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"A cruz não foi o fim de Jesus, mas o início da esperança para os que seriam chamados filhos de Deus."

A esperança na volta de Jesus não nos convida à espera passiva, mas a uma vida de fé, amor e fidelidade. Quem crê em Sua promessa procura honrá-Lo em cada atitude de hoje.

A melhor maneira de esperar a volta de Jesus é viver de forma que, se Ele vier hoje, nos encontre amando, servindo e permanecendo fiéis.

⁠Enquanto o céu anuncia a esperança da volta de Cristo, que nossos passos revelem uma fé que ilumina o caminho de quem está ao nosso redor.

Para que lutar, se já não há alento
que avive a chama exânime do peito,
nem esperança que, por entre as ruínas,
ouse novamente florescer?

Tudo se foi.

Assim como a derradeira claridade
se desfaz no ocaso,
quando o Sol, fatigado de iluminar os homens,
recolhe seus derradeiros fulgores
e entrega os céus à cólera da tormenta,
também em mim se extinguiu a luz.

E aquele astro, outrora tão fulgente,
que entre miríades de estrelas
resplandecia como um presságio divino,
já não derrama sobre mim
sequer um tênue vestígio de sua luz.

Vejo-o ainda —
perdido na vastidão celeste,
além dos confins de meu alcance —
mas tão distante,
tão inexoravelmente distante,
que nem mesmo o desejo
poderia transpor a abóbada que nos separa.

Não há mais alvorecer.

Não haverá a brisa amena
das manhãs em que a própria natureza
parecia entoar cânticos de júbilo.

Não haverá o orvalho sobre as flores,
nem o perfume das matas despertando,
nem o canto das aves anunciando
o nascimento de um novo dia.

Tudo se foi.

E as folhas que outrora verdejavam
sobre os ramos da existência
agora se desprendem, uma a uma,
ao sopro inclemente do outono.

Caem.

Silenciosas, pálidas, desprovidas de seiva,
arrastadas pelo vento cruel
que as conduz para um solo sem memória.

Assim também definha o meu ser.

Pouco a pouco,
a derradeira clorofila de minha alma
abandona aquilo que ainda resta de vida;
e aquilo que outrora fora verde,
viçoso e pleno de seiva,
torna-se pálido, quebradiço e estéril.

Já não sou árvore.

Sou o que dela restou
depois que o inverno passou.

E busco, ainda,
nas profundezas obscuras da terra,
algum vestígio de minhas antigas raízes;
um fragmento sequer daquilo que fui,
uma memória adormecida sob o solo,
uma centelha que me restitua
ao princípio de minha existência.

Mas nada encontro.

Nem o néctar mais sublime
destilado do seio da Mãe Natureza,
nem a seiva primordial
que alimenta os troncos milenares,
nem o sopro fecundo que desperta
as sementes sepultadas no ventre da terra
seria capaz de devolver-me ao caule.

Porque há um instante
em que até as raízes esquecem a terra.

E quando isso acontece,
não existe primavera que possa restaurar
aquilo que a própria existência condenou ao fim.

Assim permaneço:

ignoto entre os homens,
estranho até para mim mesmo,
sem aurora, sem primavera, sem raízes,
condenado a contemplar de longe
a luz que um dia me pertenceu.

E talvez esta seja a mais cruel das mortes:

não morrer quando a vida abandona o corpo,
mas permanecer vivo
quando já não existe em nós
lugar algum
onde a vida possa retornar.

Que o sonho deste sono profundo, seja repleto de esperança. Que essa ansiedade de viver, seja apenas a realidade de um paraíso perfeito, eterno e muito brevemente!!!

napoli.


Eu ainda não conheço Napoli.


E talvez seja justamente por isso que Napoli tenha conseguido existir tanto dentro de mim.


Antes de conhecer uma cidade, a gente inventa uma versão dela. Junta fotos, histórias, músicas, filmes, partidas de futebol, prédios antigos, ruas que nunca atravessou e um mar que só conhece pela tela. Vai montando, aos poucos, um lugar que talvez nem exista exatamente daquele jeito.


