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⁠Minhas amigas queridas e amigos do face! Hoje é o dia da mudança (27/05/2020). Chega de aceitar migalhas, traições, pouco caso, desvalorização...vamos botar os pingos nos iiiisss. Nunca suportei coisa morna. Quem me conhece sabe que sou intensa."Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca."Apocalipse 3:16

⁠ a manipulação é a crueldade disfarçada de razão sobre aqueles que são considerados pelos manipuladores como débeis, fracos ou facilmente influenciáveis.

⁠Bom diaaa! Que nosso amanhecer seja cheio de luz, sorrisos esperados e inesperados, esperanças renovadas e a fé de que o impossível é realizável!

A melhor fase é viver após os sessenta anos. Plena liberdade. É tudo que esperei pela vida toda. Acordo ou durmo até a hora que quero. Pego me carro e vou onde quero. Não preciso dar satisfação. Tenho os amigos que quero e ainda conhecço outros novos. Saio dessa cidade e vou a outra, lá durmo, volto no mesmo dia ou dias depois. Ainda trabalho, mas logo estarei aposentada. Porém, produzindo, estudando, vivendo, criando e seguindo com esse tempo precioso. Esse é meu espaço, meu momento, não cabe ninguém para me tirar a paz e o sossego.

As decepções minam a esperança que se vê refém diante das intempéries da vida.

Eu não acreditava que a vida era tão dura, mesmo ela sendo dura lá atrás. Achei que o mundo era colorido, os problemas possíveis de resolver e que dava para crescer sem grandes danos. Mas a realidade me cobrou caro. Sigo enfrentando batalhas sem trégua desde que nasci. Isso não alterou a minha fé, ainda que a abalasse. Minha esperança é de que, em breve, poderei romper todos os grilhões e cadeias que hoje me prendem e por fim, possa viver o melhor dessa vida ainda com plena saúde e autonomia.

Se alguém quiser falar sobre dor, sou toda ouvidos. Conheço quase todas as dores do mundo; até as que não passei, sinto como se fossem minhas. Do psicológico ao espiritual, fui acometida de tudo.

Muitas vezes enfrentaremos o vale da sombra da morte sozinhos, sem esperança de que alguém próximo apareça com uma palavra de conforto. Nesses momentos, quando o silêncio pesa e a dor parece maior do que nossas forças, aprendemos que não estamos verdadeiramente sós. Ainda que faltem vozes humanas, permanece a presença fiel da Trindade Santa, que sustenta, consola e guia. É nesse vale que a fé amadurece, e a alma descobre que Deus é companhia constante, mesmo quando tudo ao redor parece ausência.

TOC Religioso: O Medo que Destrói a Fé


A vida espiritual deveria ser um lugar de paz, esperança e relacionamento com Deus. No entanto, para algumas pessoas, a fé acaba se tornando uma fonte constante de medo, culpa e ansiedade. O chamado TOC religioso é uma manifestação do transtorno obsessivo-compulsivo relacionada à moralidade, ao pecado e às questões espirituais.


Muitas vezes, quem sofre com esse transtorno não percebe o que está enfrentando. A pessoa acredita estar apenas “buscando mais a Deus”, quando, na verdade, vive presa em ciclos de medo, pensamentos intrusivos e compulsões que roubam a liberdade da fé.


A Fé Gerando Medo


«“Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação.”
— 2 Timóteo 1:7 (ACF)»


O TOC religioso geralmente se manifesta por meio de pensamentos obsessivos relacionados ao pecado, à condenação, à blasfêmia ou ao medo constante de desagradar a Deus. Esses pensamentos não são desejados, mas surgem repetidamente, causando intensa angústia.


Muitas pessoas passam horas repetindo orações, pedindo perdão inúmeras vezes pelo mesmo assunto ou revisando mentalmente suas atitudes na tentativa de descobrir se pecaram ou não. O problema não está na oração, na fé ou na busca pela santidade, mas no medo extremo e na ansiedade que passam a dominar a relação com Deus.


A fé verdadeira nos aproxima de Deus em amor. O temor bíblico nasce da reverência, da admiração e do reconhecimento da grandeza divina, e não do terror constante nem do desespero para merecer algo de Deus. Quando a vida espiritual se transforma em uma prisão emocional, é importante compreender que pode existir um sofrimento psicológico real, e não simplesmente falta de fé.


