Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt

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⁠No alto a serra,
o passado
não querem
que a encerra.

Temem a liberta
porque cedo ou
tarde o poder
irá escapulir
das mãos
de quem pensa
que a governa.

Na ponta da
lança ela está
sofrendo todo
o tipo de cruel
perseguição,
e suportando
muito além
da rendição;
e clamando
com canto
e poética
para evoluir
a consciência
em convivência.

Os heróis
de Palmares
me concedam
a clemência
porque se é para
ser quilombo,
e resistência,
vou até a última
consequência.

Porque eu que
vivo escapando
todos os dias
das prisões
e fazendo
revoluções,
prefiro muito
estar mais sob
a proteção
memória
e honra
de Dandara.

⁠A melhor forma de frear a violência doméstica é ensinar as pessoas a dialogarem usando a seguinte fórmula:

1- Um fala e o outro escuta até o final.

2- O primeiro terminou de falar escuta o outro.

3- Não berrar em hipótese alguma. Quando houver grito não conversem.

4- Quando um dos lados ou os dois estiverem exaltados não conversem. Cada um vai para um lado.

5- Quando o assunto for complexo troquem cartas. Não berrem e não se agridam de maneira nenhuma.

6- Aprendam a se divertir com pouco dinheiro e cultivem o romantismo.

⁠Timbó Poética

Do Médio Vale do Itajaí
tu abriga a poesia,
o endereço da Casa do Poeta,
a minha alegria de te ver
esbanjando cada melodia
e a gentileza de sempre
que que me dá força
fazendo com que surja
um poema novo todo o dia
que tu me leva pela mão
para passear por cada rima.

⁠⁠Ascurra Poema



Erguida como homenagem

para uma glória patriótica,

És filha de povo de pé

que não teme tempestades,

És cidade poema de métrica

perfeita e de sabores

bem postos rimando na mesa,

Ascurra poema és cheia

de beleza que com teu amor

todos os dias me captura

para ti como doce sentença.

⁠Apiúna poema,

a tua fragrância de tangerina

é o meu aroma predileto

onde o céu é o teto.


Apiúna poema,

o teu aroma inunda

de ternura os sentidos,

És o poema perfeito

e rincão paradisíaco.


Apiúna poema,

esta cidade me anima,

a inspiração é locomotiva

rumo a Festa da Tangerina.

Rodeio Poemário do Vale

Tu és o meu poemário
perfeito que levo
em mim o tempo todo,
Rodeio poemário do Vale
és o meu recanto de paz,
de aconchego e de liberdade.⁠

Balneário Barra do Sul, relicário

⁠Balneário Barra do Sul,
meu precioso relicário,
Te levo no meu peito
sacrário em no segredo
pintado de azul sagrado.

⁠Não consigo
tergiversar,
Quando há
autoritarismo,
É recorrente
a lembrança
Do que corre
nas veias,
não vou virar
este capítulo.

Da semente
da rosa nômade:
Eis-me o espinho!
Falo de flores
no calabouço,
Tropas diluídas
e do sequestro
De um povo.

Como letra
do deserto,
Não calo
o verso
da estepe,
Sou poesia
florestal,
Não oferto
vida fácil
para quem
não merece.

⁠A noite caiu fria,
e continuamos
Da mesma forma,
estamos sem
nenhuma notícia.

A caminhada pede
união para ver
Aonde estão
as estrelas
Que auxiliarão
as nos guiar
Até o amanhecer.

As letras fazem
a companhia,
Os poetas sentem
a agonia,
Somos a pacífica
resistência
contra a tirania.

⁠Cada um conta
a História que quer,
e em nome do poder
acha que pode fazer
tudo o quê quer.
Quase não se
aceita a História,
porque não se
aceita a vida
como ela é,
e se negocia a fé.

Longe de ser
arremedo para
espalhar tal vazio,
quero é varrer
todo o receio.

Quase não se
respeita o arbítrio,
e o tempo de cada
um de aprender,
com partido ou
sem nenhum,
esse é o tal perigo.
Porque Escola
com opinião é
risco de Governo
com bom senso,
e isso mete medo.

⁠Não há nada mais
Sagrado no peito
Do que essa liberdade
De um oceano inteiro.

As ondas acariciam
As douradas areias,
Cantam as aves
No firmamento,
E reverenciam as sereias.

Não há mais tempo,
Em nem maneira
De conter as correntes
Da fé que nasceu perfeita.

O guerreiro sentou
Na praça na paz,
O quê está escrito
Ninguém mais desfaz.

⁠A juventude
de idade sempre
é o lado mais
fraco da corda
por ser o lado
mais forte
que pode
forjara mudança.

Não se deve
ajoelhar para
quem quer
destruir a esperança.

A juventude
da alma deve
ser cultivada,
para resgatar
a que está
quebrantada,
e por ser a única
que força política
alguma não
tem condições
de represar.

Não se deve
parar de pedir
a liberdade
a quem se deve
o direito de restituir.

⁠Como animais
acostumados
ao cativeiro
não conseguimos
nos readaptar
com facilidade
a vida em liberdade.

