Coleção pessoal de EdgarFonseca

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Os pés descalços pelo tempo, nunca irão conhecer o motivo porque devem algum dia sentir o sabor de se estar calçado.

Até mesmo quando nascemos de uma mulher, somos seres solitários vagueando pelo mundo.

Quando os objectos humanos deixarem de existir, o mundo nunca mais conhecerá formas de sobrevivência.

Silenciamos o ódio que nos têm com as nossas atitudes de bondade.

A solidão não consome almas preenchidas, porque ela é o fundamento do silêncio e o segredo do vazio.

A vida nos pune quando somos sinceros e, nos dá a vã sensação de que premeia quem desonestamente age.

Sobre pequenos cravos, estão escondidos os piores erros alguma vez cometidos por um bom estufador.

A pior de todas as loucuras da vida é viver centrado no bem-estar dos nossos, quando estes nem sequer vivem em nós.

O desejo nos torna escrevos de uma sensação de bem-estar traiçoeiro, que num instante se esfuma no tempo e no espaço.

Sobre pequenos montes cravamos a memória do nosso passado.

O caminho que nos parece finito, nem sempre é o melhor para ser percorrido.

Persiste em nós a dúvida, a dúvida se vale ou não apena ser sincero, pois, quanto mais sinceros somos, mas, censuram as nossas atitudes.

Não se pratica a política com mero sensacionalismo social, pois, a vida do povo depende de decisões práticas e não de ensaios populistas que assentam em ideologias romancistas.

O activista não é necessariamente um opositor de quem governa, é antes, um fiscal útil que avalia os feitos do Governo e a satisfação da sociedade.

O activismo não pode ser acompanhado de fanfanrismo, somente com instituto de criar instabilidade ou insurreição política e social .

A democracia gera muitas associações, activismos e grêmios sociais, que supostamente falam em nome de um todo, mas, a verdade é que estes grupos acabam por elitizar a sociedade e deixam de lado os intentos do povo em geral.

Assistimos impávidos e serenos, o mundo a entrar de decadência política por causa do sensacionalistas, que profetizam melhores condições de vida para o povo, alicerçando as suas ideias em fantasias populistas.

O sensacionalismo social não pode se sobrepor às lideranças políticas.

A democracia não pode ser entendida como uma bússola de desgovernação de um Estado.

Quando em democracia o povo contribui para os cofres do Estado com actos sempre subvencionados, pode-se ter a certeza que o povo estará sempre na linha da pobreza extrema.