Cheiro Saudade
Luiza tem o cheiro de poema e daquele mar azul em tarde ensolarada
Ao lado dela eu me sinto em um lugar feito de risos e sorrisos.
Ela é forte, decidida, sabe exatamente o que quer e o que não quer ! Ela é mulher de fé, mulher Deus como ela mesmo diz que é.
Ela é intensa, ama, sente, abraça e é verdadeira! Ela sabe se expressar e simplifica a vida.
Ela é prática. É livre de agradar aos outros. Diz aquele NÃO, puro, simples e sorrindo.
Ela tem raciocínio rápido. É inteligente. Criativa. Amável. Amorosa. Carinhosa e
Corajosa. Muito corajosa.
Ela é e sabe ser é graciosa, plena.
Me diz que quer ser bailarina, quer amar e se casar. Ela quer ser MÃE !
Eu a admiro.
SIM. Minha doce LUÍZA GARCIA SODRÉ.
A minha garota de faculdade que me foi apresentada pela Tia Grazy em pleno Maternal.
Àquele cheiro de poeira e mofo existencial, aos poucos foi se dissipando, há que surpresa fenomenal.
No cheiro de seu sabonete, deslizo com sabedoria as curvas, repondo em vossa beleza, sem valorar as marcas, colocando poder de simplesmente amostrar.
Fazeres certeiros, peças, quem em ti compõe, em dedos, suaves,toques simultâneos, tens cheiro de anjo.
Por esses olhos
Fico mais cinco minutos.
Por teu cheiro
Fico mais uma hora
Pela sua voz que fraqueja
Perto da minha boca.
Eu fico a noite toda.
Pelo gosto de romance em teu beijo
Eu fico a vida toda.
Preto lerelele...
Ricky Henry.
To afim de um cheiro gostoso...
To querendo é muito beijar...
Eu to na pegada pra fazer lelerele...
Na levada da batida do meu coração.
Deixa eu te levar...
.
É somar e dividi com você...
Nesse romance vamos fazer valer...
To na espreita de campana ansioso..
Pra te pegar...
.
La lá laia....
É assim que o preto tá...
O preto vai chegar e a dois deixa rolar..
Vem menina deita aqui no peito...
O preto vai te acariciar, envolvida em meus braços...
Eu vou cantar pra esse amor incendiá.
.
No pescoço eu vou te cheirar...
No teu rosto a minha face colarinho...
Os olhos fechados e a imaginação...
Vai se encarregar de criar...
O clima mais louco de se amar...
To querendo lelerele le...
O Caminho da paz, têm tom no cheiro, e, vive integrando pelo gosto, doce gratidão, em nosso corpo íntegro inteiro, é o respirar macio do sossêgo, sem nada esperar, já é a certeza de dos, em antigos freios.
No meu lado direito o cheiro do seu perfume me completa, não simplesmente me contemple, me de sua mão, pra caminharmos juntos, em nossos sonhos sem, e, além das ilusões.
A memória de teu cheiro em mim, faz com que lágrimas marinem dos olhos, ocorrente estado nestes, pra que possam sem tristeza o trilhar.
As palavras são pétalas coloridas, exalam dor e cheiro, carinho e afeto, afago e suplício, palavras são concretas e duras, duras o suficientes para eternizarem uma frase.
Afasta-se
Em uma rede encostada
Cheiro agreste e pés descalços
És o príncipe leão de si
Será o prazer de seu coração
Juntos somos total emoção
Quase aberto o roupão
Solto o cabelo
Jasmineiros e galhos encurvados
Era um quadro celeste
O Escorregar de Manejo
Cheiro
De poeira
Molhada
De chuva
Esperta
Em
Caminho
De
De terra
Sensação
De apruveitá
Qui nem
Tempo
De chuva
É
Chuva
Marota
Apertando
Água
De enxurrada
Já cobrindo
O pé
Essa
Outras
Lembranças
Perdidas
No tempo
Na memória
De quando
Já
Nem sabe
Se foi
Se ainda
É
Continuo Bebendo
Em um bar em Barreiras no oeste baiano, em uma bar meio sujo e com cheiro de gente, vejo um senhor com dois copos de pinga vis-a-vis, me fez lembrar de um senhor que tive de abordar para saber. Em minha rua, eu que não sou de beber, depois de ter notado que sempre na mesa ao lado quando comprava tabaco, ele sozinho, tomava pinga, com dois copos defronte na mesa e as reveza.
Até que um dia perguntei se era a mesma bebida qual o motivo de dois copos?
O baiano cordial, disse: "promessa feita com um amigo."
Quem morresse por último sempre beberia um pelo outro. Por isso, tomava o gole dele e do amigo.
Não pude deixar de perguntar quando sabia a hora certa de parar, para não ficar bêbado.
Ele me respondeu: quando estou ficando de porre eu paro e só ele, que já morreu, continua bebendo.
O Choro e o Cheiro
Olha
Em frente
Para
Um lado
Para
O outro
Olha
Acima
Olha
Em baixo
Olha
Pra tudo
Quanto há
Olha
Mesmo
Até quando
Não
Há nada
Pra olhá
Olha sempre
Na esperança
De ter algo
Pra olhá
Cipó da Manga
Balangano
Na cadeira
De balangá
Ispiano
O que tem
Pra ispiá
Tem cheiro
De coisa
No ar
As abeia
Já foro
Pra lá
Jabuticaba
Acabô
De florá
Ipê
Não fica
Pra trás
Flor
De
Manguinhas
De fora
Qué
Se mostrá
Lá Nem Longe
Era uma vez
Lá nem longe
Num tempo
Em que
As tardes tinham cheiro
De ontem
Bem
Que havia
Já não mais
Um quintal
Onde o mundo
Cabia
Num pé de goiaba
E a vida
Era medida
Pelo ritmo
Da rádio
Noite adentro
Vozes baixas
Contavam
O que o dia
Não ouviu
Agora
Só sobra
O vento
Que toca
À porta vazia
E um relógio
Que teima
Em marcar
Horas exatas
Que não existem mais
Era uma vez
Lá nem longe
O que restou
Como saudade
De coisa
Que nem chegou
A acontecer
E no álbum sem fim do vento
Um retrato de mim
Sem ninguém
E no canto esquecido da estante
Um abraço que nunca se desfez
E no relógio parado da cozinha
Os ponteiros
Ainda marcam tua hora
Poderia desejar a sensualidade exalando seu perfume que seria a vitória secreta do cheiro bom, poderia desejar seu corpo se correspondendo com o meu em quadris compassados pelo ritmo da libido em profusão, poderia morder suas costas em cada pedaço que me ofertasse a sensação. Tudo eu poderia fazer, se já não o fizesse em todos os instantes nos quais me presenteio com o sabor da sua carne jovial.
O vapor do sopão de legumes orgânicos fervendo, o cheiro do comércio fruteira e em todos os Jardins, fornecem as aromaterapias energéticas.
