Chegou ao fim

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Não é que o relacionamento seja falho
é que você também chegou com história, marcas e verdade.⁠
Marcilene Dumont

Progressão Impossível


Você chegou sem aviso,
feito acorde suspenso que não pede licença,
e desde então minha alma vive esperando a resolução do teu som.


Teus olhos...
carregam a calma do modo Jônio nas manhãs claras,
mas às vezes escondem uma saudade em tom Eólio
que me faz querer ficar e escutar teu silêncio.


Teu sorriso tem intervalo perfeito.
Não é terça, quinta ou sétima.
É daqueles que a teoria não explica,
porque desafina qualquer razão em mim.


Teus cachos dançam no vento
como arpejos correndo pelo braço da guitarra,
subindo casa por casa,
até meus pensamentos fazerem um bend no coração
e esticarem sentimentos além do tom.


E eu estudo teus detalhes
como quem passa noites decorando modos gregos:
Dórico nas tuas fases fortes,
Lídio quando teu olhar parece iluminar tudo,
Frígio quando teu mistério me desmonta.


Talvez você não saiba,
mas meu peito virou instrumento depois que te conheceu.
Porque toda vez que você chega perto,
meu coração esquece a técnica...
erra a escala, perde o tempo,
e toca só de ouvido.


Porque existem músicas que a gente aprende.
Mas existem pessoas
que a gente sente.


E você…
você parece aquela progressão impossível
que, por algum milagre,
encaixa perfeitamente dentro de mim.

O IMPERDOADO.
A infância não chegou como jardim.
Veio semelhante a um corredor austero de vozes severas.
Mãos invisíveis moldaram-lhe os ossos da alma.
Ensinaram-lhe a curvar-se antes mesmo de compreender o peso dos céus.
Disseram-lhe que sentir era fraqueza.
Que o homem digno deveria transformar lágrimas em silêncio.
Que a obediência era mais importante que a verdade interior.
Então ele cresceu.
Cresceu como crescem as árvores atingidas pelo inverno perpétuo.
Fortes por fora.
Mortas em regiões ocultas.
Carregava nos olhos um oceano imóvel.
Os dias passavam semelhantes a procissões de ferro.
O mundo exigia máscaras.
E ele as vestia uma após outra.
O filho exemplar.
O homem disciplinado.
O rosto imóvel diante das tragédias.
A criatura útil diante das engrenagens sociais.
Mas cada renúncia enterrava um fragmento de si.
As cidades iluminavam-se enquanto sua consciência escurecia.
Os salões celebravam triunfos vazios.
Os homens brindavam conquistas sem perceber o abismo que carregavam no peito.
Toda civilização possui seus palácios.
E seus cemitérios invisíveis.
Ninguém ouviu o colapso dentro dele.
Certas dores não produzem gritos.
Produzem desertos.
Durante anos caminhou entre multidões como um espectro filosófico.
Falava pouco.
Observava muito.
Aprendera que o mundo teme aqueles que enxergam excessivamente.
Então certa noite.
Quando os sinos interiores da existência estremeceram sua memória.
Ele viu.
Viu a própria vida semelhante a uma catedral incendiada.
As virtudes impostas.
Os afetos mutilados.
Os sonhos executados lentamente pela disciplina cruel dos homens.
Percebeu que fora domesticado para sobreviver.
Jamais para viver.
E naquele instante o universo tornou-se pesado.
As estrelas pareciam lápides suspensas sobre a humanidade.
O vento possuía gosto de ruína antiga.
Os rostos humanos tornaram-se máscaras fatigadas buscando sentido entre guerras, vaidades e solidões intermináveis.
Então o Imperdoado ergueu-se.
Não como herói glorioso das antigas epopeias.
Mas como sobrevivente metafísico de uma civilização emocionalmente enferma.
Sua revolta não nasceu do ódio.
Nasceu do esgotamento da alma.
Ele compreendeu que muitos homens morrem décadas antes do túmulo.
Que inúmeras existências continuam respirando mesmo depois da destruição interior.
Que existem corpos vivos carregando espíritos exaustos pelas avenidas do mundo.
E chorou.
Não por fraqueza.
Mas porque finalmente encontrou os escombros de si mesmo.
As muralhas emocionais desabaram como impérios antigos.
Toda a dor silenciada regressou semelhante a uma tempestade sepulcral.
As humilhações esquecidas.
Os amores sufocados.
As palavras jamais pronunciadas.
As despedidas jamais compreendidas.
Tudo voltou.
E diante da eternidade indiferente das constelações.
Ele fitou a própria existência e disse silenciosamente.
“Roubaram-me a essência antes que eu pudesse conhecê-la.”
Desde então tornou-se andarilho das sombras interiores.
Não buscava glória.
Não desejava absolvição.
Procurava apenas um fragmento intacto da própria identidade sob os destroços do mundo.
Porque certas almas não desejam vencer.
Desejam apenas não desaparecer completamente dentro daquilo que os homens chamam civilização.
E os céus permaneceram imóveis.
Como sempre permaneceram diante das tragédias humanas.

