Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt
Um jornalista foi preso
porque foi equivocado
neste momento que
o mundo está atordoado
pela maldita pandemia,
Não condeno o outro
lado porque entendo
que há quem passe
do limite inventando
falsas notícias
e festas corona como
não houvesse o amanhã;
E infelizmente para
manter a ordem às vezes
dependendo do caso
não resta outra opção.
Dependendo do caso
o modelo pode ser
superado em nome
da liberdade de imprensa
porque não é fácil
lidar com informação,
é só dar justo e são
o direito de resposta
ou pedir a retratação.
Foi acesa a Cruz
de Waraira Repano
e os corações estão
unidos para vencer
a pandemia e o bloqueio
imperial que foi espalhado,
Os bloqueios em dias
normais causam estragos,
E num momento
como este só
aumentam a devastação,
não dá para fechar os olhos
porque estes bloqueios
são como esgotos a céu aberto.
Assistindo a tudo isso
que passa pela minha
janela para o mundo:
a história do General
que está preso
injustamente há dois anos
segue me comovendo,
e pelo jeito ninguém sabe
se ele e outros em igual
situação estão
recebendo alimentação.
Quase todos do meu
povo por aqui seriam
mortos pela fome
em quatro meses,
não digo que
antes estava fácil,
mas o país parado
tem amendrontado:
A situação ainda
não foi esclarecida
e tampouco ainda
está sob controle,
Sem querer ser
negativa sinto
que a miséria
está sentando praça,
muitos não falam,
mas a comida
está ficando pouca.
A solidão é chilena
em total estado
de catástrofe
sob a mira carabinera.
O enemigo invisível
não foi vencido,
teremos mais sete
dias de isolamento
social a partir
de quarta-feira,
imagino que a fome
para uns já deve
estar dando até tonteira.
A Bolívia voltou a ser
terra onde falta tudo,
por causa de quem
não sabe governar
nem antes da pandemia.
Não há como ignorar
além fronteiras do meu país,
e tampouco fechar os olhos
para o quê se passa
na América Latina,
não se sabe se a tropa,
o General preso injustamente
e tanta gente estão
com comida suficiente,
só se sabe mesmo
é que a visitação está proibida.
Não quero que os sinos
dobrem por mim, por ti
ou por quem quer que seja,
Antes que seja tarde,
te peço que escute
e guarde este poema:
Não use de critério
seletivo incluindo uns
e excluindo outros
presos de consciência,
Gente como você
me deixa farta
e sem paciência;
Cada um dos presos
de consciência tem
o seu contributo,
No momento o quê
realmente importa
é a salvação
até de quem
não se importa,
E como indicou o General
que foi preso injustamente
no dia treze de março
do ano de dois mil e dezoito:
A reconciliação é a única porta,
para quem sabe ler a Natureza
enviou o sinal de que isso
tem que ocorrer agora ou agora.
Este é poema
que nada rima,
E tampouco
alguém metrifica,
é o poema do
sentido de justiça
e das siglas
Sem liberdade
não há nada,
E tampouco poesia,
Na Sebin Helicoide
estão aprisionados
aqueles que como
muitos estão
em cada sigmoide,
Na Sebin Plaza
Venezuela
não é diferente;
Em Ramo Verde
não há notícias
de fazer qualquer
um contente,
Nas FAES la quebradita
a história se repete
com muitos presos
de consciência
que já deveriam ter
ganho a liberdade
devido a este vírus.
Em Tocuyito não
é diferente,
e ali tudo é dolorido,
No Hospital Militar
nem fala,
Como todos os demais
todos deveriam
é estar em casa;
Na DGCIM e seus sótãos
e casa dos sonhos
estão corações
em escombros,
já passou da hora do Sol
da Justiça raiar por
cada canto e em casa lugar.
Em Fuerte Tiuna
doí o meu coração
só de falar,...
É no Cárcere da
Polícia Militar
dali é que está
preso o General
injustamente
sem nunca ter
tido o direito
a audiência preliminar,
Ninguém sabe
como ele está,
visitas ele não está
sequer recebendo
e nem alimentos
sequer deixar entrar.
Em Santa Ana
o silêncio imenso
me preocupa,
De 29 de Julio
não há notícias
De INOF
nada se sabe,
Em FAES Caricuao
não é diferente,
Em CICPC Parque
Carabobo a dor
e o desgosto se repetem
Em Sebin Bolivar
não há novidade para falar.
