Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt

10301 - 10320 do total de 10358 pensamentos na coleção de anna_flavia_schmitt

Há um enigma, há em nós um mistério,

- algo que sublima, algo etéreo

Algo escondido por debaixo dos lençóis,

- vejo-me com você

- abraçados -

Escutando o cantar dos rouxinóis.



Lindas flores que hão de ser

Apreciadas em tua companhia,

- sim, tenho muitas coisas para sonhar

Noites que não irei mais encontrar a cama vazia,

- sim, estou aqui a nos imaginar

Das poesias brotadas de você

- sim, estou pretendendo revelar...



Dos silêncios que hão muito de nos falar,

- nos teus suspiros eu hei de escutar

Sinto os sabores dos vinhos

Que você há de harmonizar e me servir;

- sinto que muitas coisas boas estão porvir.



Eu tenho desejado diariamente,

Que os nossos enigmas reunidos,

E mistérios não solucionados

Vinguem como um canteiro,

De amores-perfeitos,

Que eles sejam mais do que eternizados

E pelos céus sejam protegidos,

Estejam escritos os nossos destinos

- divinizados....

É imperioso dizer:
- Ninguém mais
contém o quê
é sobrenatural.
mesmo diante
dos quatro
atrasos
do que é
para ser,
e ninguém
mais há
de deter.

Rima para o teu
ombro curar,
sonho para te
devolver,
pelo teu povo
não desiste
de te libertar.

Venha, e fale comigo:
- Se só o amor tem sentido!

Porque quem deseja algo

- concreto -

Faz do diálogo um jeito

De fazer o tempo aberto

Para nadar em mar calmo.



Venha, e fale comigo:

- Se só o amor tem razão!

Porque quem deseja amor

- verdadeiro -

É sobretudo, objetivo!



Não dá para adivinhar,

Se você não falar comigo.

Não dá para varrer

- os teus receios -

Se não abrir o caminho.



Você não está comigo,

Daí o desespero!

Porque amar é muito,

Ser amada é importante,

Para me fortalecer,

E me fazer invencível:

Quero tê-lo embevecido!

Em silêncio revisitei os poemas

como forma de resposta poética

ao amor que encerrou as portas.

Ser amada é claro que importa.

Se crê naquilo que não vê,

não sou eu que vou mais

lembrar do que ficou atrás.

Deus sabe o quê faz.

Eu bem queria desacreditar,

já não te conheço mais;

muita falta você faz.

Inclusive, em datas solenes.

Um amor perene não se compra,

não se vende e não se prova;

amor que é amor é para sempre.

Amor que é amor encontra jeito.

Não sou mulher que se esqueça,

sou flecha que se honra no seio,

cumplicidade e amor bem feito.

O meu coração ainda chora.

Em oração escrevi as prosas

ao amor que importa muito

como se planta mil rosas.

O amor não escolhe outras vias.

Em recolhimento supero

a sua falta de diálogo,

eu assim decreto.

És o meu porquê, e eu a tua razão.

Uma tristeza de amor não cura

pelas mãos de outro amor

apenas se condena a secura.

O meu coração vibra, é feito de fibra.

Ontem, escrevi até um poema

no afã de te fazer país reconquistado,

foi letra semente para o amado.

Cada um oferece somente
aquilo que tem para dar,

Creio que me fere

- duramente -

porque não tens coragem

De me escutar.



Não há quem permaneça

sem chance de dialogar,

Creio que me evita

- friamente -

porque não tens audácia

De me resgatar.



Mas a vida é assim:

desmistificando nas ausências

as tuas inconsequências;

Creio que me mostra

porque não há outra maneira;

De entender a tuas dolências.



Cada um seleciona o quê quer

aquilo que quer falar e escutar,

Creio que me provoca

porque não tem firmeza

De deixar no coração o amor entrar.

Não é falsa adoração,

e sim pura poética,

Por dores engolidas,

e sete fortes badaladas

Por ter visto o amor

em franca liquidação.



Não foi instintivo,

e permanece sensitivo,

Por entrega derramada

dos cinco sentidos;

Nos teus jogos lascivos,

por ter entregue o coração.



Não é preciso provar,

e sim deixar nas mãos de Deus,

Por crer na força do tempo,

e na certeza de que cumpri

A minha parte com amor,

e devotei de fato o coração.