⁠A vida já me fez muitas surpresas, chegou a hora de eu surpreender lá.
Ai, vida! ...✯

Carta ao meu amor


Você chegou quando o céu ainda estava escuro dentro de mim.
Chegou no fim de uma tempestade que parecia não ter fim.
Quando eu já não sabia mais se ainda existia luz, então você veio.


Como arco-íris depois do caos. Como sol atravessando as frestas da minha alma, acalmando meu anseio.
Como amanhecer depois de uma noite escura.


Você me devolveu motivos para crer, mesmo parecendo loucura.


Chegou sem prometer eternidade, ou jurar permanência, tampouco a tal felicidade; somente com sua insistência.


Mas, mesmo sem promessas, você ficou onde mais importava: dentro de mim.


Trouxe a paz de um amor seguro, calmo e bonito.
Um amor que não gritava, mas acolhia. Que não prendia, mas cuidava.
Que não exigia, mas permanecia.


Quando eu tive medo, você segurou minhas mãos como quem segura um mundo prestes a desabar.
Quando eu senti dor, você não fugiu. Você ficou. E, ficando, fez meu coração aflorar.


Você me ensinou a olhar para a vida com mais delicadeza. Me mostrou que até os dias difíceis carregam alguma lição, algum sentido, alguma pequena luz escondida no meio da dor.


Eu ainda me lembro da sua mão pegando na minha, meio tímida, mas quente. Da sua voz sussurrando no meu ouvido e cantarolando nossas canções.


Você chegou me mostrando que o mundo podia ser mais bonito do que eu imaginava. Me ensinou o valor da empatia, do respeito, do cuidado e da presença. Tocou minhas feridas sem me machucar. Suavizou minhas cicatrizes sem tentar apagá-las. E acreditou que eu ainda podia amar, mesmo quando eu já não acreditava mais no amor.


Você encontrou meus pedaços espalhados e não teve medo da bagunça. Não tentou me consertar à força. Apenas me amou com tanta calma que, aos poucos, eu fui lembrando quem eu era.


Você é mais do que a palavra amor; você é a certeza do meu amar.

Antes de você, eu era apenas um mapa esperando por um destino. Você chegou e me trouxe a alegria de quem finalmente encontra o lar.
​Você me completa na alma, e cada dia ao seu lado é um verso lindo que Deus escreveu.
​Seja qual for o tempo que nos espera, saiba: minha promessa é te amar com a mesma alegria de hoje, por toda a nossa eternidade.

Eu costumava ter medo de errar, até que você chegou. Hoje entendo que alguns erros são, na verdade, o destino nos colocando no lugar certo.

Era uma vez um cristão que chegou ao paraíso. Bastaram cinco minutos admirando a beleza do lugar para ter um pensamento impuro e ser expulso. Moral da história: o paraíso é bonito demais para ser habitado.

Chegou o equilíbrio, tão esperado.

Embora eu seja senhor da minha vida, há alguém que está mais longe, que já chegou aonde eu só desconfio. Seguindo por esse caminho do desconhecimento, nem sei se chegarei há algum lugar, só vendo.

Cego


Deus chegou a um ponto em que percebeu que era Deus. Acordou-se de fazer tudo automaticamente, de criar mundos sem saber. No fundo, nunca admitiu ser estúpido, pois acreditava que era onipotente, onisciente, não um idiota. Nem o universo triste e sem sentido que inventou o convencia da sua fraqueza. Gostava da sua onipotência e fingia acreditar que era um pequenino. O mundo era um teatro que criava sonhando e não era responsável pela maldade e pela dor. Imerso no seu poder imenso, era presa desse mesmo poder. Bêbado de vaidade, o seu medo era o medo de realizar as suas aspirações, medo do terror que desejava. Então se manteve inconsciente, anulando a racionalidade, até que chegou o momento em que teve de admitir as suas limitações e perguntar o que, acordado, faria em seguida. Deus sabia que esta história não poderia ser apreciada por ninguém mais, fora ele próprio. Não havia quem lhe dissesse o que era certo e o que era errado, ou o caminho a seguir. Era a própria imagem da solidão. Quando descia ao mundo dos homens e abandonava o seu mundo das ideias, ficava confuso porque o mundo inferior o adoecia com o nada. Grande era o medo da concussão que viria pelo desejo de abandono, pelo desejo da morte. Na verdade, era a preguiça de tudo recriar, como das outras vezes, e também pelo apego aos seres, que não sabia reconstruir fielmente: Ah, nunca seriam como antes! Ele gostaria de falar e chorar, mas as criaturas nunca poderiam entendê-lo, jamais conseguiriam se colocar na sua posição. Assim, era o responsável por se fazer apreciado. Tudo o que inventava, ele achava aquém de si próprio, justamente porque era o máximo. Ao se ver, podia perceber as suas falhas: o tempo, o movimento, a repetição, a vontade, que o impulsionavam para o abismo, pois, embora não houvesse o futuro, ele não tinha completa consciência da ordem de tudo.

