Citações
Acho que todo pensamento transmite uma
espécie de canção, mas em poucos momentos ele se organiza como uma
orquestra interior em nós e desvenda uma melodia. Cada insight, cada epifania
nesses momentos, é como uma nota musical em busca de harmonia na sinfonia
do universo, que por instantes nos leva a uma sintonia com o todo. Livro A inveja do meu Eu (Juliano Assis)
Eu acho muito bonito
E também muito decente
Ver alguém ajudar outro
Desinteressadamente.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
07/09/2025
"Acho que a beleza está na alma, porque nesses dias eu achei que o meu reflexo na poça d'água estava com filtro..
Acho que finalmente eu cansei
O próximo passo dizem que é o desinteresse
Então, por que ainda me importo?
Se a vida é um teste, eu acho que sou péssima aluna e que venho reprovando há anos, quando penso que vou tirar um 10, o professor descobre que corrigiu errado e me dá 5, eu sempre perco... É incrível.
Deve ser tão bom ser prioridade na vida de alguém... Acho que eu não descobrirei como é essa sensação!
"Me perco nas curvas que o teu corpo desenha,
E me acho no fogo que a tua boca incendeia."
— Anjinha Sensual
Acho errado jornalistas dizerem que pessoas que são menos instruídas, que não tem nível superior, pobres, não terem a capacidade de pensar e votar corretamente. Conheço pessoas que não tem nível superior e são mais inteligentes do que pessoas estúpidas que tem Graduação
Acho que a igreja cristã não entendeu, o cristão mesmo não deveria estar ali trabalhando armado e nem ter armas, no Getsemani Jesus ensinou à não usar armas. Mas, o mundo moderno dá fardas e armas para cristãos.
Um dia eu perguntei a coragem:
_Por que eu não consigo mudar?
_Por que eu não acho o sentido?
_Por que eu não consigo olhar do outro lado do horizonte?
Impaciente, a coragem me respondeu:
_Horas bolas! Pare de pensar tanto e se movimente mais, você ainda não entendeu os porquês de estar andando em círculos e de cabeça baixa?
Encontrei Alguém Especial!
Acho complexo, vá entender!
Encontrei em alguém, novos motivos para eu sair da cama, para eu da ritmo aos meus dias. Encontrei alguém especial! É aquele tipo de pessoa que recupera o nosso humor, que nos aproxima da sensação de paz e enriquece o nosso mundo, ela é o tipo de pessoa que não da para ficar mais longe, não da para perder de vista.
Encontrei naquela pessoa, segurança, luz, um lar, uma doce mudança de tempo, posso até ser exagerado ou ser inocente, quando digo que esta pessoa maravilhosa me abastece todos os dias com o poder do amor.
Acho lindo quem fica chocado com a possibilidade de alguém fraudar R$ 600 para comprar arroz, mas acha super normal político com salário de 40 mil receber auxílio-moradia, auxílio-paletó e plano de saúde VIP pagos por nós. Realmente, o grande rombo do Brasil é o prato de comida de quem tem fome, e não o banquete sem fim de quem já está no topo. Que coerência econômica fantástica! Criticar o benefício social que faz o comércio do bairro girar enquanto bate palma para os mimos do terno alheio é de uma inteligência rara.
enquanto houver razões
Eu acho engraçado como a gente passa tanto tempo tentando descobrir o que faria alguém ficar, como se existisse uma combinação perfeita de coisas capaz de impedir uma pessoa de ir embora. A gente pensa em promessas, em momentos bons, em tudo aquilo que foi construído, como se no fim das contas fosse possível colocar o amor numa balança e descobrir se ele pesa o suficiente para compensar o resto. Só que talvez não funcione assim. Talvez existam pessoas que fazem você parar de pensar nisso.
Porque quando eu penso em você, eu não penso em quanto tempo vai durar, nem em quantas coisas poderiam acontecer no caminho, nem em quantas vezes a vida pode mudar completamente de direção. Eu penso em uma coisa muito mais simples. Eu penso no que acontece toda vez que eu olho nos seus olhos e percebo que, por alguns segundos, eu não estou procurando mais nada.
E isso é estranho, porque eu sempre fui muito bom em procurar alguma coisa. Uma resposta, uma saída, alguma certeza que me dissesse que eu estava fazendo a coisa certa. Só que com você não parece existir essa necessidade. É como se eu pudesse simplesmente estar ali. Sem precisar entender. Sem precisar saber onde aquilo vai chegar. Sem precisar transformar tudo em alguma coisa maior do que realmente é.