Mas existe Napoli.


Pelo menos a Napoli que eu imagino.


Napoli, para mim, começa antes do avião pousar.


Começa naquele instante em que eu imagino sair de algum lugar e simplesmente caminhar sem saber direito para onde estou indo. Napoli sendo o nome das placas, o idioma nas conversas, as roupas penduradas entre os prédios, o barulho das pessoas atravessando uma rua estreita enquanto alguma janela permanece aberta.


Eu imagino Napoli assim.


Imperfeita.


Viva.


Um pouco suja, um pouco caótica, um pouco triste.


Bonita justamente porque não parece estar preocupada em ser.


Napoli não é uma foto que eu quero visitar.


É uma sensação que eu quero descobrir se existe.


Eu penso em Napoli e penso no Vesúvio.


Não pelo vulcão em si, mas pela ideia de uma cidade inteira vivendo diante de alguma coisa que poderia destruí-la e, ainda assim, acordando todos os dias para continuar.


Isso me fascina.


Talvez porque eu goste de lugares que carregam uma ameaça sem precisar falar sobre ela.


Napoli parece ter alguma coisa disso.


Uma cidade que sabe que o chão pode tremer, que o passado pode voltar em forma de cinzas, que o mar pode guardar histórias demais, mas que ainda assim existe café pela manhã, futebol à tarde e gente voltando para casa à noite.


É assim que eu imagino Napoli.


Não como um paraíso.


Como um lugar humano.


Eu imagino o futebol em Napoli quase como uma religião antiga. Imagino o nome de Maradona ainda atravessando paredes, camisas, conversas, crianças que talvez nem tenham nascido quando ele jogava, mas cresceram ouvindo que houve um homem que fez uma cidade acreditar em alguma coisa.


E talvez seja isso que eu procuro quando penso em Napoli.


Não uma cidade perfeita.


Uma cidade que acredita.


Napoli acredita no futebol.


Napoli acredita no mar.


Napoli acredita na própria história.


Napoli acredita até nas próprias contradições.


E talvez eu queira acreditar também.


Às vezes penso em como seria estar em Napoli sem ter nada para fazer.


Sem roteiro.


Sem obrigação.


Sem aquela pressa de transformar cada lugar em foto.


Só estar.


Sentar em algum lugar e observar uma cidade que eu passei tanto tempo imaginando finalmente existir na minha frente.


Talvez eu olhasse para o Vesúvio.


Talvez para o mar.


Talvez para uma rua qualquer.


E provavelmente pensaria:


"Então era isso que eu estava tentando imaginar."


Mas existe uma coisa ainda mais bonita em não conhecer Napoli.


Eu ainda posso sonhar.


Ainda posso colocar em Napoli tudo aquilo que procuro no mundo.


A possibilidade de recomeçar.


A sensação de estar longe o suficiente para ouvir meus próprios pensamentos.


A liberdade de ser desconhecido.


A melancolia de perceber que uma vida pode caber em outro lugar.


Eu não sei se Napoli é assim.


Talvez não seja.


Talvez eu chegue lá e descubra que algumas das coisas que inventei nunca existiram.


Talvez o café seja apenas café.


Talvez as ruas sejam mais barulhentas do que bonitas.


Talvez o Vesúvio não pareça tão imenso.


Talvez Napoli não tenha nada da Napoli que eu criei.


E tudo bem.


Porque existe uma beleza estranha em desejar um lugar antes de conhecê-lo.


Você começa a construir uma casa dentro de uma cidade onde ainda não colocou os pés.


Napoli é essa casa, por enquanto.


Uma casa imaginada.


Um nome repetido.


Napoli.


Napoli.


Napoli.


Como se repetir fosse uma maneira de aproximar.


E talvez um dia eu chegue…


Talvez eu desça do avião, respire aquele ar pela primeira vez e perceba que a cidade real é completamente diferente da cidade que construí na cabeça.