Não há nada de oculto,

e não há tempo para o amor,

Por crer que o tempo

e o relógio não o definem,

O tempo de amor é de amar

em tempo e sempre é tempo!

Como um bravo chacal

fez o meu peito sangrar,

Para ti convém dizer:

- Que tudo foi momento,

ferindo-me o sentimento.



Nos meus tristes olhos

você não quis olhar,

Talvez por medo,

De até mesmo sonhar.



Lágrimas de puro âmbar

saem dos meus olhos doidos,

Não tenho parado de chorar.



Vocação para se consumir?

Não tenho, tenho 'porquês'

na vida a embalar e seguir.



Cometa consumido sempre

traz uma prenda e regra,

Quando ele cai na Terra,

é capaz de marcar e virar

Campo de meteoritos.



O amor é caleidoscópio

nas mãos dos ingênuos,

O amor é mistério

nas mãos dos cientistas,

É algo que não se explica,

e nas mãos de quem crê,

É sempre pura mística.



Como o destino é irônico,

não exigirei mais nada,

Porque 'nada' tens a dar,

e mesmo se tivesse,

Nada vale a pena forçar.



O amor não se comanda

nem por um botão,

Quando chamado de idiota,

ele se recolhe e vai embora.

Quando se ama verdadeiramente,
O amor não pede tempo,

E nem perde tempo;

Todo o tempo é tempo de amor,

O amor constrói o seu templo.



Não quero e não permito

O meu coração ser ferido,

Por ti dei o melhor de mim,

E você não se fez esclarecido.



Não quero, não devo e não posso

De novo contigo me enganar,

Já passou tempo o suficiente,

E comigo você não quis falar.



Quando se ama verdadeiramente,

O amor não fere o sentimento,

E nem busca reafirmação;

Toda a cortesia é anseio,

Que o amor busca como meio.



Não quero o amor que me ame

porque precisa de mim,

O meu coração quer o amor

De alguém que precise

De mim porque me ame.



Não tenho outro meio

De internamente me curar,

Se comigo não quer falar,

A minha poesia só faz te julgar.

Por ser quem eu sou,

de ti só pedi segurança;

Para não ficar como estou.


Por amor eu te esperei,

e também fui atrás,

Nunca nos desperdicei.


Por amor quis te proteger

da maldade do mundo,

Mas você não quis entender.


Por amor eu me distanciei,

e corri para nos salvar,

Mas você não quis explicar.









Por ser esse o meu dom,

se eu tiver de elevar tom

de voz sempre será poético.


Por ser feita de amor,

se eu tiver de ser bravura,


Não vou perder a doçura.




Por ter alma e pele,

só preciso despir-me,


O desejo ainda verte.






Na vida não te esqueças:

que a poesia não precisa

de voz para elevar o tom,

(Ela conta com as letras).

A hora certa surpreende

No poema que cura a alma,

A alma seca plangente

Da terra que não pertence.



A Pátria desconhecida,

Na poesia imaginada,

A alma surge extasiada

De tê-la assim escrita.



No galope do verso,

Na glória do Ahalteke,

Que o destino não me negue.



Na rima do deserto,

No rodopio do vento,

Que o som seja o do saltério.



Não estou autorizada,

A inspiração me encontrou;

Sei que ando radiante,

O Universo me iluminou.

Flores nascendo, aromas dos desertos,

Peito batendo, paixões da alma,

Fortes amores, montanhas de versos.



Povos se uniram, nômades tribos,

Juntos uniram-se, hoje são Nação;

Pátria escolhida, casa erguida!





Dores abandonadas, unidade existente,

Certo destino, poemas da calma,

Fortes histórias, âmbares belos.



Magtymguly, poeta dos corações,

Licença assim me conceda:

À trazer a sua poesia e devoções.





Primavera eterna, rota da seda,

Tapetes tecidos, amor encontrado;

Fortuna e festa, que Deus interceda!



Prosperidade flórea_ multicor,

Felicidade etérea, amor que envereda,

Intensidade, brinde e candor,

No ritmo que o coração celebra.

Eu te encontrei,

Você ainda não viu,

Eu te reparei,

Você nada pediu,

Eu te consagrei.



Irei ao encontro,

Eu não hesitarei;

Irei ao destino

Do amor que é lei.



Eu sou semente,

Vento nas areias,

Eu sou flor,

Corda de violão,

Eu sou oásis,

Acorde do coração.



