Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt

10221 - 10240 do total de 10358 pensamentos na coleção de anna_flavia_schmitt

Nada neste mundo tirará

o meu direito de ser poeta,

Nenhum infortúnio roubará

o teu direito de ver inteira:

- A poesia inabalável.

Nada neste lugar julgará

o nosso direito e leveza de ser

- unidos -

Pela poesia [inabalável;

Porque nada nos desamparará

do nosso dever romântico,

Que mesmo sem escrever

a inspiração não deixa abandonar,

O amor valente e [imensurável].





Os nossos olhares não se perderão,

Os dois estão presos pelo coração.



As nossas bocas sempre irão arder:

Os beijos jamais irão [esquecer].



Os nossos corpos não se desgrudarão,

Os dois jamais apagarão.



Os carinhos que ninguém há de negar,

As vontades jamais hão de [passar].



No fundo, sei que não se sente seguro,

porque confiava estando ao meu lado

Um protegia o outro do desdouro:

de todos, de tudo e do mundo.

No profundo de ti não sossegas,

sente muito a minha falta...,

Porque não sente sequer o teu sonho

velado com amor e toda a calma,

Sei também que estás sofrido,

carente, desprotegido e sem afago.

- Não te enganes mais! -

Sou o teu doido amor,

A chaga aberta e em chamas:

- Não cicatrizarei jamais!-

Indomável é o mar de resistência,


Verdadeiro reencontro da alma,


Incrível é a luz da [lembrança]...,


Relembro, respiro e me emociono;


Exilo o teu nome dos meus versos,


Assim assumo que sinto a tua falta.





Memorável é a nossa história,


Sublime convivência em paz,


Perpétua é a minha [presença]...,


Relembra, respira e se emociona;


Sente a minha ausência poética,


Assim convive com a tua dialética.





Amando-me intensamente calado,


Sofrendo todas as dores do [mundo,


Sou a flor que falta no teu canteiro,


Doendo lateja o teu [corpo,


Respirando a minha poesia,


Preenchendo o vazio das tuas horas,


Procurando-me até em desculpas


Só para eu não caber dentro do teu peito.

Eu tenho explicação para tudo,

E também o maior amor do mundo.



O teu sorriso esboçado denuncia,

Que mora em mim a tua alegria.



Eu tenho a solução para tudo,

Vestida de letras e de poemas.



O teu abraço me procura,

Falta na tua vida a minha ternura.



Eu sou a tua vida, o teu mundo,

A fera dentre as feras: a mais bela.



O teu traço sempre relembra,

Faz de mim eterna: a tua prenda.



Eu sou o tempo que não passou,

Talvez a mulher que você mais amou.



O tempo evidencia a insatisfação

Por não ter-me ao teu lado,

Passaram-se os anos e o fogo da paixão

Só aumenta de forma incontestável;

Porque me desejas eternamente perto

Com o meu corpo ao teu colado.

A minha presença é permanente

na tua lembrança e na retina,

A alma jamais irá se aquietar

na tua memória e na rotina...;

A minha pertença é iminente

na tua vida e na história,

A inspiração que vem de mim

na tua caminhada é perpétua,

A verdade é que tua alma ama

a minha: sofrendo, muda e quieta.



A rima que nasce e cresce da ginga

amada, sentida, adorada e 'revivida',

É poesia que nasce de um amor

deixado para trás e dos dias de Sol,

Que para você não estou redimida.



A ginga que dança e sacode-me

apaixonada e fervente: virou poesia

É beijo que toca as constelações

comovendo todas as emoções,

Que não me deixam esquecida.



A minha poesia mora em você

relembrada em cada gota de prazer,

É sede que jamais irá [acabar];

promessa que não te deixa esquecer:

- Que sou o amor da tua vida!...

Eu posso escrever livremente

nas augustas linhas deste verso:

- a divinal proposta

Para a gente se percorrer...,

É desta forma que nós vamos

daqui para frente nos entender.

A poesia e a sua magnitude

estão começando a se fundir,

E ganhando corpo e nome:

uma promessa de voltar a sorrir.

Eu posso declinar universalmente

nas noites estreladas à espera

- da primavera nossa -

Voltar a florescer...,

É deste jeito que só eu sei fazer;

daqui para frente iremos nos viver.



A poesia em altitude

nas corredeiras da vida

- concede -

O cheque em branco da liberdade,

correndo o risco da perpétua saudade.

Nada há de insensato quando nasce

do teu amoroso coração,

Porque da minha audácia revelada

é mais do que conhecida,

Àquilo que escreves para ti:

na verdade é para mim.

Eu sei e você sabe

da rota de fuga do mundo,

A gente sabe se reconhecer em tudo,

E melhor do que qualquer um sabemos:

- Que sempre iremos nos pertencer.





