Citações
às vezes eu acho
que fui feita grande demais
pra uma vida que não expande
ou pequena demais
pra caber no que existe
porque até quando eu amo
tem uma rachadura
até quando eu fico
já estou saindo por dentro
queria que alguma coisa
finalmente me coubesse
ou que eu fielmente coubesse
em mim;
Pessoalmente, acho que a religião exerce um papel de aio. Aio era aquele escravo romano que pegava crianças na creche, levava pra casa, pegava de casa e levava pra creche. Em outras palavras, a religião é uma medicina para algo humano, mas está absolutamente longe de ser o ideal divino do desenvolvimento da espiritualidade de qualquer pessoa.
Eu diria o seguinte: a religião nunca me seduziu, nunca me fascinou. Ao contrário, eu entendi que a religião era apenas um meio sofrível que poderia me oferecer um espaço de convívio com a esperança, um convívio mais próximo, mais identificável com gente que estava na mesma caminhada confessada que eu estava. Mas os conflitos que eu tive – e tenho – com a religião são grandes. A grande fascinação exercida na minha vida foi a percepção de que não cabia em projeto religioso nenhum. D'us é maior do que todas essas construções religiosas que estão aí. Eu percebi e devo isso a duas coisas: em primeiro lugar, aos escritos e nossos sabios; além disso, a uma bagagem histórica. Foi muito útil ter sido roqueiro, foi muito útil todo aquele processo de questionar instituições.
Juntar a rebelião roqueira com o ensinamento dos nossos sábios cria no coração um desejo enorme de conhecer a D'us, de amar o Emunah visível de Deus nesse mundo, que é a Torá, e a consciência constante de manter uma relação de permanente tensão com a religião. Ou seja, é uma relação de love and hate, eu te amo e eu te odeio.
E fica o tempo todo, porque no dia em que você apenas odiar, corre o risco de perder a comunhão com milhões de pessoas que estão conscientemente andando na direção que você diz estar andando. E no dia que você amar radicalmente e totalmente, você corre o risco de ser domesticado por uma espiritualidade pequena que rouba de você a percepção de sua irmandade fraterna – extremamente maior do que a religião.
Acho hipocrisia terminar com que nunca teve um inicio. Um amor conturbado nunca foi a escolha certa. Eu aqui confesso caí varias vezes nessa peça. Tropicando e aprendendo, com certeza não repito esse mesmo erro.
Agora uma mulher precisa ter amigos, se não deu certo comigo, eu nem ligo. O que esta em jogo agora é sua felicidade....
AMAR VOCÊ
Eu acho que estou apaixonada.
Cabelo louro, olhos claros, alto... Perfeito demais pra mim. E foi tão simples. Um dia qualquer. Um olhar. E pronto.
Me apaixonei.
Principalmente pelos seus olhos. Sempre eles.
Como é que alguém se apaixona assim? Não por inteiro… ou talvez sim. Eu não sei mais.
Confusa. Confusa. Confusa.
Vou me sentir assim para sempre?
E, pra ser sincera, nem é tão incrível assim pensar em você. Na verdade, dói. Me sinto acabada, derrotada, como se tivesse perdido algo que nem chegou a existir.
Provavelmente é só uma ilusão. Algo que não vai acontecer. Algo que nunca foi meu.
Por que você não pode me querer?
É tão difícil assim?
Eu te dou o meu coração e é isso que acontece depois?
Por que você não pode me amar?
Por favor.
Eu te amo tanto. Amo seus defeitos. Amo o jeito que você me desorganiza por dentro, mesmo sem perceber.
Amo.
Amo.
Amo.
E odeio.
Odeio te amar. Odeio amar você. Odeio esse sentimento que não para.
Talvez um dia… a gente se case. Quem sabe.
Ultimamente, penso muito em você. Nas suas palavras simples, no jeito torto de sorrir.
Sinto sua falta.
Queria te dizer tudo isso. Queria que você soubesse o quanto isso me consome por dentro.
Eu te amo.
Hoje, eu derramo lágrimas por você.
Eu te amo.
Você foi a pior coisa que já me aconteceu.
Eu te amo.
Não me faça sofrer, por favor.
Espero que um dia, ou um ano, ou em algum século.
Por favor, tente me amar
"Eu ainda acho que preciso chegar ao topo antes de convidar alguém para subir comigo. Como se o amor fosse um prêmio entregue ao final da corrida."
