Coleção pessoal de edsonricardopaiva

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A vida é uma historinha bonitinha, em que todo mundo morre no final.
Morre quem falou bem, morre também quem falou mal.
Por que ligar pra tudo isso, então?
O motivo que faz a diferença, mais do que muita gente pensa
É que a viagem não termina aqui, onde tudo está de passagem
O que diferencia tudo, na verdade
É que algumas pessoas viveram com dignidade
Outras não.

Hoje eu procurei no Céu
Uma pipa com a cor igual aquela
da qual nunca mais se ouviu falar
Tamanha era a dor da saudade
e tanta falta me fazem
todas aquelas amizades
Hoje sabem todos os que ficaram
Que somente os ventos prosperaram
O tempo passou lento
e foi levando, lentamente
Quase tudo. Tudo aquilo que fazia
A gente rir. Meu Deus, e a gente ria!
Ria, como não se ri hoje em dia
Hoje eu acho que a gente
Apenas cria algum argumento
Uma desculpa qualquer
Pra continuar aqui
Olhando pro Céu de vez em quando
e compreender
Que somente os ventos
Continuam no comando
Arrastando pra um lugar distante
todas aquelas pipas
todas aquelas lembranças
todos aqueles amigos
e todos aqueles sonhos
hoje antigos
Tão antigos quanto a infância.

Senhor Meu Deus
Sejais pela eternidade
O Pai de meus pensamentos
Senhor Jesus
Eu sei que dás ordens ao Sol
E também aos Mares e aos Ventos
Te peço neste e em todos os demais Natais
Que olheis por toda a Humanidade
E que todas as crianças deste Mundo
Tenham direito de conhecer
Tuas verdades
E que o Engano seja banido
de todos os corações desertos
Que o erro seja finalmente
Reconhecido como errado
E que seja visto como correto
Somente o que for
Realmente certo
Que o ato de amar esteja presente
E o amor renasça em cada lar deste Mundo
Abençoa, meu Pai
Cada criancinha que nascer
e que todas elas conheçam teu amor
Não desejo e nunca desejei
Receber mais que aquilo que eu mereço
Te peço hoje, Meu Pai
O Teu olhar e Teu Perdão
Como o meu presente de Natal
Que Tua Compaixão
Se espalhe por todo o Mundo
e alcance a toda Humanidade
Restaura, Senhor, a visão
Àqueles que tem olhos e não veem
e que este seja um Mundo de verdades
Que o quente seja quente
Que o frio seja frio
Que o claro seja claro
e a escuridão seja somente
um lugar escuro onde possa entrar
Tua luz, mesmo com as portas fechadas
E nunca mais nenhum homem
Se afaste desta crença
Creio que isto é tudo
Te envio, meu pai, neste Natal
Meu desejo de receber o Teu abraço
Que toda a Humanidade durma em paz
Dorme em paz também, Jesus
Quando nascer um novo dia
Não seja apenas o dia uma coisa nova
Que o amor esteja restaurado
em cada coração
Amém.

As doces lembranças
Que te trazem o morno vento da tarde
Com a cara sorridente do Sol
As tranças nos cabelos
das meninas que passam apressadas
As taciturnas caras dos homens velhos
Parecem dizer que mais nada tem graça
Mas a palavra certa no momento preciso
Transforma tudo isso em sorriso
O voar dos pássaros
que hoje o vento trouxe
Enquanto secava a roupa no varal
A ideia nova que tudo isso lhe inspirou
Afinal, isso tudo não parece
Ser assim, de todo mal
E, se hoje ainda não o é
Te resta então, o amanhã
Aquilo que agora
o passado não mais esconde
Se torna um novo desafio
Naquilo que ainda não se desdobrou
Mas eu creio que já escolheste
A direção que desejais seguir
Não deixeis a tarde te atrasar ainda mais
Nem tropece na pressa que te invade
Tudo isso estava escrito
Acredite, então, em sonhos
Não importa nada a direção dos ventos
Siga tu, teu campo magnético
E corra devagar
Vá viver teu momento.

Há momentos em que tudo que penso
é somente sumir, partir, ir embora
Estou por aqui há tanto tempo
Que nem ao menos me lembro
Qual das pernas eu uso
Pra dar o primeiro passo
Sinto saudades de um dia
Que nem ao menos sei dizer
Se realmente existiu
Ou se meu coração o criou
Pra espantar a tristeza
Num momento de rara beleza
Eu voava por sobre pântanos e montanhas
E me sentei, cansado
Embaixo de uma árvore
Arreada de lindos e estranhos frutos
Ao meu lado uma voz me dizia
Que aquele havia sido
O dia mais divertido de nossas vidas
Hoje, tudo que me resta
Além de dias diminutos
É a vontade de reencontrar
Os pássaros que voaram comigo
Numa antiga lembrança
de uma hora amiga
Que eu não sei dizer
Se realmente existiu.

