Coleção pessoal de JULIOAUKAY
Tento convencer a mim mesmo que não sou tão normal e também sei que não vale à pena;
Sem o devido controle de congelar o coração, transpassando o exagerado no vazio que emociona;
Toco em ferida ainda não cicatrizada para satisfazer prazeres alheios;
Debaixo das cobertas eu consigo até sorrir, sem competir com os meus sentimentos que estão em tormentos, e em uma confusão que atropela meu caos;
Seu medo da vida sempre fora gritante, soava um eco desconfortante despedaçando todo indício de coragem;
Mas nunca imaginava que tamanha covardia pudesse fazer com que você desistisse com tanta facilidade;
Seus princípios não foram suficientes para te acordar e abrir seus olhos;
No caminhar dessa vida me vejo sem saída dentro de uma vida que me deu sem ensaiar quem sou;
Mesmo não querendo, percebo que você ainda me assiste, mas não lamento por tudo o que restou;
No escuro desabafo com o travesseiro e em voz alta despedaço minha melodia de vida e tudo que ainda existe;
Quero recuperar a minha fonte de ser feliz, superando tudo que haver em meu caminho;
Sem escolher o meu conveniente, mas sem a certeza de quê meu sangue continua quente;
Meu fluxo não é tão certo para uma exata segurança, porém não perca o tempo de estar em amargura de um caminho injusto;
Eu me vendo como um enfeite de estante com garantias do manual de instrução;
Atenção para os seus desabafos sem opinar na sua vida afetiva;
Pronto para acompanhar em um internato de um paraíso que tenha anjos decadentes;
Mas que não há julgamentos pelo simples fato do prazer;
Nunca escuto a verdade e nem sei mais quem sou sem o porquê de não saber se um dia voltarei;
Mas se eu não suportar talvez eu peça a ajuda ao meu coração com as certezas que o faz respirar;
Sei que a vida é sempre estranha no meu ver e entender, porém o meu pavor impede que eu enfrente os meus sentimentos;
Não me importo com minha imagem decadente, mas eu quis me despedir para que não nos alcançasse a tristeza;
Meu céu desabou, e dessa vez não coube em mim, antes que acabace em tragédia meus olhos em aflição procurou enxergar o que não imaginava;
O pouco que ainda sobrou em mim não mais estabelece a razão que me convém;
No escuro do meu silêncio depois do desespero, confesso para o meu travesseiro que ainda posso sorrir;
Minha felicidade que eu desconhecia, vive no oculto do meu coração, adormecida no descanso da minha seriedade;
Eu remeto recados em forma de inspirações para a lua, esperando que ela diga ao meu destino para lembrar que ainda estou aqui;
Pensei que fosse tão fácil amar e nunca imaginei ir embora deixando para trás meu coração;
As mágoas me acertaram com extrema violência, mas irei aprender e não deixarei a ânsia de amar me dominar;
Onde está minha paz deve estar em paz descansando o meu coração;
Seus olhos podem se confundir em me ver com as asas recolhidas, pois eu me alimento dos sentimentos oferecidos;
Meus ouvidos escutam as paredes opinar por um novo caminho sem motivos e sem drama;
Não há mais espaço no seu coração que entre palavras ao vento me deixa confuso;
Percebi que você desprezou o meu coração amassando-o como se fosse um papel sujo e rasgado;
Você resolveu desonrar meu nome por qual quer besteira, você repartiu o meu coração em pedaços;
Para congelar o meu coração basta fechar os olhos e me desviar da rota riscada;
Hoje eu corro dos sentimentos que me cobram impulsos e atitudes sem conter minha loucura;
Pareço fugitivo da verdade e escravo do coração, mas tenho medo da paixão sem que eu consiga me esquivar do ataque da ilusão;
O amor parece uma bebida forte de mais que enlouquece fazendo-me agir de forma errada;
Minha sincronia é minha estrada desconfortável sem saber se eu é que ataco ou defendo o seu coração;
Preso nos seus olhos transbordado em lágrimas sentindo o seu coração em aflição;
Nunca te pedi tanas certezas do que realmente queria de mim, mas deito-me em noites escuras e faço festa;
Minhas intenções nunca foram de escrever versos sem vida e sim versos que incendeie o coração;
Tanto lutei, mas nunca consegui ter o que você consegue, pois eu vejo suas disciplinas e tenho fazer igual;
Quero entender o que me corrói por dentro, talvez a tua alegria inicie uma disputa;
Espere a sinalização para enfim sabermos quem ajoelhara carregando a frustração de não ter ganhado;
Eu sabia o que não imaginava sem diferença e nem do que você me faz, sem que me importasse e sem me alimentar no indicio da tristeza;
O tempo pode então refazer todo um caminho que da loucura se perdeu sem que repetisse;
Fora dos seus olhos meus sentimentos se guardaram envolvendo-se entre as asas da minha esperança;
Prefiro amar a mim mesmo e não sofrer de forma tão patética em um sentimento em desatino;
Não posso escolher por outro coração, mas posso não permitir que o meu coração caia em ilusão;
Entre a tempestade me contento com os meus pensamentos de forma descente;
Blefo em minhas atitudes para forjar um amor surpreendente que lhe possa honrar-te;
Nem sei quem sou, mas me vejo mesmo sem querer lendo os seus passos e fingindo que os seus problemas são meus;
Pagando o preço de amar sem ser notado e buscando entender o do por que tanto disfarço que meu sorriso me acalma;
Vejo seus lábios sem calor em um verso sem vida que meu inimigo discreto escreveu;
Tentando não me ver perder o caminho que me leva a felicidade;
e de olhos fechados eu alimento o coração entre minha solidão consigo até sorrir;
Eu tento enxergar com os seus olhos para que entre nós continuemos intactos ao amor supremo;
Sei que seu coração e seu amor se torna tão estranho ao meu querer, deixando o tempo destruir nosso laço;
Na minha cabeça confusa você vive perfeita e intocável;
Nada adianta depois se lamenta, pois o caminho fora desfeito sem que deixe de ser tão dura com as palavras, mas nem sempre é tão vazio sem que se pague os erros cometidos;
Não se deve dar tantas voltas nem se chicotear por um perdão vivida nas displicências e o caminho mais fácil nem sempre é melhor do que da dor;
