL
James Richard Ferreira Pantoja
01/08/2026


Tudo o que se colocar entre mim e os meus objetivos
conhecerá o fio da minha katana.


Ela não corta apenas aço ou pedra.
Corta o medo antes que crie raízes,
rasga a dúvida antes que ganhe voz
e atravessa as emoções que tentam me fazer recuar.


Cada golpe nasce da disciplina
que aprendi com meu pai, Júlio.
Cada cicatriz guarda uma lição
que aprendi com minha mãe, Rosemeire.
E cada obstáculo vencido
aproxima o caminho
daquilo que um dia decidi alcançar:
meu sonho, transformado em poema.


Minha katana é o reflexo da minha vontade:
serena como a água antes da tempestade,
silenciosa enquanto espera,
implacável quando a decisão é tomada.


E hoje, a decisão tem nome:
este concurso.


Não preciso erguer a lâmina contra o mundo.
Basta saber contra o que devo lutar.


Não nasci samurai,
nem shinobi.
Nasci brasileiro.


E as vozes que dizem que não sou capaz
não venceram.


Os pensamentos que pedem que eu recue
não ganharam.


O medo tentou me parar.
Encontrou-me de pé.


Não busco a segurança confortável
de permanecer onde estou.
Carrego a inquietação
de quem sabe que ainda há um caminho.


Há batalhas que não pedem força.
Pedem coragem.


Há inimigos que não têm rosto:
o medo, a dúvida, o cansaço,
a voz do vento que sussurra
que seria mais fácil desistir.


A esses, não respondo com palavras.


Sigo.


Porque aprendi que o destino não se encontra.
Constrói-se.


Golpe após golpe.
Queda após queda.
Cicatriz após cicatriz.


E quando finalmente chegar ao fim,
não serão lembradas as pedras no caminho,
nem as noites em que o silêncio
quase me convenceu a desistir.


Será lembrado apenas
aquele que permaneceu de pé.


Aquele que transformou medo em coragem,
dúvida em disciplina
e sonho em caminho.


Aquele que, entre a katana e o destino,
escolheu avançar.


Um KANGAL.






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