Te espera o Mar
Quando você vai até lá
Querendo te engolir
Morto de vontade de te afogar
O Mundo já te engoliu
E você nem mesmo viu
Riu, enquanto teu melhor amor partia
E assim se deixou ficar
Feliz, por ter escolhido
Quem não te quis um dia
Hoje, pensa em tudo que fez
E chora, com o coração partido
Será que riria ainda
Se aquele grande amor
Não tivesse ido?
Nestas idas e vindas da vida
Ninguém pode responder
Minha querida!
Ainda resta hoje
Todo aquele imenso Mar
de dúvidas e perguntas
Eu velo que estejas contente
Em algum Universo Paralelo
Existem duas almas
Que nunca vão descobrir isto juntas
Pois
Aquele amor que deixaste partir
Não há de lembrar de você
Se acaso um dia o vir voltar
Ele Não ficará junto a você no fim
Nem mesmo se a ambos o Mar afogar
Nem mesmo assim.

Houve um tempo em minha vida
Que havia monstros no telhado
Fantasmas atrás da porta
Esqueletos embaixo da cama
Mas alguém
sempre me chamava pra jantar
Hoje ninguém me chama
Agora ninguém se importa
Hoje o monstro sou eu
Aquele tempo já passou
O outro mostro morreu
E eu ando tão cansado
Que nem posso mais subir
Em nenhum telhado
E eu olho pras crianças
Um tanto assustado
Elas também ficam um tanto ressabiadas
Mas depois a gente brinca
e dá boas risadas
Sempre que existem
Esses encontros
Eu me lembro do passado
E sinto muita saudade
dos meus monstros.

Pode acontecer de um dia
Eu me tornar um fugitivo
Um homem procurado
Um complicado ser
Esquecido, odiado e abandonado
Porém, nesse dia
Eu ainda serei um homem
Mesmo que procurado vivo ou morto
Um ser humano desprezível e torto
mas vivo
Com toda certeza
Um dia todos nós seremos
Uma lembrança, uma simples fotografia
No colo de uma criaça curiosa
A perguntar quem fomos nós
E talvez o seu interlocutor
Não saiba ao menos responder
Seremos uma lembrança morta
Mas tudo isso não importa
Hoje ainda é outro dia
Hoje ainda é o dia de hoje
Não permita que ele fuja
Sem deixar nele sua marca
Pode ser que amanhã
O Sol não surja para nós
Não deixe nunca seu momento de lado
Os dias que se passaram
Sem que percebêssemos
Hoje, sem dúvida
Em nossos corações
São os mais intensamente procurados.

Talvez às vezes você pense
Ser um nada, que não tem nada
Um nada que não conquistou nada
Talvez você pense de vez em quando
Que a sua vida não vale nada
Eu conheci algumas pessoas
Que trocaram tudo por nada
Por pensar que não tinham nada
E querem desfazer a troca
Pois descobriram
Ter entrado num buraco de minhoca
Mas o tempo
Toca o barco sempre em frente
Cada decisão errada
Será sempre anotada
No livro da sua vida
Que tem espaços demarcados
Pra escreverem
A entrada e a saida
E cada decisão equivocada
Ali
cada letra é lida
Pode acontecer
De algum nada
Valer muito mais que nada
E o seu arrependimento
Não valer nada
Suas palavras ditas ao vento
serão levadas
E a vida não vai responder
Nada.

Janelas fechadas
Coração fechado
A paz e a quietude
Me fazem pensar... planejar
Alguma forma de atitude
Que modifique este meu jeito de viver
Esta forma que a outros
Parece ser hilária
Mas são apenas traços
de um coração solitário
Que trancou a alma
Num labirinto intransponível
Repleto de armários de aço
Abro as janelas
O som dos motores lá fora
Dá a impressão
Que uma frota de caminhões e tratores
Está levando o mundo embora
De uma hora pra outra
Muita coisa muda
Emudece a cidade
De tanto me iludir
Me desiludi com tudo
Quase chego a desistir
Mas isso ainda não é hoje
Decido viver este dia
Recolho a solidão e a tristeza
Me sento à mesa
Transformo tudo em poesia.

Quatro almas de repente
Mudam um Mundo inteiro
Mudaram-no tão profundamente
E tanto para melhor
Que chego a pensar
Que a História poderia
Ter parado alí
Não conheci nada e nem ninguém
Que resumisse tão bem
Aquilo que minh'alma desejava ouvir
Mas o tempo não parou
Assim como não morreu
e jamais haverá de morrer
O meu querido e amado
Bom e velho Rock'n Roll
Duas dessas almas
Hojem transformam em festa
As calmas tardes celestes
E cá neste mundo é tarde
Pra quem não viveu pra vê-los
As duas almas restantes
Dividem-se em quatro
Pelas quartas partes do Mundo
Nunca mais, em momento algum
Houve melodias
Que me tocassem tão fundo a alma
Se eu pudesse escolher um presente
Pediria a Deus somente
Em algum dia de algum domingo
Poder me sentar e passar algum tempo
Cantando junto com Paul e Ringo.

