Coleção pessoal de antonio_evangelista_1

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O homem de Áries

Ao vê-lo falando com os amigos, pensará que está fazendo um discurso, tamanha é sua paixão pelas palavras.

O impaciente, cheio de iniciativa, independente, audacioso, petulante, impulsivo, que não leva desaforo para casa, não aceita ordens e críticas... Em resumo, você é um furacão - está sempre tomando a frente das situações (bom e ruim). Tem um grande entusiasmo para a vida. Personalidade marcante. Não passa despercebido pelas pessoas e a verdade é que veio ao mundo para viver com intensidade e muita paixão, sem medo de correr riscos. Às vezes se machuca, mas isso faz parte do dia-a-dia de alguém que não foge à luta.

Para o ariano, a vida não pode ser vivida pela metade, afinal o fogo da paixão é o combustível, aquilo que faz pulsar o viver.
As coisas são totalmente aquilo que parecem ser, sendo transparente e verdadeiro. E a luz da sua alma ilumina todos os que ele ama!

O ariano adora saber que é amado, que é o melhor, mais que qualquer coisa. De nada adianta a fortuna se não pode ouvir que é o máximo! Mas ele não é do tipo metido. Não, prepotente, seria a palavra mais certa.
Ele pode envolve-la com uma paixão sufocante num minuto e no momento seguinte ser frio como um iceberg! Quando se sente ofendido, fecha-se e olha através de você como se nunca tivesse existido...Mas é tudo orgulho!

Arianos são de um signo de fogo, com pouca paciência, mas de ótimo coração - que fervo com as paixões.

Assim te vejo...

Um olhar muito crítico
sobre você eu lancei,
em um discurso místico
a mulher eu avaliei:

cabelos de Medusa,
que me petrificou,
fez minha mente confusa,
minh'alma hipnotizou

tem o rosto de uma fada,
moldura para o belo sorriso
é deusa para ser adorada,
é espelho pra Narciso

o corpo de caçadora,
a alma de guerreira,
de mim, é predadora,
do céu, é a estrela

majestosa é tua elegância,
uma diva quando caminha,
das flores, tem a fragrância
do reino, é a rainha

mulher completa,
de virtudes repleta
mulher que seduz,
teu corpo emana luz

mulher de sensibilidade,
doce como o mel,
diante minha incredulidade
é um anjo caído do céu

bruxa divina,
ninfa do amor,
mudou toda rotina
deste simples versador

mulher de amor eterno
calor do meu inverno
minha paixão eu externo

te amo,
eu declamo...

Não adianta me oferecer o discurso de faculdade-emprego-família como verdade absoluta. A gente não aprende a viver sentado numa carteira de colégio. Não é a fórmula de Pitágoras ou a definição de pronome oblíquo que vai fazer com que eu seja mais ou menos inteligente. Saber organizar informações burocráticas em série e ser programado roboticamente não faz de ninguém um ser humano repleto. Isso tudo só rende uma possível colocação relevante numa prova de vestibular, um êxtase momentâneo. A vida se aprende nas perdas. É perdendo a liberdade que a gente descobre que não se encaixa, é perdendo alguém que a gente descobre que não vale a pena lutar por futilidades, é perdendo o apoio que a gente descobre que o resto do mundo não para só porque nosso mundo parou. A gente vai aprendendo a viver assim, na marra, no grito, no sufoco, no impulso. Eu quis mudar o mundo, quis ser brilhante, quis ser reconhecida. Hoje eu quero bem pouco e prefiro me concentrar no agora do que planejar um futuro incerto. Eu me libertei da culpa e dei de cara com algo novo: não me encaixo, e aceito. Não é justo perder as asas no momento em que se descobre tê-las. É preciso poder voar, é preciso ter uma visão estratégica das janelas. Ver o sol e não poder tê-lo é absurdo. Então eu deixo algumas coisas passarem incompletas porque tenho consciência de que certas palavras ainda não têm tradução. Por mais que eu grite, vai ter quem não entenda, não aceite. O que eu não aceito é ter nascido num mundo tão grande e conhecer só uma pequena parte. Vou voar. Quem conseguir compreender, que me acompanhe.

O discurso da separação amorosa.

Um dos sentimentos mais comuns depois de uma separação amorosa é a enorme curiosidade em relação ao destino do outro.

Mesmo o parceiro que tomou a iniciativa fará de tudo para saber como o abandonado está passando. Esse interesse raras vezes resulta de uma genuí­na solidariedade. Decorre, na maioria dos casos, de uma situação ambivalente que lembra o mecanismo da gangorra.

