Coleção pessoal de JULIOAUKAY

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Não posso evitar todo o meu querer de amar você com toda pulsação de meu corpo;
Mas sem esperar nada, sem retribuição, caminho sem direção deslizando por um coração descrente;
Fecho os olhos para ver você em meus desejos que para conter toda minha imensidão choro em minha solidão;

Nada será pior de como estar e nada será como antes, pois o vento levou todas as esperanças;
Mas nunca é tarde para recomeçar ou erguer o que se foi perdido, basta sussurrar aos quatro ventos pedindo sua chance de provar que realmente é capaz;
Não posso mais esperar para que você responda ao meu coração e com tamanha ansiedade sem fome e sem calar os meus gritos que tanto lhe amo;

Segredos nos cercaram, desfazendo a lealdade entre nós, que tanto se fez com tamanha frágil promessa;
Caem lágrimas, no mais provável arrependimento de um sonho destruído largado como qual quer coisa;
Nunca houve o falso desapego pelo fraco sentimento ou confuso pelo qual nos deixa desorientado;

Tento encontrar seus doces caprichos para entender seu semblante entrelaçando o desejo que pulsa em seu corpo;
Olho para o chão procurando a pena que acalenta minha presa de estar em seus braços impacientemente;

Eu já encontrei muito mais do que bons motivos para desfazer o meu laço com a tristeza;
Não quero mais viver com os olhos escondidos, me despedaçando por um ódio que não me pertence;
Derramarei o veneno que me cerca e intensificarei o ultimo gole de esperança diluindo a tensão que atrapalha meu caminho;

Com você a vida é tão esquisita e estranha no intacto momento que quase transpassou sua insegurança;
Sempre preciso de atenção, mesmo quando estou em silêncio ou nos meus gritos que tanto me cega;
Às vezes eu nem sei quem sou ou me encontro, mais também sei que não estou em boa companhia, mas eu só funciono se alguém me dirigir;
Vivo um sorriso sem graça para que eu consiga me decifrar e talvez me entender;

Para onde vão meus pensamentos? Quero meus olhos em você, pois você melhora minha vida;
Sei que eu não tenho escolha, pois você invadiu meu coração e você ficou a vontade de me controlar;
Meu coração é a sua moradia, mas você abalou minha fortaleza;

Sufocado por essa falta de entendimento, tendo o maior desconforto no fim do caminho;
A despedida pode não ser tão dolorosa, sem ensaios na frente do espelho que possam criar um teatro tão dramático;
Impenetrável são os sentimentos que ao início se fez com tão frágil promessas, pensamentos confusos que resultou em frustração;

Sempre quis viver de bons momentos sem ter que ter o coração escondido e sem me permitir erros obsoletos;
Flutuar por entre melodias suaves que demonstre minhas certezas e inspirações como em um ultimo gole de água;
Não quero te prender nem acompanhar os seus passos tão significantes, porém sem se importar se fico mal;

Eu tenho o direito de calar-me já que não tenho nada pra falar, mas não vivo só, e eu só não deixo à vontade alguém que possa me controlar com minha cabeça confusa e minhas incertezas.
Mesmo que eu esteja intocável em seus olhos, eu não tenho tanta percepção que se faz na sua vida imprevisível.
Nunca admitindo que você seja fraca suas verdades se perderam entre a lama e a desonra.

Dê uma chance pra vida de lhe mostrar como é bom amar e saborear o prazer sem lamentos;
Não escolha o caminho mais fácil, pois nem sempre é melhor do quê o da dor;

Cegaram-me em um presente com a promessa de um futuro feliz, porém com um passado trancado em artifícios;
Nem sempre meu silêncio falou por mim, nem sempre me escondi do prazer, mas sem brincar com a morte;

Irei forjar um doce querer que possa seduzir seu coração e entrelaçar-me nos seus desejos mais ocultos;
Aperte seu cinto para me acompanhar no tempo contrário e junto admirarmos a felicidade;
Meus princípios, eu guardei para te ofertar meu coração por vontade própria e não sei onde meus sonhos foram parar;

Durante muito tempo eu agüentei insuportavelmente ouvir a voz dos seus olhos em aflição;
O veneno que eu me afogo é o querer do próximo que eu morra sem o dialeto que o faça explicar a inveja;
Eu me sinto só no meu mundo, pois em minha fortaleza eu decido o meu melhor;

Tento não me ver perder o que nunca competi, mas no meu silêncio eu posso até sorrir sem machucar meu coração;
Não me peça tantas desculpas e sem ameaças ensaiadas na frente do espelho;
Não seja tão displicente com as palavras se esfregando a minha ferida, pois me vejo tão incerto e inseguro;

Sei que sempre existirá alguém que te controla no curto prazo de tempo, mas na escuridão você deve se contentar com a solidão;
Ninguém é tão satisfeito com sua tempestade ou pingos de chuvas sem emoção;
Na inspiração dos seus erros você encontrará o sereno da frustração que pouco a pouco te consome;

Me via chorando entre taças de vinhos, despedaçando-me em uma melodia não tão sensível;
Dei meu coração em confiança, mas você pouco a pouco me amassou como qual quer besteira;
Imaginei que você resolveria meus problemas como uma equação matemática;
Mas você vacilou se enterrando nesse tormento em um mundo vazio e sem saída;

Sei que você tem certo medo da vida acabando com o meu pobre coração sem caber dentro dos olhos;
Não sei se você sabe se arrepender sem lhe causar desconforto e insegurança no próprio silêncio;
Tento te escancara, mas você forja inocência causando dúvidas ao meu ser;
Meus princípios crescem com minhas virtudes, mas suas atitudes desmoronam nas verdades inventadas;

Meu compromisso é com minha vida interrompida que em meu silêncio tanto grito para entender qual é o meu nome esquecido;
No meu tentar não houve escolha, mas fui dispensado quando ainda o meu sangue estava quente;
Apostei minhas fichas no meu escuro, tanto faz ou tanto fez, não perderam tempo de saborearem minha derrota;
Ensaiando despedida mesmo sem saber que à hora de perder estava próxima dos meus passos;

Sua razão não me governará nem as suas certezas me confundirão nas entrelinhas da vida;
Sem presa de ser feliz eu saboreio meu próprio medo e me prendo ao meu futuro de frustração;
E não adianta me pedi desculpas por qual quer coisa, pois estou fechado para conselhos impróprios;