A Distorção da Imagem de Deus


«“Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso.”
— Mateus 11:28 (NVI)»


Uma das marcas mais dolorosas do TOC religioso é a culpa exagerada. A pessoa passa a acreditar que nunca é espiritualmente suficiente, que sempre está falhando ou que Deus está constantemente decepcionado com ela.


Essa percepção distorce profundamente a imagem do Pai revelada nas Escrituras. Em vez de enxergar um Deus amoroso, misericordioso e gracioso, a pessoa passa a viver como se Deus fosse apenas severidade e punição.


Reconhecer que não somos merecedores da graça não deve produzir desespero, mas gratidão pelo amor imerecido que Deus nos oferece. Jesus nunca chamou pessoas para viverem escravizadas pelo medo. Pelo contrário, Ele oferece descanso.


A graça não elimina a responsabilidade espiritual, mas nos lembra que nossa relação com Deus não é sustentada pelo desespero de tentar merecer o amor divino, pois esse amor já nos foi demonstrado na cruz.


Muitas pessoas que enfrentam a escrupulosidade — forma pela qual o TOC religioso também é conhecido — acabam se isolando espiritualmente, evitando conteúdos cristãos, cultos ou até mesmo momentos de oração por causa da culpa que sentem. Esse sofrimento pode gerar crises emocionais profundas e até afastamento da própria fé.


Fé e Tratamento


«“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”
— João 8:32 (ACF)»


É importante compreender que o TOC religioso não é uma fraqueza espiritual. Trata-se de um transtorno relacionado à ansiedade que precisa ser tratado com seriedade e cuidado.


Deus capacitou profissionais para atuarem no cuidado da mente e das emoções humanas. Atualmente, abordagens terapêuticas específicas têm apresentado resultados significativos no tratamento do TOC religioso. Além disso, existem diversos conteúdos educativos, palestras, estudos e materiais acessíveis que auxiliam as pessoas a desenvolverem uma relação mais saudável com Deus, baseada no amor e não na culpa.


Buscar ajuda psicológica não significa abandonar a fé. Pelo contrário, cuidar da mente também é uma forma de valorizar a vida que Deus concedeu. O tratamento não busca destruir a espiritualidade da pessoa, mas ajudá-la a viver sua fé de maneira saudável, equilibrada e livre do aprisionamento emocional.


Deus não deseja que Seus filhos vivam dominados pelo medo. O Evangelho aponta para liberdade, graça e transformação. A fé cristã saudável produz arrependimento sincero, crescimento espiritual e transformação de vida, mas também gera descanso, esperança e confiança no amor de Cristo.


Nem todo excesso religioso é sinal de maturidade espiritual. Em muitos casos, existe uma mente cansada, ansiosa e ferida precisando de cuidado. E, em meio a essa realidade, permanece a verdade do Evangelho: Deus não nos chama para viver aprisionados pelo medo, mas para viver em liberdade por meio do Seu amor.


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Sobre o Autor


Ederson Aloisio Dantas Firmino é bispo, psicanalista clínico e educador, com sólida formação nas áreas teológica, educacional e terapêutica. Natural de Teófilo Otoni (MG), nasceu em 12 de agosto de 1976.


Possui Bacharelado em Teologia e Licenciatura em Pedagogia, além de diversas especializações lato sensu, entre elas: Gestão de Recursos Humanos; Supervisão, Orientação, Inspeção e Gestão Escolar; Psicopedagogia Institucional, Clínica e Hospitalar; e Gestão Pública. É Doutor em Psicanálise, área na qual atua com dedicação ao cuidado emocional e ao desenvolvimento humano.


Com ampla experiência no atendimento clínico de crianças e adultos, exerce a psicanálise com foco no equilíbrio emocional, na saúde mental e na formação integral do ser humano. Paralelamente, desenvolve relevante atuação na área educacional, unindo conhecimento pedagógico, sensibilidade terapêutica e liderança ética.


No âmbito religioso, é Bispo Presidente da Igreja Catedral do Avivamento Nova Vida, onde exerce liderança espiritual e ministerial, dedicando-se à formação de líderes, ao ensino da fé cristã e ao acompanhamento pastoral.


Reconhecido por sua comunicação clara, liderança eficaz e elevada inteligência emocional, desenvolve trabalhos voltados à fé, ao autoconhecimento e à transformação de vidas, integrando espiritualidade, educação e saúde emocional.

"A cruz não foi o fim de Jesus, mas o início da esperança para os que seriam chamados filhos de Deus."

