Coleção pessoal de LeticiaDelRio1987

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Monólogo da saudade...

Anos mais tarde,
Ela visita meus sonhos,
Tão lúcidos,
À ponto de despertar sentidos,
Aquela pele macia,
O sorriso que embriaga,
Aquelas noites intensas,
A massagem com o Beck de Amsterdã,
Nosso primeiro encontro na balada,
A gente não se desgrudava,
O quarto de hotel,
Meu desejo de te ter mais um pouquinho,
Nossos encontros intensificavam-se,
Enquanto meu coração se perdia em você,
A insegurança da juventude,
Me afastou,
Em um tempo que eu só queria estar com você,
Poetiso-te,
Por SMS,
Cara,
Nem whatsapp tinha aquela época,
Poetiso-te,
Hoje,
Na esperança de te encontrar de novo,
Num dia de bobeira,
Na Paulista,
Frei Caneca,
Ou,
Numa travessa da Augusta,
Que me chame pro seu AP de dois patinhos na lagoa,
Quero ficar presa no teu elevador outra vez,
Assim como nos teus braços,
Laços,
Carinhos e abraços,
Deveria ter ido contigo naquele show,
Te carregado em meus ombros,
Mergulhado no teu universo,
Que o universo nos una novamente,
Aguardo ansiosamente,
Aquelas tardes de domingo em Sampa,
Contigo,
Sorrindo que nem criança,
Após uma intensa noite de amor,
Acordar com aquele seu insuportável despertador,
Risos,
De desespero,
Sinal de que vou embora,
Sempre querendo voltar,
Que o mundo me dê essa volta.

Todo ser humano possui dois lados,
Um é o que enxerga plenamente,
Outro é seu ponto cego,
Dentro deles,
Qual o certo?
O que vê com a retina?
Ou o que vê com a neblina do que é sentir?
O que seria do ser?
Se não houvesse a doutrina?
E o sentir fosse o centro do ser?

Sou um Grito de Arte,
Uma escritora falida,
Num estrondo de silêncio,
Ensurdecedor,
Minha Arte vive em mim,
Mas, não posso viver da minha Arte,
Sou um Grito,
Estrondoso,
De silêncio,
A vida é uma violência à minha inteligência,
Onde todos os dias,
Sou violentada à deixar a esferográfica de lado para os versos,
E colocá-la entre os dedos,
Para melhor atendê-los,
Essas são as grades do capitalismo selvagem,
Onde,
Um uniforme, para alguns é capaz de ditar regras de julgamento,
Onde deixo meu mundo das ideias,
Escritora que sou, para escutar insultos,
Falta de educação, falta de empatia, não de todos,
Mas, de muitos,
Que julgam-se melhores por estarem por detrás de uma mesa...
Ou com um crachá de cargo à mais,
Tanto faz.

Liberdade condicional,
Uma vida tão banal,
As correntes,
Não me deixam andar pra frente,
O capitalismo aprisiona,
Egoísmo e egocentrismo ocasiona,
As pessoas estão cheias de si,
Mas, vazias em sua companhia,
Ensurdecem,
Brigam,
Gritam,
Se impõe,
Se expõe,
Redes sociais são para isso,
Aprovação?
Se torna missão,
Dia-a-dia,
Essa agonia,
Contabilizam-se os likes,
Morre-se aos poucos,
Perde-se a humanidade,
Troca de olhares,
Onde estão os exemplares?
Prefere-se olhar para uma tela,
Sem brilho,
De olhares parados,
Sorrisos falsos,
Povo embriagado,
Ludibriado,
Nome do alucinógeno,
Tempos modernos,
Liquidez,
Nada dura,
Nada perdura,
Tudo se vai,
Escorre,
Perde o juízo,
Na velocidade da luz,
Millenium Falcon,
Sem rumo,
sem prumo,
Sumo.

