Coleção pessoal de JULIOAUKAY

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Chorei a ultima taça da ultima vez que de tão romântico fincou raízes no meu coração;
Não irei voar a beira do meu precipício mesmo que seja do meu princípio, pois minhas asas ainda não estão secas;

Quero um dia ouvir a sua voz no limite do silêncio e não ter que sentir pena com a simplicidade das migalhas que a vida possa te oferecer;
O passado em vão não fincou raízes em um coração valente, porem carente que a mortalidade tentou apagar;

Quero muito viver de bons momentos sem ter que deixar os meus olhos escondidos ou fechar as portas do meu coração;
Meus desejos buscam um caminho glorioso que possa me oferecer à chance de compartilhar minha vida com a felicidade;
Meus olhos não dizem nada, pois de perto sou perfeito, mas de longe te enganaram;

Hoje eu fujo fugitivo dos doces sentimentos e das verdades inventadas que por ironia são as mentiras sinceras e das quais me atraem;
Por maior que seja seu amor não oferecem ameaças entre o caminho mais fácil;
Não tente ser tão dura com as palavras nem culpar a vida por suas displicências ensaiadas durante sua luta;

Olhei ao meu redor para me reconstruir sem ter que me matar quando minha validade gritar em meu silêncio;
Quando eu não suportar talvez eu peça uma ajuda a um coração que esteja disposto a me apoiar;

Solto nessas mãos com truques vazios que me faz me perder nessa face incerta, mas eu ainda quero tudo o que sinto;
Brinco com os meus sentimentos e finjo que meu riso me acalma em um beijo sem calor;
Rindo daquilo que me faz desacreditar nas esperanças que dá vida ao meu coração aflito;

Perdi a paz com seu olhar compulsivo despindo meu querer de forma abusiva e sem pudor, mas carinhosamente;
Com você eu perco o medo da vida, mas sem você que se faz meu porto seguro minhas incertezas transborda-me;
Eu me escondo por entre seus olhos para que nosso amor não se desfaça com o vento;
Estou preso em teus olhos, mas eu percebo que eu quero você mesmo com as mãos vazias em aflição;

As caricias que enlouquece tua razão ensurdece minha sensatez de tal forma que não consigo me achar em teu prazer alucinado;
Seus gemidos incendeiam meu silêncio com exatidão que não consigo calar seu pudor;
Mas com um sedento desejo de possuir a maciez de sua pele, veludosa que excita meu querer;

Naquela aquarela descobri sonhos pintados com um olhar de desejo, que de tão forte trouxe a magia do amor;
Quem sabe se a fragilidade secreta torna o nosso caminho de encontro e desencontros em infinitos sentimentos flutuantes;
Tanto faz pra mim se o seu sangue é verdadeiramente quente por mim ou por você própria;

As palavras de onde me escondo são atitudes de um nobre apaixonado que enfeita o seu chão com as pétalas mais lindas;
Minhas palavras poéticas excitam desejos e partilham beijos nas divinas fantasias dos amantes;
Em um cantar de uma frágil paixão, entendi a pura luz do seu ventre dando-me o sinal da beleza nascente dos seus olhos;

Nas tuas mãos, cheio de encantos seus momentos suaves ou no silêncio dos seus olhos, sua memória talvez tenha transbordado tamanha saudade;
Na sua nudez branca em lençóis de seda mostra-me teu corpo adormecido gritando por desejos;
No prazer aveludado a paixão vibra em loucos toques que arranca gemidos insaciáveis da mais pura inocência;

Onde guardei meus sonhos que de tão sólidos beijei minhas inspirações para mostrar – ti tamanha feição pelos sentimentos que me atraí;
Onde guardei minhas certezas que de tão simples fez-me duvidar das promessas que o destino escreveu;
Onde guardei meu coração que de tão frágil se perdeu entre as frustrações oferecidas pela vida sem me mostrar a saída;

Para desviar das suas malícias e não deixar que sinta o gosto doce da invenção do desejo que criou em você, eu fecho os olhos para não enxergar seus fracassos;
Pois hoje eu corro para alcançar meu tempo perdido e encontrar minha paz no fluxo da vida;

Quem é que pode me vender um pouco de carinho pra agüentar a solidão que me cerca me deixando frágil para enxergar a felicidade;
Eu apavoro, mas não posso enfrentar os artifícios perecíveis que rodeiam meu coração;
Preso e solto nessa indecisão que confunde minha cabeça e desloca minhas certezas com alguma coisa que me faça escapar;

De perto sou galanteador, mas de longe se enganou de perto você acha que ganhei, mas de longe te enganaram;
Se de perto seus olhos me vêem como o melhor, mas de longe conseguiram te enganar;
E se de perto você me julga pelo que vê de longe, mais uma vez te enganaram;

Só de pensar no que poderíamos fazer no deitar da noite, me causa frio na espinha;
Podemos esquentar nossa história com loucuras na libido sentido e com os olhos a te investigar crio momentos com segredos que nos cercaram;
Posso parecer cruel no que faço, mas depois da brisa que refrescará nossos desejos maliciosos a razão se posicionará ao prazer;

Mantenho o que sei guardado e nem sei como desvendar os enigmas que um dia escondi para que alguém pudesse me decifrar;
Perdido dentro de um coração, ansioso para ser encontrado de alguma forma;
Fiz-me suportável para imaginar em um final feliz com alguém que possa me acordar com beijos;

Meus sentimentos eu uso do avesso, pois prefiro desviar do meu risco das mágoas;
Vou me mantendo forte sem conhecer meus inimigos discretos e não dando conta das invejas que me cercam;
A cada dificuldade superada me torno mais forte entre as lúcidas razões escondida em qual lugar;

Ninguém poderá calar meus gritos, pois nem me lembro dos meus erros e nem dos meus acertos;
Não pegue pesado com as palavras, pois não poderão te proteger das escolhas manchadas;
E se desaparecer der repente não deslize em um fluxo inseguro que possam te ofuscar no resolver absurdo;
Dentro dessa história não sei se você me apagou ou se ainda me assiste no puro lamento com a voz alta no silêncio;

Quando vem o vazio, me perco no meu escuro pressentindo que seus olhos estão me vigiando;
Você resolve minha vida deixando-a melhor e mais feliz, mas com tamanha saudade que tumultua meu principio caio em prantos esperando a sua volta;