Por um lado, ver o sofrimento de uma pessoa tão íntima nos deixa tristes; por outro, satisfaz a vaidade. Num certo sentido, é gratificante saber que o ex-companheiro vive mal longe de nós e teve prejuízos com a separação. Esse aspecto menos nobre da personalidade humana, infelizmente, cos­tuma predominar.

Se o outro está se recuperando com rapi­dez, se busca novas companhias, mostran­do-se à vontade na condição de descasado, ficamos surpresos e deprimidos. Percebemos que não somos tão indispensáveis quanto pensávamos. Nosso orgulho, então, é atingido, pois precisamos nos sentir importantes, precisamos saber que nossa ausência provoca dor.

Se o outro estiver feliz, duvidamos de nós mesmos e isso é desgastante. "Como é possível que alguém se ajeite na vida mais rapidamente do que eu?", indagamos, e a certeza de que seme­lhante absurdo aconteceu nos deixa tristes.

Muitas pessoas confundem essa tristeza com amor. Será que ainda estamos apaixonados? Será que a separação foi precipitada? Pode até ser. Mas o ingredi­ente principal de nossas emoções é a vaidade, o orgulho ferido. Às vezes, procu­ramos disfarçar esse sentimento menos nobre, escondendo-o por trás de uma ines­perada dor de amor. É uma forma de negar pensamentos que não gostaríamos de ter.

Logo, a boa qualidade do discurso, da harmonia, e da graça e do ritmo depende da qualidade do caráter, não daquele a que, sendo debilidade de espírito, chamamos familiarmente ingenuidade, mas da inteligência que verdadeiramente modela o caráter na bondade e na beleza.
(A República)

Pluralidade Humana

A pluridade humana, condição básica da acção e do discurso, tem o duplo aspecto da igualdade e diferença. Se não fossem iguais, os homens seriam incapazes de compreender-se entre si e aos seus antepassados, ou de fazer planos para o futuro e prever as necessidades das gerações vindouras. Se não fossem diferentes, se cada ser humano não diferisse de todos os que existiram, existem ou virão a existir, os homens não precisariam do discurso ou da acção para se fazerem entender. Com simples sinais e sons poderiam comunicar as suas necessidades imediatas e idênticas.
Ser diferente não equivale a ser outro - ou seja, não equivale a possuir essa curiosa qualidade de «alteridade», comum a tudo o que existe e que, para a filosofia medieval, é uma das quatro características básicas e universais que transcendem todas as qualidades particulares. A alteridade é, sem dúvida, um aspecto importante da pluralidade; é a razão pela qual todas as nossas definições são distinções e o motivo pelo qual não podemos dizer o que uma coisa é sem a distinguir de outra.
Na sua forma mais abstracta, a alteridade está apenas presente na mera multiplicação de objectos inorgânicos, ao passo que toda a vida orgânica já exibe variações e diferenças, inclusive entre indivíduos da mesma espécie. Só o homem, porém, é capaz de exprimir essa diferença e distinguir-se; só ele é capaz de se comunicar a si próprio e não apenas comunicar alguma coisa - como sede, fome, afecto, hostilidade ou medo. No homem, a alteridade, que ele tem em comum com tudo o que existe, e a distinção, que ele partilha com tudo o que vive, tornam-se singularidades e a pluralidade humana é a paradoxal pluralidade dos seres singulares.

Hannah Arendt, in 'A Condição Humana'

Agir conforme aquilo que se fala, alinhar discurso e prática, além de ser uma postura ética, é um sinal de autenticidade.

O que você disse?

Prepare um belo discurso. Gaste suas melhores palavras. Utilize todos os seus argumentos. Eu não consigo ouvir o que você diz.
Mais do que na força das palavras, eu acredito no poder das atitudes. Na grandeza dos gestos. Nas sutilezas das ações. Guarde seus dizeres para utilizá-los depois que fizer. Eles serão apenas um complemento.
Haja o que houver, aja.
Palavras quando não andam sincronizadas com nossos pés, não chegam a lugar algum. Não dizem absolutamente nada.
É na coerência das ações que a gente se encontra e o outro nos reconhece.
Ninguém pode viver preso em um discurso.
Ou seja,
Seja!

Não fomos feitos para caber numa receita puritana encomendada para domesticar e padronizar o mundo. O discurso do politicamente correto é um crime contra as nossas nações, contra originalidade e a diversidade dos nossos povos.
(na Conferência do Fronteiras do Pensamento 2012)

A nossa caminhada apenas começou

E com muita alegria que nos apresentamos aqui hoje, embora seja para despedirmos-nos, a alegria permanece em nós. Somos pessoas completamente diferentes, mas com uma história em comum.

