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Coleção pessoal de EmOutrasPalavras

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Crises são parte da vida de qualquer pessoa, país ou seleção. Elas são importantes. Sinalizam que algo está errado e precisa ser melhorado. Elas clamam por mudanças. Se reconhecidas e respondidas corretamente, elas nos fortalecem. Se ignoradas, aprofundam-se e se repetem até que, finalmente, aprendamos a lição.

Fábula: O Lobo e o Cordeiro

Um cordeiro estava bebendo água num riacho. O terreno era inclinado e por isso havia uma correnteza forte. Quando ele levantou a cabeça, avistou um lobo, também bebendo da água.

- Como é que você tem a coragem de sujar a água que eu bebo - disse o lobo, que estava alguns dias sem comer e procurava algum animal apetitoso para matar a fome.

- Senhor - respondeu o cordeiro - não precisa ficar com raiva porque eu não estou sujando nada. Bebo aqui, uns vinte passos mais abaixo, é impossível acontecer o que o senhor está falando.

- Você agita a água - continuou o lobo ameaçador - e sei que você andou falando mal de mim no ano passado.

- Não pode - respondeu o cordeiro - no ano passado eu ainda não tinha nascido.O lobo pensou um pouco e disse:

- Se não foi você foi seu irmão, o que dá no mesmo.

- Eu não tenho irmão - disse o cordeiro - sou filho único.

- Alguém que você conhece, algum outro cordeiro, um pastor ou um dos cães que cuidam do rebanho, e é preciso que eu me vingue. Então ali, dentro do riacho, no fundo da floresta, o lobo saltou sobre o cordeiro, agarrou-o com os dentes e o levou para comer num lugar mais sossegado.

MORAL: A razão do mais forte é sempre a melhor

Canção de ninar: "Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amoooor... eu sou brasileiro , com muito orgulho, com muito amoooor..." Isto explica em parte a derrota da seleção na Copa de 2014. A torcida cantava para a seleção dormir. E ela dormiu.

Nós vivemos até o dia em que morre a última pessoa que se lembra de nós.

Não tenho medo (da morte). Só tenho medo de morrer sem terminar um livro que eu esteja escrevendo; e não ter uma morte limpa. Eu quero pelo menos uma morte limpa.

Arte e cultura não são pura contemplação, mas ações inevitavelmente políticas e devem educar, informar, questionar, organizar e influenciar. Além de revelar as forças dominantes da sociedade do espetáculo, a cultura, pelo seu poder criativo e questionador, carrega em si uma força de transformação.

A sociedade do espetáculo transforma o ser humano em mero espectador. Hoje, a ditadura do “pensamento único” capitalista e neoliberal pretende dominar e controlar a cultura, a economia, a política, a religião, os meios de comunicação e os recursos naturais. Com muita frequência, somos obrigados a obedecer às regras totalitárias do mercado que nos tiram a liberdade e não favorecem a democracia.

Cultura popular pode ser definida como qualquer manifestação cultural em que o povo produz e participa de forma ativa. Ao contrário da cultura de elite, a cultura popular surge das tradições e costumes e é transmitida de geração para geração, principalmente, de forma oral. As expressões da cultura podem ser utilizadas para organizar e transformar a sociedade.

A novela não tem nada a ver. Que língua é aquela que eles falam? Você está no meio de nordestinos aqui. Já ouviu um de nós falar daquele jeito? Aquilo não é fala, é miado de gato"

Acho Melville, por exemplo, extraordinário. Agora, Madonna e Michael Jackson são muito burros, limitados, medíocres. É ofensivo dizer que representam a cultura americana.

Não me preocupo muito em ter ou não uma posição como artista. Literatura para mim não é mercado. É a minha festa, é onde eu me realizo. Digo sempre: arte é missão, vocação e festa. Não me venham com essa história de mercado.

"mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa..."

"Prezado cliente,
O seu Extrato Mensal recebido no mês de julho trouxe, na coluna 'Você e seu dinheiro', um texto contendo comentários sobre a evolução da economia no contexto de pesquisas eleitorais. Esclarecemos que, de forma alguma, a nota reflete uma posição do banco com relação ao cenário político, e pedimos desculpas se seu teor dá margem a interpretações nesse sentido.

O Santander adota critérios exclusivamente técnicos em todas as análises econômicas, que ficam restritas à discussão de variáveis que possam afetar os investimentos dos correntistas, sem qualquer viés político ou partidário. Foram tomadas providências para assegurar que nenhum futuro comunicado dê margem a interpretações diversas dessa orientação.

