Coleção pessoal de FrancisIacona
O Gênesis de forma humana diz que Deus criou o mundo em seis dias. Ora, o dia de Deus é eterno como toda a eternidade. Para que Deus tivesse criado cada item por dia humano, seria necessário considerar que o Céu, sua sede residencial estivesse localizada na Terra e que Deus não fosse onipresente, isto é, estivesse em toda parte ao mesmo tempo. Como Deus é onipresente e eterno, o relato da Criação é apenas uma forma de afirmar dos antigos que o mundo é obra de Deus. Dessa forma a ideia central do texto é divino e os detalhes são humanos.
Como o Dia de Deus é eterno, não devemos esperar por sua vinda no futuro. O Dia de Deus acontece no nosso presente, a todo momento, a todo instante. Apenas nos damos conta dele quando fechamos nossos olhos para essa existência e então nos damos de cara com o nosso Juiz que vai determinar nossa sorte. Estejamos preparados para o encontro com a realidade do Dia do Senhor que está se manifestando a todo momento e a todo instante em toda a terra. Por isso se diz "Buscai ao Senhor enquanto se pode achar" ou seja enquanto estás vivendo.
O chamado "Dia do Senhor" ou "Dia do Juízo Final" não é um dia no estilo dos relógios humanos. O Dia de Deus é eterno. E isto é fácil de verificar. Basta dividir o tempo eternidade que não tem começo nem fim por um número infinito de dias menos 1 dia. O resultado ainda será eternidade. O dia de Deus da mesma forma que a eternidade não tem começo nem fim. Um dia de Deus é a eternidade dentro da eternidade.
A pior invenção do homem foi o tempo. E não bastasse a ideia da existência do tempo, o homem criou máquinas para medir o que não existe. Desde então perdeu toda a tranquilidade que tinha no mundo.
A pior invenção do homem foi o tempo. Tudo no mundo se repete com uma certa regularidade. Esta repetição levou o homem a inventar o tempo e o quando. Desde então perdeu a tranquilidade que tinha no mundo.
Não adianta comemorar o nascimento de Cristo ocorrido há
mais de 2000 anos em uma estrebaria de Belém, se você ainda
não permitiu que a semente do Cristo que está em você
germine. Permita que o Cristo que está em você nasça e
cresça. Aí então, sim, convide os amigos e comemore.
Conversando com meu gato maltês, perguntei a ele o que
achava do facebook? Ele fez uma cara de desprezo e disse:
"Esse tal de facebook é um negócio dos grandes para explorar o Ego dos trouxas. Todo mundo quer ser curtido em suas postagens, mas poucas pessoas querem ou estão dispostas a curtir o que os outros postam lá". Como diz aquela cantilena antiga "meu gato maltês toca piano e fala francês", o meu não toca piano nem fala francês, mas entende muito de informática e domina bem as redes sociais. Disse-me que está a fim de encerrar a conta dele nas redes sociais e que deveria abrir um blog para tratar de assuntos felinos. Deixou claro para mim que no face a regra é "se você me curtir eu te curto". É tudo na base do toma lá dá cá. Quando perguntei-lhe se ele não acreditava nos amigos, ele apenas respondeu miauuuuuuuuuuuuuu!
Este é o meu gato maltês.
Ele não tem nome. Com muito orgulho prefere simplesmente
ser chamado de "gato". Quis dar a ele um nome de gente ele
rejeitou a ideia e disse-me que não me atenderia pelo nome sugerido. Caso eu quisesse chamar-lhe meu gatinho ou meu
gatão, tudo bem ele me atenderia. E ficou assim combinado.
Um dia perguntei a ele se gostaria de ser gente. Que ele era muito inteligente e que eu quase o via como gente. Ele foi taxativo: Nunca! Ser gente! Que ideia mais tola. Imagina se eu desejo deixar a minha condição de gato maltês, muito bem tratado por você e benquisto por meus companheiros e companheiras para me tornar um de vocês! Minha vida é ótima! Muito melhor que a sua! (Fiquei encucado com meu gato. Que será que esse gato quer dizer?)
