Coleção pessoal de antonio_evangelista_1
"Não trago ouro nem prata, mas trago Jesus Cristo", diz Papa, em discurso no Palácio da Guanabara. Mas só o fato de serem gastos R$ 350.000.000,00 com a sua vinda ao Brasil... Dinheiro de cofre público inclusive. Sinceramente, eu teria vergonha se eu fosse católica.
Sempre ouvimos o discurso "aprenda a dizer não!" e quando finalmente entendemos o quanto isso é valioso e indispensável para uma vida adulta saudável, nós adultos saudáveis nos perdemos no nosso mar particular de nãos.
Não e não, definitivamente estamos certos, ora já vivemos muito disso e sabemos!
Acho que aquela felicidade que tanto aguardamos (se é que ela existe desse jeito) deve estar escondida nos sims que não dizemos. Devemos reaprender a dizer aquele bom e velho, sincero e despretensioso SIM!!!
Se condena com as atitudes que, as quais num discurso diário,não aprova.Aclama sobre si as inconveniências alheias para ter do que sempre reclamar. E quando reclama não se percebe, uma vez que age como o tal que condena.
Um retrato com palavras
Olhar nos olhos pode render mais verdades do que um discurso.
E isso pode parecer difícil para quem tenta esconder alguma coisa.
Em contrapartida, olhares sinceros fazem brotar palavras verdadeiras, e o resultado é sempre o melhor possível.
As mais duras palavras e o olhar mais crítico, soam sempre como ajuda e não como recriminação.
Escrever com palavras sinceras é fazer um retrato fiel daquilo que a gente sente.
DEFINIR PRIORIDADES
Não há partido político ou administrador público que negue em discurso a educação como prioridade para o desenvolvimento da cidadania. Mas, na prática, vemos medidas tomadas apenas para visibilidade, como inaugurar prédios e promover foguetórios. Prédios - mesmo que sejam palácios - não resolvem a relação entre mestres e aprendizes. Como processo, a educação requer continuidade. E há muito que continuar fazendo pela educação. A começar por eleger o essencial. O governo Fernando Henrique Cardoso criou o Fundef para universalizar o acesso ao ensino fundamental. E conseguiu avanço gigantesco: das crianças de 7 a 14 anos que freqüentavam a escola, passamos de 88% em 1994 para 97% em 2004. O segundo desafio era a qualidade. Para aferir a qualidade do ensino, criou mecanismos de avaliação. O Sistema de Avaliação do Ensino Básico (Saeb), o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), e o Provão, para o ensino superior, são instrumentos que permitem diagnóstico válido para o conhecimento e a ação, e para alocação de recursos em programas certos, nos lugares certos. Mudar esses instrumentos fará com que se perca o histórico e tudo terá de ser recomeçado do zero. Pergunta-se qual a prioridade do governo Lula em termos educacionais. O ensino fundamental? O médio? O superior? A creche? A alfabetização de adultos? Não há recursos para tudo, por isso é preciso escolher. O que não significa optar apenas por um recorte do processo e abandonar os outros, mas separar o que é prioridade do que é importante, envidando mais esforços na prioridade. Atualmente, dos R$ 22,8 bilhões de recursos do Fundef, menos de 2% vêm da União. A grande parcela do recurso federal sustenta universidades. Debate-se a elaboração do Fundeb, que pode ser uma evolução do financiamento da educação ou um grande perigo. O Fundeb dará certo se houver significativo aporte de recursos do governo federal e se forem bem engendrados mecanismos de arrecadação e distribuição. É preciso eleger prioridades! O Brasil pode tomar como exemplo a Coréia do Sul, que elevou para 95% o percentual de cidadãos com idade entre 25 e 34 anos que contam com o ensino médio completo, graças ao investimento de 7,1% do PIB no ano 2000, mais que os EUA, que no mesmo ano investiram 7,% do PIB - a média mundial é de 5,9%, e a do Brasil de 4,2%. O resultado sul-coreano levou uma geração para ser alcançado, e vem sendo aplaudido como exemplo de política pública. Em São Paulo, vencemos a batalha da quantidade: o ensino fundamental está universalizado. Para vencer a batalha da qualidade, o governo de São Paulo investe, por ano, R$ 100 milhões em formação de professores e equipamentos. No início de 2005, 100% das escolas terão laboratório de informática. E todas as escolas já estão abertas nos fins de semana. São Paulo tem evasão escolar da 1 à 4 série de apenas 1%. Quando a escola é acolhedora, os alunos não a abandonam. Os indicadores nacionais vêm mostrando governadores e prefeitos comprometidos com a educação, caminhando na direção da gestão para a qualidade. Que os novos prefeitos eleitos saibam investir recursos no que é essencial e não queiram apenas destruir o que construíram os antecessores. A bandeira da educação deve tremular acima das bandeiras partidárias.
