Chora
TODO MUNDO CHORA – João Nunes Ventura-04/2020
Quando o nosso dia é distante
Vem a noite e parece solitária,
Na oração da prece imaginária
Nessa vida eu vejo o horizonte.
Oh! E que solidão estou a sentir
De mim mesmo eu não desisto,
Se para esse mundo eu existo
Que eu tenho força e sou daqui.
Agora na dor esse mundo sofre
Sim meu bem todo mundo chora,
Até se proteja e não vá embora
Aflição do rico tristeza do pobre.
Como pensamos tudo foi errado
Juntos ficamos e chegou a hora,
Não tenha pressa a lua demora
Chove lá fora é pranto derramado.
Com os amigos tenha esperança
Se estiver triste e assim sozinha,
Ouça o canto da ave na campina
Na manhã solene que se alcança.
Você tem Deus não está sozinha
Vá em frente na estrada da vida,
E sinta o amor à sua terra florida
Um dia você terá saudade minha.
Sou do sertão tenho de ficar aqui
Vou esperar a estrela sair da flor,
Assim unidos cantaremos o amor
Tudo passará você voltará a sorrir.
Eu tento não te achar a coisa mais fofa do mundo!
Eu juro!
Mas me pego sorrindo quando vc chora durante um filme.
É sério!
Não é que ela não tem medo:
Ela treme por dentro;
Chora calada,
Sofre por quem ama.
A diferença é que ela não se entrega à derrota,
Nem se curva à afronta.
Quando cai, levanta; quando erra, corrige; quando perde, tenta de novo.
Por isso é vencedora e merece cada conquista.
Esse é o problema do luto. Ele não passa se a gente chora, come demais ou dá uns socos na parede. Ele simplesmente fica. E você precisa sobreviver a ele, precisa suportá-lo, precisa conviver com ele. E essa é a coisa mais difícil do mundo.
Em um mundo contemporâneo onde a sociedade alienada chora a morte de um artista enquanto a morte do seu próprio irmão não o comove ao certo sua terceira geração não vai lembrar da sua existência....
Muitas vezes você chora e ninguém vê, sofre e ninguém vê, somente o que precisa é alguém pra te acolher, e não fazer sofrer então diz a si mesmo, esses pensamentos eu preciso esquecer, mas estes mesmo pensamentos insiste em permanecer.
A Paixão que Chora em Poesia
Na pena do poeta, a maldição se aninha,
Um laço de doçura e dor que nunca termina,
É a sina de sentir a paixão como lume ardente,
Pois só assim sua alma encontra a rima envolvente.
Cada verso que nasce traz lágrimas consigo,
Como pérolas salgadas do mar do seu abrigo,
A maldição que o aflige é também sua chama,
É a fonte da inspiração que lhe dá renome e fama.
Paixões não correspondidas, amores não partilhados,
São os espinhos que ele encontra nas estradas,
Mas a cada dor, uma joia ele extrai,
E em versos imortais, suas lágrimas desfaz.
Nos olhos do poeta, o mundo se reflete,
As alegrias e tristezas que o coração afeta,
A maldição é um fardo, um fio que o tece,
Ligando a dor profunda à beleza que floresce.
Sem a paixão que dilacera, não haveria versos,
Pois a maldição é também o vento que os dispersa,
Cada palavra, uma lágrima transformada em tinta,
Cada rima, uma melodia que sua alma instiga.
Ele chora em palavras, sua dor se faz poesia,
A maldição e bênção, em constante harmonia,
Nos traços das rimas, ele encontra redenção,
Transmutando tristeza em um eterno refrão.
E assim, o poeta segue nessa sina infinda,
Criando obras que tocam, que a alma comovem,
A maldição da paixão, que o faz sofrer e sonhar,
É a chama que ilumina seu caminho a trilhar.
Pois na teia de emoções que a paixão teceu,
Ele encontra a inspiração que jamais esmoreceu,
E suas lágrimas, como rios, fluem serenas,
Alimentando as palavras que ecoam em suas arenas.
Os sonhos que tínhamos agora se dissipam,
E meu coração chora por tudo o que foi arrancado.
A vida continua seu curso implacável,
Enquanto carrego esta ausência em meu peito.
As lembranças são tesouros preciosos,
Que guardo com carinho, mesmo na tristeza que acometo.
O tempo passa, mas a dor persiste,
Nunca serei o mesmo, após tua partida.
Mas prometo honrar tua memória,
Vivendo cada dia com amor e compaixão, como aprendi contigo, minha vida.
Na ausência tua, o coração chora,
Caminhos que a saudade explora.
Mas das lembranças, sorrisos a tecer,
Passado vivo, em cada amanhecer.
Do passado, a saudade traz a dor,
Vazio que parece crescer, sem pudor.
Mas olhando adiante, um novo começo,
A saudade é a ponte, não um retrocesso.
Leia de baixo para cima*
Poeta.... poesia.
Poeta também
Ora e chora
Explica e complica
Silencia e grita
Insiste e desiste, mas
Ama e não finge...
O ser
Aquele que ama
Aquele que chora
Aquele que sorri
Aquele que sonha
O ser é um infinito complexo, de emoções, de sensações, o ser é inexplicável.
"Chamas do amor"
E como um vulcão em chamas.
O meu peito queima…
… chora…
… e grita por você.
Porém as cinzas?
Elas cobriram suas pegadas.
E assim?
Eu não consigo te encontrar.
Amor!
Dê um grito…
… e faça ecoar a sua voz.
Faça com que meus ouvidos.
Te ouçam mesmo distante…
… ao menos um pouquinho.
Para que eu!
Possa esconder só por um instante …
… as minhas lágrimas de saudades.
Olha amor!
Onde quer que esteja agora.
Que a magia do amor.
Escreva o meu nome…
... dentro do teu coração.
Assim como você.
Está escrita dentro do meu.
E aqui!
Pra sempre irá permanecer.
Admilson
02/01/2020
É normal ver as pessoas sorrindo pra esconder as lágrimas..
Mano, quer chorar? Chora! tu tem direito de não estar bem, tu tem direito de ensopar o travesseiro, de gritar pra aliviar, de jogar o prato na parede, tu tem direito e foda-se oque vão achar, o choro pode durar uma noite mas a alergia vem pela manhã.
Quando o coração chora de saudades
As lembranças se tornam o motivo da felicidade
Mesmo que ainda não veja, não toque, não sinta
Ame... porque mesmo distante você consegue sentir o pulsar de um coração apaixonado.
Lembro-te:
Saudade: - o choro de outrora chora
Rola no pranto aquele olhar certeiro
O teu cheiro, impregnado no roteiro
Das minhas lembranças, que evola ...
Inquieto romance: - de muita parola
Do doce encontro, o nosso primeiro
Abraçar, cheio de sabor, por inteiro
Tudo neste duro poetar se desenrola
Acende um lembrar deste passado:
Quanto mais o tempo, e nele receio
Mais prazenteio de ter sido amado
Me vem a tua imagem sem rodeio
O teu triste olhar ali ao meu lado
Findo no curso, e não mais veio.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Outubro de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