Talvez seja por isso que aquela ideia de que reinos podem cair faça tanto sentido. Porque reino, no fim, é só uma maneira bonita de falar de tudo aquilo que a gente acha que precisa permanecer de pé para continuar acreditando em alguma coisa. E eu já vi muita coisa cair. Já vi planos mudarem, pessoas mudarem, sentimentos mudarem. Já tive certeza de coisas que depois deixaram de fazer qualquer sentido. Então eu sei que nada é tão permanente quanto parece.
Mas existe uma diferença quando eu penso em você.
Se tudo aquilo que eu construí um dia deixasse de existir, eu provavelmente ficaria perdido por um tempo. Se o mundo mudasse completamente, eu teria que aprender a viver nele de novo. Se aparecessem mil motivos para eu pegar minhas coisas e seguir outro caminho, eu conseguiria fazer isso. Eu sei que conseguiria. Só que nenhuma dessas coisas mudaria uma coisa muito específica: eu ainda procuraria você.
E talvez seja isso que eu nunca soube explicar direito.
Não é que você seja a única coisa que existe. É que, no meio de tudo que existe, você é a coisa que faz sentido.
Tem uma diferença enorme nisso.
Eu não preciso imaginar uma vida onde tudo dá certo para querer você nela. Na verdade, talvez seja justamente o contrário. Porque qualquer pessoa consegue permanecer quando tudo está bonito, quando as coisas estão leves, quando ninguém precisa escolher nada difícil. O que me faz pensar em você é justamente a ideia de que, mesmo quando as coisas não fossem perfeitas, mesmo quando o mundo estivesse fazendo o possível para colocar distância entre nós, ainda existiria alguma parte de mim olhando para você e pensando que não vale a pena ir embora.
Reinos podem cair. Anjos podem chamar. A vida pode oferecer outros caminhos, outras pessoas, outras versões de tudo aquilo que eu achei que queria. E ainda assim existe uma possibilidade muito simples que continua sendo mais forte do que todas as outras: eu olhar para você e reconhecer alguma coisa que eu não encontro em nenhum outro lugar.
Talvez seja isso que eu veja nos seus olhos.
Não uma promessa de que você vai ficar para sempre.
Não uma garantia de que nada vai mudar.
Só você.
E, de algum jeito, isso já parece suficiente.
Porque quando eu olho para você, eu não sinto que encontrei alguém que vai resolver tudo. Eu sinto que encontrei alguém com quem eu não me importaria de enfrentar o que vier.
E talvez essa seja a forma mais honesta que eu encontrei de dizer.
Eu poderia perder muita coisa.
Poderia deixar muita coisa para trás.
Poderia até aprender a viver em outro lugar, com outra rotina, com outras pessoas e uma vida completamente diferente.
Mas se, no meio de tudo isso, eu ainda pudesse olhar para os seus olhos e reconhecer aquele mesmo lugar que reconheço hoje, eu acho que entenderia exatamente por que algumas pessoas simplesmente não vão embora.
Não importa o que caia.
Não importa quem chame.
Não importa quantas vezes a vida tente convencer a gente de que existe outro caminho.
Porque, às vezes, depois de procurar por tanto tempo, você finalmente encontra aquilo que estava procurando sem nem perceber.
E quando encontra, o resto deixa de ser uma questão de necessidade.
Vira escolha.
E eu escolheria você.
Hoje, acho que foi assim:
A vida, aleatoriamente, foi ajustando nossos destinos
e colocando, equivocadamente, nossas almas frente a frente.
Nunca foi para ser,
mas foi.
E a vida, sem saber como desfazer o que fez,
escondeu-nos das consequências,
deixando que cada um levasse,
para sempre,
um pedaço do outro.
Ivo Terra Mattos
🫸*~```Respira, inspira e não pira```~* 🫷
Acho que estou louca.
Fala, minha consciência.
Tenho paciência e procuro agir com prudência
Enquanto brincam com a minha inteligência
É loucura não reagir.
Ou interagir com a hipocrisia!
Eu deveria quebrar uns pratos como fazem os gregos para aliviar o estresse.
Mas eu respiro, solto e converso com a IA.
🌐
Estou calma.
Não preciso de medicamentos.
O Estado não está nem aí para os meus lamentos.
Tudo passa
🌀🥴🌪️
Tá passando....
⏰🤨⏳
Tudo bem
🪬🥺🪬
Já estou zen ✅
💚😄🟢🟢🟢
Eu vejo todo o mundo todo como minha paróquia; desse modo eu acho, que em qualquer parte dele que eu estiver, julgo correto, próprio e meu sagrado dever proclamar, para todos os quiserem ouvir, as boas novas da salvação.
A Onça Parda Campeira
Na fazenda, acho que o único que trabalhava era eu. A propriedade pertencia ao cunhado do meu cunhado, e fiquei com a incumbência de cuidar dos porcos. Coisa simples: dar comida, tratar os que tinham alguma ferida, passar remédio nos recém-castrados, separar os leitões maiores dos menores, ajudar as porcas a parirem e mais uma infinidade de tarefas. Nessas lidas ia a manhã inteira.