Minha vida estava arrumadinha, aí você chegou e bagunçou tudo. (indefinido)

Você que chegou
devagarinho e transformou meus dias em abrigo, meus sorrisos em felicidade e meu coração em lar.
Porque amar você não é apenas um sentimento…
é a calma que me envolve, a paz que me encontra e a razão mais bonita para cada novo amanhecer.

Você chegou como um trevo de quatro folhas na minha vida… raro, inesperado e cheio de sorte.
Desde que encontrei você, meus dias ganharam mais cor, meus sorrisos ficaram mais sinceros e meu coração aprendeu a acreditar ainda mais no amor.
Se cada folha do trevo tivesse um significado, eu diria:
uma é carinho,
outra é paixão,
a terceira é cumplicidade…
e a quarta, sem dúvida, é você — a melhor sorte que a vida me deu.


Ian N.T

Ainda não chegou o tempo certo para que a visão se cumpra; porém ela se cumprirá sem falta. O tempo certo vai chegar logo; portanto, espere, ainda que pareça demorar, pois a visão virá no momento exato.

Bíblia Sagrada
Habacuque 2:3.

Agosto chegou.
E ontem eu encerrei um ciclo que prometi pra mim mesma: um ano inteiro de autoconhecimento.


Um ano mergulhando em mim, em silêncio, com dor, com amor, com verdade.
Agora começa outra fase.
Uma fase mais madura, mais firme, mais alinhada com quem eu realmente sou.


Meu inferno astral começa dia 17.
Mas eu não tenho medo dele.
Porque quem viveu o que eu vivi nos últimos meses já enfrentou coisa muito pior.


Não vai ser o inferno. Vai ser a limpeza.
A peneira.
A lapidação.


E se você tá lendo isso, talvez também esteja sentindo que algo precisa mudar aí dentro.
Esse texto é só um lembrete: você pode recomeçar. Você pode ser outra.
Basta decidir.


Meu novo ciclo já começou.
E eu tô pronta.
Sem máscara. Sem jogo. Sem medo.
Só com verdade.


Obrigada por estar aqui.
Vocês fazem parte disso.
Cada story que você viu, cada produto que você comprou, cada silêncio que me sustentou.
Gratidão real.


O ciclo da nova Diane Leite começou.


Autoria: Diane Leite

Café Frio e Silêncio


A ex chegou sem avisar,
a atual ficou no sofá,
uma perguntando quem era a outra,
e a outra sem nem respirar.
O café esfriando na mesa,
o clima pegando fogo no ar,
três mulheres e mil problemas
dentro do mesmo lugar.
Uma saiu batendo a porta,
jurando nunca voltar,
a outra saiu no silêncio
que faz qualquer peito afundar.
E no meio daquela fumaça
de ciúme, tensão e azar,
ela percebeu que amor confuso
só serve pra atormentar.
Porque quem cobra mas também esconde,
quem ama mas vive a duvidar,
transforma beijo em labirinto
e cansa qualquer olhar.
Então pegou o celular cansada,
pensou: “ninguém vai me endoidar”,
deletou as duas da cabeça
e voltou pro Tinder sem pensar.
Porque às vezes é mais tranquilo
tatuar dragão, cobra e punhal,
do que tentar entender
relacionamento emocional.


— Lucci Santz

— Então é isso… chegou a hora de ir.

— É, mas eu não gosto de despedidas.

— Nem eu. Por isso prefiro pensar que é só um “até logo”.

— E se a saudade apertar?

— A gente guarda os momentos bonitos no coração até o caminho trazer a gente de volta um para o outro.

Quando o amor te encontrar
Você não vai perceber que ele chegou
Mas ele vai
Vai se perguntar se você gosta dele
Vai rodar com você na chuva em movimentos circulares de 360°
Vocês vão sorrir
Vão colher uvas juntos no jardim de Alá
Certamente tais uvas serão doces como vocês
O vento vai soprar perguntas e respostas
Verão o erguer das verdes folhas lá fora
Quando no coração estará pulsando a resposta.

⁠Um beija-flor passou
na janela,
Foi você que desejou
um bom dia,
Mistério de amor
que chegou
para me fazer sacodida.