Coleção pessoal de ClaraDeSouza10

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Ser virgem não é uma vergonha. Patético é você iludir um cara que te dá todo o amor do mundo e dar pra um cara que só te quer por uma noite.

A VIRGEM

Conhece a vida,
conforme a vida se apresenta a ela,
singela.

Abre a pálpebra do olho
e teme o que vê,
observa o desconhecido,
sem saber o quê fazer.

Não foi tocada pela realidade,
nas partes mais intimas do seu eu interior,
não sentiu a dor,
tão pouco o prazer de sorrir
após chorar,
é pura.

Não morreu de rir,
não perdeu o fôlego,
jamais gemeu de dor,
lambeu os lábios,
é inexperiente.

Cobiçada por sua inocência,
em um mundo onde a inocência se perde,
se vende,
evapora no poço das desilusões.

Quem não vive,
quem teme a simplicidade
da vida,
quem não tem orgasmos por estar vivo,
é virgem.

OS VIRGENS

Sou virgem e meu signo é Leão. Sou casada e sou virgem, tenho filhos e sou virgem. Tão virgem quanto você.

Quando falamos em virgindade, logo pensamos em sexo, e a partir do dia que o experimentamos, o mundo parece perder seu mistério maior. Não somos mais virgens - que grande ilusão de maturidade.

Virgindade é um conceito um tanto mais elástico. Somos virgens antes de voltar sozinhos do colégio pela primeira vez. Somos virgens antes do primeiro gole de vinho. Somos virgens antes de conhecer Nova York. Somos virgens antes do primeiro salário. E podemos já estar transando há anos e permanecermos virgens diante de um novo amor.

Por mais que já tenhamos amado e odiado, por mais que tenhamos sido rejeitados, descartados, seduzidos, conquistados, não há experiência amorosa que se repita, pois são variadas as nossas paixões e diferentes as nossas etapas, e tudo isso nos torna novatos.

As dores, também elas, nos pegam despreparadas. A dor de perder um amigo não é a mesma de perder um carro num assalto, que por sua vez não é a mesma de perder a oportunidade de se declarar para alguém, que por outro lado difere da dor de perder o emprego. Somos sempre surpreendidos pelo que ainda não foi vivido.

Mesmo no sexo, somos virgens diante de um novo cheiro, de um novo beijo, de um fetiche ainda não realizado. Se ainda não usamos uma lingerie vermelha, se ainda não fizemos amor dentro do mar, se ainda cultivamos alguns tabus, que espécie de sabe-tudo somos nós?

Eu ainda sou virgem da neve, que já vi estática em cima das montanhas, mas nunca vi cair. Sou virgem do Canadá, da Turquia, da Polinésia. Sou virgem de helicóptero, Jack Daniels, revólver, análise, transa em elevador, LSD, Harley Davidson, cirurgia, rafting, show do Neil Yong, siso e passeata. A virgindade existencial nos acompanha até o fim dos nossos dias, especialmente no último, pois somos todos castos frente à morte, nossa derradeira experiência inédita. Enquanto ela não chega, é bom aproveitar cada minuto dessa nossa inocência frente ao desconhecido, pois é uma aventura tão excitante quanto o sexo e não tem idade pra acontecer.

Quando a gente está triste demais, gosta do pôr do sol...

Quando não se tem aquilo que se gosta é necessário gostar-se daquilo que se tem.

⁠Devora-me o seu olhar inebriado e de luxúria insinua-se

Delatando-se por sua natureza
De alguém que espreita-me como sua presa
Desnudando minuciosamente a minha alma indefesa

Entorpecendo-me com pequenas poções de sedução
Cativando-me na sua prisão de ilusão

Destilando-me no seu jogo ardiloso
Instigando meu instinto vendado e amordaçado

Hipnotizando-me de encanto
e me suprindo desse extremo veneno
Que penetra em mim e extravasa

Num fluxo complexo
Que inspira minha imaginação numa intensa conexão

Nesse ensejo domina o meu desejo em segredo
Em meio a devaneios te invoco
nos momentos insólitos

Pressente e invade o meu templo
Me envolve nesse frenesi e me viola em instantes isentos de tento

Te sinto em sintonia
a se dissolver na minha essência
Até que de amor eu desfaleça

Se alguém fala que gosta de você pela sua beleza, não é amor, e sim tesão... Pela sua inteligência, não é amor e sim admiração... Pela seu status no banco, não é amor e sim interesse... Mas se alguém fala que gosta de você, sem saber ao certo o porquê... Isso sim é amor.

