Coleção pessoal de JULIOAUKAY

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Para conter meu coração e não entrar em um caminho sem saída mantém-me discreto com o meu coração transbordado de sentimentos singelos;
Sei que não vôo em precipícios sem resolver o meu coração, mas em minhas asas você pode descansar;
E com minha sensatez te contemplo na medida em que você vive em mim;

Já não sei como perguntar ao meu coração se ainda consigo amar ou se há espaço para a serenidade de um sentimento;
Com o meu apetecer de querer contemplar o amor, despedaço todo o meu ser, com discrição, porém verdadeiros;

Mesmo não te vendo, mas sentindo os teus sentidos entendo suas palavras para se defender, pois não sei se eu estou na frente ou foi você quem correu;
Percebo que muita das vezes você se esquece, porém o meu silêncio te faz lembrar;
A nossa sincronia se perde entre a loucura do amor sem razão e sem responsabilidade;

Eu te quero ver deitada em meu coração para procurar os seus perdidos no fundo de minha alma sem precisar esquecer-se do que não lhe fazia entender o amor;
Agora posso escolher as diferenças que me deixava tão distraído e te ouvir no final;

Mesmo sem querer você me apaga fazendo que somente te assista no escuro sem pistas e sem armas para lutar nessa guerra;
Não quero entregar o meu coração antes que eu tenha minha redenção;
Sei que devo me esquivar antes que eu mergulhe em água e sal vendo minha casa desmoronar;

Não deixe se levada por qualquer pessoa que se diz amigo somente para deitar sob suas batalhas, mas acompanhe os ideais que somem para a sua vida;
Mesmo que adiante você fraqueje, os ideais que você acompanha te apoiará e te levantará;

E tento não me ver perder para não cair em tristeza embolando meus passos sem saber sair dessa história;
Continuo minha luta mesmo sabendo que é uma rota arriscada e que não tem sentido;
Para que minha vitória seja infinita e me encha de orgulho por muito tempo;

Sem me desencontrar eu me via de algum lado te mostrando a direção certa, mas você não quer meus acertos;
Vejo nos seus olhos minhas incertezas e você balbucia sua insegurança fazendo-me sentir culpa;
Mas não irei baixar minha cabeça nem me esconder, pois os meus segredos revelam ao meu travesseiro o quanto sou forte;

Às vezes me sinto em falta comigo mesmo não me valorizando e deixando minha vida correr sem direção;
Sei que devo me respeitar e ver as diferenças que se mostram diante de meus olhos e não me deixar levar por caminhos de derrotas;
Equilibro-me entre minhas dificuldades provando o gosto amargo das invejas que vêem como obstáculos;

Meus elogios são reais e posso até admitir que um tanto exagerado, mas sólido e prudente a ocasião;
Poderia ficar sem respirar, mas nunca sem o seu amor, pois já percebo que sou tão dependente;

E então sigo só com minhas confusões e descrença que abala minha vida do lado de fora;
Meus segredos oculto destroem minha consciência desviando minha razão.
De perto sou perfeito, mas de longe você não sabe de nada e te enganaram para variar;
Suas criticas só acariciam meus ouvidos ao se esfregar a minha ferida tenha certeza de que não dói;

Enquanto meu coração adormece o teu amor me apaga sem se importar que eu te assista no escuro;
Assim você não me resolver sem me apressar, fora dessa história;
Sinto tanto a sua falta de não aguentar os lamentos que me fazem que eu me perca nas horas;
O dia chegará com a plenitude que acalentará minha alma quando o sol se esconde fazendo-me sumir no escuro;

Já não penso em mais nada quando tudo parece um caos que invade, me desorientando;
Sem te apressar você me apaga me fazendo te assistir do lado de fora, me perdendo nas horas;

O amor verdadeiro não é aquele que o coração vê com riquezas ou um reinado de incertezas;
Mas sim aquele que acalenta o ver do coração ansioso sem fazer papel de irmão;

Para tudo que eu leio você me deixa sinais que indicam o seu paradeiro, indicam o seu querer;
Mas não me esclarece o início do que realmente te atormenta para que eu possa te acalentar;
Sem culpa ou sem medo de viver o novo o amanhã que tanto você esperou;
Superando e colocando os pés no chão para então se entrelaçar com a felicidade;

Vivo fingindo que meu sorriso me acalenta ou faço festa com o costume das minhas derrotas;
Nem preciso me preocupar ou lamentar com o meu medo da sorte só não jogo no escuro e nem brinco com a morte;

Veja e compreenda a escolha quê proporcionará uma verdade ao avesso;
Sua boca beija a beira da vida contrariada com o mínimo de noção possível;
Sem saída você fica frágil para entender o seu próprio destino;
Mas caminha em uma trilha com uma rota riscada achando que seu pecado é o perdão dos justos;

Não recito poemas sem vida nem finjo festa em meus receios para beirar seu coração tentando o resto não oferecido a mim;
Para conter as ansiedades procurando os seus perdidos, desvio toda atenção e uso da sua certeza decifrando os seus olhos;
Mas no seu esconder, mesmo sem querer você me apaga e eu continuo a te assistir no meu escuro;

Você chamou a minha atenção com os seus trejeitos e simplicidade que banha seu divino corpo;
Seus olhos têm o brilho de qual eu preciso para achar os meus perdidos na minha cabeça confusa;

Enxergue um jeito menos doloroso de entender a vida e que não caia em decadência nos seus artifícios;
Não faça ameaças sem sentidos procurando desculpas para as despedidas fora da razão;
Sem constrangimentos e sem dever nada para a vida ergo-me para receber o melhor que o futuro tem a me oferecer;