Eu acho que hoje não acordei muito bem, cabeça pesada. Esse frio parece deixar tudo mais parado. Isso não, necessariamente, é ruim, mas a sensação tende a ser estranha em dias assim. Mas não foi isso que mexeu comigo. Parece que há coisas mais importantes a me preocupar.
Pois bem, depois de ler algumas páginas de um amontoado de palavras, isso parece também não fazer muito sentido. Na busca por sentido, o que eu e você pensamos, gastamos energia, pode parecer uma preocupação egoísta. Existem situações mais sérias? Óbvio que sim. Mas isso invalida aquilo que você carrega como história?
Fato é que o debate continua. Mentes estão agindo, se preocupando, calculando rotas, se reorganizando, pegando atalhos, tomando decisões das mais variadas formas e, no fim, o que sobra são os resultados que cada um carrega, frutos do conjunto de tudo aquilo que viveu. Não há nada descartável, ou, para alguns, quase tudo é descartável.
O veredito sempre pode ser questionado, mas quem carrega a condenação são aqueles que tiveram que conviver com as consequências dos seus atos e, adivinhe... todos, absolutamente todos, carregam, consciente ou não, as consequências de tudo aquilo que decidiram, até mesmo não decidir. Porque, no fim, não se trata de estar certo ou errado, mas de qual ponto de equilíbrio você encontrou para que a vida faça algum sentido.
A vida pode ser um peso, pode ser tristeza, pode ser luto, pode ser trauma, pode ser temperamento, pode ser tudo. Pode ser dádiva, pode ser morte. Mas encontrar equilíbrio em meio à pressão de tudo aquilo que nos aflige, seja o pensamento, seja o abandono, seja a alegria de possuir, no fim, nada é tão real quanto enxergar que a vida é o que temos.
Você pode abandonar tudo: ideologias, certas convicções, traumas, decepções ou até você mesmo. Mas não pode ignorar que esta vida é uma oportunidade de tentar mais uma vez caminhar por um caminho. Não, não direi reto, sem preocupações, sem dores ou algo assim. Eu desprezo qualquer tipo de fórmula que tente nos fazer crer que a vida é, ou será, um caminho sem obstáculos. Inclusive, isso foge da realidade.
Pois, das poucas certezas que temos nesta vida, tristezas e desilusões são as mais comuns. Às vezes vamos ouvir isso dos mais velhos, mas, mais cedo ou mais tarde, entenderemos por conta própria o quão imprevisível e inevitável é viver com as dúvidas, com as dores, com o carma.
O viver é um presente por si só, mas encontra um pouco de afago quando temos consciência de que viver é estar vivo. E estar vivo é tentar novamente. Tentar novamente é estar vivo. Um ciclo sem fim, até que sejamos recolhidos deste mundo.
É o segredo que eu não revelo
É a pintura que eu não compreendo
São os olhos que eu não acho a tradução
É a vontade que vem,
É a vontade que passa.
É o livro sem final
É a abstrata mais delicada
É a simples mais complicada
A perpétua incerteza
De desvendar o domínio absoluto.
O tempo
Eu queria saber quanto tempo falta.
Acho que essa é uma pergunta que todo mundo faz, mesmo em silêncio.
A gente está no meio da vida, no meio do espetáculo, sem saber a hora que acaba, nem quando vai ser o último dia.
Só espero que, quando chegar, seja bonito.
No fim, a única certeza que eu queria ter era a de amanhecer mais uma vez.
E pensando bem... o tempo não passa.
O tempo para e espera a gente passar.
Eu acho que sou tudo, mas não sou nada!
Eu acho que posso tudo, mas não posso nada!
Eu acho que sei tudo, mas não sei nada!
Eu acho que aprendi tudo, mas não aprendi nada!
Eu acho que vivi tudo, mas não vivi nada!
A vida é uma lição, quanto mais se vive mais se aprende, ninguém é soberano.
Não entendo o motivo que você diz que "eu me acho tanto", se na verdade fico e perdido em seu olhar, não entendo motivo de você dizer que "eu me garanto" se na verdade a única garantia que tenho é que não me encontrarei se continuar olhando em seus olhos.
Acho que todos nós ficamos loucos de vez em quando.
Às vezes me pego pensando em como seria minha vida se tivesse feito diferentes escolhas... Acho que esses pensamentos estão começando a tomar conta do meu dia a dia. Eu já não me sinto mais vivendo o agora. Sinto que o que eu vivo é uma escolha errada que tomei anos atrás e agora já não tem mais volta. Às vezes quando eu sonho me sinto em uma de minhas boas escolhas, e, ao acordar, volto na realidade dessa "escolha errada"... Sei lá, já não sei o que fazer.