Está na hora dos presos
de consciência libertar,
E ao redor do altar
da reconciliação
todos se unirem
para ninguém nesta
pandemia naufragar.
Há flores nos sótãos,
nos calabouços,
todas estão há
tempos aprisionadas,
Há intransigência
por todo o lado,
e de certa forma
é compreensível:
Se ninguém sabe
ou ninguém viu,
não quero
provocar alarmismo,
Não há como frear
o meu pensamento
que podem estar
todos desaparecidos;
Se o meu pensamento
estiver errado,
juro que me corrijo,
Sempre que for
necessário busco
o diálogo e me reconcilio.
O General foi preso
no dia treze de março
do ano de dois mil e dezoito,
ele continua preso,
contra ele não há provas,
ele sequer foi ouvido
nestes dois anos,
de alguém ele é preso político,
e sobre isso
o pensamento é inevitável...
O desastre já tá feito
e pelo vírus superpotencializado,
o General já deveria ter sido libertado,
a única coisa que posso
fazer é rezar para que ele
e outros em igual
situação estejam vivos.
Desculpa, se os meus
poemas te roubaram
ou te roubam a paz,
Eles passaram
a ser onde os ouvidos
e as bocas
estão fechadas demais.
Numa hora como esta
só vejo um banquete
de ego e de vaidade,
Vamos nos dar
as mãos por mais
união e humanidade.
O diálogo nacional
se avizinha horas
antes do dia que
o Comandante - Eterno -
foi libertado
do cárcere de Yare.
Numa hora como
esta te peço
para deixar
as diferenças de lado
pelo General que
está preso há dois anos
injustamente,
E por todo um
povo que precisa
ser libertado
independentemente
do lado escolhido,
Todos devem se unir
em nome e se permitir
um novo destino.
O General foi preso
no meio de uma
reunião pacífica
no dia treze de março
do ano de dois mil e dezoito,
não consigo
parar de relembrar,...
Demorou
pelo menos
cinquenta dias para todo
mundo saber como
se vivo se encontrava,
notícias ninguém dava,
até agora não se sabe
quando ocorrerá
a audiência preliminar;
Desses dias não consigo
parar de lembrar
no meio desta pandemia,
ele está sem receber visita
e sequer estamos sabendo
se para ele estão
dando de fato comida,
como não estou para ver
com os meus olhos,
e não há notícia não
dá para não desconfiar,...
Gritando aos quatro ventos
por ele e para abrir
as cabeças deste continente
na noite escura que caiu
sobre todos pesadamente
junto com o fantasma da fome,
e contra esta vileza imperial
devemos união continental.
A única esperança
que resta à todos
é deixar a ideologia
para trás um dia
após a inesquecível saída
do Comandante Eterno
do Cárcere de Yare,
e simplesmente rezar
pelo Diálogo Nacional
que se avizinha
para o General e a tropa
o espírito da reconciliação
operar e a todos eles
dos cárceres libertar.
O Sol da Venezuela
nasce no Esequibo,
Você sabe que isso
sempre será repetido,
O nascer do Sol
não há como capturar;
A Pátria não é minha,
é toda esta poesia
aqui posso decretar
o Estado de Manuel Piar:
O nascer do Sol
não há como reter,
Ainda é insistente
pouco a pouco
o roubo do Esequibo,
na Justiça hão
de responder escrevo
para ninguém se esquecer
que o sol não há como
ninguém prender:
O nascer do Sol
que nasce no Esequibo
é o mesmo em cada canto
deste continente esquecido,
e o quê há de raiar
para o General e cada preso político.
Porque o raiar da liberdade
ninguém há mais de segurar,
a vida tem que voltar para o seu lugar.
De idílio em idílio
vou contando
a história do General
que está preso
injustamente
há dois anos sem
sequer ter tido
audiência preliminar,
Ninguém sabe
quando o pesadelo
dele e da tropa
(em situação
semelhante
de fato
irá terminar),
Do meu profundo
isolamento social
em rebelião
contra o inimigo
invisível que
quer nos devastar,
Estou lutando
com igual altivez
contra o fantasma
visível da fome
que quer o futuro
da minha Pátria
e da América Latina - exterminar;
De idílio em idílio
tenho passado
os dias em busca
de denunciar
o isolamento vertical
que querer forçar
a se espalhar,
Não esmoreço
como a Urbi et Orbi
em noite de Praça
de São Pedro
vazia em busca
de ser espalhada
por todo o lugar.