Hoje somos finalistas, mas nem sempre foi assim. Quando entramos nesta escola, foi acima de tudo uma fase de adaptação. Adaptação a uma escola maior, aos novos colegas, novas e muitas disciplinas e professores exigentes. Mas com a ajuda de todos aqui presentes, da nossa família, dos professores, dos funcionários, dos nossos amigos, ultrapassamos a cada dia esses desafios.

Nada foi fácil e aprendemos que nada será. Aprendemos, entre muitas coisas, que a pontualidade e assiduidade são importantes, que as regras são para ser respeitadas, que devemos ser solidários uns para com os outros, que devemos fazer valer a nossa voz, que sem esforço não se vai a lado nenhum, que o que alcançamos hoje é só uma pequena parte do que ainda podemos alcançar.

A nossa caminhada foi longa e difícil. Mas conseguimos chegar aqui e este é o fruto de nosso esforço. Portanto, colegas, tenhamos sempre em nós essa força de vontade e persistência que nos trouxe até aqui.

Hoje despedimos com a certeza de dever cumprido. Mas em breve tentaremos esconder de todos que sentimos saudades de nossa escola, afinal, é aqui que passamos maior parte de nossos dias. Não sentiremos saudades somente da sala, mas dos corredores, dos trabalhos que fazíamos no último dia de entrega, sentiremos saudades de todos os cantos da escola que de alguma forma fomos felizes.
Passamos de alunos que vão à escola porque alguém os mandou aos alunos que vão à escola a busca de um futuro promissor.

E daqui a alguns anos, não muitos anos, prometemos outro encontro como este, mas ao invés de uma faixa receberemos um diploma. E quando isso acontecer, lembrem-se que só foi possível pela interseção de cada um de vós. Não nos resta mais nada a não ser agradecer.

Os nossos agradecimentos vão...
Aos nossos pais: pois são os pilares de nossas vidas. O nosso primeiro incentivo para frequentar a escola e nos dão motivação a cada dia. Agradecer por olhar por nós em todos os momentos.
Achamos que sabemos muito, mas ainda não aprendemos nada que possa substituir o simples obrigado.

Aos pais ausentes: nossa homenagem àqueles que partiram, pais, mães, irmãos, parentes, deixando a lembrança de suas presenças. Que onde quer que estejam sintam-se orgulhosos dos grandiosos passos que demos e daremos.

Aos amigos e colegas: no início, unidos apenas por um objetivo comum. Com o passar do tempo vieram os compromissos, as amizades, as diferenças, mas soubemos conviver e respeitar-nos.
Colegas, muitos desafios nos esperam. Temos ainda muito a conquistar. E este é o momento de comemorar juntos nossa primeira conquista, que abre a porta de nossa mais nova importante etapa da vida. E por tudo a saudade há de ficar.

Aos professores: que em todos estes anos transmitiram-nos ensinamentos, não só didáticos, mas também da vida cotidiana. Que souberam dar-nos bases para prosperar em nossos caminhos, e as devidas sanções pelos nossos atos. Tivemos em vós não só professores, mas também amigos.

Agora com esperança de grandes sucessos, seguimos nesta nova etapa de nossas vidas, pois a nossa caminhada apenas começou.

Primeiramente, boa noite a todos, gostaria de agradecer pelo privilégio de ser o orador de nossa turma nesta noite. Em nome dos formandos, gostaria de agradecer a presença de todos que estão aqui, todos aqueles que se disponibilizaram para participar desta ocasião tão especial.

Hoje concluímos mais uma etapa de nossas vidas e esta, sem dúvidas, é apenas uma das tantas vitórias que estão por vir. Ao longo de todos esses anos na escola convivemos com muitas pessoas. Professores e colegas vieram e se foram e deles levamos apenas as boas lembranças.

Hoje é também um dia de despedidas. Talvez amanhã ainda nos falemos, mas e daqui uma semana? Ou quem sabe daqui um mês? Será que nos reconheceremos daqui a 10 anos? Pois é, a vida nos separa, mas as memórias permanecem, os bons momentos que passamos juntos não nos abandonam. E daqui a alguns anos nós iremos olhar para trás e iremos pensar "onde está a minha turma do ensino médio?" E será neste momento que os corações irão apertar e as únicas coisas que teremos para nos agarrar serão nossas lembranças e a saudade.

