Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt

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Não tenho nenhuma sofisticação:

- Recuso privar a indecência

Não tenho nenhum juízo,

Eu quero é a tua malemolência!



Porque minhas colinas nas mãos

De quem sabe acariciar,

Darão frutos de prazer;

Juras e poesias nas mãos

De quem irá adorar-te

Imensamente até 'enlouquecer'.



Não tenho nenhuma preocupação:

- Recuso salvar a decência

Não tenho nenhum rumo,

Eu quero mesmo é a indecência!



Porque esta pele bem iluminada

De quem sabe dominar,

Escreverão grandes histórias;

Juras e poesias nas mãos

De quem irá consumir-te

Intensamente até o amanhecer.



Não tenho muitas histórias:

- Recuso não traçar a glória

Não tenho nada restrito

Quero deitar-me ao som da vitória.



Que seja insana a entrega,

Que seja escandalosa a magia,

Que seja além do infinito:

- Receberás a poesia!





Que seja caudaloso o êxtase,

Que seja a chama intensa,

Que venha do jeito que vier:

- Embalarás a mulher!



Que seja doido o desejo,

Que seja ardente a chama,

Que seja explosiva a gana:

- Receberás o segredo!




Vibra e não passa,

Tens o meu oceano,

Aprecia a minh'alma,

Só cresce e inquieta

Romper com o cotidiano.





Gira em mim a liberdade,

Tens a minha ternura,

Dança em mim a loucura,

Não passa a vontade,

Quero você de verdade!

O paraíso é meu,
Nada [importa...,
Ele é sem trato,
Possui vegetação
- rasteira -
Abrigando flor rara
De pétalas brancas
E com [cor-de-rosa;
O paraíso é selvagem,
- surpreendente -
Por ser doce paragem,
Brilha como uma miragem,
Aroma que não se esquece,
Imagem que [enternece]...

Sou a frondosa flor

Descoberta por você,

Com encantos esbanjados

Sonhadora e habilidosa

Escrita por você.



Com poemas ensinados,

Lascivos e desejosos,

Enamorados por você.



Eis a presa obediente

Encontrada por você,

Com doçuras entregues,

Carinhosas e cultivadas

Inteiras por você,

Destas doidas ânsias,

- impronunciáveis

Fazem desta imagem a tua

Desenhada ao teu gosto,

É meu o teu corpo

Sou o sagrado e o profano

Mito de sexo e de amor

Todos por ti incansáveis.



Guardada por um bravo

Vestido de armadura

Rosada e branca

Tingido de esperança,

Gentil sentinela

Que observa visitas tuas

Lá do alto da torre

Guarda a flor e o paraíso,

Preserva o quê é bonito

Segredo que te encanta,

E te faz perder o 'juízo'.

Resolvi escrever este verso

para dizer sem engano:

- Que o meu desejo é maior

do que todo o [oceano.



Acolhi a bailante rima

para remar na corrente,

Quero o teu beijo quente,

Que a vontade [atiça].




Percorri o dobrar das ondas

para dizer sem delongas:

- Que te quero além...,

E que você já é o meu [bem.

Não brinque com o meu fogo,

Sei brincar com a tua fantasia,

Não intente com o meu juízo,

Sei assumir com a grandeza

De ser diferente: sou poesia.



Não evite os meus beijos,

Sei buscar o melhor de ti,

Não invente [escapar...,

Sei farejar-te e irei atrás

Do aroma que eu senti.





Não disperso o desejo,

Sei salsear com a tua alegria

Não experimente esquecer,

Sei abraçar-te com jeito

De causar toda a energia.



No meu corpo tenho a sina,

Serei a tua sublime alcova,

Sou muito mais [alma

Do que você imagina:

Sou a loucura que fascina.



Sou gemido, sussurro e grito,

O incêndio mais elevado.

Eia, vulcão atrevido!

O meu corpo bem macio

É que te faz ainda menino.



Danço e rasgo o verbo,

A liberdade que me deste,

Peguei como um [laço,

Abraço com a vontade

De ter qualquer possibilidade.



Darei o meu melhor riso,

O meu inefável paraíso,

A liberdade que recebi;

O teu corpo terei a qualquer custo,

Na intensidade que me [atrevi].

Trago em mim o infinito,

O invisível talvez;

Porque me guardas em ti,

E bem dentro do teu peito.


Deixo em ti o divino,

- A liberdade certa -

Porque em mim guardo

O quê há de mais bonito.




Beijo espiritual em versos

O amável e vero;

Porque em segredo intenso

Eu sempre te [espero.




Corpo natural em chamas,

- Beijo frágil feito louça -

Corpo feito para morar

Sem nenhuma roupa.




Artesanato feito à beira mar,

Poesia de moça,

Declamada em voz rouca,

Para você 'amar'.

No sinal do nosso desencontro

não diminuiu a vontade de ter,

No final um dia eu te conto,

que nunca passou a vontade

De ter imensamente [você].