"A tecnologia do mundo de hoje torna a atual geração de jovens indubitavelmente mais bem informada do que era a minha, na minha juventude. Mas isso não a faz em absoluto ser mais inteligente, parece até que regrediu. Se quisermos realmente ter uma Humanidade mais inteligente, creio que devemos mesclar a educação antiga com a tecnologia atual. Está mais que provado que a tecnologia sem direcionamento falhou."

Terça-Feira, Madrugada
Noite enjaulada
A Cidade parece escondida
Paisagem parada
Não vejo sinal de vida
Trancaram todos os portões
Estou sozinho comigo
Chego a ter medo dessa paz
Que se abriga em todos os quintais
Todo Mundo foi dormir mais cedo
A cor da luz da noite
É daquelas que se vê raramente
E eu ouço aquele característico
Som que sempre emana do silêncio
Seu tímbre tem algo de místico
Abafando os ruídos da noite
Estalidos e crepitares
Imagino ouvir distantes
Quebrares de ondas que vêm de algum Mar
A Lua tem ar suspeito
Daqueles de quem sabe algum segredo
Mas não conta pra ninguém
De jeito algum
Há anjos em pé, por sobre as nuvens
Fachos de luz, quase que imperceptíveis
Cruzam os Céus em movimentos lentos
Modorrentos
Parece que a qualquer momento
Virão pairar pertinho da janela
E anunciar que é hora de partir
Pra algum lugar
Onde eu não quero ir
Desejo boa noite
Apago a vela
Vou dormir

Eu juro que nunca pensei
Que tanta coisa assim fosse mudar
O que um dia foi tão bom
Hoje, é lembrança vulgar
Passado o tempo
Eu nada concluo
Concluo que não há nada a concluir
A vida não é um voo
Não é uma viagem
Não é uma paisagem
Talvez seja isso tudo
Somente miragem
Semeamos sonhos
Só isso
A realidade não tem compromisso comigo
Ou eu com ela
Ainda bem
Creio que ninguém queira neste momento
Estar no meu lugar
E nem mesmo junto a mim
Prossigo assim
Sozinho e calado
Espero a noite chegar
E ainda tenho medo do escuro
Tenho medo do futuro
Remotos tempos bons passados
Pra passar que foi tão duro
Por não haver conclusão
Percebo mesmo assim
Está tudo interligado
Nada ao longe, tudo perto
Aqueles lindos e imensos jardins
Não existiriam
Se não existissem os desertos
Portanto, continuo vivendo
E vendo a vida passar
sem se lembrar de mim
E esta é a luz,
que apesar de quase ninguém ver
A tudo clareia
Tem gente que é flor, é primavera, é cor
Eu sou somente frio e calor
Sou solidão, eu sou areia.

Quando for amar alguém
Se for possível, afaste-se e não ame
Se fosse possível escolher a quem se ama
Eu te aconselharia
A amar a quem vem até você
E não a quem te chama
A quem te apreciasse e fizesse elogios
Pois amar é dividir a vida
E formar parcerias
É ter alguém em quem se confia
E com que se pode contar
Pois, pra colocar pedras em teu caminho
Já bastam teus oponentes
Amar é dividir
e querer ver sempre contente
jamais o oposto
Ser amado é ganhar um abraço
Quando chegar 8 de agosto
Agora, quando quiseres
Matar um gigante
E desfazer o amor maior que existe
Basta seguir a dica
E seguir a vida adiante
Te asseguro
Não há nada que resista
E não há nome pro que fica

Eu sonho em um dia
Ser e poder ser quem eu sou
E não apenas este
Que o Mundo me obriga a ser
Por menos que eu queira
Me obrigam a interpretar
e não me permitem viver
Eu tenho hora pra sorrir
e não posso conversar com qualquer um
Eu tenho hora pra dormir
Eu tenho hora pra falar
Eu não posso
Não me permitem amar a quem me odeia
E eu sou obrigado a amar
Quem me despreza
Eu tenho hora pra passar fome
Mesmo que eu nunca reclame da comida
Eu sou obrigado a viver esta vida
todo dia
Eu tenho que vestir o que eles mandam
Eu tenho que gostar do que eles gostam
Eu tenho que sonhar o que eles querem
Se eu gostar
Preciso gostar em segredo
Não posso apontar nenhum dedo
e dizer
Que era esta que eu queria
E não há nada que eu possa fazer
Além de sonhar escondido
Com um dia, que eu sei
Não vai haver.

