Chegou ao fim

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Você chegou de forma inesperada e transformou tudo em mim. Tocou minha alma com delicadeza e intensidade, despertando sentimentos que eu nem imaginava existir. Sua presença ilumina meus dias, faz meu sorriso nascer com facilidade e enche meu coração de gratidão. Ao seu lado, descobri que o amor tem o poder de renovar a vida e dar um novo significado a cada instante.

A vitória revela quem correu ao meu lado… e quem só chegou para a foto.

Que saudade boba é essa que ainda não chegou até mim em forma de abraço demorado?

Você chegou como quem não quer nada e, sem fazer barulho, reorganizou o meu mundo. No meio do barulho ensurdecedor dos dias, você é aquela nota suave que insiste em tocar no fundo da mente, trazendo a paz que eu nem lembrava que cabia no peito.
_Enzo Ruchell_

Sexta-feira chegou, trazendo consigo a leveza de um novo amanhecer e a esperança de um dia repleto de conquistas. Que cada passo seja guiado pela serenidade, que cada desafio floresça em aprendizado e que, ao cair da tarde, o coração encontre a doce alegria do dever cumprido. Que a semana termine em paz, gratidão e com a certeza de que os melhores dias sempre encontram quem segue em frente com fé e esperança.

⁠Acordar cedo, é a felicidade chegando e os passarinhos avisando que a alegria chegou.

Você chegou querendo
Tudo que o tempo não te deu
E que levou de você;
Sem saber que você já sou eu...

De repente a chuva chegou com tanta fúria , trazendo com ela um furacão derrubando todas as muralhas ao redor e destronou minha paz.
A tempestade tem inveja da felicidade, ela é traiçoeira, é venenosa, não sente, também não gosta do amor nem da luz.Ela chega, matando todo tipo de alegria, ela entra como uma nuvem negra cega e embassa a visão, não nos deixa ver, o sol sugindo além da montanha..
Más a tempestade do jeito que chega vai de repente embora, e vai passar, já passou vamos fazer mudanças vai começar um novo ciclo...de paz..!


Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha
Poetisa do cerrado

A nuvem negra não chegou de uma vez.

Ela não apareceu como uma tempestade anunciando que tudo iria mudar. Ela veio devagar, quase educada, como uma sombra que aprendia os caminhos da casa antes de tomar conta dela.

No começo eu ainda conseguia enxergar o céu.

Ainda existiam dias bons, momentos que pareciam provar que aquilo era só uma fase. Eu dizia para mim mesmo que amanhã seria diferente, que alguma coisa dentro de mim iria voltar ao lugar.

Mas o tempo passou.

E a nuvem ficou.

Ela não precisava mais esconder o sol, porque eu já não lembrava exatamente como era sentir o calor dele.

As coisas continuaram acontecendo ao meu redor, pessoas rindo, histórias sendo criadas, músicas tocando em algum lugar. O mundo nunca parou por minha causa. E talvez essa tenha sido uma das partes mais estranhas: perceber que tudo continuava em movimento enquanto dentro de mim alguma coisa permanecia parada.

Eu comecei a existir mais do que viver.

Os dias viraram uma sequência de obrigações, os momentos viraram apenas momentos. Eu estava presente em lugares onde minha mente nunca estava. Eu respondia, conversava, sorria quando precisava, mas parecia que uma parte minha tinha ficado para trás em algum lugar que eu não conseguia encontrar.

E por muito tempo eu procurei um culpado.

Procurei em cada escolha errada, em cada palavra que eu poderia ter dito diferente, em cada versão minha que eu queria apagar. Eu carregava meus próprios erros como uma mochila cheia de pedras, e mesmo quando ninguém mais falava sobre eles, eu continuava voltando para buscá-los.

Até que um dia eu percebi que talvez eu nunca tenha sido o monstro que eu criei na minha cabeça.

Talvez eu só fosse alguém cansado.

Alguém que tentou, errou, perdeu coisas, machucou e foi machucado. Alguém que passou tanto tempo tentando entender onde tinha falhado que esqueceu que também estava sofrendo.

Talvez eu tenha finalmente conseguido me perdoar.

