Coleção pessoal de EdgarFonseca

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Rasgo as minhas vestes que nem pilotos, pela dor de ver mulheres guerreiras chorando pelo mundo, motivdas pela dor causada pelos muitos homens, que acovardados pela ilusória aventura da vida, deixam para trás o triste cenário de um filho sem pai e sem afecto paternal.

Sentamo-nos em casa de leis, com intuito de criarmos Leis o mínimo justas que defendam os mais fracos, mas, o certo mesmo, é que fortificamos as leis, para justificarem os erros dos seus criadores.

Ao colo de uma mulher de forças e de guerra, está aquela criança a quem pedimos gratidão por ter uma protetora, para além de mãe.

Repousa a mulher que marcha pelas ruas em busca de pão para os seus filhos e, num tom inebriante, cantarola em sua solidão, para embalar o seu filho ao colo, cujo progenitor perdeu-se pelo mundo em busca de aventura.

Repugnante o homem que participa da feitura formosa de um filho e, na altura de creditá-lo o seu amor, perde-se pelo mundo, deixando um inocente órfã de pai vivo desvairado.

O ventre que carrega com amor o seu filho, se reveste de santificação.

Os seios que amamentam os nobres filhos de uma terra, não podem ser flagelados, pois, a realeza da mulher-mãe não tem preço que se compare ao seu amor.

Todos os ventos que nos favorecem, serão sempre questionados pelo fracasso dos nossos conspiradores, mas, nem por isso, nos podemos permitir baixar a cabeça.

Os recados que os nossos pensamentos mandam a frequência da felicidade, nos transformam em verdadeiros detentores da paz e da harmonia.

Trajada com a doçura do tempo, me enamoras com a delicadeza do teu andar, mesmo que não pises o chão com a delicadeza dos teus pés, sinto-te serpentear sobre a calçada do meu coração.

Suspiro entre os braços que me defendem da solidão, assim como o vento que segura a suavidade da brisa da noite e, me deixo embalar nas cordilheiras dos teus ritmos cardíacos.

A literatura nos consome sem perturbar a nossa existência e, ainda, nos alimenta sem exigências.

A literatura é o segredo que contamos à nossa mente, sem nunca termos expressado qualquer palavra.

Quando não mais existirem folhas de papel para traduzir os meus pensamentos, usarei o teu corpo para tatuar os segredos sobre o mundo, escondidos na minha alma.

PENSADOR
Um semba cantado em contos de fadas, seria equiparado a um fado enfadonho em terras de Camões, mas, cá entre nós, o semba e a massemba, sempre serão a nossa tradição e a expressão do nosso patrimônio cultural.

Quando pedirdes ao tempo que vos traga a paz, não vos esqueçais de preparardes antes as armas necessárias, para combater de forma ferrenha os inimigos impostos pelas adversidades da vida.

A cultura não é apenas um modo de vida, é, antes de mais nada e, sobretudo a nossa essência e o nosso estado de ser e viver.

Os escritos não escondem a realidade do nosso ser, mas, revelam a essência da nossa alma.

A literatura não é apenas a vitamina para os cérebros que se encontram deteriorados pelo tempo; é antes, a essência decente da vida e do viver de um ser pensante.

Aos sete mares, contei a nossa história; história de uma Angola sofrida e ferida pela destruição massiva da sua fauna e da sua flora, que hoje grita desesperada para que defendamos o seu ambiente.