Certa vez o filósofo Olavo de Carvalho disse: "Há coisas que são boas por alguns instantes, outras por algum tempo. Só algumas são para sempre" e o que poderia ser a escola se não um conjunto desses momentos que serão eternos em nossas mentes? A escola foi o nosso primeiro desafio, local de nossas primeiras interações sociais, também foi o local onde começamos a ter responsabilidades, mas acima de tudo foi onde nos tornamos quem somos.

Na física existe uma teoria chamada Teoria do Caos, ela fala sobre como acontecimentos aparentemente irrelevantes podem ter consequências gigantescas no futuro. Uma das frases mais célebres sobre a mesma é aquela que diz: “O bater de asas de uma borboleta no Brasil seria capaz de causar um furacão no Texas”. Parece um tanto absurdo, mas foi exatamente o que nos ocorreu, os sussurros do passado que diziam “corra atrás, estude, siga em frente, você é capaz” tornaram-se furacões e mudaram nossas vidas. E todos esses acontecimentos fizeram com que estivéssemos aqui hoje.

É engraçado como durante anos nós contávamos os dias para as férias, mas desta vez foi um pouco diferente, quando íamos pedir por férias, nós tivemos uma epifania, não haverá férias, não haverá rematrícula na escola, não haverá compras de materiais novos. Para serem férias é necessária uma data para voltar, e desta vez não voltaremos. Esperamos concluir a escola durante tanto tempo, que agora, no fim, vemos quanta falta ela nos fará.

Sentiremos saudades das risadas, das brincadeiras, até mesmo dos puxões de orelha, mesmo que esse último nem tanto, sentiremos saudades do local, do cheiro dos livros novos, e sem dúvida alguma, do lanche também.

Passamos muito tempo aprendendo e aprendemos. Aprendemos a ler, a escrever, aprendemos que 1+1 são 11, e que dom Pedro 2° descobriu o Brasil. Ou não? Será que foi isto mesmo? Bem, talvez, mas o aprendizado nunca termina, pois o conhecimento é a única coisa que levaremos sempre conosco.

E, por fim, não gostaríamos de apenas dizer um obrigado, é muito simples, a gratidão que sentimos não poderia ser traduzida em apenas uma palavra. Nós somos gratos a todos aqueles que passaram por nossa vida. Pais, professores, colegas, sem vocês nada disto seria possível. Mas como faltam palavras para expressar este sentimento, encerro com um obrigado, ou não, melhor, muito obrigado, por tudo.

Estamos fazendo o máximo que podemos ? Estamos tão forte quanto deveríamos estar ?

"Boa Noite, Londres. Permitam que eu primeiramente desculpe-me por esta interrupção. Eu, como muitos de vocês, gosto de parar para apreciar os confortos da rotina diária, a segurança, a família, a tranqüilidade. Eu aprecio-os tanto quanto todo mundo. Mas no espírito de comemoração, daqueles eventos importantes do passado associados geralmente com a morte de alguém ou ao fim de algum esforço sangrento terrível, uma celebração de um feriado agradável, eu pensei que nós poderíamos marcar este 5 novembro, um dia que não é recordado, fazendo uso de algum tempo fora de nossas vidas diárias para sentar e ter um bom bate-papo. Há naturalmente aqueles que não querem que eu fale. Eu suspeito que agora mesmo, estão dando ordens aos telefones, e os homens com armas estarão aqui logo. Por que? Porque mesmo que a violência possa ser usada no lugar da conversação, as palavras reterão sempre seu poder. As palavras oferecem os meios ao povo, e para aqueles que escutarão, o anúncio da verdade. E a verdade é que há algo terrivelmente errado com este país, não há? Crueldade e injustiça, intolerância e depressão. E onde uma vez você teve a liberdade a objetar, pensar, e falar, você tem agora os censores e os sistemas de escutas que exigem seu conformidade e que solicitam sua submissão. Como isto aconteceu? Quem é responsável? Certamente há aqueles mais responsáveis do que outros, e serão repreendidos, mas a verdade seja dita outra vez, se você estiver procurando o culpado, você necessita olhar somente em um espelho. Eu sei porque você o fez. Eu sei que você estava receoso. Quem não estaria? Guerra, terror, doença. O medo começou melhor de você, e em seu pânico você girou para o agora alto-chanceler, Adam Sutler. Prometeu-lhe a ordem, prometeu-lhe a paz, e tudo que exijiu no retorno era seu consentimento silencioso, obediente.
Na última noite eu procurei terminar esse silêncio. Na última noite eu destruí o Old Bailey, para lembrar este país do que ele se esqueceu. Há mais de quatrocentos anos um grande cidadão desejou encaixar para sempre o 5 de novembro em nossa memória. Sua esperança era lembrar o mundo que a justiça e a liberdade são mais do que palavras, são perspectivas. Assim se você não visse nada, se os crimes deste governo permanecessem desconhecidos a você então eu sugeriria a você que passe o 5 de novembro em branco. Mas se você ver o que eu vi, se você sentir como eu me sinto, e se você procurar como eu procuro, então eu peço-lhe para estar ao meu lado em um ano, fora das portas do Parlamento, e juntos, nós daremos a todos um 5 de novembro inesquecível!!!"