A esperança na volta de Jesus não nos convida à espera passiva, mas a uma vida de fé, amor e fidelidade. Quem crê em Sua promessa procura honrá-Lo em cada atitude de hoje.

A melhor maneira de esperar a volta de Jesus é viver de forma que, se Ele vier hoje, nos encontre amando, servindo e permanecendo fiéis.

⁠Enquanto o céu anuncia a esperança da volta de Cristo, que nossos passos revelem uma fé que ilumina o caminho de quem está ao nosso redor.

Para que lutar, se já não há alento
que avive a chama exânime do peito,
nem esperança que, por entre as ruínas,
ouse novamente florescer?

Tudo se foi.

Assim como a derradeira claridade
se desfaz no ocaso,
quando o Sol, fatigado de iluminar os homens,
recolhe seus derradeiros fulgores
e entrega os céus à cólera da tormenta,
também em mim se extinguiu a luz.

E aquele astro, outrora tão fulgente,
que entre miríades de estrelas
resplandecia como um presságio divino,
já não derrama sobre mim
sequer um tênue vestígio de sua luz.

Vejo-o ainda —
perdido na vastidão celeste,
além dos confins de meu alcance —
mas tão distante,
tão inexoravelmente distante,
que nem mesmo o desejo
poderia transpor a abóbada que nos separa.

Não há mais alvorecer.

Não haverá a brisa amena
das manhãs em que a própria natureza
parecia entoar cânticos de júbilo.

Não haverá o orvalho sobre as flores,
nem o perfume das matas despertando,
nem o canto das aves anunciando
o nascimento de um novo dia.

Tudo se foi.

E as folhas que outrora verdejavam
sobre os ramos da existência
agora se desprendem, uma a uma,
ao sopro inclemente do outono.

Caem.

Silenciosas, pálidas, desprovidas de seiva,
arrastadas pelo vento cruel
que as conduz para um solo sem memória.

Assim também definha o meu ser.

Pouco a pouco,
a derradeira clorofila de minha alma
abandona aquilo que ainda resta de vida;
e aquilo que outrora fora verde,
viçoso e pleno de seiva,
torna-se pálido, quebradiço e estéril.

Já não sou árvore.

Sou o que dela restou
depois que o inverno passou.

E busco, ainda,
nas profundezas obscuras da terra,
algum vestígio de minhas antigas raízes;
um fragmento sequer daquilo que fui,
uma memória adormecida sob o solo,
uma centelha que me restitua
ao princípio de minha existência.

Mas nada encontro.

Nem o néctar mais sublime
destilado do seio da Mãe Natureza,
nem a seiva primordial
que alimenta os troncos milenares,
nem o sopro fecundo que desperta
as sementes sepultadas no ventre da terra
seria capaz de devolver-me ao caule.

Porque há um instante
em que até as raízes esquecem a terra.

E quando isso acontece,
não existe primavera que possa restaurar
aquilo que a própria existência condenou ao fim.

Assim permaneço:

ignoto entre os homens,
estranho até para mim mesmo,
sem aurora, sem primavera, sem raízes,
condenado a contemplar de longe
a luz que um dia me pertenceu.

E talvez esta seja a mais cruel das mortes:

não morrer quando a vida abandona o corpo,
mas permanecer vivo
quando já não existe em nós
lugar algum
onde a vida possa retornar.

Versos de Esperança


Quem aprende a esperar, descobre que o tempo também sabe curar.

Que o sonho deste sono profundo, seja repleto de esperança. Que essa ansiedade de viver, seja apenas a realidade de um paraíso perfeito, eterno e muito brevemente!!!

napoli.


Eu ainda não conheço Napoli.


E talvez seja justamente por isso que Napoli tenha conseguido existir tanto dentro de mim.


Antes de conhecer uma cidade, a gente inventa uma versão dela. Junta fotos, histórias, músicas, filmes, partidas de futebol, prédios antigos, ruas que nunca atravessou e um mar que só conhece pela tela. Vai montando, aos poucos, um lugar que talvez nem exista exatamente daquele jeito.


Mas existe Napoli.


Pelo menos a Napoli que eu imagino.


Napoli, para mim, começa antes do avião pousar.


Começa naquele instante em que eu imagino sair de algum lugar e simplesmente caminhar sem saber direito para onde estou indo. Napoli sendo o nome das placas, o idioma nas conversas, as roupas penduradas entre os prédios, o barulho das pessoas atravessando uma rua estreita enquanto alguma janela permanece aberta.