No final da minha noite

não tenho como não 'dizer':

- Transbordo a leveza de ser

e a indizível crença de te ter.



Da mais enternecida cadena,

sou a rebelde prisioneira,

Só você tem a chave dela;

que desperta a [obediência

De revelar a doce cadência.



No sinal que me trazes,

ele me deslumbra toda...,

A vontade de ter você

é incrível e não é pouca,

Tu me deixas [louca]....



Tu me punes e me abres,

eis o nosso paraíso!...

Tu me corriges,

eis o nosso feitiço!...



Tu me beijas e me levas,

eis o nosso rebuliço!....

Tu me dobras,

E eu não me nego;

Por você perco o juízo.

Não existe nada mais

- fascinante -

Do que a sensualidade

- educada -

Pois ela é virtude fêmea

e elegante:

feita para deixar a alma

- masculina -

Envolvida e eriçada.

Aguardo notícias suas

vindas do outro lado,

Talvez virão a nado

Cruzando o [oceano];

Espero com rimas nuas.



Porque o poeta nasceu

para não ter Pátria,

Ele possui a poesia

como o seu passaporte,

Para ele não tem altura

e fronteiras não existem;

Ele crê na beleza da jura.



Respiro ansiedades

vindas do meu peito,

Certas de que vivem

entre dois [mundos];

Desejam por liberdades.



Vendo os pescadores

caindo de mil amores

Nos encantos das sereias

todas livres e [solteiras:

decidi escrever

Com minh'alma morena,

E entreguei este poema.

Às vezes percebo que

tenho vivido assim:

rumo à uma Pátria

desconhecida.

Mulheres rebeldes

fazem história

ou viram poesia.

Deixar-te livre para o descanso

Significa que te quero refeito

E não longe de meus afetos,

É imperativo que carrego

Porque te quero inteiro;

Para que você venha pleno

Do espírito de [recomeço].



Aceito os teus cansaços,

A necessidade de oxigênio,

E da tua respiração

Retiro versos inéditos

Como encontro de regaços.



Deixando-te livre para o voo,

Confiante no teu retorno:

Entregarei os versos retirados,

Para que os sinta aconchegados,

E em cada parte do teu corpo

Venha emitir arrepios requintados.

Ser livre para mim é um imperativo:

Do amor sou como um eterno fugitivo

Como um animal ferido no cativeiro

Que um dia se viu apreendido,

E agora já não sabe mais [voltar.



Não que eu não saiba amar:

- Provei o sabor da rua

Com o amor próprio canto pro Sol

E escrevo para a Lua;

Vivo a vida para [reverenciar].



Ser livre para mim é um jogo:

- Blefarei para ganhar a partida

Se receber amor, terei coragem;

E como fera selvagem

Vou me queimar no teu [fogo.



Não que eu não queira amar:

- Amar para mim é navegar!

Das letras eu sou maruja,

Da serra tenho a altura

Cresci poesia do [mar].



Porque inspirada na vida,

E na impoluta crença:

De que só vale perder

- a liberdade -

Só se for pela [verdade]

Da tal história que surpreenda,

E que faça tudo ter valido a [pena].

O céu e o mar no maior cortejo

Porque se possuem os amantes,

E mesmo estando (distantes):

Possuem o embalo e o aconchego

De dividirem os seus segredos

Mais íntimos e impressionantes.



O Sol e a Lua dançam no infinito,

Porque se fundiram num corpo só:

O masculino e o feminino;

Giram os astros de contentamento

Pela potência dos amantes

Com o vigor nas coreografias

Expandem desejos flamejantes.



O verso é a fruição deste mistério:

Repleto de Sol, Lua, Céu e Mar

Dois amantes e seu (Universo).



A poesia é flutuação e oráculo

Do hemisfério sensual;

É manifestação e espetáculo.



É a devoção masculina derramada

Ao infinito feminino...,

É cumplicidade (apaixonada)!



É o invadir potente o corpo

Da tua amante,

E conduzi-la ao sonho:

De ser gigante.



É o espargir do teu perfume

- marcante -

E convencê-la aos teus jeitos

De amar sem freios.



É escrever o soneto despreocupado

Do teu modo,

E temperá-lo apimentado.



E assim em versos livres de rigor

- reconhecer -

Que a potência e o vigor nascem

das graças e do porte da mulher

- amante -

Derretendo-a com carícias plenas,

Efusivas, magníficas e extasiantes.

Desabrochou a Lua repleta

como uma rosa branca,

A preocupação aberta e franca

de alguém que voltou a ser criança.



Altaneira missão concreta

como uma flecha pungente,

A alma não estancada

de um peito atravessado,

Fazendo a sua prece discreta.



Despontou a Lua inquieta

para roubar o sono do poeta,

Ao ponto de embalar a vontade

que não se dobra e não sossega.