Mas o estranho é que o perdão não trouxe aquela paz que eu imaginava.

Não abriu o céu.

Não fez a nuvem desaparecer.

Ela continuou lá.

Só que agora eu não estava mais brigando comigo mesmo dentro dela.

E talvez esse seja o lugar mais estranho para se estar: quando você para de se odiar, mas ainda não sabe como voltar a se encontrar.

Quando você finalmente solta as correntes que você mesmo colocou, mas percebe que ainda está perdido no mesmo lugar.

A nuvem negra continua acima de mim.

Às vezes mais distante, às vezes tão baixa que parece tocar meu rosto.

E eu continuo andando sem saber exatamente para onde.

Não porque acredito que vou encontrar alguma coisa.

Mas porque ficar parado também já não parece uma opção.

Talvez esse seja o máximo que eu consigo fazer agora:

carregar a mim mesmo por caminhos que eu ainda não reconheço, tentando descobrir se em algum lugar existe uma versão minha que eu perdi no caminho.

Ou se eu estou apenas procurando por alguém que nunca mais vai voltar.

“I think I, I think I finally found a way to forgive myself”.

Aquilo que é óbvio para quem está há vinte anos na empresa, raramente é óbvio para quem chegou hoje.

Amor não combina com medida protetiva. se chegou nesse ponto, o romance já perdeu a causa.

"Por que se preocupar com o amanhã, se ele ainda nem chegou? Deixe o tempo seguir seu curso e confie que Deus conduz cada etapa da vida no tempo certo. Enquanto o amanhã não chega, viva o hoje com fé, esperança e gratidão."

Eu te quero sempre assim, com esse sorriso que chegou trazendo o sol para os meus dias mais cinzentos e a certeza de que, em cada curva dos teus lábios, encontrei o meu lugar favorito no mundo.
Enzo Ruchell

E ele chegou todo sentido
havia lido a teoria do sentido
e percebera que a vida é fluida,
qualquer leve vento
e ela muda de sentido.

Nada mais fazia sentido.

Em tudo há uma gama ampla de sentidos,
mesmo no que ele nunca havia sentido.
Em cada palavra que pronunciara
um novo sentido se anunciara...
a cada dia tudo novo ficara.

Um novo dia se anuncia
e anuncia um novo dia, um novo dia, um novo dia...
até chegar o fim e acabar com sua alegria.

E ele foi embora ressentido,
magoado, desiludido...
Viver cada dia com um novo sentido,
esquecer, na morte, tudo o que havia sentido,
não... nada mais fazia sentido
morrer depois de tanto haver vivido.

O ciclo evolutivo humano chegou ao fim! A internet transformou a todos em marionetes! E o manipulador não precisa de fios!

