Chorei

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Deserto

Autor: Elias Torres

O deserto que entrei
Deixou-me triste e cansado
Chorei, gritei e tive saudade
do seu gosto e do beijo molhado.

O sol escaldante me judiava
Tive desejos da sombra
e da água da sua presença,
mas sua lembrança me saciava.

Quando estive solitário
desenhei a sua imagem
no céu que me cobria
Eu ficava admirando
a sua beleza junto as estrelas
simplesmente, eu sorria.

O deserto me dominou, porém não me venceu
Forte anseio me estremeceu,mas
aprendi a não sofrer de pieguice
mesmo desejando a sua meiguice.

O deserto machuca, mas educa
Aprendi a não ser um fraco com meu vazio
Diante das minhas necessidades e saudade
Sempre a amarei e nunca serei um baldio.

Chorei lágrimas de extravio, de ausência, de amor imenso, já sumido. Teria eu, na adolescência, com tanto a acontecer e a descobrir, descurado aquele amor maior da minha avó?

Chorei porque eu não tinha sapatos, mais adiante sorri, porque vi uma pessoa sem os pés.

Você não valia uma lágrima, e eu chorei rios por você.

Hoje chorei. Como havia muito tempo não chorava. Não havia razões claras. Apenas chorei. Talvez por razões passadas, histórias ancoradas no porto do meu ser, ali onde a dor não se ossificou, não se fez concreta, não mostrou a face, mas pairou soberana e silenciosa.
Talvez por razão nenhuma. Nem sempre a dor tem razão. Dói por doer, por não ser outra coisa, por ser dor apenas.

Ex não é lembrança, é lição de superação
Foi capítulo encerrado, virou evolução
Chorei o que tinha que chorar, aprendi a me ouvir
Quem não somou na caminhada, eu deixei ir - música Eu no comando do dj gato amarelo

Pensei hoje nos meus três filhos. Chorei ao lembrar do desejo, os três filhos. Esses que nunca tive. Com exceção de um que já se foi. E dos dois que não nasceram. Doeu não tê-los tido. Sinto saudade dos meus três filhos.

Só hoje eu já chorei por um ano inteiro, mas não transbordei para não afogar ninguém.

QUINTANA E O AMOR

Muitas vezes nessa vida
Confesso que já chorei!
Já chorei por coisas bobas
Já chorei por quem amei
Lhes juro, a dor é grande
O tamanho eu não sei
Eu só sei que quem já amou
Sabe do que eu falei...

E quem não quiser chorar
Creia, eis a solução:
Não procures o amor
Endureça o coração
Tu só não vai experimentar
A mais linda emoção
O mais lindo sentimento
A incrível sensação
Vais parecer que flutuas
Na leveza da paixão.

E por falar em sentimento
Me lembro de um senhor
Que morou no meu Rio Grande
Da vida era doutor
Escreveu as coisas mais lindas
Soube a paixão expor
Mário de Miranda Quintana
O professor do amor...

Eu aprendi com o Quintana,
Exaltar o amor...
Pra meus filhos lembrarem
Quando eu me for
E vão tornar a falar
Assim como eu falei:
—Eu aprendi com papai,
Exaltar o amor...

Thiago Rosa Cézar

⁠Já amei um amor que eu jurava ser para sempre. Já chorei por um amor que achava que era o fim do mundo. Mas hoje, encontrei o mais essencial de todos: o amor-próprio. Aquele que nasce quando nos descobrimos, nos permitimos ser... e esperamos, com calma, o grande amor que virá.

"Já discuti, já briguei, falei alto, tive razão, perdi a razão, chorei, sorri de nervoso, fiquei chocada com tantos absurdos... Mas na verdade tudo que eu esperava era o silêncio, um abraço e uma voz baixa me dizendo: estou aqui com você."

-Aline Lopes

Depois daquele dia nunca mais chorei.
As lágrimas que por ti derramei, umedeceram as minhas raízes.
Tornaram o meu tronco forte, me deram raízes seguras, bem plantadas no solo.
Frutifiquei, cresci, frondoso me tornei.
hoje, o que escorre de mim é o orvalho da noite, que em minhas folhas deixo escorrer
em um leve, um suave pingar.

Quando chorei
e pedi ajuda
eu fui forte...


quando em silêncio
ajudei
eu fui grande...
✍©️@MiriamDaCosta

Minha Aura Cigana 💃


Por tudo o que vivi,
senti, sofri,
sangrei e chorei,
aprendi a não criar raízes
onde o chão era lágrima,
insegurança e medo.


Minha alma carrega estradas,
olhos atentos ao horizonte,
bolsos vazios de posses
e o peito cheio de destino.