Alvissareira canção que encoraja

porque um plano foi escrito:

A lembrança não o apaga

por tuas carícias penetrantes,

Revivendo como quem te abraça.



Desenhou o destino a teu gosto,

como quem rouba o juízo,

Despir a noite das estrelas

como que tira um vestido,

Amanhecer com você, eu preciso!

Os meus olhos sobre ti são

as minhas silentes preces

De petição fervorosa à Irene,

para que perene tu retorne

Ao teu solo e [destino;

Inteiro, sólido e divino.



Estes versículos mundanos

são alaridos [discretos.

Que não te toquem os profanos!



Os meus reflexos poéticos são

os meus voos infinitos,

Eu te pertenço

com o espírito de [vinho,

Por tenho te deixado quietinho.



Estes versículos penetrantes

são versos de [paixão,

E batidas do meu coração!



Com fino gáudio eu te ofertei

à Atena para que te proteja

de todo o perigo

És o meu pecado atrevido;

Eu te quero [preservado

e de todo o Mal protegido.

O poeta não me deixou,

ele não é [tolo],

Apenas foi passear

no jardim da eternidade.



Ariano [vive]...,

Um poeta nunca 'morre',

morrer é coisa de humanos;

Os poetas são anjos.



O sertão ele me deixou

como [legado],

Agora sei como arde,

e que o significado de sertão:

- Se entende por saudade.

Gire com força a roda do destino,

Vire a página com determinação,

Segue com coragem e valentia,

Admire o horizonte e a paisagem;

Torna o teu peito mansa paragem.



Cuide bem do teu coração,

Ele nasceu doce e perfeito...,

O outro amor não teve jeito,

O novo virá sem nenhum freio.



Dizer que amor menor existe:

- É uma enorme (covardia)!

Sorria se o amor se deu por findado,

Nenhum amor é (errado),

Só porque não foi correspondido;

Ele te deu é uma nova chance

Para que venha o amor infinito.



Trace um trajeto para o amor,

Ele precisa conhecer o teu candor.

Tire o passado do teu peito,

Assim o novo amor ganhará jeito.

Gira o mundo ao nosso redor,

Dançam as horas o minueto,

Sina de quem vive esperando

Viver uma história de amor.



Lira segundo o soneto,

Frescor da madrugada,

Versos finos e madrigais,

De quem será a tua amada.



Brisa os teus segundos em prosas,

Brincam os versos amplexos,

Profetiza a vinda apaixonada

De uma alma feita de mel e rosas.



Divisa feita de oceano,

União de desejos,

Certezas e planos,

Hábeis como ciganos.



Brindam com doçuras!

Foram abertas as travessas,

E enfeitadas com açucenas;

Almas plenas de ternuras.



Vibram com a chegada da poesia,

Vinda travessa de alto mar,

Repleta de si e de arco-íris,

Nascida para te (amar).

Sou aquela que não quis ver:

o teu olhar como um oceano,

Louco para me [ter]

morando no teu castelo,

Cortejando o mais profano.



Ninguém pode me tirar o direito

de te amar em [silêncio],

Ninguém pode nos roubar de nós:

a jura, a ternura e o compromisso.

Entraste na minha vida como magia,

pleno com este doce [feitiço...



Sou a ilustre cidadã que vaga

[nua] no teu mundo:

- A aventura impensada,

o teu esquecer das horas,

e a tua Lua na madrugada.



Ninguém pode contra nós,

juntos somos imbatíveis!

Ninguém nos [conhece],

os nossos olhares se reconhecem,

Falamos de amor olhos nos olhos.



Sou a alma insubordinada,

que apeou no teu [forte],

E tocou no teu coração.

O teu querer virou atordoado,

o teu impulso será multiplicado!



Ninguém pode me tirar de você,

e nem mesmo o [tempo;

Ninguém pode me tirar você

de dentro de mim.

Brindamos com [convencimento]

a certeza do amor ter nos encontrado.

Você sabe muito bem,

que eu não quis admitir:

- Que nós somos iguais!


Você me conhece bem,

por isso não preciso falar

que você mora em mim.


Eu sei que moro em ti,

fingi não [perceber]:

para não me entregar...



Você sabe que vou além,

que escrevo com o gentil

- arrimo -

Destes teus olhos celestiais,

e eles não se apagarão jamais!



Eu vivo uma inevitável

primavera que não passa,

a minha alma te abraça.



Eis o solstício irremediável

eterna chama que não abrasa

a vontade na imensidade.


A inspiração particular,

em tons solares e florais,

só para te embriagar demais.



Você me conhece muito bem,

- ilustre cidadão do meu peito -

e devastador como ninguém.

Você venceu o próprio tempo,

viraste paixão em poemas inteiros!



Sou senhora da minha liberdade,

- proprietária do meu nariz -

e boêmia das palavras.


Além das matizes mais florais

e de todos os bons 'setembros',

Eu reconheço que estou assim

- vivendo -

A mais colossal das estações:

- A Primavera do amor demais...