Irei ao ponto,

Eu me renderei;

Irei ao caminho

Que eu encontrei.



Eu sou presente,

Sopro na estepe,

Eu sou perfume,

Rosa de Ahal,

Eu sou fonte,

Nômade e paixão.



Irei no ritmo,

Eu assim voarei,

Tenho convicção,

Vontade e fé,

Nos olhos do Protetor,

Nos passos da glória,

No peito cheio de amor,

Nos braços da História

Repletos de todo o amor.

Do galopante

destino

Percebendo

o desafio,

Lancinante

o confronto

Do que ele

deseja,

Um gesto

audacioso

De ter colocado

as cartas,

as ideias

e o receio

na mesa;

Depois de todo

o ocorrido

Já não sou,

e nem nunca

Serei mais

a mesma.



O meu rosto

florido,

A minha alma

de fada,

Tenho percebido,

que sua amada,

assim eu sou.



Não te quero

perdido,

Te quero bem

louco de amor.



O seu colo

acolhido,

A minha ânsia

indomada,

Tenho embalado

de tão amainada

assim eu estou.



Eu te quero

comigo,

Te quero bem

doido de amor.



O meu sonho

escondido,

Por um véu

carregado,

Pelo vento

de tão forte

ainda ele ficou.

No encerrar das portas

da minha juventude,

Você apagou a luz

do meu mundo,

Eu não quero saber

mais a teu respeito,

Amor você não tem,

e nunca teve por mim,

E nunca terá por ninguém.

Você acabou comigo,

da mentira você é filho,

Brincou com o destino.

de quem te queria Bem.



Não foi nenhuma vicissitude,

tudo aquilo que você sofreu,

Foi você mesmo que plantou,

e ainda de fato não colheu,

E nunca será bastante,

porque te quero distante.



Você nasceu sem caráter,

Brincou com a fé,

Você nasceu sem alma,

Zombou com a esperança,

Você nunca será respeitado,

E quando tudo der errado,

Há de se lembrar para sempre,

que não se humilha uma mulher!



Não se brinca com a fé

de ninguém e ainda mais

de quem faria tudo por você;

Você conseguiu a proeza

que eu me arrependesse

Do meu arrependimento.



Não me esqueci de nada

e nem me esquecerei,

Dos dias de silêncio,

do desprezo ao meu esforço,

da ofensa a minha beleza,

das pequenas mentiras,

da falsa promessa de união,

do filho prometido,

dos dias ruins ao teu lado

e que me adoeceram,

A memória de ti será esvaziada.



Fostes o tempo todo original:

um homem de mentira,

Na verdade é o que você é.

Valeu a pena ir a pé,

porque aonde nada vale,

Eu não posso existir.



No coração tenho um corte,

por ti enfrentaria a morte,

Você nasceu para não ser,

e nunca ter existido;

Que bom que você saiu

da minha vida e caminho,

Agradeço que tive sorte!



O último poema para você

é para te enterrar vivo,

Porque não me terás como abrigo,

e tampouco como salvo-conduto,

Quero um cavalheiro genuíno,

que se comporte como adulto,

E jamais se pareça contigo,

porque tens o aroma do lixo,

Ainda bem que descobri há tempo!

Vou ter o meu coração reconstruído,

Confesso que fui embora convicta

Da certeza que em algum lugar

do mundo não poderia negar

A minha existência e presença

para quem vale a pena amar.

No coração da Terra,

A liberdade é solo,

No construir do poeta,

A Nação será de ouro,

No tecer do verso,

A letra que permanece,

No espargir do vento,

A esperança é turcomana,

O coração é puro,

A bênção veio da prece.



A bandeira é fortaleza,

A palavra é eterna,

Na mesa sempre farta,

A união sagra a beleza.



A filiação leonina,

O aconchego secreto,

Na poesia predita,

A Nação hoje brilha.



O encanto que nos acena,

No caminho do deserto,

O inimigo nunca terá sucesso.



O violão que nos encanta,

No universo e além dele,

Do orgulho que se sente

Morando no coração da gente.

Só de pensar em você,

qualquer lugar vira

Um doce paraíso,

mesmo sem tê-lo

De fato aqui comigo.



Só de ouvir tua voz,

prevejo o futuro,

o doce acordo,

Mesmo distante,

o radiante encontro.