Trago no corpo os vestígios do tempo
e no espírito a liberdade inquieta
de quem nunca pertenceu ao cárcere
do que é fixo, morno ou imposto.


Sou passagem,
sou vento que não pede licença,
sou chama que arde,
que aquece, que queima,
mas não se deixa apagar.


Minha aura é cigana
porque escolheu a travessia
em vez do conforto,
a verdade em movimento
em vez da paz mentirosa do repouso.


Por tudo o que vivi,
senti, sofri,
sangrei e chorei,
preferi não fincar raízes
em solos contaminados de medo.


Carrego comigo lembranças e cicatrizes
que não pedem e não suportam
curiosidade, piedade e nem falsidade
apenas passagem.


Minha alma aprendeu cedo
que permanência, muitas vezes,
é apenas uma forma educada de prisão.


Trago nos olhos a dor das despedidas,
nos pés a poeira das estradas,
no peito um coração indomável
que sangra, mas segue adiante.
Sempre!


Sou feita de partidas,
de incêndios internos,
de escolhas que doem
mais nunca, a renúncia
a mim mesma.
Nunca!


Minha aura é cigana
porque recusou o conforto
doce da mentira
e escolheu vagar com a verdade
latejando na carne,
pulsando nas veias,,
acariciando a mente
e pacificando a consciência.


Por tudo o que vivi,
senti, sofri,
sangrei e chorei,
aprendi a ouvir o chamado
das estradas invisíveis
mais plenas de visão.


Minha alma
dança com o vento,
baila com as marés,
reconhece constelações
onde outros veem apenas noite.


Carrego no coração um mapa
que não conhece fronteiras e limites
e um tempo que se move
no compasso da liberdade.
Oh! Amada Liberdade!
Senhora do meu viver!


Sou feita de travessias serenas,
de tempestades arrebatadoras,
de silêncios que ensinam,
de palavras que ecoam,
de versos que florescem
sem pedir residência.


Minha aura é cigana
porque prefere o caminho
ao destino, e faz do mundo
um eterno lugar de passagem.


Vivi, senti, sofri,
sangrei e chorei,
por isso sigo adiante.
Sempre!
Raízes me pesam e sufocam,
Estradas do viver e do sentir
livre e leve, me salvam.


Minha aura é cigana:
não pertence,
atravessa o seu caminho.
E nada e ninguém
vai tomar posse
de mim.


O sol me ilumina,
a Lua me protege,
a vida me ensina
que seguir livre
é a minha sina.
✍©️@MiriamDaCosta

Nessa manhã eu chorei.
Noite passada também.
Por que simplesmente sumiu?
Ao menos, diga que está bem.

Nessa manhã eu chorei.
Noite passada também.
Por que simplesmente sumiu?
Ao menos, diga que está bem.


Vi lento o dia a passar...
E um mês, uns dez anos durar.
O peito, notei congelar
Arder, doer e sangrar...

TRAVESSIA


Chorei o amor que se foi
com a certeza de que já não me cabia.
Não por falta de espaço,
talvez por falta de diálogo,
ou por culpa minha.


Mas como achar culpados
numa via de mão dupla?
Era mais descompasso.
Um passo errado
e cruzamos a contramão.


Depois restou
a mania estúpida
de culpar o coração.


Chorei o amor que se perdeu
atravessando a rua no sinal vermelho.
Não olhei pros lados.
Queria chegar
ao outro lado mais cedo.


E do outro lado, só havia eu.

Psiu...Silêncio!

Já chorei tanto que minhas lágrimas foram parar no oceano das emoções onde a calmaria me traz a paz... então descanso meus olhos vermelhos e inchados numa ilha deserta onde só minha alma enxerga a miragem de um oásis que minha fé alcança.
Psiu... Silêncio!
Porque esse murmurinho externo pode afastar a esperança que veio me salvar...

Eu chorei por alguém que não morreu.
E isso parece loucura para quem nunca sentiu.

Mas quem viveu sabe:
existem partidas silenciosas
que deixam marcas mais profundas
do que muitos adeuses definitivos.

Porque a esperança demora para morrer.
E enquanto ela respira,
o coração continua esperando
o que já não vai voltar.

Lembro-me de mim mesmo quando criança, brincando à noite, pulando degraus. Caí e chorei muito naquela noite, com feridas que sararam logo. Não sei se o degrau era muito grande ou eu muito pequeno, mas tinha um braço ao qual correr e uma pessoa a quem me socorrer.

Me espanta como cresci, e me espanta mais ainda como os degraus crescem. Hoje já tenho em mente que sou pequeno mesmo sendo grande, e vejo degraus em forma de arranha-céus. Porém, os choros dessas noites já não são mais, talvez, pelos arranha-céus, e sim pelo colo não mais presente, pela ausência sentida e pela dor que aumenta.