Eu imagino Napoli assim.


Imperfeita.


Viva.


Um pouco suja, um pouco caótica, um pouco triste.


Bonita justamente porque não parece estar preocupada em ser.


Napoli não é uma foto que eu quero visitar.


É uma sensação que eu quero descobrir se existe.


Eu penso em Napoli e penso no Vesúvio.


Não pelo vulcão em si, mas pela ideia de uma cidade inteira vivendo diante de alguma coisa que poderia destruí-la e, ainda assim, acordando todos os dias para continuar.


Isso me fascina.


Talvez porque eu goste de lugares que carregam uma ameaça sem precisar falar sobre ela.


Napoli parece ter alguma coisa disso.


Uma cidade que sabe que o chão pode tremer, que o passado pode voltar em forma de cinzas, que o mar pode guardar histórias demais, mas que ainda assim existe café pela manhã, futebol à tarde e gente voltando para casa à noite.


É assim que eu imagino Napoli.


Não como um paraíso.


Como um lugar humano.


Eu imagino o futebol em Napoli quase como uma religião antiga. Imagino o nome de Maradona ainda atravessando paredes, camisas, conversas, crianças que talvez nem tenham nascido quando ele jogava, mas cresceram ouvindo que houve um homem que fez uma cidade acreditar em alguma coisa.


E talvez seja isso que eu procuro quando penso em Napoli.


Não uma cidade perfeita.


Uma cidade que acredita.


Napoli acredita no futebol.


Napoli acredita no mar.


Napoli acredita na própria história.


Napoli acredita até nas próprias contradições.


E talvez eu queira acreditar também.


Às vezes penso em como seria estar em Napoli sem ter nada para fazer.


Sem roteiro.


Sem obrigação.


Sem aquela pressa de transformar cada lugar em foto.


Só estar.


Sentar em algum lugar e observar uma cidade que eu passei tanto tempo imaginando finalmente existir na minha frente.


Talvez eu olhasse para o Vesúvio.


Talvez para o mar.


Talvez para uma rua qualquer.


E provavelmente pensaria:


"Então era isso que eu estava tentando imaginar."


Mas existe uma coisa ainda mais bonita em não conhecer Napoli.


Eu ainda posso sonhar.


Ainda posso colocar em Napoli tudo aquilo que procuro no mundo.


A possibilidade de recomeçar.


A sensação de estar longe o suficiente para ouvir meus próprios pensamentos.


A liberdade de ser desconhecido.


A melancolia de perceber que uma vida pode caber em outro lugar.


Eu não sei se Napoli é assim.


Talvez não seja.


Talvez eu chegue lá e descubra que algumas das coisas que inventei nunca existiram.


Talvez o café seja apenas café.


Talvez as ruas sejam mais barulhentas do que bonitas.


Talvez o Vesúvio não pareça tão imenso.


Talvez Napoli não tenha nada da Napoli que eu criei.


E tudo bem.


Porque existe uma beleza estranha em desejar um lugar antes de conhecê-lo.


Você começa a construir uma casa dentro de uma cidade onde ainda não colocou os pés.


Napoli é essa casa, por enquanto.


Uma casa imaginada.


Um nome repetido.


Napoli.


Napoli.


Napoli.


Como se repetir fosse uma maneira de aproximar.


E talvez um dia eu chegue…


Talvez eu desça do avião, respire aquele ar pela primeira vez e perceba que a cidade real é completamente diferente da cidade que construí na cabeça.


Mas talvez, no meio de alguma rua qualquer, com o Vesúvio aparecendo ao longe e o mar existindo onde eu só conhecia por fotos imaginárias, eu entenda uma coisa


Alguns lugares a gente visita pela primeira vez duas vezes.


A primeira é quando chega.


A segunda é quando percebe que passou anos sonhando com aquele momento.


E quando esse dia chegar, eu não vou querer que Napoli seja exatamente como imaginei.


Vou querer apenas olhar para ela e pensar:


Napoli.


Então era você.


A cidade que eu conheci antes de chegar.

O teu pensamento pode não ser a verdade, mas torna-se a tua realidade enquanto acreditares nele.

Antes de desenterrar o passado de alguém, questione-se se possui a maturidade necessária para conhecer e lidar com o que encontrar, pois uma vez exposto, é preciso ter a sabedoria e a capacidade de enterrá-lo novamente.

Sinta-se livre, o mundo tem vários lugares e pessoas para você conhecer.