O mundo me dói,
Como uma apunhalada pelas costas,
Nada mais faz sentido,
Perdi o juízo,
Tudo que cria perdeu-se,
Desconstruiu-se,
Escorreu como lágrima,
Molhou-me o rosto,
Desgosto,
Engarrafado,
Contido num maço,
Num posto,
Em março,
Se alastra,
São só fugas,
Entre copos, fumaça e corpos,
Me aperta o cardio,
Me enjoa,
Virá pó,
Me assola a Alma,
Tira-me a calma,
Que a cada respirar se esvai,
Fico trêmula,
Inerte,
Inútil,
Misturada à esse mundo fútil,
Rebordose,
Vivendo ao inverso dos versos que um dia fiz,
Da vida que eu quis,
Como dente-de-leão,
Sopro de "Bem me quer, mal me quer",
Esvoaçou,
Em partículas se tornou,
Fragmentou,
Desmoronou.

Com o tempo você aprende,
Que é preciso ser só,
Para não se sentir sozinho,
E que o vazio,
É só um reflexo,
Do contexto contido do Universo chamado Umbigo.

Como alguém pode discutir o indiscutível?
Como isso seria plausível?
A realidade é essa,
Toda essa pressa,
A falta de consciência,
Confessa,
O consumo esaserbado da nossa natureza,
Acabando com toda beleza,
Proporção,
Trocamos a natureza selvagem, pela selva de pedra,
Serragem,
Pó,
Estradas,
Que viagem...
A ciências se sobrepõe à convivência,
Pessoas sobrevivendo de aparência,
A tecnologia tomou forma de cadeias,
Informação demais,
Incendeia,
Queima,
Sufoca,
Voraz,
Tira o foco,
Quebra os blocos,
Aperta as correntes,
O que realmente importa?
O mais simples,
Tornou-se à última porta,
A única à entender,
Precisamos ceder,
Desvencilhar,
É necessário entender,
Somos natureza,
Como um todo,
Em destreza,
Se ela morre,
Então,
Morramos com ela,
Somos o todo,
Mesma casa,
Imensidão azul,
Planeta Terra.

Dissolve-me,
Reduz-me à pó,
À pó que sou,
Amor meu,
Pouco se fez,
Manteiga,
Se desfez,
Pó, líquido,
Do só,
Contido,
Aflito,
Pouco solicito.

A consciência escureceu,
Virou uma bola,
Parou na garganta e ficou,
O tempo se encarregou,
Expeli a dor,
Devolvi teus pedaços,
Em cacos,
Me reconstrui,
Em estilhaços,
Taça quebrada,
Vinho em vinagre,
Mas,
Nada nem ninguém muda o que vivi,
As marcas ficaram,
Tatuagem,
Cicatriz.

Viver é,
Saber se sobrepor à toda dor,
Toda pancada,
É conseguir olhar pra si mesmo,
Sabendo que nos momentos mais difíceis é você que estará lá pra se resolver,
Nos mais alegres é você que fará sua melhor comemoração...
Acredito que isso seja um reflexo da modernidade líquida,
Cada dia mais as pessoas estão mais envoltas de pessoas e mais vazias de verdade...
Tipo um esconde-esconde,
Onde pessoas usam máscaras,
Até mesmo elas,
Acreditam em sua própria mentira,
Vida fake,
Um Avatar de redes sociais,
Uma hora que cai,
Vira estilhaço,
Cortando à si e aos outros ao seu redor,
Mas,
Quem se importa,
Já que se tem umbigo,
O mais incrível é que ninguém é perfeito,
E o escudo tornou-se olhar pro defeito dos outros,
Para se sentir melhor,
Aonde?
Não sei,
Se defeito é defeito,
Só muda de nome ou pseudônimo.

Artêmide.

Dispo-te em versos,
Versos de uma noite,
Clareza,
Me desperta a Alma,
O insólito me revoa a calma,
Congruência,
Me faz ranger os dentes,
Torna-te atraente,
Subsequente,
Despertador do Ardor.

Não faz sentido,
A vida não tem sentido,
Quando o sentido da vida,
É viver perdido.
Sei que existe um lugar,
Que vai além do corpo,
É o lugar da Alma,
O lugar da minha Alma,
Que não se encaixa,
Meu corpo é só uma caixa,
Uma caixa que contém minha Alma,
Uma Alma que só quer levitar.
Mas, a vida me tira do Ar.
A realidade dos olhos é só uma máscara,
Uma máscara,
Que eu não sei lidar.
Então, me deixa,
Me deixa voar,
Pra longe,
Sem horizontes,
Onde meu Oceano do pensar,
Precede,
A existência presente,
Tão envolvente,
Como a existência,
Só a caixa,
São máscaras,
Então,
Me deixe quebrá-las.