Um toque simples no amor:
Desejo, tesão, paixão...
Personalidade, cumplicidade...
Pegada, atitude, delírio e sedução
Agora misture tudo dentro de você
E deixe extravasar na cama as delícias
Do teu prazer.

Entre um homem moço e uma mulher bonita, a amizade pura, a amizade intelectual é impossível. O homem e a mulher são, fundamentalmente, irredutivelmente, inimigos. Só se aproximam para se amar - ou para se devorar.

É tão absurdo dizer que um homem não pode amar a mesma mulher toda a vida, quanto dizer que um violinista precisa de diversos violinos para tocar a mesma música.

No homem, o desejo gera o amor. Na mulher, o amor gera o desejo.

O verdadeiro homem quer duas coisas: perigo e jogo. Por isso quer a mulher: o jogo mais perigoso.

Aquele que conheceu apenas a sua mulher, e a amou, sabe mais de mulheres do que aquele que conheceu mil.

Há pensamentos que são orações. Há momentos nos quais, seja qual for a posição do corpo, a alma está de joelhos.

⁠Gostaria


Gostaria de mais perto estar
para dizer coisas, que por
escrito não são iguais.
Queria estar por perto, para
aquele cabelo solto pegar.
O lençol caído no chão deixá-lo
lá, teu rosto suave com os olhos
fechados, poder beijar.
Abraçar o teu corpo, sentir os
teus seios as mão passeando sem
compromisso, pelas coxas, parando
em teu ventre, deslizando por inteiro
até em seus pés chegar e acariciar.
Tudo isso eu faria, se pudesse mais
perto estar.


Roldão Aires


Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U B E
Acadêmico Acilbras - Roldão Aires
Cadeira 681 -
Patrono- Armando Caaraüra- President

⁠É TUDO DE BOM
.
Um caldinho de legumes
Na hora do jantar;
O lençol com cheirinho
De ferro de engomar;
Aconchego da amada
Que vem nos abraçar;
É tudo de bom que acontece
Se a chuva custa a passar.

⁠DELÍRIO

Pensando em você, rolava sobre o lençol

Corpo arrepiado pedindo para ser explorado.

Meus dedos decididos, toca todas as dobras,

De cada parte do meu corpo em chamas.

Rosto no travesseiro, boca mordendo lábios

Mãos friccionando, atiçando meu íntimo.

Lava quente subindo em meu corpo, liquido viscoso brotando por entre virilhas e coxas.

Olhos abertos, delírio, um grito silencioso de prazer. Assim sou eu pensando em você.

⁠Quem me dera...

Quem me dera acordar do seu lado
Meu corpo ao seu enroscado
Na cama, o lençol bagunçado
Sem pressa, sem preço, sem medo;

Quem me dera sentir seu abraço
Cheiro de amor por todo lado
Risos soltos, cabelo bagunçado
Um café, um beijo e desejo

Quem me dera sonhar acordado
Sol na janela, nosso convidado
Doce sabor de te ter
Sentindo na pele você

Quem me dera vestir sua camisa
Brincar com você de preguiça
Relógio desligado
Lá fora o tempo parado
O mundo, só eu e você

Quem me dera...
Quem me dera...

Acordo vejo que não estou sozinho
É bom ser alguém com alguém
O lençol amarrotado
Fora da simetria do colchão
Bom dia

Recordo-me aquele lençol, que aos poucos deslizava,
por suas curvas insinuantes.