O local onde ficavam os porcos distava uns três quilômetros da sede da fazenda. Logo no segundo dia, fui presenteado com uma égua enorme, branca e muito arisca. Mas, como diz o ditado, cavalo dado não se olha os dentes. Agradeci o presente e comecei a colecionar os tombos que ela me proporcionava.
Com o passar do tempo, ficamos parceiros.
Todas as manhãs eu ia até o pasto onde ela ficava, passava uma corda em seu pescoço e procurava algum lugar mais alto para conseguir montá-la. Voltávamos então para onde ficavam os arreios. Primeiro eu a escovava enquanto ela mastigava algumas espigas de milho. Escovar o animal e alimentá-lo faz parte do relacionamento entre cavalo e cavaleiro. Depois eu a arreava, montava usando os estribos e seguíamos viagem.
Eu tinha também outro amigo de quatro patas: um cachorro chamado Dourado, meu companheiro inseparável de aventuras.
No caminho até os chiqueiros havia alguns moradores antigos da fazenda que já nos conheciam. Tinha um tamanduá-bandeira já velhinho, mas que ainda insistia em nos ameaçar. Ficava em pé e abria as garras numa pose de combate impressionante. O Dourado adorava provocá-lo.
Mais adiante vinham as emas com seus filhotes. Já estavam acostumadas com nossa passagem diária, mas nunca deixavam de defender suas crias.
Nossos dias eram cheios de aventuras. Vez ou outra o Dourado encontrava algum outro bicho e lá ia ele infernizar o coitado, principalmente se fosse um tatu, sua maior diversão. Não queria machucá-lo; só brincar. Ficava fuçando o buraco até o tatu desaparecer lá no fundo.
Certa manhã, por volta das oito horas, quando chegamos ao criadouro dos porcos, avistei um animal amarelado próximo aos chiqueiros.
Na noite anterior, durante o jantar iluminado por lampiões e embalado por muita conversa — a maior parte delas mentira — o irmão do meu cunhado comentou que tinha ouvido falar de uma onça-parda que andava pelos lados da taboca, lugar onde ficavam os porcos. Segundo ele, a danada estava de olho em algum leitão.
Pronto.
Na minha cabeça, aquele bicho amarelado só podia ser a famosa onça comedora de porcos.
Virei a égua na mesma hora e fizemos o caminho de volta em metade do tempo habitual.
Cheguei à sede esbaforido:
— A onça está lá no chiqueiro!
Contei que era amarela, enorme e do tamanho de um bezerro.
A reação foi imediata. Pegaram o jeep, colocaram os cachorros caçadores — conhecidos como americanos — na carroceria, apanharam a espingarda cartucheira e partiram para a caçada. O Dourado foi junto, afinal era testemunha ocular do ocorrido.
No dia anterior, uma porca que estava parindo havia me mordido e arrancado um bom pedaço do cano da minha bota. Por isso, naquela manhã eu estava usando chinelos. Achei até melhor, porque não precisaria me aproximar muito da fera.
Ao chegarmos à taboca, meu cunhado e os cachorros, exceto o Dourado, entraram no meio dos bambuzais.
E então começou o espetáculo.
Latidos.
Gritos.
Correria.
Um tiro.
Depois... silêncio.
Alguns instantes mais tarde veio o chamado:
— Pode vir! A onça está morta!
Considerando que eu estava de chinelos e morrendo de medo, avancei devagar, muito devagar.
Foi quando ouvi um grito:
— A onça está viva! Corre!
Ao mesmo tempo, escutei um barulho infernal de bambus quebrando, como se o animal estivesse vindo direto na minha direção.
Eu simplesmente voei.
Perdi os chinelos.
Corri como nunca tinha corrido na vida.
Cheguei em segundo lugar.
O Dourado chegou em primeiro.
Minutos depois apareceu meu cunhado, rindo tanto que mal conseguia falar. Acho que até os cachorros americanos estavam rindo.
Finalmente ele conseguiu explicar:
— Sua onça era um veadinho-campeiro!
O bicho era extremamente comum naquela região do Mato Grosso. Eu mesmo já tinha visto dezenas deles por ali. Mas naquela manhã, por algum motivo, ele havia se transformado numa onça-parda enorme, do tamanho de um bezerro.
No jantar daquela noite ninguém falou de outra coisa.
A famosa onça-parda campeira virou assunto obrigatório da mesa.
E nós rimos muito.
Por tempos questionei
Por tempos não entendi
Por tempos gritei
por tempos chorei
Acho que por fim morri.
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