Só de pensar em você,

revivi o quê devia,

A volta sem regresso,

mesmo sem tê-lo,

De fato aqui por perto.



Só de saber como és,

adivinho o destino,

A fortaleza e doçura,

mesmo de longe,

O soneto pressentido.



Só de pensar em você,

imagino mil cenários,

Já me proclamo sua,

mesmo sem você saber,

De fato tanta ternura.



Só de te admirar,

proclamo-me íntima,

Revisto cada detalhe,

mesmo em cada letra,

De fato além da poesia.



Já és realidade...

Sou presa de mim,

Nada me prende,

Sou feita de poesia,

Asas não criei,

Não sumi da pena,

Se ele aparecer

Para me soltar,

Nada mais sei,

sorrir ou inventar.



Dançando no abismo,

Sentimento revelado,


Alçando o estribilho,


Momento recordado.



Nada mais além

De mim e dele,

Na boca a sede:

Do beijo angélico

Que não provei,

Do abraço quente

Ainda guardado

para o amor divino.





Escrevo de mim


Para a largada,


Salto de partida,

Palavra reconhecida.





Egressa de mim,

Nada me prenderá,

Livre do passado,

Revoada do recomeço,

Nada me impedirá

De viver a toda hora,

Em todas as escalas

E de todos os planos,

Não quero mais enganos.



Alma lá da sacada,

Cabeça reerguida,

Vitória sobre o ego,

Estou amadurecida.



Nos teus olhos titânicos,

Eu vejo a cor do amor...

Entre as passagens,

repletos de esperas,

os olhares se moveram

como bailam os planetas,

eles se reencontraram

para acertar os ponteiros,

os aromas dos entremeios

entre perfumes e a plateia,

como fôssemos cometas,

para fugir da alcateia,

e abrir novos caminhos.



Navegar nos teus olhos

me fez outra pessoa,

das esferas dos anseios

tu me viste e veio

com poéticos enleios.



Atração irreversível

dos corações a aurora,

paixão irrepreensível.



Meu espírito a gosto,

nas mãos de novembro

bem naquele momento

que o mundo parou,

a tua pele me arrepiou.



Encanto irremediável

das histórias o poente,

paixão incontrolável.



Por nós tu interveio,

porque sabes de mim

e do tímido silêncio.



Ainda não tivemos,

nem a glória do tempo,

entrecruzadas passagens:

dádivas do bom amor,

você me disse e repetiu:

- Você tem valor!

Só o tempo irá dizer

se sou eu o teu amor.

A primavera virá

Entre o rio e o mar,

Quero te encontrar.



Sob o teu olhar,

Olhos negros

Dominantes,

Par de maçãs

Brilhantes,

Doce por ansiar

Os teus beijos;

Assim desejo

Os alucinantes!





Ventos do deserto

Hão de me levar

Para bem perto.



A sedução fluirá

Além do tempo,

Ela florescerá.



Porque te amarei

Com as mãos,

Assim amarrarei

Com as pernas,

Para não haver

A tua escapatória.



Paixão que escraviza

Solta com o aroma,

Assim se cumpre

Na pele do amado,

Que se envereda,

Nos cabelos da amada;

Poema sobrenatural,

Feito de sonho,

Canção premonitória.

Não nasci para

ser ignorada,

Não nasci

para não ser,

Nasci para

existir,

Nasci para ser

bem amada,

Fui embora

querendo ficar,

Parti para não

me perder.


O rasgo no peito,

as marcas

na pele,

são sinais vitais

da tua indiferença,

você me fez

perder tempo,

o riso e a crença,

o melhor de tudo

é que a cada vez

que escrevo

um verso,

eu te esqueço

e a dor

que sinto

dói menos

aqui dentro.


Não por lirismo,

mas por realismo,

exponho ao mundo

o meu coração

por ti destruído,

não foi restaurado,

está muito dorido,

embalando o último

poema que escrito,

foi a letra etérea

de libertação,

para eternizar

o grito da Terra

não escutado,

para eu não mais

cair na tua mão.


Como fera ferina,

você premeditou

me decepcionar

na minha data

natalícia,

no dia

devocional

de Santa Catarina,

para eu

me almadiçoar,

e esquecer

de me amar.


Não nasci

para você,

sou Verônica,

não nasci

para te carregar

na memória,

sou cigana

de partida,

rumo a terra

prometida,

nasci para

uma nova vida,

e fazer história.