Mas talvez, no meio de alguma rua qualquer, com o Vesúvio aparecendo ao longe e o mar existindo onde eu só conhecia por fotos imaginárias, eu entenda uma coisa


Alguns lugares a gente visita pela primeira vez duas vezes.


A primeira é quando chega.


A segunda é quando percebe que passou anos sonhando com aquele momento.


E quando esse dia chegar, eu não vou querer que Napoli seja exatamente como imaginei.


Vou querer apenas olhar para ela e pensar:


Napoli.


Então era você.


A cidade que eu conheci antes de chegar.

O teu pensamento pode não ser a verdade, mas torna-se a tua realidade enquanto acreditares nele.

Sinta-se livre, o mundo tem vários lugares e pessoas para você conhecer.

⁠
Ela me disse...

Talvez um dia a gente se esbarre e se conheça de novo, com o olhar mais maduro e o coração mais decidido.

Talvez a gente se reencontre e se reencontre exatamente aonde a gente se perdeu.
Dessa vez sem as inseguranças de antes, sem os medos de ser feliz.
Talvez a gente se perdoe, se doe e se dê mais uma chance, não sabíamos o que era saudade, até a distância nos mostrou como é amargo cada gota de ausência.

Quem sabe um dia a gente sinta tudo que um dia nos doeu como um preparo.
Pois sempre pertencemos uma a outra, e no final aquele ponto final tenha sido apenas reticências...
Que a vida pôs em nossa história, para que no tempo certo déssemos certos.
Quem sabe esse seja o tempo certo!

⁠É preciso acreditar em um novo dia.
Porém é preciso ter força, é preciso ter raça.

⁠Depois que te conheci passei a tocar as estrelas.
Você me faz tão bem!

⁠Finalmente meus 40 anos...

Já não é mais a fase dos 20, nem tão pouco dos 30 é a fase tão esperada dos 40 anos...
Acumulei de maneira perfeita, a experiência e a juventude o que me fez dominar a arte, gestão da minha essência, somando vida aos anos que desfrutei e ainda os que tenho neste novo ciclo a desfrutar.
Finalmente o tão esperado momento dos meus 40 anos, onde deixo pegadas por onde caminho, fazendo-se dona dos meus passos.
E com maturidade sinto que piso mais forte, transmitindo segurança para si mesma e conseguindo me conectar com minha estabilidade emocional e pessoal que hipnotiza.
São muitas marcas do passado, é necessário muito amor para curar as feridas e as decepções.
Porém é necessário ser estratégica, tomadas de decisões sábias para lidar com cada momento.
Minhas prioridades não são as mesmas de dez anos atrás, e provavelmente vão mudar daqui a um tempo. A vida é uma constante mudança, e eu demorei para entender isso. Antes eu queria manter minha coerência, sustentar tudo em que eu acreditava. Mas aos 40 anos, compreendi que crenças mudam, que o que parece certo num dia, pode não ser no outro. Está tudo bem mudar de opinião, porque, conforme adquirimos mais conhecimento, essa é a tendência. Minha única prioridade imutável é ser feliz.
Aos meus 40 anos, sejam muito bem-vindos.
Confesso que tinha medo dessa idade e dos efeitos colaterais que ela pudesse trazer, mas decidi que não são números que vão decidir a trajetória dos meus anos. Neste aniversário, resolvi refletir sobre a vida e em como é maravilhosa vivê-la. Não irei me preocupar, apenas viverei um dia de cada vez, como deve ser feito.
Agradeço a mim pela mulher que me tornei, felicidades neste meu novo ciclo.
Meus 40 anos...

"Tecei, Tecei histórias com fios de esperança,
Costurando sonhos na tessitura da vida..."