Não quero, não deixo,
não posso diante
disso tudo,
nada e nem ninguém
neste mundo me calar:
a minha missão é gritar.
Existem pessoas
que não têm dinheiro
para fazer despensa
de comida,
que não têm carro,
não têm Internet,
não têm telefone,
e não têm ninguém
que as ajude
a fazer compras
ou levá-las até o médico:
São essas pessoas que
estão sendo intimidadas
quando andam nas ruas
por todo o país
e pelo mundo afora
por parte de uns
cidadãos egocêntricos
que saem para lá
e para cá com os seus
carros e egos inflados.
Reclamo por todos que
necessitam ser cuidados,
Não há sentido na minha
vida se não houver
sentido para outras vidas:
O meu coração pertence
aos que caminham solitários,
médicos e enfermeiros
que por causa de tantas
sucessões de tristes
fatos andam precisando
se proteger com sacos
e embalagens de plástico;
Peço a Deus que zelai
por todo e não esquecei
dos filhos descamisados
e os proteja de todo
e qualquer maltrato,...
E assim
de idílio em idílio
falando até do conhecido
inimigo invisível,
Vou contando tudo o quê
ocorre nesta região
onde não se sabe quando
haverá até para uma
tropa, um General
(preso injustamente)
e outros presos políticos
a justa e oportuna libertação.
Alfredo Wagner
No Alto Vale do Itajaí
o meu coração em ti
tocou o Universo com
os dedos e rompeu
com todas as amarras
e receios ao sentir-se
abraçado pelas serras Geral,
da Boa Vista e dos Faxinais:
Alfredo Wagner querido
de ti não esqueço jamais.
O teu passado de Barracão,
da coragem na plantação
e do amor fundamental no tempo
erguido e do teu povo amigo
além distâncias os levo comigo.
Nas nascentes do Rio Itajaí
em ti me reencontro
em cada suspiro e sonho,
Meu querido Caeté,
o meu coração te entrego
em cada verso te celebro
e nas águas do Adaga
flutuante eu me destino
a arquitetar o nosso reencontro.
Águas Mornas
Da tua herança foi feita
a estância de esperança,
Jóia preciosa do Tabuleiro
amor puro e derradeiro.
Das mãos germânicas
que iniciaram as lavouras
que os rios ainda beijam,
Por ti o coração segue
até hoje sempre batendo.
És as Águas Mornas
de quem chegou, de quem
ficou e continua te amando
e para sempre te adorando.
És as Águas Mornas
de quem segue feliz crescendo
e de quem foge da loucura
do mundo para seguir vivendo.
Águas Frias
Nascida da herança
de uma esperança
construída além mar,
Das águas geladas
em meio as matas
e onde os ventos
te beijam: se fez lar.
Capturou o coração
de todos o quê vieram,
dos que vem e vão,
Águas Frias do Oeste
és a beleza da prece
e o amor da canção.
Semeando, plantando
colhendo e acolhendo,
É destino certo para
quem deseja toda
a paz e o aconchego.
Estas regravações de novelas antigas fazem mal psicologicamente para as pessoas. Elas são pura lavagem cerebral e paralisam culturalmente a Nação.
Águas de Chapecó
No teu chão se ergueu
o lar para os filhos
da Revolução Federalista
do Rio Grande do Sul
que irmãos desta vida
se tornaram e ao céu
entregaram os sonhos.
Os Rios Uruguai e Chapecó
a predestinaram ser esperança,
terra tremenda e estância,
onde a minha serenidade
da força dela a minh'alma
se eleva e o peito se alimenta.
Nos teus morros ondulados
o Sol segue dando pistas,
a Lua entregue apaixonada
e as estrelas sendo artistas,
és de destino do amor
dando as cartas e as pistas.
Águas de Chapecó distante
de ti não há um instante
que eu não me sinta na vida só.
Parece cantilena
reverberar
o bordão 'cai a noite'
que remete
o apagar das luzes
e até da esperança
de liberdade
mesmo onde
não há igualdade,
fraternidade
faltam testes
e até respirador,
onde todo um povo
ainda desfrutava
de andar livre
pelos caminhos.
Não me engane
que não está
se aproximando
da Pátria do Condor
talvez a mais trágica
das tempestades
que já enfrentamos
em nossas vidas,
e as pessoas
insistem em
prosseguir desunidas.
