Coleção pessoal de KANGAL
O silêncio dos heróis é o maior grito que você pode escutar em sua existência: o grito de quem foi ensinado a morrer em silêncio, o grito de um homem.
A falta de conhecimento faz às pessoas buscarem recursos alternativos, não julgo. Nem todo mundo tem o direito ao saber!
A justiça jamais caminhou ao meu lado; observou-me de longe,
como um velho escriba que registra cada afronta
sem desperdiçar tinta antes da hora exata.
Chamaram-me de pequeno
porque confundiram silêncio com escassez,
e serenidade com rendição.
Mediram meu destino
pela estreiteza dos próprios horizontes.
O tempo, porém, não discute.
Lapida.
Quando seus ponteiros encerraram o julgamento,
não encontrei ruínas diante de mim,
mas espelhos.
E neles, cada sentença precipitada
retornava ao seu verdadeiro autor.
Não saboreio derrotas.
Saboreio a precisão.
Há um deleite quase sagrado
em assistir a arrogância descobrir,
tarde demais,
que a altura de um homem
jamais se mede pelo lugar
onde os outros insistiram em colocá-lo.
A justiça não me coroou.
Apenas removeu as sombras
que escondiam aquilo que eu sempre fui.
E esse veredito,
gravado pelo próprio tempo,
não admite recurso,
nem revisão.
Nem toda autoridade possui estatura para guardar uma raridade. Há mãos que sabem contar moedas, mas desconhecem o peso de uma consciência íntegra. Quando a pequenez veste a máscara do comando, o mérito passa a ser tratado como afronta, e o extraordinário torna-se um espelho insuportável. Assim, os grandes talentos não são derrotados pelo trabalho árduo, mas pela estreiteza daqueles que confundem poder com domínio. No fim, não é a excelência que fracassa; é a liderança que revela sua insuficiência ao deixar escapar aquilo que jamais soube contemplar.
Maria Delice
Há mulheres que aprendem a costurar tecidos. Tu aprendeste a costurar o invisível.
Enquanto a agulha atravessava o pano, teu caráter atravessava gerações. Cada ponto que teus dedos desenharam continha uma virtude: a paciência que não se vende, a bondade que não faz alarde, a caridade que nunca pediu testemunhas e a força que escolheu permanecer doce.
Chamam-te costureira. Eu chamaria de artesã do destino. Porque uma roupa cobre o corpo por algum tempo; o amor com que a fizeste permanece quando o tecido já não existe.
Teu nome não está gravado em monumentos, mas repousa em algo mais difícil de conquistar: a memória agradecida de quem encontrou descanso na tua presença. Essa é a única eternidade que o tempo jamais consegue desfiar.
Maria Delice, teu maior trabalho nunca foi feito com linhas, mas com gestos. Tu remendaste esperanças rasgadas, alinhavaste famílias dispersas e bordaste dignidade onde a vida insistia em deixar cicatrizes.
Se o mundo fosse um grande tecido, poucos perceberiam que são mulheres como tu que impedem a própria realidade de se romper.
Quando minhas palavras se apagarem e o tempo consumir o que construí, ainda haverá um fio atravessando nossa história. Esse fio terá teu nome.
E nenhuma tesoura, nem mesmo a do tempo, será capaz de cortá-lo.
Do seu neto, James Richard!
A morte perguntou: _Quantas almas irei ceifar para poder trocar de Cargo ?
Cronos disse: _Um ano apenas depois aumentamos seu salário!
Às vezes precisamos ser esperança para eles que estão começando a trilhar um caminho diferente da sua própria sina.
Reflexão, reflexão, reflexão, reflexão reflexão, reflexão, reflexão,reflexão e reflexão. gosto de boiadas, nunca falta carne pra comer.
O herói carrega as maiores lapadas porque o fardo de reescrever o destino quebra qualquer um. A dor é o pedágio inescapável de quem ousa alterar a sua realidade
Será que realmente somos livres, como girassóis de Van Gogh ?
Pincelada amarela, arde a urgência de quem tentou aprisionar o sol. Os girassóis de Van Gogh não murcham porque não são feitos de terra e água, mas de emoções e tinta, febre e melancolia, girando eternamente na tela em busca de um amanhecer que nunca se apaga.
Talvez, por isso, digam gira gira gira gira gira sol de Van Gogh.