Daniela Arfelli

Depressão
Uma dor
Sem ação
O sofredor
Causa confusão
Sem noção
Não reage
Espera por algo
Que não acontecera
Sua percepcao
As vezes em outra dimensao
Nao ha realizacao
Uma triste tristeza
Do seu fim!!
Acredite o fim
Vira começo
O começo
Vira fim
Complexidade
A alegria está no transeunte.

O amor é como o(a) idoso(a)
Vê na criança a esperança
RENASCER
O amor é eterno....
Transcende o universo
Você ja amou??
Provalvemente ama...
Então sentes a força
De um ligamento
Do temporal
Para o eternal
Gloria a Deus!!!
Jesus
Luz que ilumina o pecador
Ao reino de amor....

O amor é a chave
Do perdao
Da reconciliação
Do conhecimento
Da caridade
Do presente
Da felicidade
Do futuro
Da saúde
Do trabalho
Da esperança
Do otimismo
Da paz
Do lazer
Da oração
Do coração
Da consagração
Do senhor Jesus
Da benção
Dos irmãos
Amém.

A esperança final não é escapar da criação. É ver a criação redimida.

A IMPORTÂNCIA DA HISTÓRIA

Estudar História é muito mais do que conhecer datas, nomes, guerras ou civilizações que desapareceram há séculos. É aprender a enxergar a humanidade no tempo. Tudo aquilo que somos — nossas cidades, leis, crenças, costumes, conflitos, instituições, conhecimentos e maneiras de compreender o mundo — possui uma história. O presente não surgiu pronto. Ele é resultado de incontáveis decisões, descobertas, erros, encontros e transformações acumuladas ao longo de gerações.

Por isso, conhecer o passado é também uma maneira de compreender melhor o presente. O historiador Marc Bloch expressou essa ideia de forma memorável: “A incompreensão do presente nasce fatalmente da ignorância do passado.” Não conhecemos a História apenas para descobrir o que aconteceu, mas para compreender como chegamos até aqui. Uma guerra possui antecedentes; uma cultura possui raízes; uma instituição passou por transformações; uma ideia que hoje parece óbvia pode ter levado séculos para ser construída.

A História também nos ensina algo profundamente importante sobre nós mesmos: o mundo nem sempre foi como é agora. Povos organizaram suas sociedades de maneiras diferentes, impérios que pareciam indestrutíveis desapareceram, certezas foram abandonadas, conhecimentos foram corrigidos e ideias consideradas impossíveis transformaram civilizações. Conhecer essas mudanças amplia nossa percepção e nos torna menos prisioneiros do nosso próprio tempo.

Isso exige humildade intelectual. Quanto mais conhecemos a experiência humana, mais percebemos a pequena parcela da realidade que conseguimos enxergar a partir de nossa própria época. O conhecimento histórico nos ensina a perguntar antes de concluir, investigar antes de julgar e compreender um acontecimento dentro de seu contexto antes de impor sobre ele as nossas próprias categorias.

Séculos antes da historiografia moderna, Cícero já chamava a História de “testemunha dos tempos, luz da verdade, vida da memória, mestra da vida, mensageira do passado” (De Oratore, II, 36). Embora a historiografia contemporânea seja muito mais crítica e metodologicamente complexa do que essa antiga concepção, a frase preserva uma intuição poderosa: uma sociedade que perde sua memória histórica perde também parte de sua capacidade de compreender a si mesma.

Estudar História, portanto, é entrar em contato com a enorme experiência acumulada da humanidade. É observar seus maiores feitos e seus piores fracassos, suas descobertas e tragédias, suas virtudes e contradições. Não para viver preso ao passado, mas para compreender melhor o presente e pensar o futuro com mais consciência.

Conhecer a História é descobrir que chegamos tarde a uma conversa que começou muito antes de nós — e que compreender essa conversa é uma das melhores maneiras de entender quem somos.

Não conhecia o paraíso, mas ao tocar seus lábios e mergulhar em seus olhos, senti o mesmo que Van Gogh diante do céu em sua Noite Estrelada: o caos silenciou, e a escuridão aprendeu a brilhar.