Acho legal quando estamos sendo lembrados no pensamento de alguém, e ela recebe um sinal em seu ❤️ que mexemos com suas emoções.
Sorrisos…
Como você consegue arrancar tantos sorrisos meus?
Esse é o seu super poder? Acho que sim…
Parabéns esse é o melhor poder que alguém pode ter,tirar sorrisos das outras pessoas.
Você consegue arrancar meus sorrisos com simples palavras como um “Oi”.
Eu já te falei que me apaixono por pessoas que me fazem sorrir?
Mas não é qualquer pessoa que consegue isso.As pessoas que conseguem são especiais e sortudas…
Sim sortudas,por que me tem.Me tem por completa.
E você está conseguindo me ter.
Só que não percebeu ainda….
Olá, pessoas. E pessoos também, por que não?
Antes de qualquer coisa, acho justo avisar que este livro não tem a pretensão de virar um clássico. Não espero que ele seja estudado em escolas, citado em teses ou colocado ao lado de Kafka, Nietzsche ou qualquer outro sujeito que passou a vida tentando entender o mundo.
Na verdade, isso aqui é bem mais simples.
É só um lugar onde resolvi guardar um pouco dos meus dias. Das coisas que me fizeram rir, das que me fizeram querer dormir por uma semana inteira e das que, por algum motivo, achei que valiam a pena registrar.
Talvez, em algum momento, você aprenda alguma coisa comigo. Talvez não. Talvez eu aprenda alguma coisa comigo mesmo enquanto escrevo. Acho que essa possibilidade já é um bom motivo para continuar.
Não faço ideia de quem você é. Não sei seu nome, sua idade ou o motivo que fez você gastar seu precioso dinheiro neste livro. Aliás, obrigado por isso. Espero, no mínimo, que eu consiga fazer companhia durante algumas páginas.
E sim, eu poderia dizer que "o hábito da leitura expande a mente", "estimula a criatividade" e todo aquele blá-blá-blá que todo livro parece ter a obrigação de repetir. Mas acho que você já ouviu isso o suficiente.
Então chega de enrolação.
Se você decidiu continuar lendo, seja bem-vindo.
Hoje começa o diário de bordo de Sthelphen Hilburg, um sujeito completamente comum tentando sobreviver à maravilhosa e miserável vida real.
Capítulo 1
O começo menos épico de todos
Dia 1 de muitos que ainda virão.
Meu nome é Sthelphen Hilburg. Carrego na bagagem da vida aproximadamente vinte e cinco anos. Destes, uns dois foram gastos entre cigarros baratos, bebidas de procedência duvidosa e questionamentos existenciais durante o expediente. Afinal, alguém precisa fingir que está trabalhando enquanto tenta descobrir o sentido da própria existência.
Nunca fui o tipo de pessoa que escrevia diários, poemas ou passava horas lendo livros. Na verdade, sempre estive mais perto de quem compra um livro e o usa como apoio para uma mesa bamba do que de alguém que realmente o termina. Mas, por algum motivo que ainda não consigo explicar, escrever sempre me intrigou. Talvez porque seja mais fácil conversar com uma folha de papel do que com certas pessoas.
Então aqui estou eu, começando essa história. Ou, no pior dos casos, registrando uma coleção de abobrinhas que talvez façam sentido para alguém no futuro. Se não fizerem, pelo menos serviram de entretenimento para mim.
Acordo todos os dias às sete da manhã desde os meus treze anos. Não porque gosto de acordar cedo. Ninguém em perfeito estado mental gosta. Acordo porque a vida decidiu que esse seria o preço para continuar pagando as contas.
Meu trabalho consiste em enfrentar monstros muito mais perigosos do que dragões ou demônios. Os meus aparecem do outro lado do balcão e perguntam, com a maior naturalidade do mundo, se "não tem como fazer mais barato", mesmo quando a peça já está em promoção.
É nessas horas que começo a questionar se a minha saúde mental realmente vale o salário do fim do mês. Alguns dias parecem tão absurdos que fico convencido de que estou vivendo dentro de um filme de baixíssimo orçamento, daqueles em que nem os figurantes parecem acreditar no roteiro.
Mas, fazer o quê?
São os ossos do ofício. Sempre quis usar essa expressão. Ela tem um ar estranhamente elegante para dizer que a vida resolveu complicar as coisas de novo.
Bom, e se você está se perguntando por que, num dia completamente aleatório, eu resolvi começar a escrever um livro, a verdade é que essa é uma pergunta que eu também deixo em aberto.
