Coleção pessoal de JULIOAUKAY
Sufocado por essa falta de entendimento, tendo o maior desconforto no fim do caminho;
A despedida pode não ser tão dolorosa, sem ensaios na frente do espelho que possam criar um teatro tão dramático;
Impenetrável são os sentimentos que ao início se fez com tão frágil promessas, pensamentos confusos que resultou em frustração;
Sempre quis viver de bons momentos sem ter que ter o coração escondido e sem me permitir erros obsoletos;
Flutuar por entre melodias suaves que demonstre minhas certezas e inspirações como em um ultimo gole de água;
Não quero te prender nem acompanhar os seus passos tão significantes, porém sem se importar se fico mal;
Eu tenho o direito de calar-me já que não tenho nada pra falar, mas não vivo só, e eu só não deixo à vontade alguém que possa me controlar com minha cabeça confusa e minhas incertezas.
Mesmo que eu esteja intocável em seus olhos, eu não tenho tanta percepção que se faz na sua vida imprevisível.
Nunca admitindo que você seja fraca suas verdades se perderam entre a lama e a desonra.
Dê uma chance pra vida de lhe mostrar como é bom amar e saborear o prazer sem lamentos;
Não escolha o caminho mais fácil, pois nem sempre é melhor do quê o da dor;
Cegaram-me em um presente com a promessa de um futuro feliz, porém com um passado trancado em artifícios;
Nem sempre meu silêncio falou por mim, nem sempre me escondi do prazer, mas sem brincar com a morte;
Irei forjar um doce querer que possa seduzir seu coração e entrelaçar-me nos seus desejos mais ocultos;
Aperte seu cinto para me acompanhar no tempo contrário e junto admirarmos a felicidade;
Meus princípios, eu guardei para te ofertar meu coração por vontade própria e não sei onde meus sonhos foram parar;
Durante muito tempo eu agüentei insuportavelmente ouvir a voz dos seus olhos em aflição;
O veneno que eu me afogo é o querer do próximo que eu morra sem o dialeto que o faça explicar a inveja;
Eu me sinto só no meu mundo, pois em minha fortaleza eu decido o meu melhor;
Tento não me ver perder o que nunca competi, mas no meu silêncio eu posso até sorrir sem machucar meu coração;
Não me peça tantas desculpas e sem ameaças ensaiadas na frente do espelho;
Não seja tão displicente com as palavras se esfregando a minha ferida, pois me vejo tão incerto e inseguro;
Sei que sempre existirá alguém que te controla no curto prazo de tempo, mas na escuridão você deve se contentar com a solidão;
Ninguém é tão satisfeito com sua tempestade ou pingos de chuvas sem emoção;
Na inspiração dos seus erros você encontrará o sereno da frustração que pouco a pouco te consome;
Me via chorando entre taças de vinhos, despedaçando-me em uma melodia não tão sensível;
Dei meu coração em confiança, mas você pouco a pouco me amassou como qual quer besteira;
Imaginei que você resolveria meus problemas como uma equação matemática;
Mas você vacilou se enterrando nesse tormento em um mundo vazio e sem saída;
Sei que você tem certo medo da vida acabando com o meu pobre coração sem caber dentro dos olhos;
Não sei se você sabe se arrepender sem lhe causar desconforto e insegurança no próprio silêncio;
Tento te escancara, mas você forja inocência causando dúvidas ao meu ser;
Meus princípios crescem com minhas virtudes, mas suas atitudes desmoronam nas verdades inventadas;
Meu compromisso é com minha vida interrompida que em meu silêncio tanto grito para entender qual é o meu nome esquecido;
No meu tentar não houve escolha, mas fui dispensado quando ainda o meu sangue estava quente;
Apostei minhas fichas no meu escuro, tanto faz ou tanto fez, não perderam tempo de saborearem minha derrota;
Ensaiando despedida mesmo sem saber que à hora de perder estava próxima dos meus passos;
Sua razão não me governará nem as suas certezas me confundirão nas entrelinhas da vida;
Sem presa de ser feliz eu saboreio meu próprio medo e me prendo ao meu futuro de frustração;
E não adianta me pedi desculpas por qual quer coisa, pois estou fechado para conselhos impróprios;
Tento convencer a mim mesmo que não sou tão normal e também sei que não vale à pena;
Sem o devido controle de congelar o coração, transpassando o exagerado no vazio que emociona;
Toco em ferida ainda não cicatrizada para satisfazer prazeres alheios;
Debaixo das cobertas eu consigo até sorrir, sem competir com os meus sentimentos que estão em tormentos, e em uma confusão que atropela meu caos;
Seu medo da vida sempre fora gritante, soava um eco desconfortante despedaçando todo indício de coragem;
Mas nunca imaginava que tamanha covardia pudesse fazer com que você desistisse com tanta facilidade;
Seus princípios não foram suficientes para te acordar e abrir seus olhos;
No caminhar dessa vida me vejo sem saída dentro de uma vida que me deu sem ensaiar quem sou;
Mesmo não querendo, percebo que você ainda me assiste, mas não lamento por tudo o que restou;
No escuro desabafo com o travesseiro e em voz alta despedaço minha melodia de vida e tudo que ainda existe;
Quero recuperar a minha fonte de ser feliz, superando tudo que haver em meu caminho;
Sem escolher o meu conveniente, mas sem a certeza de quê meu sangue continua quente;
Meu fluxo não é tão certo para uma exata segurança, porém não perca o tempo de estar em amargura de um caminho injusto;
Eu me vendo como um enfeite de estante com garantias do manual de instrução;
Atenção para os seus desabafos sem opinar na sua vida afetiva;
Pronto para acompanhar em um internato de um paraíso que tenha anjos decadentes;
Mas que não há julgamentos pelo simples fato do prazer;
Nunca escuto a verdade e nem sei mais quem sou sem o porquê de não saber se um dia voltarei;
Mas se eu não suportar talvez eu peça a ajuda ao meu coração com as certezas que o faz respirar;
Sei que a vida é sempre estranha no meu ver e entender, porém o meu pavor impede que eu enfrente os meus sentimentos;
Não me importo com minha imagem decadente, mas eu quis me despedir para que não nos alcançasse a tristeza;
Meu céu desabou, e dessa vez não coube em mim, antes que acabace em tragédia meus olhos em aflição procurou enxergar o que não imaginava;
O pouco que ainda sobrou em mim não mais estabelece a razão que me convém;