Nota,
Não me notas,
Ainda que te escreva em tudo,
Tu me bota no mudo,
Enquanto,
Meu coração grita,
Seu som do silêncio é tão forte,
Que escorraça,
Sútil,
Nada,
Quebrou as taças,
Quebrou a vidraça,
Me estilhaça.

Não te julgo,
Não te conheço,
Tampouco,
Levo em conta julgamentos sem conhecimento,
Julgamento sem conhecimento tem um nome,
E esse nome é,
Preconceito.
E isso,
Não aceito,
Não é questão de gênero,
Sim,
É questão de conhecimento.

Eu gostaria que,
O formato não fizesse diferença na Alma,
Mas,
Faz.
Aqui faz,
Ainda que mudanças aconteçam,
De dentro pra fora,
De fora pra dentro,
O que é mais importante pra você?
O copo?
Ou o interior dele?

Era uma vez,
Uma garota que queria encontrar o Amor,
E quando pensa que encontrou,
Ganhou um coração partido,
Submergiu no mar da desilusão,
Com o principe que era um dragão,
Cuspiu fogo,
Queimou os nossos sonhos.

Prefiro abster-me em tocar-te
Para tê-la como a mais bela Arte,
Contempla-la com os olhos,
Guardar-te em meu peito,
Acariciar-te fazendo sorrir,
E contentar-me ao teu toque,
Suave e lúcido,
Mãos quentes,
Pintando-te em meus versos,
Fazendo-te Amor em palavras,
Que como oceano,
Intrinsico,
Se propaga do interior à esferográfica,
Em cores,
Sabores,
Desejo.

Sim,
Eu prefiro o mundo dos sonhos,
Ele é menos cruel,
Nele não existe distância,
Há esperança,
Aliança,
Nos entrelaçamos,
Por ser Sonho meu,
Não teu.
Solamento.

Eu Amo você,
Ainda que com plena consciência do quão Platônico isso seja,
Quero ser teu ninho,
Você é um passarinho,
O mais lindo,
Que eu possa observar voar,
Voe,
Sabendo,
Que se chegar o frio,
A chuva,
A tempestade,
Seu ninho estará aqui,
Protegido na árvore da minha Alma,
Enraizado,
No mais profundo sentimento,
Que não subtrai,
Sou tua soma,
Multiplico-te em meu Amor,
Com todo cuidado,
O chocolate mais raro,
Imensurável,
Sinto o prazer de degustar cada pedaço,
Deixando derreter,
No paladar,
Eternizando cada momento,
Caixa de Pandora,
Um prazer,
Com perigo,
Que eu não exitaria em correr,
Inspiração,
Perco a razão,
Sem compreensão.

O nome dessa poesia é,
Ananda,
Por onde ela passa,
Em meus olhos o encanto,
Linda,
Sua Alma dança,
Seu sorriso paralisa,
Ressalta,
Ressalva,
Reluz,
Relampeja minha sensatez,
Nome com sabor de poesia,
Inebria,
A maneira como apoia a mão sob a cintura,
Delicadamente,
Perco-me em encantamento,
Teu rosto,
Como queria saber teu gosto,
Ananda,
Nome de poesia,
Deve ter sabor de céu,
Céu da sua boca,
No dia mais estrelado que será,
Ainda que em sol à pino,
E se fora da janela trovejar,
Faço-te em mim um refúgio,
Ainda que o inverno insista em bater,
Na minha cama faço e refaço-te em verão,
Tu vais ver.
Tu é o Labirinto onde desejo me perder,
Em curvas,
Toques,
Retoques,
Quero engarrafar cada memória,
Cada micropartícula,
Cada sinal de eufória,
Quero ser Teu maior prazer,
Me chame de Oxitocina,
Tua,
Oxitocina
Exclusiva,
Me queira,
Me queima,
Menina do cabelo de fogo,
Te envolvo.