Chora
Deus sempre ouve suas orações, até mesmo aquelas que você nada diz, só chora.
Ele continua fazendo milagres todos os dias.
Creia, aquele pedido guardado em seu coração, será atendido, muito breve.
Amém!
Um patife não ri da mesma maneira que um homem honesto, um hipócrita não chora as mesmas lágrimas que um homem de boa-fé. Toda falsidade é uma máscara, e por mais bem-feita tal máscara, sempre conseguimos, com um pouco de atenção, diferenciá-la do semblante verdadeiro.
O violino é o instrumento que não canta, chora!
Suas lágrimas em turvo de dor, desespero e melancolia transcorrem entre notas e melodias que emocionam quem o toca e mais ainda quem escuta tal pranto, do suave e feroz violino..
No meio do barulho que me cerca, minha alma inquieta chora baixinho, soluçando ao ver meu coração dividido em quatro pedaços.
Um menino de costas carrega nas mãos vazias
tudo o que não pôde salvar. O piano calado chora por dentro, o violão perdeu as cordas como quem perdeu a fé. Anjos sujos ajoelham na lama, pedindo perdão por não terem chegado a tempo. As máquinas, cansadas de pensar, aprenderam o silêncio. E mesmo assim, ao longe, a água insiste em cair, porque o mundo acaba muitas vezes, mas a vida sempre encontra um jeito de continuar descendo.
Sou o adulto que tenta ser o abrigo para o menino que ainda chora em mim, esperando por uma justiça que o tempo não traz.
Sinto como se minha alma chora se
como se meu coração sangra se
Meus nao chorando,
Sinto como seu meu rosto se inunda se
de lagrimas, expondo a minha dor
sinto como se o mundo quiseste me engolir
e mas uma vez olho pro lado e to sozinha
Mateus 23: Ele confronta a religiosidade vazia, mas ao mesmo tempo chora por Jerusalém, ou seja, até a correção dEle tem dor de amor, não prazer em expor.
miriamleal
O poeta quando nasce
não chora como todos
os recém-nascidos...
Declama sem saber
o seu primeiro verso.
13 de Outubro #DiaDoEscritor
O poeta quando nasce
não chora como todos
os recém-nascidos...
Ele/Ela declama sem saber
o seu primeiro verso...
@MiriamDaCosta
Gyomei — A Montanha que Chora
Autor: James Richard Ferreira Pantoja
Pseudônimo: KANGAL
Silencioso, ele ora e faz sua prece,
Enquanto a noite se prepara para o fim;
Seus olhos, que não veem a luz, choram sempre,
Mas sua alma permanece firme assim,
Como uma montanha que não conhece o fim.
A Respiração da Pedra desperta em seus braços,
E o chão parece estremecer sob seus pés;
Corrente e machado rasgam o silêncio,
Cada golpe revela a força que ele é,
E até a própria terra se curva à sua fé.
Não luta por glória, tampouco por vingança,
Luta por aqueles que não podem lutar;
Carrega os mortos dentro da memória,
E transforma a dor em força para proteger e guiar,
Mesmo quando a esperança começa a faltar.
Diante dos demônios, ele permanece imóvel,
Como um rochedo enfrentando a tempestade;
Sua força não nasceu somente dos músculos,
Mas da fé construída sobre a adversidade,
E de um coração maior que sua própria força.
Quando a batalha finalmente chegar ao fim,
Talvez seu corpo rígido encontre o merecido descanso;
Mas enquanto houver alguém precisando de proteção,
A memória de Gyomei permanecerá como um templo,
Pois algumas montanhas não ruem — nem o tempo as pode corroer.
© 2026 James Richard Ferreira Pantoja — Pseudônimo KANGAL. Todos os direitos autorais reservados.
O coração do órfão e o coração de Deus estão intimamente entrelaçados, enquanto aquele chora, este enxuga suas lágrimas
Esconde o rosto no meu peito e chora aquele choro entalado que você engole todo dia para os outros não verem que você está sangrando por dentro. Você passou tanto tempo sendo o porto seguro de todo mundo que esqueceu que também tem o direito de desabar; deixa eu segurar o teu mundo um pouquinho, porque a tua dor não te faz fraca, ela só prova o tamanho da força que você teve que ter até aqui.
Dizem que homem que chora não é homem de verdade, mas é mentira; o fraco finge que é de pedra e quebra por dentro, o de verdade chora, esvazia o peso do peito e volta pro jogo mais forte.
Chora o sertão
No sertão, a chuva forte despenca,
Cortinas de água dançam, se entrelaçam em pencas...
O céu azul, em contraste, se estende,
Nuvens pesadas silenciosas, como segredos que sussurram entre si e se entendem.
A terra sedenta, em êxtase, agradece,
cochichando promessas de vida e renovo...
As folhas vibram com cada gota que desce,
Um milagre sutil, um amor renasce completamente novo.
Os pássaros cantam, festejando a clemência...
Nos riachos fios de água dançantes refletem o brotar de nova alegria...
O chão, antes árido, agora em essência,
recebe a bênção que transforma a secura em terra fértil em florescência.
Da dor à esperança, o ciclo se completa...
Coração do sertão, pulsando em harmonia,
Na dança da chuva, a vida se propaga,
E em cada gota, a natureza se transformando na mais pura poesia.
(Des)encanto
“Eu faço versos como quem chora
De desalento… de desencanto…”
Escrevo por horas e horas...
Há escritos meus por todo canto.
Lágrimas que escorrem.
Lamentos a toda hora.
Escrevo dores sentidas...
Teço em versos amarguras vividas... (re)vividas.
E cada verso traz em si
um pouco de tudo o que senti...
Nas linhas tortas da vida,
“escrevo versos como quem morre...”,
escrevo tudo o que vivi.
Rosangela Calza " " Manuel Bandeira
Posso não chorar mais com as lágrimas mas meu corpo chora; ao senti-lo pesado quando tento resistir ao choro de lágrimas.
Nômade
A vida passa e o incompreendido chora
Pelas ruas o andarilho some
Intensamente busca o que perdeu
Sem saber que achou.
Nada entenderá sem ser compreendido
Compreendendo se perderá
Nas buscas e buscas exteriores
Como nômade pairando nos cantos do mundo.
O incompreendido chora
À inexistência do palpável
Pela terra escorrem entre os dedos
Os sonhos perdidos pela lembrança...
'CORAÇÃO QUE CHORA'
Queria que a noite me falasse,
Dizendo-me onde te encontrar,
Que teu amor me abraçasse,
Como água doce abraça o mar.
Já não ouço sua voz a me chamar,
Mas, no profundo, no meu interior,
Até na eternidade eu irei te amar,
Imensamente com todo fervor.
Às vezes me pego a perguntar:
Onde foi parar nosso amor ?
Eu aqui... e onde você está ?
Que foi embora e não voltou.
Assim Rege dentro desse triste peito,
A solidão de um coração que chora,
Ao acordar sozinha no meu frio leito,
Recordando o dia que foste embora
Maria Francisca Leite
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