Eu simplesmente não sei.
Não faço ideia do motivo de estar gastando tanto tempo com algo aparentemente banal. Escrever um livro não vai pagar minhas contas, não vai deixar minha comida mais barata e, muito provavelmente, também não vai mudar o rumo da humanidade. Então por que escrever?
Talvez a pergunta certa seja outra: por que não escrever?
Será que toda história precisa nascer de um grande propósito? Será que existe algum decreto dizendo que só pessoas extraordinárias podem despejar pensamentos em folhas em branco?
Eu espero que não.
Então vou fazer exatamente isso. Vou encher páginas com literatura barata, pensamentos mal resolvidos e frustrações que, de vez em quando, parecem fazer mais sentido no papel do que dentro da minha cabeça.
As folhas estão vazias. Esperam apenas que alguém escreva alguma coisa nelas. Acho curioso como elas se parecem comigo.
Nós dois estamos em branco, tentando descobrir o que merece ser registrado. E, quem sabe, transformar pequenos desastres cotidianos em algo bonito. Afinal, até as calamidades têm uma estranha forma de produzir boas histórias quando o tempo passa.
Eu não faço a menor ideia de como vão se desenrolar essas maluquices que o mundo resolveu chamar de dias úteis.
Também não sei quem eu vou ser daqui a alguns meses. Talvez eu continue exatamente o mesmo. Talvez mude completamente. A vida tem esse péssimo costume de alterar as pessoas sem pedir autorização.
Também existe uma boa chance de eu abandonar este diário no meio do caminho, como já abandonei tantas outras coisas ao longo da vida. Não seria nenhuma novidade. A diferença é que, desta vez, espero conseguir ir um pouco mais longe.
Enquanto esse estranho fogo pela literatura continuar queimando em algum canto da minha alma, eu prometo fazer o possível para manter você por aqui. Nem que seja contando pequenas tragédias cotidianas, pensamentos aleatórios ou histórias que só fazem sentido para mim.
Por hoje, acho que basta.
Se eu sentir vontade, volto a escrever mais tarde. Se não, deixo o problema para o meu "eu" de amanhã. Ele já está acostumado a resolver as pendências que a minha procrastinação insiste em criar.
Então, até amanhã.
E, caso você ainda esteja aí do outro lado da página, obrigado pela companhia.
Nos vemos no próximo capítulo, meu caro leitor. Ou melhor... meu companheiro de viagem.
Acho que não consegui ficar calado por muito tempo.
Ainda existem muitas coisas que eu quero escrever por aqui. E, sinceramente, não faço ideia de onde elas surgem. Talvez venham de lembranças que, quando eu era mais novo, pareciam completamente inúteis, mas que hoje voltam brilhando na minha cabeça, como se estivessem esperando a hora certa para fazer sentido.
É estranho pensar nisso.
Justamente quando somos crianças, na fase em que mais inventamos mundos, aparecem adultos dizendo o que é "besteira" e o que não é. Como se toda ideia precisasse fazer sentido.
Mas e se uma ideia não quiser fazer sentido?
E se ela só quiser existir?
Na minha opinião, uma criança deveria ter todo o direito de imaginar dinossauros comendo banana split enquanto dançam ragatanga. Ou qualquer outra maluquice que passe pela cabeça dela. A imaginação nunca precisou pedir licença para a lógica.
O curioso é que, olhando para trás, eu percebo que nunca fui muito bom nisso.
Lembro de um colega da escola. Não faço a menor ideia do nome dele, mas lembro perfeitamente da cena. Ele ficava sozinho, mexendo os dedos como se fossem personagens, fazia barulhos com a boca e parecia completamente mergulhado no próprio universo.
Na época, eu olhava para aquilo com estranheza. Talvez até com um pouco de vergonha alheia.
Hoje, porém, eu invejo aquela liberdade.
Ele não precisava de uma tela, de um videogame ou de um celular para viajar para outro mundo. Bastavam os dedos, alguns sons e uma imaginação que parecia infinita.
Eu nunca consegui fazer aquilo.
E talvez seja por isso que estou escrevendo este livro.
Talvez esta seja a minha forma de brincar de faz de conta, só que alguns anos atrasado.
O evangelho
Eu não acho bem debates, sobre o evangelho. O evangelho afirma-se verdadeiro por si próprio. No tempo de Jesus de Jesus Cristo e dos Apóstolos, não havia debates! O evangelho era a verdade, mostrava -se como tal, sem debates! "O evangelho é o poder de Deus, que transforma, quem nele crê!
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