Coleção pessoal de antonio_evangelista_1
Das leis, da moral e dos costumes
eu sigo o que me convém.
Sou dono de mim e meu juiz,
e considerando que não estou preso,
nem internado, nem morto,
vê-se que não sou tão mal menino assim...
Um versificador não considera ninguém digno de ser juiz dos seus versos; se alguém não faz versos, não sabe nada do assunto; se faz, é seu rival.
O advogado deve sugerir por forma tão discreta os argumentos que lhe dão razão, que deixe ao juiz a convicção de que foi ele próprio quem os descobriu.
Vi gente chorando na rua, quando o juiz apitou o final do jogo perdido; vi homens e mulheres pisando com ódio os plásticos verde-amarelos que até minutos antes eram sagrados; vi bêbados inconsoláveis que já não sabiam por que não achavam consolo na bebida; vi rapazes e moças festejando a derrota para não deixarem de festejar qualquer coisa, pois seus corações estavam programados para a alegria; vi o técnico incansável e teimoso da Seleção xingado de bandido e queimado vivo sob a aparência de um boneco, enquanto o jogador que errara muitas vezes ao chutar em gol era declarado o último dos traidores da pátria; vi a notícia do suicida do Ceará e dos mortos do coração por motivo do fracasso esportivo; vi a dor dissolvida em uísque escocês da classe média alta e o surdo clamor de desespero dos pequeninos, pela mesma causa; vi o garotão mudar o gênero das palavras, acusando a mina de pé-fria; vi a decepção controlada do presidente, que se preparava, como torcedor número um do país, para viver o seu grande momento de euforia pessoal e nacional, depois de curtir tantas desilusões de governo; vi os candidatos do partido da situação aturdidos por um malogro que lhes roubava um trunfo poderoso para a campanha eleitoral; vi as oposições divididas, unificadas na mesma perplexidade diante da catástrofe que levará talvez o povo a se desencantar de tudo, inclusive das eleições; vi a aflição dos produtores e vendedores de bandeirinhas, flâmuIas e símbolos diversos do esperado e exigido título de campeões do mundo pela quarta vez, e já agora destinados à ironia do lixo; vi a tristeza dos varredores da limpeza pública e dos faxineiros de edifícios, removendo os destroços da esperança; vi tanta coisa, senti tanta coisa nas almas...
Chego à conclusão de que a derrota, para a qual nunca estamos preparados, de tanto não a desejarmos nem a admitirmos previamente, é afinal instrumento de renovação da vida. Tanto quanto a vitória estabelece o jogo dialético que constitui o próprio modo de estar no mundo. Se uma sucessão de derrotas é arrasadora, também a sucessão constante de vitórias traz consigo o germe de apodrecimento das vontades, a languidez dos estados pós-voluptuosos, que inutiliza o indivíduo e a comunidade atuantes. Perder implica remoção de detritos: começar de novo.
Certamente, fizemos tudo para ganhar esta caprichosa Copa do Mundo. Mas será suficiente fazer tudo, e exigir da sorte um resultado infalível? Não é mais sensato atribuir ao acaso, ao imponderável, até mesmo ao absurdo, um poder de transformação das coisas, capaz de anular os cálculos mais científicos? Se a Seleção fosse à Espanha, terra de castelos míticos, apenas para pegar o caneco e trazê-lo na mala, como propriedade exclusiva e inalienável do Brasil, que mérito haveria nisso? Na realidade, nós fomos lá pelo gosto do incerto, do difícil, da fantasia e do risco, e não para recolher um objeto roubado. A verdade é que não voltamos de mãos vazias porque não trouxemos a taça. Trouxemos alguma coisa boa e palpável, conquista do espírito de competição. Suplantamos quatro seleções igualmente ambiciosas e perdemos para a quinta. A Itália não tinha obrigação de perder para o nosso gênio futebolístico. Em peleja de igual para igual, a sorte não nos contemplou. Paciência, não vamos transformar em desastre nacional o que foi apenas uma experiência, como tantas outras, da volubilidade das coisas.
Perdendo, após o emocionalismo das lágrimas, readquirimos ou adquirimos, na maioria das cabeças, o senso da moderação, do real contraditório, mas rico de possibilidades, a verdadeira dimensão da vida. Não somos invencíveis. Também não somos uns pobres diabos que jamais atingirão a grandeza, este valor tão relativo, com tendência a evaporar-se. Eu gostaria de passar a mão na cabeça de Telê Santana e de seus jogadores, reservas e reservas de reservas, como Roberto Dinamite, o viajante não utilizado, e dizer-lhes, com esse gesto, o que em palavras seria enfático e meio bobo. Mas o gesto vale por tudo, e bem o compreendemos em sua doçura solidária. Ora, o Telê! Ora, os atletas! Ora, a sorte! A Copa do Mundo de 82 acabou para nós, mas o mundo não acabou. Nem o Brasil, com suas dores e bens. E há um lindo sol lá fora, o sol de nós todos.
E agora, amigos torcedores, que tal a gente começar a trabalhar, que o ano já está na segunda metade?
Ao escrever um discurso, utilize parágrafos curtos. O texto não pode ser como a ata de reunião de condomínio.
As melhores composições, as melhores músicas, os melhores discursos e as melhores revoluções já foram... seguidas por cópias!
Não se aplaudem discursos, pelo simples facto de ter sido lido por um bom orador forjado na política, aplaude-se antes, um bom discurso, quando percebemos a essência do seu conteúdo.