(Mas ele não entrou em datalhes a meu respeito e eu não ousei perguntar-lhe). E ele continuou: Eu não entendo vocês, os humanos. Vocês dispensam um cuidado a um felino insignificante como eu e não dão a mínima importância para um de vocês que esteja em dificuldade. Quando dou uma olhada na rua, quantas vezes já vi gente como você passando fome, passando frio, sem ter onde encostar a cabeça, e vocês não estão nem aí. E você vem me perguntar se eu desejaria ser gente?! Claro que não! Os humanos pensam que são muito inteligentes e importantes, mas se soubessem o que nós gatos assistimos em suas casas...
Pode-se dizer que o fanatismo na área onde ele atua está em pé de igualdade com o preconceito. Assim como o preconceito, o fanatismo deixa a pessoa cega e surda. Só se permite ver o que lhe interessa e ouvir o que lhe agrada. As opiniões de seus interlocutores não lhe interessam. Ele quer ser ouvido, mas jamais ouvir. O fanatismo é um fator negativo na comunicação.
Aqueles que acreditam em Deus têm motivo para levar sua crença a outros, pois há uma satisfação em compartilhar com outros algo que nos faz bem. Já o ateu não tem motivo para levar sua crença naquilo que a seu ver não existe. Pois se não existe, não pode causar bem ou mal àquele que crê.
A grandeza espiritual de uma pessoa é inversamente proporcional ao tamanho de seu Ego. Pessoas com nobreza de caráter tem um Ego reduzido enquanto pessoas de caráter medíocre apresentam Ego avantajado.
A desigualdade social é ruim e em alguns países chega a ser escandalosa. Mas controlada a ganância dos poucos que detêm a riqueza do mundo, poderíamos dizer que a desigualdade social em níveis mais baixos é benéfica ao ser humano. É preciso que haja desnível tanto em conhecimento como em poder aquisitivo para que aquele que se acha em nível mais baixo se esforce para alcançar o que está acima. Vejo a desigualdade social moderada como propulsora do progresso. No dia em que todos tiverem tudo igual e deterem o mesmo conhecimento, vai ser uma estagnação total.
O autêntico arrependimento do mal que tenhamos cometido não se baseia no medo da punição que possamos sofrer.
Quanto menor o nível mental de uma pessoa, maior a chance
de se ofender durante um diálogo qualquer.
A prova da existência de Deus é a insistência do ateu em provar que Deus não existe. Se Deus não existisse todos, naturalmente, saberiam disso.
Percebo uma grande predisposição das pessoas em socorrer o coletivo, mas não percebo nem uma pequena predisposição em socorrer o singular. No entanto, se todos os singulares necessitados de ajuda fossem reunidos no mesmo lugar, representariam um coletivo maior que o primeiro. Minha mensagem é: veja o singular como a ponta de um grande iceberg humano necessitado de ajuda e arregace as mangas como fez o bom samaritano da parábola.
Jesus pode até não ter existido, como querem alguns. Mas, uma coisa é certa: o relato de sua paixão, desde sua prisão até sua morte, é então a maior parábola da nossa sociedade. Todos os personagens presentes naquele relato, podem ser encontrados com facilidade nos dias de hoje: Os poderosos, o povo como massa de manobra, os fariseus, os doutores da Lei, Herodes, Pilatos, testemunhas falsas, Judas, os amigos que na hora h desaparecem, por medo e a mãe que permanece com filho até a morte, recebendo-o em seus braços quando o tiram da cruz. Será que foi tudo inventado? Quem bolou esta história deve ser considerado o maior escritor de todos os tempos.
Enquanto o ateu estiver tentando mostrar que Deus não existe, é sinal de que Deus está vivo em nossos corações. Ninguém chuta cachorro morto.
