Coisas que Voce Aprende depois dos 40
Sabe que as vezes eu tenho a impressão de que as coisas bonitas, elas sempre tem um ponto final… Diferente do nosso cotidiano, dessas que nos acompanham e vem com a gente no nosso dia a dia, as vezes são boas, as vezes são más, mas é parte da vida de todo mundo e essas ficam por ai. Agora essas coisas bonitas, essas que a gente não quer que acabe nunca sempre tem um ponto final. Parece que de tão delicadas, as vezes qualquer movimento brusco, um sopro e elas podem se desfazer.
Uma das coisas que mais me confunde quando surge algo do meu passado é nunca saber se aquilo realmente aconteceu daquela maneira, se aquela era a maneira que parecia para mim naquele momento ou se estou inventando. Sou como um homem que passou a vida inteira semiadormecido, tentando descobrir como ele era antes de acordar. Tudo está estranhamente borrado e em câmera lenta.
Livrai-me Senhor, de tudo que possa empobrecer-me a alma. Livrai-me do gosto pelas coisas pequenas, abjetas,e mesquinhas que o mundo oferta em quantidade. Livrai-me dos jardins sem flores, dos corações vazios de amor, dos olhares sem brilho nem cor, dos abismos cavados pelas discórdias, do caminhar sem respeito e de toda brutalidade humana. Amém!"
☆ Haredita Angel
Uma das coisas que não abro mão é de honestidade, e não estou falando de não roubar, não trair, não enganar, isso para mim são honestidades também, admiro e apoio. mas estou falando de me mostrar como sou, sem ferir, sem agredir, ser honesta sobre meus anseios, ser eu mesma sem me sentir julgada pelo jeito de falar, pelas roupas, pelo ser eu. Não quero que ninguém goste de mim por motivos ocultos, por achar que eu sou de um jeito eu sendo de outro. Você não precisa concordar comigo, não precisa concordar sempre, pode discordar, isso é salutar, amizade é isso. Não preciso de mãos na cabeça. Não preciso ser controlada ou enquadrada. eu sempre acho que alguém exerce o controle sobre mim, mas acho que eu não consigo que ninguém exerça tal controle. Não busco mudanças de formas, mas invisto em relacionamentos, invisto em amizades, invisto em atenção e carinho. Às vezes, por ser popular, tenho o peso sobre mim de que alguém espera respostas certas para seguir sua vida, respostas certas vindas de mim às vezes são respostas erradas, na hora e momento errado vindo de fora. Sou radical e para quem não é radical se assusta com meu jeito simples e fácil de dar fim nas coisas. Muitas vezes me sinto condenada por não fazer escolhas que agradariam a maioria, não consigo agradar os outros desagradando a mim mesma. Sou contra poder, controle, competição e autoritarismo. gente que eu considerava madura, não o são. Sinto necessidade de reformular ou abandonar, mesmice não me atrai. olhando por um lado mais crítico, nenhuma das duas me parecem boas opções diante do time que está ganhando. Será? Du-vi-dê- ó- dó!
Não suporto gente que é indulgente comigo só porque penso diferente. Pensei diferente preciso ser hostilizada, magoada, reprimida?
Rotina? Não gosto! odeio! a rotina me tira toda a energia, me cansa, me escraviza, me enfraquece e tudo parece sem importância, mesmo um lindo por do sol.
Não sou conformada, gosto de mudanças, se alguém disser que devo mudar, abro parênteses para refletir.
meu coração anseia por uma família, mas não tenho vergonha de ser divorciada, de ter tido a chance, de ter escolhido errado. Sou solteira sim, divorciada também. O que me motiva? descobrir um lugar no mundo para ser feliz, perto de quem amo e admiro.
Sou cheia de questões, procuro respostas e quase sempre não as encontro. Minhas questões são dificílimas.
Nostalgia de uma manhã de domingo
Quando se é criança, as simples coisas, deixam de ser simples e passa maravilhosamente coisa, me lembro dos sentimentos do lindo. Com as coisas simples e sem beleza alguma para crescidos sem sentimento nostálgico da casa de vó. Na casa da minha vó, via o sol nascer entre as arestas do telhado e eu achava lindo, via borboletas a voar mas pedras do quintal aquilo era belo e via a minha vó a cozer para seus netos e eu ainda acho lindo. Devemos viver com os olhos de uma criança, que com uma simples coisas elas as transformam em maravilhosamente coisas. O belo, o simples são maravilhosas dádivas de uma eterna criança encantada.
As pequenas boas coisas parecem não ser nada, mas elas trazem a paz.
Assim são as flores do campo que acreditamos não terem perfume, mas que, juntas, perfumam...
Há muita gente que passa a vida fazendo coisas boas e legítimas – porém o Senhor não é o primeiro para elas. Ele não é o centro de suas vidas. Se Ele fosse, não O colocariam de lado. Elas achariam tempo para ficar com Ele! Alguns crentes ficarão de fora dos céus, não devido às coisas más que fizeram – mas porque ficaram tão preocupados em realizar coisas boas e legítimas, que negligenciaram aquelas que realmente contam.
LISBON REVISITED (1926)
Nada me prende a nada.
Quero cinqüenta coisas ao mesmo tempo.
