Chuva
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Ias como a seca em busca da chuva,
E antes eras como a pura
E límpida água do mundo;
Não cansavas, nem por um segundo,
A banhar a vida cruel e bruta!
Ias como a beleza enraizada,
Não havia outro alguém,
E outro alguém cantava
A delicadeza que só tu tens!
Cantavas e cantavas e choravas,
Quando esse alguém sumia;
Havia outro alguém,
E outro alguém havia,
Onde o teu olhar nem sonhava!
Vi-te fraquejar – num pulo! –,
As cores todas se esvaindo...
Fostes só, e só sumindo
Envolta num pálido casulo!
Perdi-te, então, à vista...
E a névoa espessa te envolveu.
Em um fino invólucro
De estabanado artista:
Tudo, tudo em mim morreu.
Noite-Dia
A chuva batendo na janela,
O perfume das flores,
A cidade em silêncio,
Encontro de amores.
O passarinho anuncia o sol,
O vento traz o cheiro do café.
Começou o corre-corre,
A cidade, de novo, em pé.
Todos em casa,
As luzes acesas,
Vinho na taça,
Jantar na mesa.
A noite, de novo!
Autoria #Andrea_Domingues ©️
Todos os direitos autorais reservados 18/02/2025 às 16:40h
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SOL E CHUVA
No horizonte, o sol se ergue,
seus raios dançam sobre a terra,
a vida desperta, cores se intensificam.
Mas a chuva, em sua sabedoria,
desce suave, alimenta as raízes,
traz frescor, renova o ar.
Doce contraste entre luz e sombra,
um abraço de opostos,
onde a vida se equilibra,
e a esperança floresce em cada gota.
À Beira da Cova
No frio da noite, a chuva cai,
Silêncio e sombra, o vento trai.
No peito um peso, um grito mudo,
Lembranças mortas no chão escuro.
O ferro canta no couro negro,
Correntes frias, passado azedo.
Uma garrafa, um último brinde,
Ao que se foi, ao que ainda finge.
LOWLIFE gravado na carne e na alma,
Caminho sem volta, sem rumo, sem calma.
Um túmulo aberto, convite ao fim,
Mas sigo em frente, a morte é pra mim?
Na lápide o nome, espelho cruel,
O destino escrito num tom de fel.
E ali parado, entre a lama e o breu,
Vejo no fundo... apenas eu.
Morfeu uchiha
No final, as gotas de chuva serão arquivos de saudosas memórias de momentos inesquecíveis, porém ignorados.
PRIMAVERA
O SOL, A CHUVA, O VERDE!
É chegado o momento
Do sol, dar lugar à chuva,
A abençoada chuva,
A água benta da vida!...
A natureza lúdica, plácida e translúcida,
Faz reforçar a fé. É o criador que fomenta e cuida!
O verde retorna à mata mansa,
Como o porvir, que traz luz, esplendor e esperança...
É a pluma leve e calma que molha a terra virgem ansiosa para receber a semente;
É a obra divina que ameniza o calor, traz o frescor e cuida da mente da gente.
É o fluido que alimenta e fomenta a sede do rio,
É o líquido sagrado que preenche o vazio, sacia a sede e faz navegar o navio...
A água benta da chuva traz o cheiro gostoso da relva molhada,
Faz o barulhinho poético nas goteiras sobre a calçada,
Faz brilhar a orquestra sinfônica das aves na alvorada,
faz mais belo o crepúsculo da manhã abrindo a nova jornada...
A chuva faz renascer o verde,
O verde da árvore da vida,
O verde da esperança, da alegria e do sorriso,
O verde da fé, da natureza e do paraíso...
O verde brota em sonhos e encantos,
Renova a melodia no cantar dos pássaros felizes e românticos,
Torna mais doce e apaixonado o beijo amante,
Exala o amor do perfume que se faz brilhante...
O verde rejubila nas folhas livres, irradiante!
Um momento esplêndido, vivo, marcante!
É o céu que desceu abraçando e abençoando a terra,
É criador e criatura, unidos e uníssonos, escrevendo esta obra divina, sagrada e poética...
Élcio José Martins
Chuva e Saudade
A chuva cai como versos perdidos,
escorrendo memórias pelo chão.
Cada gota sussurra teu nome,
ecoando o desejo em meu coração.
Teu perfume dança no vento,
mistura de passado e ilusão,
um toque ausente, um fogo aceso,
queima em mim como um furacão.
Os trovões gritam tua falta,
enquanto a tempestade me abraça.
Sinto teu beijo na água fria,
mas é só saudade que me enlaça.
Se a chuva soubesse o que sinto,
talvez parasse pra me escutar,
mas ela insiste em cair sem piedade,
como o amor que não quis me deixar.
E assim, molhado de lembranças,
me perco na noite sem fim,
pois cada gota que toca a terra
é um pedaço de ti dentro de mim.
Sozinho na chuva
Monstros na cabeça
Não é uma doença, é um romance russo
A barra de texto pisca tentando desvendar meu próximo passo
Mas oque eu posso fazer ?
Se não sei nem amarrar os cadarços..
Pra onde eu poderia ir assim? Sozinho na chuva..
A BOA CHUVA
A boa chuva faz renascer até o que já havia desaparecido:
Renasce o amor porque a raiz estava viva e resistente;
Renasce a paz porque os caminhos começam a se ajustarem;
Renasce a dúvida porque começa a surgir o aprendizado;
Renasce a esperança porque os cidadãos começam a entender o seu papel;
Renasce a Justiça poque ela é a base da Democracia;
Renasce o plantio porque a colheita é necessária;
Renasce a força de vontade porque estar vivo é o que mais importa;
Renasce o desejo de produzir porque fazemos parte da mola propulsora do desenvolvimento da Nação;
Renasce a espiritualidade porque Deus é a razão de tudo;
Renasce a fé porque o acreditar firmemente, eleva e dignifica a alma;
Renasce a fraternidade, porque inicia-se o desejo da construção de um mundo mais justo e mais humano...
ÉLCIO JOSÉ MARTINS
Texto": A importância da chuva
A importância da chuva é que refresca o calor ,com um ventinho tão gostoso, muito mais maravilhoso, de um dia aproveitador, as nuvens cinza se juntam e deixa o céu muito fechado ,pra que o dia vira noite ,e se torna bem nublado, os raios são a luz lá no céu que faz brilhar , os relâmpagos e trovões é um barulho de assustar, só não se espante com medo porque faz parte da natureza, porque Deus criou essas coisas diante de toda a certeza.
A importância da chuva faz dormir e relaxar ,assistindo o seu filme, de um cobertor bem firme ,para não se estressar , de um temporal bem forte temos que se proteger, para não ficar alagado, nem o seu lar desarrumado entrar água e estremecer, digo sempre essas coisas pra você tomar cuidado, porque na hora da chuva ,use sempre a sua sombra pra que não fique molhado .
"É na falta da chuva que a água tem sentido. No choro constante a solidão é sua companheira. Na ausência do tempo a vida perde o significado."
Então, o Guarda a chuva.
Corria, bailava sob a torrencial chuva, cansou e sentou em meio as poças, feliz, infantilmente feliz!
Deitou-se sobre a lama e sorria, inocentemente, sorria!
Sujou-se, enlameou-se, molhou-se, regozijada em suas peraltices; que dia!
A felicidade foi de pronto impedida por um Guarda chuvas, daqueles que vivem somente para alterar os planos de todos os amantes do natural, do simples, do belo, do SER...
