Coleção pessoal de AntonioPrates

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Verdadeiramente admiráveis são todas as pessoas que me enchem de humildade.

Os patos são muito simpáticos, mas também mordem quando fecham o bico.

Os homens sentem orgulho quando mostram as suas invenções às mulheres, e as mulheres inventam coisas que os homens não sabem.

Alguns humanos que não suportam o bem-estar dos seus semelhantes à distância, aproximam-se para os tentarem detrair mais perto.

Passamos um terço da vida a dormir, e do tempo que passamos acordados, vivemos realmente o que sobra da inveja.

Qualquer homem honesto pode aspirar a ser um parvo na política

Quando um bolo aparece no meio da rataria, o egoísmo prevalece, quase ninguém se conhece, todos querem uma fatia.

Todos eram muito bons no que faziam e não admitiam juízos a seu respeito. Os que não faziam versos não percebiam nada do assunto, e os que faziam versos eram quase sempre vistos como rivais.

Se festejarmos a passagem de cada dia fazemos da vida uma festa.

Depois de tanto alarido e de tanta ostentação natalícia, foi-se mais uma noite de Natal, entregaram-se as prendas, saciaram-se as expectativas, encheram-se os contentores do lixo de papéis amarrotados dos embrulhos das prendas, e a próxima etapa será desejarmos um bom Ano Novo a quem gostamos e até a quem queremos ver pelas costas, porque parece sempre bem desejar um bom Ano Novo a toda a gente.

A sonhar ponho e disponho, neste sonho inacabado, e mal de mim se este meu sonho não me manter acordado.

Quem anda na rua, numa sociedade fria, corre sempre o risco de congelar.

Somos quase todos parecidos nas nossas promessas, mas somos muito diferentes nas nossas acções.

Falam de paz aqueles que são educados para a guerra. Muito nos diz o silêncio quando as palavras nada nos dizem.

Não cabe um único cabelo entre a convivência nas grandes festas, as conversas sobre futebol e o tédio.

No âmago da calmaria,
depois de noites ao luar,
nasce o sol em cada dia
porque gosta de cá estar.

Bendita seja a nação
que come pão com fartura,
e que guarda na cultura
a semente do seu pão.

A pobreza e a miséria aguardam como lobos famintos a sua hora de atacar os membros das famílias onde as pessoas são mais maldizentes e invejosas umas das outras, sem união.

Se Deus não me desse o privilégio de ter nascido numa manjedoura de trapos, hoje não Lhe estava tão agradecido por saber o preço da humildade, o valor dos amigos e da família e a importância moral das coisas simples da vida, que são afinal de contas a única riqueza que tenho.

Sou filho de um berço
que é feito de palha e cheira a verdura...

Sou fruto de um Maio
coberto de flores chorando a censura...

Sou eterno gaiato
que brinca nos campos a brincar com nada...

Sou força de um tempo
que um dia sorriu e se fez alvorada...

Sou sonho que emerge
por entre o restolho e se esvai no pousio...

Sou conto sem fadas
que avança no tempo que não se contou...

Sou grito da alma
que brada no céu e cai no vazio...

Sou poeta que avança
por entre o destino, sem saber quem Sou.