Anseio com uma angústia de fome de carne
O que não sei que seja -
Definidamente pelo indefinido...
Durmo irrequieto, e vivo num sonhar irrequieto
De quem dorme irrequieto, metade a sonhar.
Fecharam-me todas as portas abstratas e necessárias.
Correram cortinas de todas as hipóteses que eu poderia ver da rua.
Não há na travessa achada o número da porta que me deram.
Acordei para a mesma vida para que tinha adormecido.
Até os meus exércitos sonhados sofreram derrota.
Até os meus sonhos se sentiram falsos ao serem sonhados.
Até a vida só desejada me farta - até essa vida...
Compreendo a intervalos desconexos;
Escrevo por lapsos de cansaço;
E um tédio que é até do tédio arroja-me à praia.
Não sei que destino ou futuro compete à minha angústia sem leme;
Não sei que ilhas do sul impossível aguardam-me naufrago;
ou que palmares de literatura me darão ao menos um verso.
Não, não sei isto, nem outra coisa, nem coisa nenhuma...
E, no fundo do meu espírito, onde sonho o que sonhei,
Nos campos últimos da alma, onde memoro sem causa
(E o passado é uma névoa natural de lágrimas falsas),
Nas estradas e atalhos das florestas longínquas
Onde supus o meu ser,
Fogem desmantelados, últimos restos
Da ilusão final,
Os meus exércitos sonhados, derrotados sem ter sido,
As minhas cortes por existir, esfaceladas em Deus.
Outra vez te revejo,
Cidade da minha infância pavorosamente perdida...
Cidade triste e alegre, outra vez sonho aqui...
Eu? Mas sou eu o mesmo que aqui vivi, e aqui voltei,
E aqui tornei a voltar, e a voltar.
E aqui de novo tornei a voltar?
Ou somos todos os Eu que estive aqui ou estiveram,
Uma série de contas-entes ligados por um fio-memória,
Uma série de sonhos de mim de alguém de fora de mim?
Outra vez te revejo,
Com o coração mais longínquo, a alma menos minha.
Outra vez te revejo - Lisboa e Tejo e tudo -,
Transeunte inútil de ti e de mim,
Estrangeiro aqui como em toda a parte,
Casual na vida como na alma,
Fantasma a errar em salas de recordações,
Ao ruído dos ratos e das tábuas que rangem
No castelo maldito de ter que viver...
Outra vez te revejo,
Sombra que passa através das sombras, e brilha
Um momento a uma luz fúnebre desconhecida,
E entra na noite como um rastro de barco se perde
Na água que deixa de se ouvir...
Outra vez te revejo,
Mas, ai, a mim não me revejo!
Partiu-se o espelho mágico em que me revia idêntico,
E em cada fragmento fatídico vejo só um bocado de mim -
Um bocado de ti e de mim!
Saber das coisas é uma bênção e uma maldição, pois inevitavelmente sabemos de coisas que gostaríamos que não tivesse acontecido ou que irá acontecer.
Fiz coisas que não era para ter feito
me arrebento rápido, nem dói de tão ligeiro
mentira, dói de qualquer jeito.
Se te faltares, desejo sumir, se dificulta as coisas mais simples da vida e diz viver, não consigo entender.
Percebo que após tantas perdas, havia me tornado pouco exigente com algumas coisas. E a vida, sábia, não querendo que a minha fé diminuísse, me deu coisas tão maiores e melhores do que eu esperava.
As coisas que são externas à minha mente não têm nenhuma relação com a minha mente.
Há três coisas que conduzem o homem à fama: a beleza, que se perde no tempo, o dinheiro, que se esvai pelos ares, e a inteligência, a única fonte que se ensoberbece a cada página virada.
Realmente existem algumas coisas que não valem a pena insistir, porque é o mesmo que nadar contra maré, é o mesmo que tentar subir em uma escada rolante que está descendo, não faz sentido. Deixe que tudo siga seu fluxo normal, nada forçado é legal, nada que não é feito de coração funciona. Não adianta você gostar muito de alguém que nunca tem tempo pra você, não adianta você nutrir qualquer tipo de sentimento que não tem a menor possibilidade de crescimento. Por isso desapegue, se desprenda. Na boa ou você entende isso e aceita ou continua se iludindo , se enganando , acreditando que uma hora pode mudar. Saia desse mundinho de faz de conta que sua cabeça criou e enxergue a realidade. Acorde, o tempo está passando, enquanto você poderia estar vivendo excelentes momentos, fica ai sonhando com o que no fundo você sabe que não irá acontecer. Os sonhos existem para serem realizados, está na sua hora, se levante e vá a luta. Os melhores sonhos, são os que vivemos acordados.
Minha infância de menina sozinha deu-me duas coisas que parecem negativas, mas foram sempre positivas para mim: silêncio e solidão. Essa foi sempre a área de minha vida. Área mágica, onde os caleidoscópios inventaram fabulosos mundos geométricos, onde os relógios revelaram o segredo do seu mecanismo e as bonecas o jogo do seu olhar. Mais tarde foi nessa área que os livros se abriram e deixaram sair suas realidades e seus sonhos, em combinação tão harmoniosa que até hoje não compreendo como se possa estabelecer uma separação entre esses dois tempos de vida, unidos como os fios de um pano.
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