O IMPERDOADO.
A infância não chegou como jardim.
Veio semelhante a um corredor austero de vozes severas.
Mãos invisíveis moldaram-lhe os ossos da alma.
Ensinaram-lhe a curvar-se antes mesmo de compreender o peso dos céus.
Disseram-lhe que sentir era fraqueza.
Que o homem digno deveria transformar lágrimas em silêncio.
Que a obediência era mais importante que a verdade interior.
Então ele cresceu.
Cresceu como crescem as árvores atingidas pelo inverno perpétuo.
Fortes por fora.
Mortas em regiões ocultas.
Carregava nos olhos um oceano imóvel.
Os dias passavam semelhantes a procissões de ferro.
O mundo exigia máscaras.
E ele as vestia uma após outra.
O filho exemplar.
O homem disciplinado.
O rosto imóvel diante das tragédias.
A criatura útil diante das engrenagens sociais.
Mas cada renúncia enterrava um fragmento de si.
As cidades iluminavam-se enquanto sua consciência escurecia.
Os salões celebravam triunfos vazios.
Os homens brindavam conquistas sem perceber o abismo que carregavam no peito.
Toda civilização possui seus palácios.
E seus cemitérios invisíveis.
Ninguém ouviu o colapso dentro dele.
Certas dores não produzem gritos.
Produzem desertos.
Durante anos caminhou entre multidões como um espectro filosófico.
Falava pouco.
Observava muito.
Aprendera que o mundo teme aqueles que enxergam excessivamente.
Então certa noite.
Quando os sinos interiores da existência estremeceram sua memória.
Ele viu.
Viu a própria vida semelhante a uma catedral incendiada.
As virtudes impostas.
Os afetos mutilados.
Os sonhos executados lentamente pela disciplina cruel dos homens.
Percebeu que fora domesticado para sobreviver.
Jamais para viver.
E naquele instante o universo tornou-se pesado.
As estrelas pareciam lápides suspensas sobre a humanidade.
O vento possuía gosto de ruína antiga.
Os rostos humanos tornaram-se máscaras fatigadas buscando sentido entre guerras, vaidades e solidões intermináveis.
Então o Imperdoado ergueu-se.
Não como herói glorioso das antigas epopeias.
Mas como sobrevivente metafísico de uma civilização emocionalmente enferma.
Sua revolta não nasceu do ódio.
Nasceu do esgotamento da alma.
Ele compreendeu que muitos homens morrem décadas antes do túmulo.
Que inúmeras existências continuam respirando mesmo depois da destruição interior.
Que existem corpos vivos carregando espíritos exaustos pelas avenidas do mundo.
E chorou.
Não por fraqueza.
Mas porque finalmente encontrou os escombros de si mesmo.
As muralhas emocionais desabaram como impérios antigos.
Toda a dor silenciada regressou semelhante a uma tempestade sepulcral.
As humilhações esquecidas.
Os amores sufocados.
As palavras jamais pronunciadas.
As despedidas jamais compreendidas.
Tudo voltou.
E diante da eternidade indiferente das constelações.
Ele fitou a própria existência e disse silenciosamente.
“Roubaram-me a essência antes que eu pudesse conhecê-la.”
Desde então tornou-se andarilho das sombras interiores.
Não buscava glória.
Não desejava absolvição.
Procurava apenas um fragmento intacto da própria identidade sob os destroços do mundo.
Porque certas almas não desejam vencer.
Desejam apenas não desaparecer completamente dentro daquilo que os homens chamam civilização.
E os céus permaneceram imóveis.
Como sempre permaneceram diante das tragédias humanas.

Aquele abraço...

Um dia eu abracei alguém e esse abraço durou por um longo período, chegou a ultrapassar algumas primaveras,

Viver dentro daquele abraço me fez gostar intensamente da vida, do viver,

Mas,

em um dado momento no cume de uma montanha o vento batia com uma brisa de entendimento e eu me vi entre a sombra de duas grandes árvores deitado,

ali esquecido por um tempo vi que o meu espelho não tinha mais o reflexo daquele abraço,

pensativo fiquei, triste por necessidade morri,

ao ressuscitar livre fiquei, liberdade senti, voar, voar, voei.

As horas sombrias foram reveladas quando a felicidade chegou com a vela acesa.

Minha Primavera

Após um inverno duro, a primavera chegou e com ela tudo voltou a florescer, as paisagens formadas pela natureza encantam, uma grande diversidade de flores forma um belo tapete acima do solo, a temperatura ficou mais agradável e os dias agora são de prosperidade.
Você é a minha primavera, quero espalhar pelos quatro cantos do mundo que você chegou e agora a felicidade vai jorrar como aguá de uma fonte que nunca seca.

Entre a pressa e o encontro


Você chegou como quem não pede passagem,
com o mundo inteiro correndo dentro do peito,
acelerada, inquieta, cheia de caminhos,
mas encontrou em mim um lugar diferente.


Eu não sei explicar o que aconteceu,
nem procuro colocar nome no inesperado.
Existem encontros que não fazem barulho,
mas mudam a forma como a gente olha o outro lado.


Você tem tempestade nos passos,
mil pensamentos querendo partir ao mesmo tempo,
e eu achei bonito descobrir
que até a pressa pode encontrar abrigo.


Não quero prender teus voos,
nem diminuir a força que existe em você.
Quero apenas caminhar ao teu lado
enquanto a vida revela o que pode nascer.


Porque entre tantas pessoas, tantos rostos, tantos dias
você parou por um instante diante de mim.
E há algo raro nisso:
Duas histórias diferentes percebendo
que talvez tenham se encontrado no mesmo momento.