Não-coisa

O que o poeta quer dizer
no discurso não cabe
e se o diz é pra saber
o que ainda não sabe.

Uma fruta uma flor
um odor que relume...
Como dizer o sabor,
seu clarão seu perfume?

Como enfim traduzir
na lógica do ouvido
o que na coisa é coisa
e que não tem sentido?

A linguagem dispõe
de conceitos, de nomes
mas o gosto da fruta
só o sabes se a comes

só o sabes no corpo
o sabor que assimilas
e que na boca é festa
de saliva e papilas

invadindo-te inteiro
tal do mar o marulho
e que a fala submerge
e reduz a um barulho,

um tumulto de vozes
de gozos, de espasmos,
vertiginoso e pleno
como são os orgasmos

No entanto, o poeta
desafia o impossível
e tenta no poema
dizer o indizível:

subverte a sintaxe
implode a fala, ousa
incutir na linguagem
densidade de coisa

sem permitir, porém,
que perca a transparência
já que a coisa é fechada
à humana consciência.

O que o poeta faz
mais do que mencioná-la
é torná-la aparência
pura — e iluminá-la.

Toda coisa tem peso:
uma noite em seu centro.
O poema é uma coisa
que não tem nada dentro,

a não ser o ressoar
de uma imprecisa voz
que não quer se apagar
— essa voz somos nós.

Veja o discurso dos políticos: são todos otimistas; grandes canalhas são sempre otimistas e simpáticos, caso contrário não dão o golpe que querem dar. Mas, hoje em dia, o otimismo é um modo de se vender no mundo.

No semblante de um animal, que não fala, há um discurso que somente um espírito sábio realmente entende!

Esta música é pra cada coração partido, para cada sonho perdido, para cada subida e para cada descida. E para toda pessoa que já se sentiu sozinha. E essa noite, esta música é para você.

[Sintese do Discurso na Universidade de Stanford]

Você tem que encontrar o que você ama

Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura.

Você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.

Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia.
Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama.

Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz. Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.

Eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: "Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?" E se a resposta é "não" por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.

Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo — expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar — caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração.
Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.

A morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.

O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém. Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas. Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior.

E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário.

Ele disse em seu discurso na hora de deixar o cargo de Presidente da gigantesca Coca Cola:

"Imagine a vida como um jogo em que você esta fazendo malabarismos com cinco bolas no ar.

Estas são:
- Seu trabalho,
- Sua família,
- Sua Saúde,
- Seus amigos e
- Sua vida espiritual.

E você tem que manter tudo isso sempre no ar!
Logo você vai perceber que o trabalho é como uma bola de borracha...
Se deixar cair ela rebaterá e irá saltar de volta.
Mas as outras quatro bolas: família, saúde, amigos e vida espiritual são frágeis como vidro.
Se você deixar cair um destas, irrevogavelmente serão lascadas, marcadas, cortes a danificando ou mesmo a quebrando.
Nunca serão as mesmas.

Temos de entender isto: Apreciar e se esforçar para alcançar e cuidar do mais valioso.
Trabalhar de forma eficaz nas horas normais de trabalho e deixar o trabalho a tempo.
Dê o tempo necessário para sua família e amigos.
Exercite-se, comer e descansar adequadamente.
E acima de tudo ... Crescer na vida interior, espiritual, que é o mais importante, porque é eterna.

Shakespeare disse: Eu sempre me sinto feliz, sabe por quê? Porque eu não espero nada de ninguém. Esperar sempre dói.
Os problemas não são eternos, sempre têm soluções.
A única coisa que não resolve é a morte.
A vida é curta, por isso, adoro isso!
Viva intensamente e lembre-se:

Antes de falar... Ouça!
Antes de escrever... Pense!
Antes de criticar... Examine-se!
Antes de ferir... Sinta-se!
Antes de orar... Desculpe!
Antes de gastar... Ganhe!
Antes de desistir... Tente!
ANTES DE MORRER... VIVA!

Toda a lei que oprime um discurso esta insuficientemente fundamentada.