Coleção pessoal de antonio_evangelista_1
O discurso religioso jamais pode ser invasivo, chulo, cheio de sentimentalismo ou muitas teorias, o discurso religioso deve ser repleto de vida, amor e sabedoria
Antes mesmo de voltar o discurso para um julgamento ferrenho e cruel é válido refletir, por cinco segundinhos, sobre quantas vezes, como e quando você mesma repetiu esse tipo de atitude
E não me venha com aquele discurso infantil; não me diga que não me merece! Porque se de alguma coisa eu sei nessa breve existência chamada vida, é que merecemos quem nos ama. E não me venha com paredes e barreiras fisícas ou sociais. Eu me disponho a quebrá-las; me empenho em fazer com que elas caiam por terra. Subo ao olimpo do mundo pra te alcançar, embora você se faça inalcançavel por puro capricho.
Quando alguém usa palavras novas em discurso teórico, minha segurança intelectual me levará a considerá-las como sinônimos das que já conheço e acusarei a este subversivo de inventar palavras novas para nomear velhos conceitos.
Não tenho um discurso, assim ou assado, eu apenas conspiro com as palavras, se elas me são favoráveis ótimo, enlaçam meus pensamentos, quando não ,deixam soltas as minhas palavras no seu pensamento.
Não senhor!
Estava ouvindo um discurso, muito eloquente por sinal, no fim o palestrante perguntou se todos concordavam. Sozinho eu disse: - “Não senhor!” Para meu espanto todos me olharam atônitos.
Para justificar minha opinião fiz três ou quatro perguntas que não receberam respostas dignas. Penso que ao final já não estava mais tão sozinho.
A obra de arte autêntica é aquela que provoca o discurso por si mesma. Nos casos em que o discurso emoldura e autentica a arte, o mérito é do discurso... não da arte.
O discurso geral dos empresários é "não estamos mais satisfeitos com a fórmula de fazer propaganda". O discurso das agências é "oferecemos pensamento estratégico". A realidade é que se uma empresa não está pronta para uma comunicação voltada para seu negócio, e não pode pagar por esse trabalho, é melhor se contentar com a propaganda bonitinha, mesmo que seja ordinária. Existe uma vida melhor do que essa, mas não dá pra passar pra lá sem pagar o pedágio
[...]
"Ó pai, duro é este discurso, quem poderá entendê-lo?"
Se abrisse um sol sobre este dia incômodo,
eu rapava com enxada os excrementos,
punha fogo no lixo
e demarcava mais fácil os contornos da vida [...]
(Poema 'discurso')
Se seus atos não condizem com seu discurso, então cada palavra que sai da sua boca é em vão. Embora muitos acreditem, nada te engana melhor do que você a si mesmo. O que define uma pessoa, são atitudes que ela toma perante a vida. “Dizer e Ser”, são coisas diferentes.
Tem um trecho no discurso que Madre Tereza fez quando foi receber o Premio Nobel da Paz, que diz mais ou menos assim:
"As vezes o que você levar uma vida para construir, vem alguém e destroem em minutos,você pode dar o melhor de você, mas vai ter sempre alguém achando que é pouco".
Faça o que tem de ser feito, e dê o melhor de você assim mesmo, porque no final o acerto de contas é sempre com Deus, e nunca com as pessoas.
Quando o cristão alinha seu discurso ao curso ideológico deste mundo para parecer politicamente correto, já está perdendo a graça de Deus e não percebeu.
"Mas aí no exterior é bem mais fácil do que aqui."
Nem sei quantas vezes ouvi isso. O discurso é sempre o mesmo, não importa qual país eu esteja. Mais fácil como? Em quais pontos? Você já saiu da sua zona de conforto, emigrou e morou no exterior por uns meses para afirmar isso?
Faz um tempo que estou querendo escrever sobre morar fora na tentativa de desmistificar alguns pontos. Vejo tantas matérias do tipo “O Canadá está buscando brasileiros para trabalhar” ou “Saiba como imigrar para a Europa em 30 dias” e fico me perguntando se a pessoa que está lendo e querendo sair do Brasil tem consciência de que “sair do Brasil” é muito mais do que um voo ou status.