A poesia das nossas linhas,

que foram todas recolhidas,

Hão de voltar novamente;

É hora de seguir em frente...



É impossível viver longe de quem

se ama e mutuamente se aprecia,

Vem, tens o teu paraíso e o aconchego

viverás sob o meu zelo...,

E assim sob nossas regras: viveremos.

De um jeito que só nós entendemos;

longe de quem diz que ama,

E não cultiva o jardim dos afetos.

É melhor deixar assim

do jeito que está...,

Não tente entender,

e muito menos insistir;

Se lance apenas a sentir...,

estou pronta para reviver.



O amor é caminho a seguir

- e ao mesmo tempo -

Um doce mistério que não é,

e não nasceu para se desvendar;

E brotou para não se esquecer.



É melhor correr atrás

do caminho que conhece,

Não tenha receio:

- Sou aquela te faz feliz

Batimento cadenciado

que o teu coração sempre quis.



A paixão é estação a provar

- que além dos tempos -

É uma manifestação que é,

e está aí para comprovar:

- Que não acaba fácil...

E que o tempo não é capaz de cessar.

Da Missa e da virtude

não conhece nada,

Não conhece o ditado,

e nem quem escreve

Do amanhecer calado,

não conhece a metade

Deste poemário atrevido,

e não menos sagrado.



Da alma e da liberdade

não conhece nada,

Não conhece o verbo,

e nem o sabor da carne.



Do gênio cheio de mar

não conhece nada,

Não conhece nem o rimar,

e nem a alma encantada.



Da feminina doçura

não conhece nada,

Não conhece o recato,

e nem quem devota

O dia rajado de Sol,

não conhece a ternura

Deste rimário tranquilo,

e não menos apaixonado.

O seu silêncio não me engana,
E tampouco a tua ausência.
O teu peito sempre reclama,
E quer o meu por excelência.

A sua emoção pela vida,
E repleta de malícia.
A sua forte experiência,
E que deseja-me rendida.

O seu silêncio não me engana,
E tampouco menos escraviza.
O meu peito é cheio de liberdade
E sou feita de inteira [poesia].

A tua convicção de que só se vive
- uma vez -
É distante da minha razão que segue
A luz do amor e a voz do coração,
A minha vida é vivida com paixão.

Só você me deixa assim:

sem nenhum receio...

És a melhor parte de mim:

despida do medo.



Só você me deixa assim:

infinita e segura...

És a minha ventura, sim!

Enfim, a sonhada aventura.





Só você é capaz sem fim,

de amar-me aberta e franca,

No ponto exato e doce

de deixar-me a teu gosto

Para dizer ao mundo:

- Que sou tua humanidade,

a tua fuga e rendição;

Só assim voltou a bater

este meu pequeno coração.



De tudo que não se esquece,

nada teu se exclui;

Só me engrandece.



De tudo que nos aquece,

nada teu se evita;

Só me faz mais atrevida.



Se é para romper as fronteiras,

que seja atravessado

o oceano que nos [separa].

Se é para romper expectativas,

que sejam abandonadas

- as emergências;

Rumo as indicações do destino

que surpreende e sempre [prepara].

Para brindar a calidez da tua pele,

Eu hei de escrever além do céu

Com as gotas que caem de ti,

Eu hei de beber o saboroso mel.



Para sorver os seus suaves lábios,

Eu hei desabrochar em flor

Com as carícias que saem de ti,

Eu hei de provar o seu sabor.



Não desejo ser comportada,

E tampouco [recatada]...,

Sim, declaro-me subversiva;

E por talento culpada...,

Eu sou a própria poesia.



Não existe ser pensante

E poeta [inocente]...,

Sim, declaro-me misteriosa;

E por excelência atrevida...,

Eu sou a chama perigosa.



Quero a quentura dos teus lábios

Incendiando os meus poros,

Quero o melhor dos teu abraços,

No 'troca-troca' de colos.



Quero a ternura dos teus desejos,

Beijando os meus lábios,

Quero desabrochar como as rosas

Que se alimentam dos orvalhos.



Quero a urgência das madrugadas

Rasgando os espaços entre as estrelas,

Quero experimentar a mágica fúria,

Para me alimentar da tua volúpia.

Rumo à razão desconhecida,

endereço paradisíaco,

Desejo que até Deus dúvida,

- sonho dionísiaco -

Guardado por um sentinela

- vadio dançarino -

Segredando um pedido

- loucura singular -

Poemizando o espaço

íntimo sagrado de amar.



Discreto à quem interessa,

libido exibicionista,

Interessado só para quem desperta,

- o próprio transbordamento

Para quem sabe provocar

endoidado encantamento.