Mais uma vez, lamentamos profundamente qualquer mal-entendido que possa ter sido provocado pelo referido texto. Permanecemos à sua disposição para qualquer esclarecimento adicional.

Atenciosamente,

Conrado Engel

Vice-presidente executivo sênior do varejo Banco Santander Select"

(Reconhecimento não liberdade de pensamento pelo Banco Santander para expressar seu pensamento)

Quando chega 31 de março de cada ano, o face enche de postagens referente à Ditadura que começou em 1964 naquele dia. Não sei porque tanto lamento pelo que passou se estamos vivendo um clima de terror e de medo ainda hoje. O que faz o Banco Santander mudar sua postura senão o medo de represálias no futuro e por que não já? A ingerência do Governo na empresa privada é demais. Além de cuidar mal das empresas sob sua responsabilidade direta, ainda se intromete nas empresas privadas que não é da sua conta. A nova postura adotada é compreensível em um clima de medo - típico de ditadura - e toda cautela é pouca. Mas acho que não devia ter voltado atrás, não vai ganhar nada com isso. Se antes corria o risco de perder algum cliente simpatizante da candidata ofendida, agora corre o risco de perder clientes que não simpatizam com a candidata. De positivo fica apenas o alerta que o clima não é de democracia e o livre pensamento não é permitido.

A sensatez de poucas leis e decretos

Penso que um excesso de decretos e de interditos prejudica a autoridade da lei. Podemos observá-lo: onde existem poucas proibições, estas são obedecidas; onde a cada passo se tropeça em coisas proibidas, sente-se rapidamente a tentação de infringi-las. Além disso, não é preciso ser-se anarquista para se ver que as leis e os decretos, do ponto de vista da sua origem, não gozam de qualquer caráter sagrado ou invulnerável. Por vezes são pobres de conteúdo, insuficientes, ofensivas do nosso sentido de justiça, ou nisso se tornam com o tempo, e então, dada a inércia geral dos dirigentes, não resta outro meio de corrigir essas leis caducas senão infringi-las de boa vontade! Para mais, é prudente, quando se pretende manter o respeito por leis e decretos, não promulgar senão aqueles cuja observação ou infração possam ser facilmente controladas.

Foi um grande conselho o que ouvi certa vez, dado a um jovem: "Faça sempre o que tiver medo de fazer".

Da brevidade do tempo

Influência da brevidade do tempo sobre os trabalhos dos homens: supondo que um astrônomo demonstrasse geometricamente que daqui a mil anos um planeta no seu percurso cortará a órbita terrestre precisamente no momento e no ponto em que a terra ali se encontrar e que a destruição da terra será a consequência dessa enorme colisão; o langor irá então apoderar-se de todas as atividades; não haverá mais ambição, monumentos, poetas, historiadores e talvez tampouco guerreiros ou guerras. Cada um cultivará o seu jardim e plantará as suas couves. Sem desconfiarmos, caminhamos todos para a eternidade.

in "Elementos de Fisiologia"

A vida de uma pessoa consiste num conjunto de acontecimentos no qual o último poderia mesmo mudar o sentido de todo o conjunto, não porque conte mais do que os precedentes mas porque, uma vez incluídos na vida, os acontecimentos dispõem-se segundo uma ordem que não é cronológica mas que corresponde a uma arquitetura interna. Uma pessoa, por exemplo, lê na idade madura um livro importante para ela, que a faz dizer: ‘Como poderia viver sem o ter lido!’ e ainda: ‘Que pena não o ter lido quando era jovem!’. Pois bem, estas afirmações não fazem muito sentido, sobretudo a segunda, porque a partir do momento em que ela leu aquele livro, a sua vida torna-se a vida de uma pessoa que leu aquele livro, e pouco importa que o tenha lido cedo ou tarde, porque até a vida que precede a leitura assume agora uma forma marcada por aquela leitura.”
Italo Calvino, in Palomar

Não sendo possível fazer-se com que aquilo que é justo seja forte, faz-se com que o que é forte seja justo.

Um homem nunca deveria ter vergonha de confessar que errou, pois na verdade é como dizer, por outras palavras, que hoje ele é mais sábio do que foi ontem.

É importante aprender a não se aborrecer com opiniões diferentes das suas, mas dispor-se a trabalhar para entender como elas surgiram. Se depois de entendê-las ainda lhe parecerem falsas, então poderá combate-las com mais eficiência do que se você tivesse se mantido simplesmente chocado.