Publicado no Jornal O Globo
O desejo não nos aparece puro, ele se mostra humanizado pelo discurso do corpo e da fala, nos mostra através do não dito. Ele é em essência uno e puro, um furo, que buscamos incessantemente saciar. Não se fala do desejo conforme deveria, é preciso manejo para escutá-lo e retorná-lo ao campo do discurso, das palavras e da consciência. Desejar é preciso, a vida se constitui no círculo constante sobre o desejo. É preciso cuidar e ter cuidado com o desejo!
As palavras são vazias,
um discurso pronto (repetido): pura demagogia,
engodo, enfim... persuasão
(isto sim, que é manipulação!).
Mas um exemplo, é força!
ahhh... jamais será dissimulado.
Fazer é envolver-se, é estar inteiro,
é doar-se além das promessas,
é AÇÃO, tranquilidade, é persistir...
e seguir rindo das represálias,
dos que jamais terão a igual competência para agir.
Uma pessoa que não se articula em termos de linguagens de discurso próprio, torna-se incapaz de pensar, de refletir. Com isso perde a condição de instalar-se na sociedade.
Gosto daqueles que dizem o que pensam. É essa capacidade de discurso moderado e prudente, mas incisivo, que eu admiro. É com essas pessoas que eu hei-de conviver para o resto da minha vida.
MINHA FRASE 479
Todos podemos errar (até eu, oh que coisa!), mas... Quando ouço discurso sobre humildade... Hum... É sempre conversa fiada, é da boca pra fora, é falsidade, é engodo, é exibicionismo. Mas todos podemos errar, que bom!
Andamos tão pra baixo que qualquer discurso ou declaração retórica assume uma postura heroica em nossa consciência.
Demasiadamente forte: Inclusive.
Uma despedida em silêncio. Porque não haveria discurso que preencheria, o vazio que ficou naquele fim de amor.
Não tenho um discurso tão maduro nem experiência que mude minha direção, sou um poeta menino apaixonado acreditando na força do meu coração;
Meu assédio é literalmente impávido aos sentimentos que amo, baseando-se no seu coração com grandes observações;
Atordôo-me em ter as certezas de que te agradei com minhas palavras tão singelas e carinhosas, porém presenteado com o seu mais belo sorriso;
EDUCAR É VIVER
Demétrio Sena, Magé - RJ.
A criança confere o meu discurso
no percurso das minhas atitudes;
na firmeza ou na fuga dos meus olhos;
na transparência do que a fala diz...
O menino defere ou indefere
meus conselhos, as recomendações,
quando a própria postura me autentica
ou as contradições me desmascaram...
Valem mais as leituras das ações;
das lições de vivência consistente
no contexto real de minha vida...
Sou estrada pros passos do meu filho;
sou espelho da fé que o meu aluno
tem ou não neste mundo; nas pessoas...
Liberdade de expressão que não reconhece o outro como portador dos mesmos direitos é discurso de ódio.
