Chuva
Com o silêncio da madrugada, as gotas da chuva ao cair sobre o meu telhado ,se misturam com as lágrimas que escorrem dos meus olhos, pois é a maneira que meu coração encontrou de mostrar o meu luto! Morri por dentro e ninguém se importou.
A chuva cai em forma de gotas para mostrar que na verdade são as lágrimas que carrego dentro do meu coração...cada momento chove mais forte e com o barulho da chuva acelera ainda mais meu coração, coração angustiado, por não se sentir amado. Se sentir desprezado e esquecido no meio a escuridão.
No cair da madrugada a chuva me faz companhia, ao meu redor está meu cachorro e minha gatinha, esses leais companheiros que sentem os meus sentimentos e a minha dor, basta olhar nos seus olhinhos para eu enxergar o verdadeiro amor.
O som,
o cheiro,
como o que toca,
faz sentir —
uma noite
aquecida
pela chuva
deveria ser
momento
de contemplação
para todos os olhos —
alimento para Alma.
Que o sol sempre possa brilhar,
aquecendo e trazendo a vida...
Mas que exista sempre a chuva para molhar,
Porque o equilíbrio, é que aproxima da felicidade sonhada e/ou prometida...
O som do silêncio toca meu coração como as gotas da chuva de uma tempestade,arrastando tudo pelo caminho à uma fenda aberta no solo como aque uma boca sedenta por água,armazenando tudo num poço profundo que tão logo irá transbordar inundando todo o meu viver dando transformação ao meu mundo num estrondo de uma tromba d'água preparando o solo pra uma semeadura, onde todo um novo possa brotar e assim a vida se remova sob a força estrondosa de meu silêncio.
CÉU, VENTO E CHUVA
Céu, vento e chuva, horizonte submerso
Em nuvens, e o cerrado todo verdejante
Enxurrada, e aquele pingar borbulhante
Na estrada, atiçando sentimento diverso
Alma retirada, um devaneio tão disperso
Chão molhado, cheiro de erva rastejante
Na poça d’água um espelhar coruscante
Sensação, precipitação, ó aquoso verso
Chove no cerrado, no cerrado a chover
Cada fauna no seu canto a se esconder
Canta a seriema num cântico sem fim...
Suplicante. Céu, vento e chuva, lá fora
Cai, em uma cadente poética trovadora
Tornando o sertão num sedoso jardim.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
17/11/2024, 10’48” – Araguari, MG
**Lágrimas e Chuva**
Lágrimas e chuva, em um triste refrão,
Unem-se em silêncio para esconder a dor,
Molham meu rosto, inundam o chão,
Lavando as marcas de um antigo amor.
A tempestade chega, o céu desaba,
E com ela meus olhos também se entregam,
Pois ninguém vê a tristeza que trava,
Quando as gotas da chuva e do pranto se cegam.
Caminho sozinho pelas ruas vazias,
O som da chuva disfarça meus ais,
Ninguém percebe as lágrimas tardias,
Que deslizam no rosto em desatino e paz.
A chuva e eu somos cúmplices fiéis,
Guardamos segredos que ninguém sabe ler,
Pois quando a dor é profunda e cruel,
Só as lágrimas e a chuva podem entender.
Gotas de chuva caem suavemente
Sobre o sítio onde o amor se sente
A natureza canta em harmonia
E o coração se enche de paz e serenidade
A chuva lavra a terra renovando
A vida e a esperança em cada canto
O ar está carregado de um cheiro doce
E o sítio se transforma em um paraíso.
Árvores verdes, flores coloridas
E o som da chuva, que nunca se esgota
O sítio é um refúgio um lar
Onde o amor e a paz nunca param.
A chuva traz vida traz renovação
E o sítio se enche de uma beleza rara
É um lugar mágico, onde o coração
Se sente livre e sem preocupação
Sul do Brasil
Não faz sol
Faz frio
Faz chuva
Muros verdes
Céu cinza
Verão com frio
Europemos todos
Achei que era poema, mas era só frieza
A chuva que molha as flores é um sussurro do tempo, ensinando-nos que a beleza da vida é tão passageira quanto cada gota que cai.
Clara nasceu numa aldeia onde o céu era sempre azul. Lá, o vento soprava suave, a chuva caía mansa, e nunca se ouviu o eco de um trovão. O frio não cortava, os relâmpagos não riscavam o firmamento, e a noite chegava sempre tranquila, sem ameaças.
Por isso, quando visitou um vilarejo distante e viu o céu escurecer pela primeira vez, sentiu o coração apertar. Os primeiros estrondos pareciam rugidos de feras invisíveis, e os relâmpagos arriscavam o horizonte como garras luminosas. Enquanto todos ao redor admiravam a dança dos relâmpagos, Clara se encolhia, aterrorizada.
Até que, um dia, uma tempestade a surpreendeu longe de casa. Sem refúgio, sem o céu azul de sua aldeia para observar-la, ela decidiu enfrentar o medo. Com a voz trêmula, os olhos às nuvens e singularmente: "Por que me perseguem?"
Para sua surpresa, os trovões responderam, não com um rugido ameaçador, mas com uma voz grave e antiga: "Não temas nossa voz, pequena. Somos mensageiros, não inimigos."
Intrigada, Clara começou a escutar. Descobriu que os trovões não eram ameaças, mas avisos. Aprendeu a decifrar seus sinais: um trovão breve fez calmaria, três seguidos anunciaram tempestades. O que antes era apenas medo de se transformar em compreensão.
Quando voltou para casa, Clara trouxe consigo um novo conhecimento. Sua aldeia, acostumada ao eterno azul do céu, passou a ouvir histórias sobre as tempestades. E, quando um dia as nuvens escuras finalmente chegaram à terra, Clara se apresentou diante delas e sugeriu uma canção suave. Os trovões, confirmando sua coragem, ecoaram em toneladas mais brandas, anunciando a chegada da chuva sem medo, apenas respeito.
Desde então, sua aldeia não teme os trovões — escuta. E Clara, a menina que veio do céu sempre azul, tornou-se guardiã entre a terra e o céu, lembrando a todos que o desconhecido, quando compreendido, transforma-se em poder.
O objetivo natural da chuva é regar a terra e assim fazer germinar tudo o que nela for plantado. Com a liderança o processo é semelhante, porém, com as pessoas.
José Guaracir
Perdido em Mim Mesmo
Há algo em mim que pesa,
um vazio que não se desfaz.
Seguro a chuva nos olhos,
mas cedo ou tarde ela cai.
Tudo está aqui, tão perto,
e ainda assim, distante.
Sou reflexo sem presença,
pequena, quase errante.
O tempo não me espera,
então sigo sem saber
se um dia, entre os pedaços,
vou me encontrar outra vez.
Em dias de chuva as ruas ficam alagadas, os carros ficam parados, os sapatos ficam encharcados e eu, por dentro, fico todo molhado de tanto pensar
Um líder verdadeiro protege sua equipe (como um guarda-chuva nas tempestades), honra promessas (mesmo que custe) e entende que seu sucesso é medido pelo brilho daqueles que guia. Liderar é servir, não comandar.