Neste isolamento
social estendido
para não ser
abatida nas mãos
do tal inimigo
invisível prossigo
seguir pedindo
a libertação da tropa,
do General preso
injustificadamente
e por cada um
como ele que
é obviamente
preso político
neste continente.
O meu coração
tem doído só
de saber que para
os desprotegidos
em todos os sentidos
a tempestade
chegou bem antes,
e isso vem rasgando
a minh'alma
em várias escalas
e todos os instantes.
Não confio
naquelazinha
e nos servis
adoradores
que são tão
letais quanto
a pandemia,
massacraram
trinta e seis
indígenas,
Senkata, Sakaba
e Yapacaní
que o digam,...
O quê eu escrevi
não é mentira.
As mortes
estão impunes,
os assassinos
estão livres
e para uns estas
foram ações
de rotina
na América Latina,
E ainda quero crer
que o isolamento
social ainda é
a melhor saída...
O quê eu escrevi
não é mentira.
O egoísmo por
aqui encontrou
guarida para uns
e o pobre passar
isolamento
morto de fome
virou necessário,
para que
morra cedo
e a ineptitude
seja varrida
para debaixo
do tapete,...
O quê eu escrevi
não é mentira.
Não vejo rede
de proteção
social em pleno
funcionamento
em tempos
de recessão
mundial em
nenhum canto,
E nem espírito
efetivo que
abra as portas
da prisão
para o General
preso sem
fundamento,
para a tropa
e presos políticos,
(ultrapassamos
todos os precipícios).
Em noite de céu limpo,
estou vivendo como
se estivesse nublado,
em nosso continente
e no mundo todo,
estamos guiados por
um cúmplice cruel de
um regime autoritário,
até a minha Mãe
sabe o quê este sujeito
fez no verão passado,...
Ideal seria que
a Pátria Grande inteira
tomasse cuidado,
e se unisse em
latino-americana resistência,
porque de nenhum
dos gabinetes de três letras
do Inferno e do Império
não se deve esperar
por nenhuma decência;
Não dá para ver
do meu jardim
e não posso sair
no meio da rua
para apreciar o alinhamento
de Marte, Saturno
e Júpiter devido
ao isolamento horizontal,...
Numa hora como esta
eram para terem
libertado das prisões:
cada preso político,
a tropa e o General
preso injustamente
há dois anos
e até agora não teve
audiência preliminar,
consciente de tudo
o quê se passa impossível
não parar de me queixar.
Há pouco mais
de dois anos
de idílio em idílio
com os meus
versos de total
e exclusiva minha
responsabilidade,
venho contando
a trágica história
do General que
continua preso
injustamente
e sobrevivendo
um calvário real,...
Assim prossigo
lamentando
por tudo aquilo
que se passa
na América Latina
desde a prorrogação
do meu enfadonho
isolamento social:
Pois não há notícias
que o processo
está a caminhar,
o General sequer
passou por uma
audiência preliminar,
quando irão o libertar?
Há poucas horas
fiquei sabendo
que o autoproclamado
foi citado pela Fiscalía
após as confissões
magnicidas
de um outro General
que se entregou
nos braços do Império.
O General que por
ele venho pedindo
a liberdade sem
nenhum sucesso
parece que
em prol dele não
há entendimento,
então, prossigo
com o meu lamento.
Desta terra que
se encontra
em isolamento
social coletivo,
Não estou
em isolamento
social afetivo,
Não me considero
caso perdido,
pois não vivo
imersa no egoísmo.
Convivo com
o tal sentimento
do mundo que
move cada poeta
a se dar pelo povo,
Caiu a chuva
e eu em silêncio
com o meu peito
com gratidão
pela presença
do Exército
aqui no município,
Sobrevivo com
o tal sentimento
do mundo que
move cada poeta
a se dar pelo povo,
Presente nos passos
dos bolivianos
em plena fronteira
e que não foram repatriados
por causa da conhecida
serva do Capeta,
este é mais um episódio
de lesa-humanidade
para lembrar daquele
inferno de mulherzinha;
Presente nos passos
de cada latino-americano
pelo mundo espalhados,
oração, esperança
e coração por
um mundo curado,
livre de doenças
e de ardis pelas mãos
de autoproclamados,
E assim vou a cada
minuto vou pedindo
a justa liberdade
para o General que
está preso injustamente
desde o dia treze
de março do ano
de dois mil e dezoito,
há pouco mais de dois
anos passando sufoco.