Não se trata de só deixar o Brasil. Esse “só” vem carregado de tanta coisa… Medos, inseguranças, aflição e muita, mas muita coragem. É fácil falar e julgar. Tem gente que acha que morar fora é fácil. Acredite, não é!
Morar fora é chegar em uma cidade e país onde você não é ninguém. E não estou falando isso para te menosprezar ou assustar. Digo no sentido de que ninguém conhece você, sua história, trajetória, seus gostos e medos. É como se você tivesse acabado de nascer em um novo país, mas com algumas olheiras, rugas e dores nas costas da idade.
Faz sentido? Morar fora é desembarcar do avião e reconstruir pedra por pedra da sua vida. E, muitas vezes, precisamos não só reestruturar emprego, casa e bens materiais, mas também repensar pensamentos e antigos padrões para se encaixar no novo. E isso, meu amigo, requer uma força extraordinária!
Morar fora é ter que se provar duas vezes mais. É acreditar que possui um currículo melhor do que o colega nativo, mas saber que vai perder a vaga de emprego só por ser imigrante. Algumas empresas, inclusive, descartam o CV do candidato só de ler que o seu sobrenome não é típico da região ou país. Morar fora é, muitas vezes, mudar de profissão e se encaixar em outra que dê para pagar as contas, temporariamente ou não, mesmo depois de 10 anos ou mais em um cargo estável no Brasil.
Morar fora é aprender a fazer amigos pelo Facebook. É entrar em mil grupos da rede social e ir procurando pessoas com os mesmos problemas, aflições, experiências e situações que você. Morar fora é encontrar conforto em postagens online, sem mal conhecer quem está por trás da tela. É sair para conversar com aquela pessoa que te ajudou no Facebook e torcer para ter mais pontos em comum com ela.
Morar fora é reaprender a viver. É chegar em uma cidade e não entender o metrô, a máquina de lavar, os produtos no mercado e serviços locais, mas mesmo assim se aventurar, pois é aquilo ou nada. Não tem opção. É demorar muito até encontrar o bairro ideal para morar e o apartamento com menos defeitos para viver. É vender tudo no Brasil e comprar móveis baratos e usados para o novo lar. Morar fora é desapegar!
Engana-se quem pensa que só dá certo para pessoas desapegadas dos parentes ou até mesmo do Brasil em si. A saudade de tudo é sim grande! Morar fora é continuar a vida todos os dias, longe de quem amamos, sabendo que eles também estão seguindo suas vidas sem nós. Demora um tempo para digerir que vamos perder eventos sociais e datas comemorativas de pessoas queridas, bem como nossos feriados. Ah! Que saudade do carnaval! A gente absorve cada dia especial que só estamos presentes virtualmente.
Mas, depois de um tempo, a gente sabe que conforto e amor não tem fronteiras. E apesar do coração viver dividido entre amar a vida no exterior e querer quem amamos perto da gente, no fim, cada pessoa encontra um equilíbrio na balança. Morar fora é amar estar onde se está, mesmo muitas vezes querendo estar em outro lugar.
Porém uma coisa é certa: sair da zona de conforto só te traz benefícios. Morar fora é quebrar padrões, valorizar uma qualidade de vida totalmente diferente e priorizar muitos outros pontos que antes você nem enxergava. É chorar por ter que resolver burocracias enormes sem ajuda, entrar em desespero ao ficar doente e não entender o seguro público e se acostumar a jantar o que deu para cozinhar na ceia do Natal e Ano Novo. É ter força, paciência, resiliência e muita fé. Pois no fim do caminho, tudo isso é seu e ninguém te tira.
Morar fora é se olhar no espelho e ter orgulho do próprio recomeço, independentemente do resultado final da jornada. Só quem já teve ou tem experiências no exterior sabe o quão difícil é sobreviver para viver e sacrificar para conquistar.
Então eu te pergunto: Quantas pessoas ao seu redor fariam o que você fez para estar aonde está hoje? Ou quantas pessoas passariam pelo o que você passou para ter as suas conquistas? E se tudo der errado nos seus planos, você já está craque em sair da sua zona de conforto para enfrentar desafios.
Por fim, há sempre o amanhã, o dia seguinte, o outro dia e o outro também… E que, mesmo com o coração cheio saudade, você sabe que coragem e força jamais te faltará!