Não precisamos
Nunca precisaremos
A gente, definitivamente, não precisa
Chorar por amor
no calor de uma tarde indecisa
Precisamos apenas
Daquela cor maravilhosa
Meio vermelha, meio azul
e meio cor-de-rosa
Que aparecem nos ocasos
E precedem as noites mais amenas
Que já vimos nesta vida
Mentimos pra nós mesmos
Quando dizemos que não podemos
Dividir e compartilhar
Pois todos vivemos neste mundo
e não passamos um segundo
Sem respirar todos, sem exceção
O mesmo ar e dividir os mesmos mares
a mesma Lua e o mesmo Sol
O tempo voa
O vento gira em caracol
Mesmo quando
Não precisamos de mais
de nada mais
Que uma simples brisa
Acho que todos precisamos
De uma parede pintada de água e cal
e ser criança brincando
Com chapeuzinhos de jornal
Num lindo quintal de terra batida
e samambaias penduradas
em vasos de velhas latas
Não precisamos de mais nada
Além de pássaros nos ares
E frutas nos pomares
Não precisamos
A gente não precisa
Prosseguir contrariando a natureza
à guisa de alguns trocados
Não preciso e nunca precisei
de muitas camisas
e mais que um par de luvas
Eu preciso, eu quero e eu espero
Poder novamente
dançar na chuva de dia
e à noite olhar estrelas
Viver com simplicidade
Não preciso chorar por amor
Preciso viver bem
ao lado de alguém
Que me queira de verdade

Com o tempo aprendi
A ouvir o que me dizia
O silêncio das estrelas
O cheiro da terra
e perceber o quanto custava
cada lágrima que reprimi
Naquelas bravas horas de tristeza
Que a ninguém mostrei
A vida sempre envia sinais
Mas tem horas
Que é inútil procurar respostas
Longe de mim
Quando parece que simplesmente
O mundo me vira as costas
Há momentos em que é tarde
Muito tarde
E só teu coração poderá te responder
Se nesse momento
Brilha a Lua
Cai a chuva
Ou arde o Sol
Esse momento existe em você
E não no Universo
Há coisas que estão longe
Há coisas ao teu lado
E há coisas
Que não estão longe e nem perto
Estas coisas estão em nós
São o que somos
Estão antes, estão após
São o durante
São o agora
São e não são
Assim como estamos juntos
e eternamente sós
Vivemos, choramos e rimos
sem nunca saber de verdade
Se realmente existimos.

Desfeitos os enganos
E feitos à partir de então
Somente bons planos
Esqueça-se agora
deste teu triste lado crítico
E torne-se o mítico artísta
Que desejas
Procure lêr nas entrelinhas
desta loucura poética
haverás de achar, então
a métrica perfeita
E verás
Que a canção
Já nasceu feita

Somos humanos
Fazemos planos que não dão certo
desejamos ter por perto
Quem já não nos quer
Desejamos coisas impossíveis
E temos sentimentos mundanos
Isso é perfeitamente normal
Ainda não alcançamos a Divindade
Aceitamos ver crianças
Vivendo sem dignidade
E gostamos de pessoas desprezíveis
Não temos como saber
Mas a cada vez que cometemos erros
Que não sabíamos ser errado
Aprendemos algo novo
Cada vez que alguém nos nega um sorriso
Evita nosso abraço
ou se recusam a apertar a nossa mão
Sem motivo justo
Deus nos sorri, nos cumprimenta
e nos abraça
Se a coisa que você faz hoje
e amanhã houver de ser retribuída
Com ingratidão
Não faz mal; faça
Se amanhã lhe virarem as costas
agradeça
Agradeça a Deus
Por poder viver distante delas
Mas não precisa odiá-las
Elas já odeiam você
E querem, desejam muito
Que você se torne um ser desprezível
Igual a elas
Pois elas sabem
que ainda não podem te alcançar
Tenha piedade daqueles
Que compensam o fato de serem
Pessoa vazias
Ostentando coisas visíveis e brilhantes
Os olhos delas
Ainda não conseguem
Enxergar o brilho do invisível
O valor da paz
a alegria de compartilhar
E a companhia que nos faz a solidão
Não peça a ninguém
que interceda por você
Interceda você por elas
Esteja um passo adiante
Não para vê-las tropeçar
Mas para impedir que tropecem
Pois agindo assim
Mesmo que não seja este teu desejo
Um dia estará tão distante
Física e espiritualmente
Que elas vão tropeçar
cair e se machucar
e se lembrarão de você
Um dia o brilho efêmero
das coisas que elas ostentavam
há de se tornar muito fosco
E elas desejarão ter você por perto
Pra descobrir com você
Como viver sem aquilo
E como adquirir o brilho
das coisas invisíveis
Que elas não enxergavam
Mas nesse dia
Você não poderá ser encontrado