Não ouvi o discurso
do orador em comemoração
a Batalha de Boyacá,
Mas o quê li a respeito
feriu-me gravemente como
punhal o meu coração,
E quero crer que seja
um equívoco ou se trate
mesmo de uma mentira.
Pois quem se encontra
preso por discordar
do poder vigente
mesmo em tempos
de paz e não desertou:
Jamais pode ser chamado
de traidor e dele
não pode ser tirada a vida.
Não se impõe disciplina
sacrificando ou incutindo
medo na tropa,
Um agir desta forma
é o pleno abandono
da herança mirandina.
Disciplina se impõe com amor,
constância e culto a valentia,...
Porque do meu breviário
sempre sairá
poesia insistente
que abra a sua mente,
ilumine os seus olhos
e restaure o seu coração
em nome dos mais
altos valores de Bolívar:
Pela liberdade da tropa
e do General não
vou parar nenhum
segundo de clamar.
" a musica é capaz de fazer o ser humano falar, ouvir e ser ouvido sem nenhum discurso, apenas atravéz de notas, ritimo e melodia, que é a unica linguagem universal"
O maior erro do discurso moralista é que seu orador esquece, por ingenuidade ou estupidez, que a justiça pode ser falha.
O discurso demasiadamente moralista foi, e sempre será, o melhor meio de encobrir desejos inconciliáveis ao Eu.
Ativismo sem reflexão se torna mero discurso ideológico ...Discurso sem prática é utopia ...Utopia não salva vidas!!
"Homem não chora" - e foi assim que seu corpo fora adestrado pelo discurso do outro, tornando-se casco onde antes poderia ter brotado flores.
Discurso dos que fazem parte de panelas, A ou B, é um discurso sem beira nem eira, não conta nem desconta, inválido. Hoje, se estamos aqui é 10, amanhã vamos pra lá é 0, portanto, opinião de virá, desvirá... para mim não acrescenta nem diminui!
Não sou contra nem a favor,
só não compactuo:
portanto, guarde o seu discurso.
Como diz a minha irmã, Luana Teixeira, rsrsrs
"me polpe e me economize" !
A parte mais estranha do discurso é a diferença entre o que se ouve e o que se sente;
Mas o que dizer quando as portas se fecham e o ar acaba? Não diga nada. Apenas sinta.
Discurso abertura Seminário Direito Eleitoral ESA - 06 AGO 2010.
Quem se contenta em ler lei é um louco,
um criminoso que o código esqueceu de enquadrar.
Pontes de Miranda
Romany Cansanção Mota (*)
Saudação
A Escola Superior de Advocacia inicia suas atividades no mês do Advogado com este SEMINÁRIO DE DIREITO ELEITORAL trazendo o abraço amigo e fraterno do Presidente OAB advogado brasileiro Omar Coelho de Melo – viajando para representar a Seccional - e parabeniza a todos vocês que, tal como Pontes de Miranda, não se contentam apenas em ler o texto frio da lei.
A troca de idéias, o debate de temas atuais, o convívio em seminários, cursos, mesas-redonda; tudo isso é fundamental para se aprofundar o conhecimento jurídicos e para iniciar novas e solidificando as antigas.
A Escola Superior de Advocacia faz uma homenagem especial a todos os operadores do direito que tem sua origem na Profissão Cidadã que é a ADVOCACIA – advogados, magistrados, membros do Ministério Público. Com
Por igual, é com regozijo que abrimos nossas portas aos ACADÊMICOS e ESTUDANTES de Direito. Quanto mais cedo iniciamos os primeiros passos do aprendizado, melhor construímos nossa estrada de sucesso. A vocês colegas acadêmicos, um alerta: A OAB somos todos nós. Portanto, logo que a legislação permitir registre-se em nossa família: inscreva-se na ORDEM como ESTAGIÁRIO.
Não resta dúvida que a ORDEM é dos ADVOGADOS; mas, também, dos BRASILEIROS; por esta razão este SEMINÁRIO se destina aos ADVOGADOS e aos CIDADÃOS, especialmente parte daqueles que ficaram desabrigados na última enchente que ocorreu no mês de junho.
Atualizar o ADVOGADO para o melhor exercício profissional no campo do Direito Eleitoral é o primeiro objetivo deste evento. Estimular e ensinar aos ACADÊMICOS para que possam servir de multiplicadores alertando a população sobre a necessidade do voto consciente, é o outro viés deste Seminário. Por fim, sendo a Ordem dos Advogados e dos Brasileiros, o investimento de cada um fez foi o investimento da SOLIDARIEDADE: uma toalha para os desabrigados.
Este Seminário de Propaganda Eleitoral que ocorre em momento de efervescência política não existiria se não fosse a disponibilidade e o espírito de verdadeiros cidadãos dos PROFESSORES VOLUNTÁRIOS, André Granja, Fábio Ferrário, Gustavo Ferreira, Ana Florinda e Marcelo Brabo; por isso agradecemos a cada um em particular por dividir conosco a experiência acumulada na vida profissional.
O seminário acabará amanhã; mas, de agora em diante os ilustres mestres não passarão por nós despercebidamente, pois, terão fomentado ainda mais nossa a vontade de estudar. Diante dos mestres sempre podermos pensar como Antoine de Saint Exupéry, quando afirmou:
“Aqueles que passam por nós,
Não vão sós, não nos deixam sós.
Deixam um pouco DE SI e levam um pouco de NOS.”
(*) Reitor ESA