Não se trata
de convencimento,
é um acordar
com leveza quem
está passando
por uma noite
terrível de pesadelo.

Sigo obediente
as leis universais:
não vou me calar
por quem foi
proibido de falar,
e por quem ainda
não conseguiu
o doce despertar.

⁠Nos terrenos baldios
da vida há muralhas
constantemente caindo.

Há quem não sossegue,
e vai lá no muro para
peticionar e escreve.

No chão caindo ou não,
sempre haverá gente
que vive sem coração.

As liberdades estão
ameaçadas e confirmadas
por prisões políticas
que seguem ignoradas.

Se você não consegue
entender a gravidade,
acha que tudo não passa
de poética bobagem:
não precisa discutir.

Cruze os teus braços,
aguarde pela tua vez,
quando ela chegar não
vai adiantar reclamar,
porque aqui não vou estar.

Quem pensa que eu deixei
O General escanteado:
Se afogou no engano,
Apenas estava em silêncio
Ético porque assim
Estava no meu plano,
Para deixar que outras
Vozes falassem por mim.

Se equívoca quem pensa
Que estou brincando,
É bom levar a poesia a sério,
Me tragam o General com vida!

Há muito tempo venho
Pedindo o mar de volta
Para o povo boliviano,
Mas minh'alma pode pedir
De forma audaciosa
Bem mais do que imagina:
O General, o mar e a tropa
Em nome da poesia reunida.

⁠Levaram você
sem provas
dizendo-o
acusado
de instigação
a sublevação
militar e de trair
a tua Pátria,
isso só
confirma
a crise
humanitaria.

Nada esclareceram,
sobre o seu paradeiro.
Pergunto e não
respondem.

Só falam em traição
e não dão explicação.

Afirmam o quê é,
e não questionam.

Só sei que continuo
falando por aqueles
que já não sabem
a quem recorrer,
e de susto
engoliram
a própria voz.
Numa ação poética
para não se calar
porque há mais
de um algoz.

⁠Do dia primeiro
sou a voz da
reclama ao
mundo inteiro
que o mar não
foi devolvido,
por ele ergui
poesia e grito.

Não sou a sereia
com a acústica
concha na mão,
e nem tão poeta
como gostaria.

Nem o tempo
pode apagar
o quê aconteceu,
não me calo
porque qualquer
um não está livre
de quem não leu.

Do Vale de Azapa
em plena costa,
sou canção que
não se apaga,
incaica e aymara.

Não aceito o tal
resultado que
foi mal decidido,
porque quem
não se esforçou
para saber da
História nada
tem de bendito.

⁠Sinto-me autorizada
para escandalizar,
não tenho autocontrole
para me silenciar.
Depois de muito
tempo sem notícia,
posso dizer que
me transformei
Na Mãe das Mães,
e na Mãe das Mães
dos filhos deles,
para sempre eu virei.
E com elas a seguir
já sou uma alma
sentenciada
a não me render
por mais nada.
Não sou mulher
de alma calada,
sou um poema
de cada dia
em nome do amor
que vale a pena.

⁠A nossa Pátria
vem sendo
destruída,
desde o
dia que uma
estratégia
macabra
foi despejada.

Ela caiu na
boca do povo
que fez bem
o famoso
o refrão que
fez mal para
cada um
de nós
o engendrado
eco sinistro:
- Eu odeio
o Brasil!

Não paraste
para pensar
aonde está
a soberania
dos artigos,
parágrafos
e alíneas;
ela que
deveríamos
resguardar;
e entender
que urge
por nós
mesmos
respeitar.

A verdade é
que nunca
estiveram
do nosso
lado desde
a época que
ensinaram
comer
enlatado,
colocando
assim
o homem
do campo
enlutado,
e o lançando
a diáspora
sem ter
a chance
de para
as raízes
regressar.

⁠Por ela sou
lágrimas,
desespero
e agarramento
pelas patas,
garras, cantos
terras,
correntezas
das águas
e no mais
alto dos
mil céus;
ela existe
por todo
o lugar,
e até mesmo
nas brumas
das cavernas
e profundezas.

Por ela sou
desconforto,
inquietação
e tormento
pelas peles,
faros, plumas,
asas, ossos,
barbatanas,
ruídos, sons,
escamas,
e pegadas;
ela existe,
deixa rastros,
é só observar.

Por ela sou
altiva, grito,
e assumo
que sempre
tento pelos
caules, folhas,
troncos,
sementes,
frutos,
espinhos,
pedras
fósseis
e areias,
há muito
mais Pátria
do que
te ensinaram,
e muitos
imaginam:
é nelas
que estão
a mística
do Estado
e tua vida.

Por ela sou
aquilo que
você ignora,
e mesmo
resistindo
me atormento.

Soberania
não se
negocia,
não se
flexibiliza,
não se
anistia,
não se
usa de
enfeite,
e tampouco
de amuleto,
e não se
coloca
em degredo,
e não se
desperdiça
nem em
cumprimento.