Esperto à quem atiça,

malícia santificada,

Repleto de manhas e coreografias,

- inesquecível magia

Para quem sabe acender

o incenso aos pés do altar.

Estes versos escritos

são feitos de suspiros,

Assim como as estrelas

que busco do olhar,

Doces beijos infinitos

não quero negar,

Ao belo monumento

que foi feito para uso,

fruir e não me saciar.



Tens tudo de sal,

És adorável;

Tens tudo de mar,

És admirável,

Tens tudo de amor

És agradável ao paladar.



Estes passos ousados

são feitos de desejos

Nascidos do primeiro olhar;

Estes poemas místicos

são feitos das ondas

Que irão trazer-te pelo mar.



Este poemas perfumados

são feitos de desejos

Servidos de um cobiçar:

- uma ousada escultura

Que está a me inspirar

Versos para te provocar...

Não importa o tamanho

da nossa [fantasia...,

Ela apenas nos compete;

e com ela a gente se refugia.



És tu a minha estrela

com a tua luz [invasora

da minha intimidade;

És tu deidade cósmica

de joelhos sou adoradora.



Não importa o tamanho

do nosso [desejo...,

Ele apenas é o tempero;

com ele a gente faz a receita

para embalar a sintonia.



És tu a minha embriaguez

com a tua tez [sedutora...,

Da minha infante lucidez:

és a parte mais promissora.

Despejo a água do cântaro

Sem nenhum subterfúgio

Esfrego o sabor na face

Sem nenhum sacrifício

Assim como um láparo

Vou rumo ao destino

Nos teus braços vadios

Suspirar de regozijo.



Segredo que a nós derrete

Com o maior dos sigilos,

Segredo que a nós compete

Cheio de [desvios]...



Segredo que nos seduz

Com audácia e sedução,

Segredo pequeno e sujo:

- Ardente de paixão! -

Inaugurada a primavera,
Proponho deixar para trás
Aquilo que falta não faz.

Intenciono é trazer a tona
Somente o quê liberta,
Porque só a paz agrega.

Centaura verdade que une,
Prisão de consciência
Que nos desassossega.

Ausência da Justiça
Que nos desilude,
Insistimos por uma Nova Era.

Era para ter sido ontem,
e mais um dia foi adiada,
A espera anda salgada
porque ela não faz sentido.

Essa falta de verdade
anda me machucando
que até parece um tanto
que aconteceu comigo.

Tratar mal quem a história
conhece como leal herói
É desrespeito a memória,
e não tem a ver com justiça.

Isso só confirma que há
quem por sadismo busca
Nas dores alheias beber
o cálice da desleal vitória.

Eu nunca
reclamei sequer
Pelos amores
que perdi,
Mas com certeza
por aquilo que
Defendemos,
reclamarei
Até te deixarem voltar,
porque os valores
Igualdade, liberdade
e fraternidade,
São ideais que
valem a pena cultivar,
Faço votos
que o destino
permita os teus
sonhos realizar.

Um anjo no meio
da multidão com algo
a mais do que a espada
e a balança na mão:
anunciando que não
haverá nenhum tipo
de descanso enquanto
não houver a libertação.

Sob os olhos de ônix
se desenha a fênix
do próximo capítulo
com fé na justiça
e na força do destino.

Não haverá nenhum
retrocesso ou desistência,
só será preciso um
pouco de resiliência
para a tempestade vencer
em união com a tropa
o povo e a paz necessária
à quem precisa se convencer.

A vida é um bem sagrado,
onde quer que ela se encontre
minha doçura por ela estará
como sentinela em nome
dos princípios que defendo,
o direito à ela não pode
ser tratado como brincadeira
de mau gosto ou relativizado
por quem quer que seja.

Uma mente em distúrbio não
pode atingir o seu princípio
da mesma forma que a faca
feriu gravemente o candidato,
se essas duas são maiores
para você: é um sinal que o
teu desejo é lançar o processo
democrático ao precipício.

Não é de hoje que venho pedindo
aos meus compatriotas um
diálogo mais gentil e maneirado,
eu quero um Brasil recuperado.

Eu só sei de uma coisa:
enquanto continuarem
com essa história boba
de intransigência tola,
jamais descansarei.

Não haverá trégua
de clamar a misericórdia
em nome do irrenunciável
e justo apego à terra.

Essa criancice de quem
começou me esgota,
e entendo que todos
começaram porque não
estou vendo ninguém
com iniciativa corajosa
de renunciar ao ódio como
propôs o procurador.

Não vou arredar mesmo
que no momento mal
consiga andar e ao pódio
não posso tão cedo pelas
minhas pernas chegar.